Frutas Produzidas na Huíla Com Melhor Escoamento

O escoamento das Frutas produzidas na Huíla, sobretudo maçã, pêra, pêssego e laranja, vai deixar de constituir problema para os agricultores, com início da reabilitação das vias secundárias e terciárias da região.
As obras nas vias que ligam os centros de produção agrícola à Humpata, num percurso de 50 quilómetros, estão a ser realizadas pela Administração Municipal, no quadro do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza.
O administrador municipal adjunto da Humpata, Nandy Capenda, reconheceu, em declarações ao Jornal de Angola, que o mau estado das vias tem contribuído para a deterioração da frutas e outros produtos agrícolas por falta de escoamento, causando enormes prejuízos aos produtores.
Face aos apelos dos produtores de fruta, as autoridades da Humpata responderam com a reabilitação de 12 quilómetros da via que liga a sede municipal à aldeia das Neves. “Actualmente estão em obras mais 50 quilómetros da via entre a sede municipal e a a aldeia de Batabata e outros dez quilómetros para o Alto Bimbe”, informou Nandy Capenda.
As obras consistem na terraplanagem e construção de passagens hidráulicas para facilitar o escoamento das águas pluviais, causadoras da destruição das vias. As províncias de Luanda, Benguela e Namibe são os principais mercados da maçã, pêra, laranja, morango, pêssego, ameixa e outras frutas produzidas no município da Humpata, a 22 quilómetros da cidade do Lubango. Além da produção de frutas, o município da Humpata destaca-se na produção de hortícolas, como batata, cenoura, repolho, alho, cebola, couve, que são consumidos um pouco por todo país.
O chefe da repartição municipal da Agricultura , Amadeu Jamba, informouu que os camponeses prepararam 150 hectares de terras para a produção de hortícolas para a segunda fase da campanha agrícola que vai até ao mês de Abril. Leia Mais


Restauros na Serra da Leba

As obras para o restauro do troço de 18 quilómetros da Serra da Leba, município da Humpata, iniciaram-se segunda-feira, a 45 quilómetros da cidade do Lubango, província da Huíla.
A empreitada incide-se na reposição do tapete asfáltico nos troços mais afectados pela chuva de Janeiro e Fevereiro deste ano, assim como a reconstrução de passagens hidráulicas, na sua maioria obstruída por entulho rochoso.
Falando hoje, terça-feira, à Angop, o director provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Florêncio José Teófilo, descartou a interrupção na circulação entre a Huíla e o Namibe, pois as obras estão a ser conduzidas de forma que se ocupe apenas uma faixa da via.
Adiantou que estão em curso estudos para se criar alternativas na ligação entre as duas províncias, a fim de não depender da via que passa pela Serra da Leba.
No princípio deste ano, a circulação rodoviária entre a Huíla e Namibe esteve interrompida por mais de duas semanas como consequência de queda de rochas com mais de 40 toneladas e deslizamento de terras, devido às intensas chuvas.

Angop


O Desenvolvimento da Província da Huíla

Com que impressão ficou em relação à Expo-Huíla?

Bem, a realização das feiras é sempre um momento alto, uma vez que servem para os empresários mostrarem o que realizam, como realizam e as condições em que o fazem. No caso concreto da Huila, estamos a conseguir,

nos últimos dois anos, uma redução progressiva e substantiva da mão do Estado na realização destes eventos. E, como resultado, há uma melhoria considerável. Aquilo que parece uma contradição passa a ter um efeito positivo. Os empresários mais sacrificados vão, eles próprios, organizando estes eventos que os tornam mais competitivos.

O que isso representa para o desenvolvimento da província da Huíla?

Estamos à procura de fundos estruturais. Já manifestei esta necessidade publicamente em algumas ocasiões, de forma aberta e clara. O país precisa de criar fundos estruturais para o seu crescimento. Não importa a parceria. Seja com o Fundo Monetário Internacional (FMI), seja com o Banco Mundial, a verdade é que temos de incluir no Orçamento Geral do Estado (OGE) uma componente de fundos estruturais. As empresas e os empresários, para crescerem, precisam de uma força extra.
Uma unidade industrial que aumente o parque da produção, como é o caso da fábrica de transformação de granitos, que envolve perto de 17 milhões de dólares, se não se procurar forma de dar maior rentabilidade a este investimento, o que vai acontecer é que o empresário em causa não terá muito para fazer.
Fica encravado! Temos como exemplo os investimentos que estamos a fazer.
Mobilizámos recursos através de investimentos privados, construímos duas fábricas de construção de casas, em regime industrial, para darmos resposta ao apelo do Presidente da República e Chefe do Executivo que consiste na construção de um milhão de casas para melhorar as condições de habitação dos angolanos. O que acontece é que as fábricas estão aí, mas o processo de fomento de aquisição destas casas ainda não funciona.

Os jovens podiam comprar casas e a fábrica funcionava com maior ritmo, mas assim não acontece porque não há crédito à habitação. Portanto, as fábricas não conseguem vender.

Então o Governo deve criar incentivos?

O Executivo deve incentivar. Já andámos nisso faz muito tempo.

Passam mais de 25 anos que nós, membros do Executivo, estamos a pedir ao Executivo para agir. Não, não é assim. Temos de criar as soluções. Longe de ser interpretada como uma crítica, temos de criar soluções de financiamento e não nos esquecermos que o sector privado está aí e com vontade. Mas precisa de subsídios. Este subsídio chamase fundos estruturais! Não há outra conversa. Não podemos continuar a dizer que o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) resolve ou um outro banco. Precisamos sim de criar fundos estruturais, gerados especificamente para apoiar os empresários e fomentar o seu crescimento, facto que vai ajudar na criação de empregos e a desenvolver o país.

Na Huíla existem incentivos concretos?

Não podemos ver a Huíla como um membro à parte. O país é um só, não é uma federação, portanto, não tem os programas desarticulados. O Executivo também é um só, assim como as orientações políticas e as acções.

Por isso, não podemos colocar as coisas assim. O país é uniforme.

Agora, não está colocada de parte a criação de zonas pilotos de desenvolvimento. Estamos, naturalmente, à espera para ver a Huíla eleita uma zona piloto de desenvolvimento.

O que vai representar para a sua província, do ponto de vista económico, a entrada em funcionamento, nos próximos dias, do comboio que liga a Huíla, Namibe e KuandoKubango?

Acho que nós não podemos pensar só intramuros. Temos de ser arrojados. Nós, da Huíla, já exportamos vários produtos para alguns países da Europa, concretamente França, Itália e Holanda. Exportamos também para os EUA e para o Médio Oriente. Já participamos na exportação de vários produtos. Não estamos a pensar no intramuros. Estamos também a exportar água mineral de nascente para vários países e temos qualidade. Somos algo teimosos e precisamos de aumentar o volume de exportação. Só quando fizermos volume é que vamos poder competir com outras economias.

A energia é um elemento fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade. O que espera da barragem da Matala?

Acho que este foi o erro cometido durante muitos anos, o de pensarmos que a barragem sobre o rio Cunene, no município da Matala, é uma grande barragem. Andamos equivocados. A “Matala” não é uma grande barragem. Ela foi concebida para regularizar caudais e servir para a irrigação de projectos agro-industriais e, eventualmente, abastecer de energia os colonatos que foram construídos ao longo do projecto de desenvolvimento do Cunene. Na altura, como os núcleos do Lubango e do Namibe eram os maiores, a empresa concessionária trouxe energia para estes núcleos, portanto, gerando hoje a competição entre o desenvolvimento urbano e o rural.

A energia da Matala não é capaz de satisfazer as necessidades motivadas pelo crescimento urbano da Huíla e do Namibe.

Qual é a alternativa?

Temos de construir as barragens da Jamba Ya Mina 1 e Jamba Ya Mina 2, para que, em conjunto com a do Gove, no Huambo, possamos garantir uma boa ‘stockagem’ de água e termos uma maior regularização.

A partir daí teremos energia. Senão teremos sempre este pico.

Quando há chuva temos água, quando não há chuva não temos água. Se temos água para a irrigação, não temos água para a electricidade.

Como ela foi construída para suportar os campos agrícolas e ainda não beneficiou de obras, não podemos contar com ela para o fornecimento de energia.

Depois destas duas barragens feitas, teremos os emissários do Cunene a fornecer mais água à barragem da Matala que também vai aumentar a sua capacidade. Temos mais duas barragens por construir. Refirome ao Salto do Cavalo, Kalueque e Ruacana. Depois do Ruacana, haverá espaço para a construção de mais duas barragens.

Haverá dinheiro para estes investimentos?

Vão ser precisos muitos recursos financeiros e um plano estratégico consensual que o sector da energia deve apresentar e não o senhor governador. Miguel Kitari na Huíla

Miguel Kitari/Jornal O País

Huila Com Muitas Mortes Por Malária

Oitocentos e 87 pessoas, na sua maioria crianças e grávidas, morreram de Janeiro de 2009 a presente data vítimas de malária, de um universo de 511 mil e 143 casos diagnosticados nas unidades sanitárias da província da Huíla.
Falando hoje, terça-feira, à Angop, no Lubango, a propósito do Dia Mundial de Combate a Malária, assinalado segunda-feira, o supervisor provincial do Programa de Luta contra a doença, Martinho Somandjinga, salientou que deste número de óbitos, 152 são do primeiro trimestre deste ano.


O responsável manifestou-se preocupado com o elevado índice da doença, que atinge maioritariamente crianças, sem no entanto ter avançado dados comparativos.

Sublinhou que todo esforço está a ser empreendido pelas autoridades, como a distribuição de mosquiteiros impregnados e fármacos de combate à doença, para que até 2015 se reduza em 50 por cento o índice de prevalência da enfermidade.

A par disso, o programa nacional de luta contra a malária em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com apoio das administrações municipais, está a desenvolver actividades de sensibilização junto das comunidades e não só, para combater os focos de contágio da malária.
O projecto, disse, é desenvolvido com especialistas cubanos e angolanos que estão a localizar e tratar os criadores com bio-larvicida e outros medicamentos.

Angop

Mais Formação de Nível Superior Para a Huila

Os municípios da Chibia, Caconda e Caluquembe, na província da Huíla, começam a formar, pela primeira vez, quadros superiores, com a abertura, no presente ano lectivo, de salas do Instituto Superior de Ciências da Educação do Lubango (ISCED).
Estão disponíveis 255 vagas para os cursos de Pedagogia, Química, Biologia, História e Psicologia.

Jornal de Angola

O director adjunto para a área académica do ISCED/Lubango, Castilho Cacumba, disse segunda-feira que as administrações dos municípios têm a responsabilidade de criar as condições das salas e a alimentação para os docentes.
“O ISCED assume apenas as condições pedagógicas e científicas”, disse Castilho Cacumba, acrescentando que o funcionamento destes cursos será auto-sustentado, na medida em que os estudantes vão comparticipar com uma propina mensal de 15 mil kwanzas.
Os cursos nos municípios, afirmou, vão contribuir para a política do Executivo, que consiste em levar os serviços perto dos cidadãos e promover o desenvolvimento nas zonas rurais.
De acordo com aquele académico, o número de vagas disponíveis no ISCED, para o ano lectivo 2011, aumentou para mil, com a abertura das salas nos municípios. Castilho Cacumba realçou que estes cursos vão dar resposta ao número de alunos que terminam o ensino secundário e não conseguem continuar a formação por falta de instituições universitárias nos seus municípios.
A abertura destas salas do ISCED, garantiu, vai permitir aos funcionários públicos e estudantes que residem nos municípios frequentar o curso universitária sem terem que se deslocar ao Lubango.
Castilho Cacumba explicou que, para os próximos anos, a expansão da formação superior vai abranger outros municípios da província em que as autoridades administrativas manifestarem interesse e onde o número de candidatos justifique.

André Amaro/Jornal de Angola