Novo Salão de Festas no Sumbe

A cidade do Sumbe dispõe, a par­tir deste mês, de um novo centro recreativo e cultural, que abre ao público com um espectáculo onde actuam os músicos Puto Português, Yuri da Cunha, Titica, Anselmo Ralph e Yola Semedo.
Para o responsável pela gestão do espaço, Salomão da Costa, o centro, remodelado para incentivar a cultura local, em particular os músicos do Sumbe, vai dar outro alento a esta arte e ajudar alguns artistas a despontarem no mercado e outros a saírem do anonimato.
O salão vai também preencher o vazio existente no Sumbe pela falta de espaços culturais. “Com a reabilitação deste local, o intercâmbio cultural e a interacção entre os músicos e os fãs vai ser mais forte”, explicou o responsável.
Localizado numa das margens do rio Cambongo, o empreendimento, que está devidamente apetrechado com instrumentos acústicos modernos, é uma iniciativa privada e já dispõe de uma lista de actividades programadas.
Salomão da Costa disse ainda que a reabilitação da infra-estrutura custou 10 milhões de kwanzas, valor que permitiu aos técnicos efectuar também remodelações na estrutura física, melhor iluminação interior e no exterior, instalar aparelhagens de som e outros adereços de qualidade, necessários a um recinto com esta magnitude. O espaço, adiantou, pretende ainda convocar, dentro de dias, um grupo de músicos para criar uma banda musical residente.
“A ideia é darmos um maior suporte aos músicos interessados em actuar no centro. Vai ser também um valor acrescentado, visto não existir no Sumbe uma banda”, destacou salomão da Costa.
Outro projecto do centro, consiste em criar um programa de actividades mais dinâmico, no qual os presentes, de acordo com as suas faixas etárias, possam ouvir músicas das suas épocas. “Para a juventude, por exemplo, queremos criar actividades mais festivas. Mas, para os mais velhos, pretendemos trazer os sucessos que marcaram a sua época”, explicou.

A “casa” pode albergar mais de 600 pessoas e o seu funcionamento vai assemelhar-se ao de centros recreativos e culturais conceituados no país, como a Chá de Caxinde, em Luanda. O espaço vai empregar entre 20 a 30 trabalhadores, mas “outros funcionários podem ser admitidos posteriormente”, rematou.

Jornal de Angola/Manuel Tomás


Perigo no Ecossistema

A chefe de secção de Pescas e Ambiente da Administração Municipal do Sumbe, Maria do Céu Jesus, denunciou ontem que a inobservância de regras sobre a preservação do Ambiente, está a tomar contornos alarmantes e põe em perigo o ecossistema, saneamento e as infra-estruturas rodoviárias.
Maria do Céu Jesus diz que é preciso inverter este cenário, que só é possível “devido à inércia na aplicação dos instrumentos legais que punem os actos contra o Ambiente”. Outra preocupação da secção de Pescas e Ambiente prende-se com a falta de meios de transporte e de técnicos para sensibilizarem as comunidades.
“Todos os dias assistimos à degradação do Ambiente pelas actividades humanas, mas não há rigor na punição dos infractores para desencorajar tais práticas”, disse Maria do Céu Jesus: “é muito urgente uma mudança de comportamentos, na perspectiva individual, familiar e comunitária”.

Outra preocupação apontada pela chefe de secção de Pescas e Ambiente prende-se com a ocupação ilegal de espaços para fins de construção de habitações, nos montes circundantes do Sumbe: “os ocupantes ilegais não poupam as plantas e rochas que jogam um importante papel de contenção dos solos”. A responsável do Ambiente da Administração Municipal do Sumbe aconselha as autoridades tradicionais e as populações a porem fim à venda de terrenos para construção que não lhes pertencem e que causam sérios problemas ao Ambiente.
Maria do Céu esclareceu que a cidade do Sumbe e os seus arredores começa a ressentir-se da falta de esgotos nas áreas onde foram erguidos bairros não urbanizados, acrescentando que as más práticas contra o Ambiente estão a provocar erosões, o que representa um perigo para a própria existência da cidade. A chefe da secção de Pescas e Ambiente defende a criação de redes sociais comunitárias que desenvolvam acções de sensibilização das comunidades em torno da defesa do Ambiente, sublinhando que “o impacto de acções pedagógicas é tardio, mas sensibilizar e fazer é mais prático”.
Maria do Céu Jesus critica também a forma desordeira como é depositado o lixo, um processo que não ajuda os serviços encarregados da recolha dos resíduos sólidos: “nós verificamos que, em muitos casos, o depósito de lixo é feito por crianças ou adolescentes, fora dos contentores. Temos de acabar com isso”, alertou.Pediu que o depósito do lixo seja feito pelos adultos nos locais próprios, porque os resíduos domésticos espalhados pelo chão podem causar graves problemas de saúde pública.

Morro do Chingo

A chefe de secção de Pescas e Ambiente do Sumbe manifestou “muita preocupação” com a invasão de casas no morro do Chingo. As pessoas ocupam ilegalmente o morro com habitações.
O morro do Chingo num passado recente estava livre de casas e de problemas ambientais. Hoje é a área do Sumbe mais sujeita à pressão humana e são visíveis por toda a parte construções anárquicas.
O mais preocupante é que as barreiras que protegem a Estrada Nacional número 100 estão a sofrer erosões que podem evoluir para ravinas. Quando isso acontecer a via fica cortada e os prejuízos são incalculáveis.
A inconsciência de alguns e a negligência das autoridades competentes podem causar graves prejuízos a milhões de angolanos que precisam da estrada para viver.
A nossa reportagem constatou que na curva que dá acesso à entrada para o bairro do Chingo, as ravinas começam a surgir.
Se nada for feito de imediato, nas próximas chuvas o pior pode acontecer. Maria do Céu Jesus diz que a devastação de cactos e a exploração ilegal de pedreiras constitui um grande perigo.

Vandalismo nos cemitérios

As construções anárquicas não pouparam os cemitérios e Maria do Céu Jesus defende que a reposição da legalidade passa por acções conjuntas que envolvam as autoridades, sociedade civil e população em geral.
Para inverter o actual quadro, Maria do Céu defende a conjugação de esforços entre as autoridades e as populações, através de diálogo para se definirem acções em que todos saiam a ganhar.
Mas a ocupação abusiva de espaços públicos em prejuízo de todos, não pode ser impedida apenas pelo diálogo. A autoridade do Estado tem de estar presente, sobretudo quando alguns se apropriam ilegalmente daquilo que é de todos. Maria do Céu disse que é preciso agir agora para travar a destruição do ambiente.

Casimiro José/Jornal de Angola

Sumbe Necessita de Vias Alternativas

O governador provincial do Kwanza Sul, Serafim do Prado, defendeu, nesta segunda-feira, a necessidade da construção de vias alternativas para evitar que camiões de grande porte transitem a cidade do Sumbe para a ligação com o norte e sul de Angola.
O governante, que falava aos jornalistas sobre a situação social, política e económica da província, sublinhou que a cidade do Sumbe tem algumas ruas interditadas porque o piso não suporta as cargas que diariamente passam em direcção à capital do país.
“O asfalto desapareceu e agrava-se ao facto de os esgotos estarem no meio das estradas e as consequências estão à vista: vias intransitáveis”, esclareceu.


Serafim do Prado fez saber, por outro lado, que foram realizados trabalhos de avaliação e os custos são bastante altos.
“Para se ter uma ideia, as empresas contactadas avaliam em cinco milhões de dólares a recuperação de uma rua (cerca de 100 metros) e não temos este orçamento previsto para este ano”, justificou, acrescentando que a solução passa pelo programa de investimentos públicos para 2012 e em outros casos recorrer às estruturas centrais”

Realçou que um projecto deverá ser entregue ao Ministério do Urmanismo e Construção no sentido de se construir uma nova via que passa pela controlo sul e sai no Instituto Nacional de Petróleos e isto exigirá igualmente a construção de uma ponte sobre o rio Cambongo via Sassa.
Defendeu a necessidade de dotar as administrações municipais de equipas técnicas e equipamentos capazes de resolver casos pontuais e desta forma manter a cidade com um bom aspecto.

“É urgente resolver este problema porque está em causa igualmente o problema de saneamento básico da cidade”, rematou.

Angop

Sumbe-Vai Ter Centro de Formação Marítima

A província angolana do Kwanza Sul vai contar, a partir de Junho de 2012, com um centro de formação marítima a ser construído na comuna do Kikombo, município do Sumbe, num investimento de 90 milhões de dólares da Sonangol. A construção será feita pela empresa portuguesa Mota Engil.
O centro estará vocacionado à formação de cadetes de alto mar nos cursos de marítimos de mestrança e marinhagem, oficiais de certificado restrito e outros cursos intensivos que são exigidos pelas unidades internacionais de navegação marítima.


A infra-estrutura vai ocupar uma área de 72 hectares e terá edifícios para acomodação dos estudantes, para a administração, armazém, oficinas de engenharia naval, engenharia mecânica, edifícios para salas de aula, laboratórios, centro de pesquisa, estação de tratamento de água, zona de lazer, portarias e unidades de treino a incêndios.

A obra está a cargo da empreiteira portuguesa Mota Engil, sob a coordenação e fiscalização da Engexpor Angola, e será executada num prazo de 12 meses.
A primeira fase do projecto foi concluída em 2010 e compreendeu a construção de dois quilómetros de estrada de acesso ao local.

O centro arrancará em 2012 com 96 estudantes, sendo a sua capacidade total de 228 a ser atingido até 2018. Empregará pelo menos 86 funcionários entre nacionais e estrangeiros.

Angop.

Sumbe