Troço Ferroviário do Luena ao Luau Sem Minas

O Departamento Provincial do Instituto Nacional de Desminagem no Moxico (INAD) procedeu já a desminagem do troço ferroviário que liga a cidade do Luena a do

Luau, num raio de 336 quilómetros.
Em declarações à Angop, a propósito do dia da Paz e Reconciliação Nacional, cujo acto central terá lugar segunda-feira nesta cidade, o chefe de secção das operações do INAD local, Pedro Baptista Ngola, precisou que os efectivos do órgão desminaram o troço da linha férrea num diâmetro de 12 metros de cada lado, estando neste momento a efectuar o mesmo trabalho ao longo das estações ferroviárias.
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Segundo o responsável, no primeiro trimestre do ano em curso, o primeiro pelotão da instituição deu também início as actividades de desminagem na estação de Cafungo (Luau), envolvendo uma máquina de desminagem do tipo Casspir.
Já o segundo pelotão está a trabalhar na segunda fase de desminagem da reserva fundiária da cidade do Luena, concretamente nas zonas Sinai novo, 4 de Fevereiro e Kanda 01.
Ainda no primeiro trimestre do ano em curso, segundo a fonte, o INAD local procedeu a destruição de uma mina do tipo PPM2, a remoção de 46 munições de diversos calibres, de um engenho explosivo não detonado do tipo RPG7 e a recolha de 7.796 metais diversos.
Este período serviu ainda para actividade de refrescamento da Sétima Brigada da casa Militar no sentido de actualizar as medidas de segurança de acordo com o Standar Internacional e do Sop INAD.

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34 Mil Minas

Trinta e quatro mil e 236 minas anti-pessoal foram removidas e destruídas de 1996 a 2010, pelo Instituto Nacional de Desminagem (INAD), em 16 províncias de Angola, anunciou o seu director-geral, Leonardo Severino Sapalo.
Fazendo à Angop um balanço das actividades desenvolvidas pelo instituto, o responsável revelou que o Inad operou nas províncias de Luanda, Cabinda, Lunda Norte, Lunda Sul, Uíge, Bengo, Zaire, Moxico, Malanje, Benguela, Kwanza Sul, Bié, Huambo, Huíla, Kuando Kubango e Cunene.

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Segundo Leonardo Sapalo, desde 1996 o instituto removeu também 14.677 minas anti-tanque e 107.324 engenhos explosivos não detonados nestas localidades.

Igualmente, disse, o INAD recolheu 132.210 munições e 1.513.965 metais diversos.

Frisou que, na sequência, 241.289.880 metros quadrados foram limpos, bem como 730 quilómetros de estradas e 688 quilómetros de caminhos-de-ferro estão clarificados.

Assim, estão assegurados 6.338 quilómetros para a linha de fibra óptica da operadora de telefonia fixa Angola Telecom e outros 407 para a operadora móvel Unitel.

O INAD trabalhou também, neste período, em 367 quilómetros da linha de transportação de energia eléctrica de alta tensão.

O referido instituto sensibilizou 922.338 cidadãos sobre os riscos de minas e outros engenhos explosivos nas 16 províncias.

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4.845.000 Metros Quadrados Sem Minas

O Instituto Nacional de Desminagem (INAD), na província da Lunda-Sul, limpou, entre Abril e Novembro deste ano, uma área de aproximadamente 4.845.000 metros quadrados, equivalente a uns 40 mil campos de futebol.
O trabalho, segundo João Miguel, director provincial do INAD, decorreu em zonas para as quais se prevê a construção de uma captação de água, na sede comunal de Cassai-Sul, e a instalação de fibra óptica, no troço Saurimo/Luau, província do Moxico. Abrangeu ainda as reservas fundiárias dos três municípios do interior da Lunda-Sul.

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A empreitada, que envolveu 60 técnicos, entre sapadores, motoristas e administrativos, permitiu a remoção e destruição de 149 minas, das quais duas anti-tanques, 79 Uxos, 31.466 metais e 2.252 munições diversas.
Ao longo dos trabalhos, os especialistas sensibilizaram 360 pessoas contra o risco de minas nas áreas onde desenvolveram a actividade de desminagem. Nesta altura, disse João Miguel, os esforços do INAD estão a incidir na limpeza da reserva fundiária, numa área de 16 hectares, destinada à construção de casas sociais, no município de Muconda, no âmbito de autoconstrução dirigida.


João Salvo/Jornal de Angola


Testada Nova Tecnologia Para Desactivar Minas

A Organização Não-Governamental britânica “The Hallo Trust” está a ensaiar uma nova tecnologia de desminagem na província do Bié, de forma a acelerar o processo de clarificação dos campos, disse, ontem à Angop, o seu chefe de operações.
João Baptista afirmou que “The Hallo Trust” está a utilizar detectores manuais do tipo GC 421 e Minelabs, que garantem uma desminagem mais rápida e eficaz, confirmada através de vários testes.


A ONG, referiu, vai aumentar, nos próximos tempos, a clarificação das áreas minadas naquela província. Durante o primeiro semestre do ano, revelou, foram clarificados nove campos, nos municípios do Kunhinga, Andulo e Chinguar, resultando na desminagem de 233.007 metros quadrados e na redução do risco de perigo de minas em 1.720 quilómetros de estrada.
A ONG desactivou e destruiu 489 engenhos explosivos diversos, removidos no solo e subsolo.
Para este semestre, disse, a “The hallo Trust” perspectiva o aumento das áreas de desminagem, tendo em conta os novos equipamentos que vão ser utilizados.

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Capanda e Lobito Sem Minas


As Forças Armadas prosseguem os trabalhos de desminagem em Benguela, disse, ontem, à imprensa o comandante da 73ª Brigada de Infantaria, brigadeiro Mário Miranda.
O brigadeiro anunciou que as brigadas de desminagem desactivaram minas no Caminho-de-Ferro de Benguela e que estão a trabalhar na linha de transporte de energia entre a barragem de Capanda e o Lobito.
Os trabalhos prosseguem também na área adjacente à comuna do Biópio, Lobito, região onde se localizam as barragens hidroeléctrica e a central térmica.
As estradas que ligam as sedes municipais ao Sumbe estão, igualmente, a ser alvo dos trabalhos de desminagem, disse Mário Miranda.


Numa conferência de imprensa realizada, na sexta-feira, em Luanda, o coordenador da Comissão Executiva de Desminagem, João Baptista Kussumua, anunciou a conclusão dos trabalhos ao longo dos Caminhos-de-Ferro de Benguela, Moçâmedes e de Luanda. O também ministro da Assistência e Reinserção Social sublinhou o desejo e o empenho do Chefe do Executivo em acabar com os casos de acidentes por accionamento de minas.
“A desminagem permitiu a circulação de pessoas e bens e, com ela, muitos turistas nacionais e estrangeiros sentem-se seguros para efectuarem viagens e passeios pelos diferentes pontos de Angola, desfrutando das belezas naturais do nosso país”, referiu.
Como resultado de décadas de conflito armado, Angola tornou-se num dos países com mais minas.
Durante a guerra passaram pelo território nacional 12 exércitos: o colonial, os dos três movimentos de libertação – FNLA, MPLA e UNITA – dois contingentes da antiga União Soviética e de Cuba, os dos invasores zairense e sul-africano (do apartheid), o dos katangueses, as forças militares da Swapo e do ANC além das FAA, que minaram extensas áreas.