O projecto de construção da refinaria do Lobito, em curso desde 2008, prevê para a primeira fase de produção, com data ainda por determinar, a refinação de 120 mil barris de petróleo/dia, informou terça-feira em Luanda o ministro dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos.
À margem da Conferência Internacional sobre Petróleo e Gás, o ministro afirmou que numa segunda fase a refinaria do Lobito vai aumentar a sua capacidade de refinação para 200 mil barris de petróleo/dia.Ainda com o objectivo de terminar com a importação de produtos derivados do petróleo, o ministro disse estar a ser estudada a construção da primeira refinaria do município do Soyo, província do Zaire, com uma capacidade de refinação estimada em 200 mil barris/dia.
Relativamente ao futuro da produção de petróleo e gás em Angola, José Maria Botelho de Vasconcelos disse que as reservas provadas, em petróleo, estão avaliadas em 9,5 mil milhões de barris, podendo durar mais 50 anos com o início da exploração da camada de pré-sal.
Já em relação às reservas de gás natural, prosseguiu, estão avaliadas em 11 bile~oes de pés cúbicos, o que equivale a uma produção de mais de 30 anos.Participam na conferência, que se iniciou terça-feira e tem a duração de dois dias, técnicos do Ministério dos Petróleos, da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), do Banco Mundial e peritos internacionais em petróleo e gás.
(macauhub)
Angola exportou em Janeiro passado uma média de 1,687 milhões de barris de petróleo por dia, valor que supera a exportação média diária registada em 2011 mas que fica aquém do montante de 1,74 milhões de barris por dia registado em 2010, de acordo com os mais recentes dados divulgados em Luanda pelo Ministério das Finanças.
No primeiro mês do ano, o preço médio do barril de petróleo exportado foi de 108,511 dólares, que está próximo do preço médio registado ao longo de 2011 (108,8 dólares), ainda de acordo com os dados do Ministério das Finanças citados pela imprensa angolana.
A receita total gerada pela exportação de petróleo em rama superou 3,06 mil milhões de dólares, sendo que a receita da concessionária estatal Sonangol superou 1,838 mil milhões dólares, tendo o Estado arrecadado mais de 1,222 mil milhões de dólares em resultado dos impostos que incidem sobre a indústria petrolífera.
O nível de produção petrolífera angolana, segundo o relatório mensal da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), situou-se em 1,744 milhões de barris por dia, subindo, ainda de acordo com a organização que representa os países produtores, para 1,82 milhões de barris por dia em Fevereiro, um aumento de 76,5 mil barris.
O relatório da OPEP refere que Angola foi, em Janeiro, o segundo maior fornecedor da China com 0,66 milhões de barris por dia ou 12,7% das importações chinesas do produto, sendo apenas suplantada pela Arábia Saudita, que forneceu 1,14 milhões de barris por dia (22% do total das importações chinesas de petróleo).
(macauhub)
Angola pode abrir em 2013 um novo concurso internacional para a atribuição de concessões de prospecção petrolífera, disse, no Kuwait, o administrador da Sociedade Nacional de Petróleos de Angola (Sonangol).
Sebastião Martins, que esteve naquele emirado a participar num fórum internacional sobre a procura energética mundial, afirmou não terem sido escolhidas as áreas a colocar a concurso, mas algumas podem ser em terra e outras no mar.
Angola, o segundo maior produtor de petróleo em África depois da Nigéria, atribuiu em 2011 à BP e à Statoil, entre outras empresas, o direito de prospectar petróleo e gás natural em blocos do pré-sal angolano, em águas profundas. Angola, anunciou, está a aumentar, de forma gradual, a produção de petróleo, que deve passar de 1,6 milhões de barris por dia para dois milhões em 2014.
A Sonangol anunciou, no final de Dezembro, a assinatura de 11 contratos de partilha de produção nos blocos pré-sal referentes às concessões petrolíferas dos Blocos 19, 20, 22, 24, 25, 35, 36, 37, 38 e 40, naquele que foi o último concurso público internacional para selecção de operadores e investidores das concessões angolanas.
Os contratos com a Sonagol Pesquisa e Produção foram assinados pela British Pretroleum Angola, o consórcio China Sonangol, Cobalt, Repso (Espanha)l, Statoil (Norieda), Total (França) e Conocophlips
A BP Angola foi das operadoras que obteve a maior percentagem em participações, atingindo 40 por cento nos blocos 20, 19 e 21.
Com a assinatura, entraram no mercado novas empresas, o que permite o alargamento do leque de entidades operadoras, como a Repsol, do Reino de Espanha, que vai operar no bloco 22, a ConocoPhillips, dos Estados Unidos, nos blocos 36 e 37, e a Statoil, do Reino da Norouega, nos blocos 38 E 39.
Manuel Vicente, naquela altura investido presidente do Conselho de Administração da Sonangol, disse haver resultados comprovados que na bacia do Kwanza, no bloco 21, existem reservas de hidrocarbonetos ainda não avaliadas e prometeu que a companhia se pronunciava mais em pormenor sobre o assunto assim que houvesse dados totalmente disponíveis.
A refinaria de petróleo de Taiwan CPC Corp adquiriu na passada semana 6 milhões de barris de petróleo em rama de Angola, uma decisão que poderá estar relacionada com as sanções impostas ao Irão, de acordo com a agência financeira Reuters.
No ano passado, Taiwan importou cerca de 30 mil barris por dia de petróleo iraniano, o equivalente a 1 milhão de barris por mês.
O acordo assinado na quinta-feira envolveu a aquisição de 3 milhões de barris de petróleo angolano Nemba, 2 milhões de barris de Cabinda e 1 milhão e barris Palanca a serem entregues em Maio próximo.
De acordo com informações divulgadas em Londres, a estatal angolana Sonangol vendeu 2 milhões de barris de Nemba e 1 milhão de barris de Palanca, a empresa chinesa Unipec, subidiária da Sinopec, vendeu 1 milhão de barris Nemba e 1 milhão de Cabinda e a norte-americana Conoco vendeu 1 milhão de barris de Cabinda.
(angolahub)
O projecto de operações sísmicas nos blocos 19, 20, 22, 24 25, 35 a 40, que visa determinar o potencial de hidrocarbonetos ali existentes, foi levado hoje, quarta-feira, em Luanda, à consulta pública, numa acção do Ministério do Ambiente, através da direcção nacional de Avaliação de Impactos Ambientais.
A ser implementado a partir deste ano pela empresa “CGGVeritas”, o projecto será realizado no quadro do anuncio feito em 2010 pela concessionaria Sonangol E.P, que pretendia iniciar com a exploração petrolífera nos blocos pré-sal ( pacote de rochas sedimentares que ocorrem sob uma camada de dois mil metros de sal).
De acordo com o estudo de impacte ambiental para as referidas operações sísmicas, está iniciativa poderá originar uma percentagem de lucro considerável para a economia do país, uma vez que Angola apresenta formações rochosas marinhas semelhantes ao do Brasil, que em 2007 descobriu uma área pré-sal com reservas de atingir os 30 biliões de barris.
Apresentado pela gerente de desenvolvimento de negócios da CGGVeritas, Loepoldina Ribeiro, o projecto com a duração de dois anos aproximadamente descreve que os levantamentos sísmicos serão realizadas para determinar as estruturas geológicas subterrâneas existentes e, consequentemente, determinar os locais onde possam existir depósitos de petróleo e gás.
Tendo em conta os meios que serão utilizados, foi elaborado tal estudo de impacto ambiental e as suas medidas de mitigação, com vista a não colocar em perigo as varias espécies de animais e de plantas por lá existentes, muitas em vias de extinção.
Elaborado pela empresa de consultoria ambiental “Holisticos”, o estudo descreve que do ponto de vista das componentes ambientais (física e química, ecológica e biológica, social e cultural, economia e legal), e tendo em conta as características do projecto em causa, as acções e pressões não serão susceptíveis de causar danos elevados ao ambiente.
A directora nacional da direcção de avaliação de impactos ambientais do Ministério do Ambiente, Julieta Cortez, exortou a necessidade do cumprimento das medidas de mitigação por parte desta empresa, cuja constatação é feita por uma equipa multisectorial.
“O estudo em si tem medidas de mitigação apresentadas que devem ser cumpridas, para não colocar em risco a biodiversidade marinha”, concluiu.
Este estudo ainda não merecer uma apreciação da ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, que poderá ou não autorizar a emissão da licença ambiental.
Angop