Novecentas toneladas de resíduos sólidos e material ferrosos foram recolhidos durante três dias, na Zona Verde do Alvalade, pela Unidade Técnica do distrito da Maianga, para permitir a requalificação daquele espaço.
A informação foi prestada hoje, quinta-feira, à Angop, em Luanda, pelo chefe da brigada técnica afecta ao poder local, Júlio Raimundo, referindo que a empreitada visou retirar todos os obstáculos na Zona Verde para o inicio das obras de melhoramento naquele local.
Acrescentou que tiveram que limpar a zona para não criar dificuldade a empreiteiro que vai iniciar os seus trabalhos de reaproveitamento do espaço que servirá para o lazer da comunidade, uma vez que não tem sido bem aproveitado.Disse ainda que para a limpeza do local utilizaram três camiões basculantes, uma pá carregadora e 10 técnico afectos a referida Unidade.
Recentemente a administração do distrito da Maianga fez a apresentação do novo projecto de requalificação para a melhoria da imagem e o reaproveitamento da zona verde do Alvalade a comunidade para receber também subsídio para o melhoramento do mesmo.Está projectado a construção de dois parque infantis, igual número de balneários, um ginásio e uma quadra polidesportiva para a prática do futebol salão, bem como a manutenção das duas multiuso já existentes para o andebol e basquetebol.
Está ainda contemplada para além da reabilitação, os arruamentos, passeios e espaços verdes, para que a área volte a servir para o lazer e recreação dos habitantes do distrito e circunscrições vizinhas.O distrito urbano da Maianga possui 852 mil 271 habitantes, distribuídos pelas comunas da Maianga, Cassequel, Prenda e Rocha Pinto.
Angop
À medida que avançamos pela Zona Verde do Alvalade é visível o abandono a que está voltada. As árvores que antes coloriam o local de verde têm as folhas amarelecidas. Em meio ao lixo e cães vadios, crianças e jovens passeavam pelo local. Restos de troncos queimados denotavam o abate de árvores, que, segundo uma moradora de rua que estava na zona, são usadas para fazer lenha.
Suzana Mendes Adilson, 24 anos, que estava no local a fazer exercícios físicos, lamentou o estado em que se encontra o espaço. “Temos poucas zonas verdes em Luanda, é triste que esteja tudo assim, completamente abandonado, sem ninguém para proteger”, reclamou.
Receoso, Adilson contou-nos que mudou a sua rotina. Passou a frequentar o local apenas à tarde, porque de noite, devido à escuridão, teme pela sua segurança. “A maior parte dos postes de iluminação estão destruídos, tenho ouvido relatos de assaltos, então, tenho receio”, afirmou, acrescentando que o Governo precisa fazer algo, urgentemente, para “salvar a zona verde”.
Quem também está preocupado com a segurança no local é um dos moradores de uma das casas cujas janelas dão para a zona verde.
Segundo o mesmo, que preferiu o anonimato com receio de represálias, durante a noite, meliantes circulam livremente pelo espaço e, inclusive, atacam os transeuntes.
“Como não há guardas e está tudo escuro, eles aproveitam-se”, reclamou, acrescentando que deveria haver um policiamento regular em todo o espaço.
O morador diz-se ainda decepcionado porque ao adquirir o imóvel fê-lo na expectativa de morar numa zona rodeado de árvores e com um ambiente saudável, o que não acontece neste momento. “Para mim, este espaço já não é digno de ter o nome que tem, basta olhar para o estado das árvores e o lixo espalhado pelo chão”, frisou. Leia Mais
O relógio marcava 06 horas e 18 minutos de terça-feira, 28, quando chegámos à zona da Mutamba. O movimento de carros era tímido, mas alguns condutores já aguardavam, no interior das suas viaturas, por uma vaga para estacionar. Era o caso de Júlio Ngudi, 38 anos, funcionário de uma empresa pública sedeada na zona.
Morador no Rangel, explicou que teve acordar às 05 horas da manhã para preparar-se e chegar a tempo de conseguir um lugar. “Para evitar chegar atrasado ao serviço prefiro chegar cedo, ficar perto de um dos prédios e aguardar que um morador saia para ir trabalhar e ocupar o lugar que ficar vago”, explicou.
Chegar o mais cedo possível é uma estratégia usada por muitos.
“Quando chego mais tarde acabo por chegar atrasado ao trabalho, porque tenho que dar muitas voltas até encontrar um lugar. Muitas vezes, quando tenho reuniões importantes, acabo por estacionar em locais inapropriados para evitar problemas no serviço”, realçou Ngudi. Por volta das 06 horas e 40 minutos a nossa conversa teve que ser interrompida porque um morador aprestava-se a sair e o nosso interlocutor teve que avançar para garantir a vaga.
A partir das 08 horas a situação tornou-se caótica. Todos os lugares para estacionamento estavam preenchidos e vários condutores davam voltas em busca de um lugar.
Quando não conseguiam, optavam por estacionar ao lado de outro carro e deixar contacto telefónico, para que, caso o dono do outro carro queira sair possa ligar. Contudo, em alguns casos esta opção acaba por gerar conflitos. “Anteontem o meu carro foi fechado por outro que deixou o número do telemóvel, quando liguei a pessoa não atendeu. Tive que esperar por mais de duas horas até que apareceu e acabámos por ter uma discussão muito feita”, realçou a automobilista Joana.
Naquele dia visitámos outras áreas da cidade como o Kinaxixi, zona do mercado do São Paulo e rua principal dos Combatentes e parte da Maianga onde também era notável a falta de lugares para estacionar. Em muitos casos havia carros estacionados no passeio e nas passadeiras, o que criava sérios constrangimentos aos transeuntes.
Na quarta-feira, 29, voltámos a visitar os pontos mais críticos na cidade e a situação continuava, agravada por longas filas de engarrafamento que se registaram naquele dia. Um dos pontos onde se registou mais problemas foi a área do Largo do Ambiente, onde havia várias filas de duplo estacionamento. Lá encontrámos Denise Solange, de 23 anos, que após dar várias voltas pela zona conseguiu um lugar, que estava a ser guardado por jovens no local e que cobraram 100 Kwanzas pelo parqueamento. “Foi muito difícil e estou atrasada para o trabalho”, frisou.
Tendo em conta a situação, Solange explicou-nos que muitas vezes opta por ir para o trabalho com o namorado, que a deixa no escritório e depois leva o carro, para evitar as dificuldades de estacionamento. “Mas nestes casos é um transtorno porque se quiser ir a um sítio na hora do almoço tenho de ir de táxi e quando termino o trabalho tenho que esperar que me venham buscar”, lamentou.
Enquanto para os condutores a falta de locais para estacionar é uma preocupação, para os jovens que arranjam lugares é uma oportunidade para ganhar algum dinheiro, como explicou Constantino, 25 anos, que veio da Huila para Luanda em busca de melhores condições de vida. Ele aproveita espaços em passeios ou áreas vedadas para obras e cobra por parqueamento de 100 a 200 Kwanzas. Nos melhores dias chega a levar para casa até 1.000 Kwanzas. Leia Mais
A construtora portuguesa Soares da Costa vai proceder à entrega do Sana Luanda Royal Hotel, a ser inaugurado no próximo dia 4 de Fevereiro, informou a empresa em comunicado divulgado em Lisboa.
A construção do Sana Luana Royal Hotel, classificado com cinco estrelas, teve um custo de 51 milhões de dólares.
O hotel, de acordo com o comunicado da construtora, é composto “por uma torre de 22 pisos com 219 quartos duplos, (inclui 3 suites presidenciais), quatro restaurantes, dois bares, piscina coberta, centro de reuniões e congressos com sala de banquetes, zonas ajardinadas e piscina exterior”.
A 21 de Dezembro de 2011, a Soares da Costa anunciou ter ganho a empreitada para a construção de um centro comercial em Angola no valor de 62,7 milhões de dólares.
No final do terceiro trimestre, a construtora tinha uma carteira de encomendas de 634 milhões de dólares em Angola.
O governo de Angola aprovou segunda-feira a contracção de dois empréstimos junto do Banco de Exportações e Importações (ExIm) da Coreia do Sul, de acordo com o comunicado divulgado no final da reunião do Conselho de Ministros.
Os dois empréstimos destinam-se a financiar a construção de um Centro de Tecnologia Industrial Avançada e de um Centro de Comando e Controlo central da Polícia Nacional, ambos na província de Luanda.
No decurso da mesma reunião, Manuel Vicente foi exonerado do cargo de presidente do Conselho de Administração da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) tendo sido substituído por Francisco de Lemos José Maria, um dos actuais seis administradores executivos.
O governo de Angola procedeu ainda ao reajustamento do regimento da Comissão Económica da Comissão Permanente do Conselho de Ministros, determinando que a mesma é presidida pelo Presidente da República, que será coadjuvado pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica.
O cargo de ministro de Estado e da Coordenação Económica, criado no âmbito de uma remodelação governamental anunciada no passado sábado, foi entregue a Manuel Vicente, presidente exonerado da Sonangol.
O objectivo anunciado da remodelação é reduzir a concentração de tarefas, tornar mais ágil a execução das decisões e deliberações, bem como melhorar a articulação inter-sectorial, aumentando a eficiência e a eficácia da acção do governo.
(angolahub)