A cidade do Huambo está a ganhar uma nova imagem com o arranque, no princípio do mês de Fevereiro, da segunda fase do projecto “Cimento e Tinta”, concebido pelo governo da província para melhorar a imagem da urbe e, consequentemente, apagar as marcas do passado.
Depois da primeira fase do projecto, iniciada em 2005, no âmbito da qual as obras de recuperação de residências, edifícios públicos e avenidas, abrangeram também os municípios da província, teve agora início, em Fevereiro, a segunda, destinada a completar a recuperação das ruas, avenidas, edifícios e residências da cidade.
Em declarações ao Jornal de Angola, o director provincial das Obras Públicas, Adolfo Morguier, disse que o governo disponibilizou mais de 70 milhões de kwanzas para a requalificação dos edifícios públicos degradados pela guerra.
Nesta segunda fase, o programa vai abranger edifícios e residências da Avenida da Independência (antiga 5 de Outubro), por ser a principal entrada da cidade, e os edifícios degradados da avenida principal do bairro Benfica.
Neste momento, os edifícios do Arca-Doce, Fernandino e da Agência já foram requalificados, mas os trabalhos prosseguem até atingir outras ruas e avenidas.
O Programa “Huambo Cimento e Tinta” foi criado com o principal propósito de apagar os indícios da guerra e conferir outra imagem à cidade do Huambo. No início, o projecto estendeu-se às vilas da província, para que os residentes e utentes dos bens públicos se sentissem melhor acomodados e com boas condições de habitabilidade. Nessa primeira fase do projecto, que durou cerca de três anos, foram requalificados 102 residências de cidadãos sem recursos financeiros, nos 11 municípios da província, e abrangeu as administrações dos municípios e comunas, que funcionavam em condições menos dignas. No total, teve um orçamento de 80 milhões de kwanzas, segundo o relatório de balanço ddatada de 2005 do governo da província do Huambo, tornado público pelo então governador.Colaboração dos moradores
O objectivo do governo provincial é, de acordo com Morguier, apagar todos os vestígios de guerra ainda visíveis em alguns edifícios localizados nas principais avenidas da cidade, embora o projecto não abranja casas comerciais, competindo aos seus proprietários a responsabilidade de os recuperar.
Depois da requalificação dos edifícios degradados, o projecto também vai contemplar a reparação de passeios e lancis da cidade. Adolfo Morguier espera uma maior colaboração dos moradores, por se tratar de uma iniciativa necessária à cidade e lamentou o facto de haver dificuldades no terreno, principalmente na montagem dos andaimes, escadas, guindaste e outros equipamentos, devido às construções anárquicas em quintais, mas está a ser feito o possível para evitar acidentes de trabalho dos operários.
Para tentar ultrapassar esta contrariedade, Morguier tenciona trabalhar no futuro com a administração municipal do Huambo, para passar em revista todos os quintais dos edifícios, no sentido de se resolver o problema das construções desordenadas e para permitir que quando o governo necessite de fazer alguma manutenção, em qualquer daqueles prédios, possa efectuá-las sem qualquer problema.
Além das melhorias que está a realizar, o projecto tem ainda a virtude de estar a dar trabalho a jovens desempregados, embora sejam acções de curta duração. O encarregado da obra, Jonas Sumbelelo, disse que os trabalhos estão a decorrer sem sobressalto e a sua equipa espera concluir, com êxito, a tarefa encomendada. Leia Mais
O Programa de Combate à Pobreza em curso nos 11 municípios da província do Huambo já regista um cumprimento da execução financeira dos projectos na ordem dos 75 por cento, revelou ontem, no Bailundo, o vice-governador para a Área Produtiva, Henrique Barbosa.
Em declarações à imprensa local, durante o encontro da Comissão Técnica Provincial de Luta contra a Pobreza, Henrique Barbosa disse que a acção está a contribuir para o aumento de infra-estruturas de impacto social e económico na região.
O vice-governador para a Área Produtiva, Henrique Barbosa, assegurou que o governo do Huambo está satisfeito com o grau de execução do programa por parte das Administrações Municipais. Informou que foram distribuídos a cada um dos municípios, 241 milhões de kwanzas, que estão a servir para a construção, em grande escala, de infra-estruturas para os sectores da educação e saúde. Isso, disse, está a contribuir para a melhoria do nível de vida da população. Relativamente à melhoria das condições básicas no quadro da municipalização dos serviços de saúde, foram alocados 191 milhões de kwanzas a cada um dos municípios.
Um aspecto chama a atenção aos visitantes da cidade do Huambo. As ruas não estão esburacadas. E mais curioso ficara? o viajante vindo de Luanda, onde a pressa?o automóvel, das deficientes redes de saneamento e as chuvas transformaram o abre e fecha buracos no asfalto num jogo do gato e do rato.
Ja? se o visitante souber que o Huambo se propõe a? qualidade de capital ecológica de Angola, o verde mortiço dos espaços ajardinados poderá merecer também algumas interrogações. Mas a resposta e? simples, o Huambo esta? ainda a renovar a sua rede de distribuição de a?gua e a vivacidade dos seus jardins resulta muito da a?gua das
chuvas. Nestes dias, depois do cacimbo e em que se espera que S.Pedro abra as torneiras dos céus a qualquer altura, há como que um intervalo. Já não é cacimbo, mas também não vem água lá de cima. Os esforços para a rega manual na?o resultam na exuberância que se espera de uma cidade que teima em ser ecológica. Mesmo assim, comparando com o que se vê pelo resto do pai?s, e? sempre uma alegria a existência de espaços que merecem o nome de jardim.
Se chove demasiado em e?poca imprópria pode ser mau, que o digam os produtores de feijão da periferia da cidade. Na última e?poca quatro dias de chuva intensa deitaram abaixo produções que já faziam sonhar os seus donos. Calhou que algum anjo se esqueceu de fechar as torneiras mesmo nos dias que antecediam a colheita. Daí que o preço do feijão poderá disparar nos pro?ximos dias. Está já em 150 kwanzas o quilo. Bom para quem ainda colheu bem. Mau para quem terá de comprar mais caro um produto que costuma ser barato por estas terras.
As chuvas costumam, de facto, a ser uma espécie de índice dos preços no planalto central. Num ano de boa chuva a produção e? regular e o alimento de produção local esta? garantido a bom preço. E é também fonte de rendimento para quem tem excedentes para vender aos compradores que chegam de Luanda, principalmente.
Finalmente comboio
Depois de inaugurada, com grande pompa, a circulação dos comboios do Caminho de Ferro de Benguela, isto em Agosto, nesta Quarta-feira, 21 de Setembro, data dos 99 anos da cidade, finalmente chegou a primeira
composição comercial, transportando passageiros e mercadorias. Mas a exultação e? agora mais contida, pelo menos para os candidatos a passageiros. E? que, para já, numa primeira fase cuja extensa?o na?o foi adiantada pela direcção da empresa, as viagens acontecera?o uma vez por semana. Os que podem menos continuarão assim a na?o poupar, tendo que embarcar em autocarros inter-provinciais e em candongueiros.
O maior problema esta? nos pequenos comerciantes, confessamente ansiosos por pagar menos por cada kibuto. Já quem pode, e isso e? muito bom, porque apaga a centralidade territorial do Huambo, pode bem ir a banhos a Benguela. Numa viagem calma, duas horas e meia a três horas fazem inveja aos banhistas que queiram sair de alguns pontos de Luanda paras as praias de … Luanda.
Os comerciantes da rua do come?rcio, por exemplo, muitos deles estrangeiros e habituados aos nego?cios, mesmo sem simpatia para a câmara fotográfica, la? vão dizendo que uma viagem semanal e? mesmo um ganho muito grande. E? que numa viagem podem transportar o que se fazia em seis meses usando camiões. E melhor, o preço e? incomparávelmente mais baixo. E alertam: há que reforçar as capacidades do porto do Lobito. Ou seja, o Huambo pode criar empregos no Lobito.
João Daniel e? cidadão do Huambo e diz que o NGove, ou seja a barragem hidroeléctrica situada na vila e? a chave de tudo. Toda a gente espera pela electricidade que vira? da barragem, e dizem que a luz vai mudar a cidade. Por estes dias os apago?es vão acontecendo a espaços. Distribuindo-se equitativamente pelos bairros da cidade.
No dia de aniversário da cidade, 21 de Setembro, o jornalista Hermenegildo Filipe animou na Rádio Mais um programa interactivo sobre o estado dos sentimentos das pessoas em relação a? cidade, a queixa mais comum, aquela que impacienta, foi justamente a falta de electricidade de qualidade. Razões a sustentar os queixumes na?o faltaram: desde a conservação dos alimentos, estenderam-se para as questões de segurança e foram parar ao ensino nocturno.
O vice-governador Henrique Barbosa, a O PAI?S, disse que ale?m de tudo isso a “luz” vai significar uma vida mais serena e com mais empregos. O governo local esta? esperançado no arranque e ampliação do parque industrial local.
Enquanto se espera pela luz do NGove ha? entretanto quem se guie pela ma?xima dos homens optimistas, ter sempre a vela içada, quando o vento chegar e? só navegar e vão surgindo novas cera?micas, uma na estrada que liga a cidade á Caala e outra na estrada que leva a? Luanda, mesmo na Chipipa. Há também a funcionar a A?lamo, tratadora de troncos, ou postes, de madeira. A Moval, fábrica de mo?veis, também reabriu. Há outras industrias, mas a que na?o se deixa vencer é a Cuca, que ate? mandou renovar o seu si?mbolo na pedra a que da? o nome. A “pedra Cuca” e? como um farol para quem venha a entrar na cidade pelo norte. Vê-se a pedra Cuca e sabe-se que se esta? a entrar no Huambo. Para quem aprecie a bebida será de certeza, sinal de que lhe espera uma dose de prazer engarrafado.
Se cem anos e? sinal de maturidade para uma cidade, o Huambo parece aceitar o repto. E quer mostrar-se madura mas com o rosto da juventude. Porque a grande maioria dos seus milhão e pouco de habitantes são jovens e também porque aprendeu que a jovialidade atrai. De cerca de 25 camas ha? coisa de sete anos, para os visitantes, a cidade descobriu que gente de fora significa ganho de dinheiro. Dai? que o turismo e? uma aposta governamental e uma realidade aceite e desejada pelos citadinos. Hoje passam das mil as camas disponíveis, e a atracção exercida pelas ruas lisas, pelos jardins e pelo clima habituou a gente do Huambo a conviver com forasteiros de pouca demora. Gente que vem para recarregar baterias e para uma ilusão do belo em 48 horas. E estamos a falar de uma cidade que para játem apenas uma discoteca.E aos cem anos como devera? estar a cidade? A resposta que O PAI?S colheu nas ruas diz que todos desejam a?guas nas torneiras e electricidade sem interrupções. Desejam mais: querem mais formação e querem, sobretudo, mais emprego e melhores sala?rios. Quem na?o o quer afinal?
Mas, apesar de todas as coisas boas, há ainda marcas atadas e que na?o se querem ir embora. Marcas da guerra em algumas fachadas e espaços de recreação (como o Cinema Ruacaná, com aspecto de abandonado e com ares de resignação para o caso de a reabilitação na?o vier a ser o caminho. Como se a cidade se quisesse esquecer de alguns dos seus ex-li?bris. Ao Ruacaná soma-se o estúdio 404, o esta?dio do Electro e outros espaços. Para o visitante capaz de imaginar o glamour e o frenesim de tais espaços noutros tempos, se se conseguir sentar numa esplanada imaginária e tomar um refresco ao som de pedra que os pneus dos automóveis fazem numa calçada de granito, seguramente que para perpetuar o instante desejara? que o comboio leve para bem longe todas as marcas ma?s que se enraizaram na cidade. Isso talvez justifique a multidão que se faz á rua no dia em que o comboio voltou a marcar presença no planalto central. E como nos disse João Daniel, nem foi por ver o “bicho”, foi por ouvir o bicho, o apito do comboio voltou a ocupar o seu lugar no espaço da cidade. Só o Huambo sabe ao que soa aquele apito.
A cidade do Huambo comemora hoje 99 anos desde que lhe foi atribuída essa categoria pelo então governador-geral da província portuguesa de Angola, general Norton de Matos.
O Huambo ascendeu à categoria de cidade através da portaria número 10.40, assinada por Norton de Matos a 8 de Agosto de 1912, para ser elevada 43 dias depois do despacho oficial.
A cidade não nasceu de uma aldeia ou de um povoado que foi crescendo, mas sim em consequência do acampamento dos trabalhadores ferroviários. Aliás, a criação oficial da nova cidade, a 21 de Setembro, coincidiu com a realização da primeira viagem do comboio dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), no ano em que foi concluída, levando a bordo Norton de Matos de Benguela para o Huambo, facto que marcou a abertura oficial da linha férrea. www.google.com
O Caminho-de-Ferro de Benguela foi claramente decisivo no surgimento da cidade do Huambo, explicou o historiador Venceslau Kasese ao Jornal de Angola, uma vez que os engenheiros e o pessoal ligado à construção dos mesmos realizou um trabalho profundo ao longo da via, o que deu origem à descoberta de várias regiões.
Ao explorar o Planalto Central, o colono não só notou que o Huambo possuía bom clima e muitos rios, como percebeu que as terras eram bastante férteis para a produção agrícola.
É então criada a estação agrícola Granja do Huambo, uma estação de experimentação de sementes para lançamento de produtos nesta localidade, dando mais tarde origem ao Instituto Agronómico de Angola, hoje Faculdade de Ciências Agrárias (FCA). Venceslau Kasese refere que, em 1928, o projectista da cidade foi nomeado governador geral da então colónia de Angola e baptizou a cidade com o nome de Nova Lisboa, lançando a ideia de transformar a Cidade Vida em capital de Angola e do império português em terras ultramarinas. No entanto, tal nunca chegou a acontecer.
O actual museu do Huambo foi a casa de passagem dos trabalhadores dos correios e no edifício da clínica da Polícia Nacional funcionou o primeiro bispado. Em frente ao edifício onde funciona actualmente o registo civil do Huambo, existe uma residência antiga que foi a primeira escola primária da cidade.
O Huambo não foi poupado pela guerra, factor que atrasou, por décadas, o sonho dos seus habitantes de desenvolver a região.
No entanto, com o alcance da paz no país, recuperou o tempo perdido e com o esforço de todos os seus filhos, e não só, vai sendo reposto o funcionamento das infra-estruturas destruídas, mostrando uma nova imagem, tendo actualmente o estatuto de segunda cidade do país, com um parque industrial invejável, um centro académico de referência e estando proposta para se tornar futuramente capital ecológica.
A reabilitação e apetrechamento com tecnologia de ponta do Hospital Central mostra a preocupação do Executivo em relação a este sector, que é uma das prioridades na vida nacional. Constitui a unidade de referência, com capacidade de internamento para mais de 800 doentes e atende não só as populações do Huambo, mas também das províncias vizinhas.
Além disso, conta também com um hospital especializado, o Sanatório, para atender patologias específicas, como a tuberculose e outras doenças infecto-contagiosas.
Da mesma forma, foi equipado com tecnologia de última geração, multiplicou o número de funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos e pessoal administrativo, dando oportunidades de criação de mais empregos, principalmente na camada juvenil, para aqueles que terminaram a formação nesta área.
“para isso é necessário que se crie mais emprego para os jovens”.
O município do Huambo foi fundado no dia 21 de Setembro 1912 pelo então governador Nolton de Matos. Encravada no planalto central, a cidade de Nova Lisboa, como era chamada, é hoje a sede da província com o mesmo nome. Huambo é de origem Ovimbundu, tendo sido Wambo Kalunga, fundador do reino do Wambo, o primeiro monarca da localidade. O Huambo está numa área rica em recursos hídricos, pois nele nascem e passam vários rios e riachos como o rio Calumbula, Kunhumgamua e o Kuhimayala. Nessa localidade o clima é alternante, húmido e seco por influência da altitude. A temperatura média por ano oscila entre 19ºC a 20ºC de máxima e 15C a 20C de mínima. É marcada por duas estações, a das chuvas e o cacimbo.
As principais aptidões agrárias actuais do município são as culturas arbóreas, florestais e frutíferas.
A produção agrícola e a pecuária em grande escala, com destaque para o gado bovino, está em franco desenvolvimento. Algumas espécies florestais de eucaliptos, pinheiro e cedro têm revelado excelente adaptação. As espécies frutíferas como, o abacate, o maracujá e a goiaba atingem boa produtividade em condições naturais.
A pecuária extensiva tem grande potencial desde que os pastos acres naturais sejam melhorados.
A população ronda os cerca de dois milhões de habitantes, número que tende a crescer com o funcionamento de varias instituições do ensino universitário, tais como a Universidade José Eduardo dos Santos e o Instituto Superior (ISUP).
Num outro plano, a imigração de uma grande mole de pessoas, oriundas principalmente das províncias de Luanda, Benguela, Huila e Bié tem aumentado o índice de delinquência e prostituição no município.
O postal da cidade é totalmente dirigente daquele que foi antes e depois da guerra. Várias infra-estruturas foram e estão a ser erguidas. Construção de Escolas, Postos médicos, hotéis e zonas de lazer, estão a dar outro ar ao Huambo.
Cerca de 80 % da população do município do Huambo já beneficia da água potável, um sucesso do governo municipal, no âmbito do programa água para todos, que pretender ver reduzida o uso e consumo de água das cacimbas pela população.
O administrador municipal José Marcelino afirmou que actualmente, na parte alta da cidade, só os edifício verticais é que ainda não estão a beneficiar deste projecto, porque a atribuição dos serviços municipais é colocar a água no contador, a distribuição interna é dos utentes das moradias. “Temos que ver quais serão os mecanismos a utilizar para fazermos o abastecimento de águas aos prédios. Mas ai será necessária a participação do dono do imóvel”, disse José de Melo Marcelino. A expansão da zona peri-urbana é um facto, visto que o aumento da densidade populacional está num ritmo acelerado, daí o surgimentos de varias infra-estruturas habitacionais e sociais. Algumas áreas antes desabitadas hoje recebem novos bairros, com casas construídas no sistema de construção dirigida. Os bairros da Santa Iria, Canata, Chiva são algumas áreas que estão a ver o surgimento de novas zonas habitacionais no município do Huambo, num processo de loteamento e distribuição de terras que a administração do Huambo tem vindo a realizar.
“O programa de loteamento e distribuição de terras estava suspenso devido as chuvas. Vamos retomar a distribuição de terras na zona da Chiva, porque temos cerca de seis mil solicitações de terrenos para a auto-construção dirigida”, disse José de Melo Marcelino, acrescentando que a zona do Lussambo também possui reserva fundiária municipal para distribuição à população.
São vários os espaços verdes no município do Huambo. Podemos dizer que em cada duzentos a trezentos metros nos deparamos com um jardim ou espaço verde. A mãe natureza agraciou esta parcela do planalto central com uma rica vegetação. No total, segundo dados da Administração Municipal, existem cerca de 196 mil 265 metros quadrados de espaços verdes, que diariamente recebem tratamento e manutenção da Administração do Huambo. O município do Huambo tem 79 espaços verdes, jardins e largos, onde se pode desfrutar do lazer ao ar livre e respirar ar puro. Destes, a estufa fria do Huambo, com cerca de um quilómetro de comprimento, espera pela sua recuperação, num projecto do Governo da província.
O jardim da Cultura, inaugurado pelo Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, tem servido de lugar de lazer para centenas de pessoas que diariamente lotam o recinto, um dos mais bonitos do país.
Mas para manter a higiene e embelezamento do município, são recolhidos diariamente cerca de 655 metros cúbitos de resíduos sólidos e 64 metros cúbicos de resíduos líquidos.
O chefe de repartição municipal do Saneamento Básico, Espaços Verdes e Cemitérios, Artur Gois afirmou que anualmente são removido 235.800 metros cúbicos de resíduos sólidos e 23.040 de resíduos líquidos.
“O trabalho de saneamento básico é feito somente dentro do casco urbano. Mas estamos a fazer tudo para que ainda este ano as zonas peri-urbanas possam beneficiar deste trabalho. Neste momento estamos a realizar o concurso para escolhermos as operadoras que vão realizar este trabalho no município do Huambo, mas temos quatro operadoras que realizam o serviço de saneamento básico no município do Huambo”, disse. Educação recebe cem mil novos alunos por anos O número de crianças que tem acesso à Escola no município do Huambo tende a crescer a cada ano. O sector da educação recebe cerca de cem mil novos alunos todos os anos. Os dados foram avançados pela chefe de Repartição da Educação Hilária Vatusia.
O número elevado de alunos que ingressam no sector da educação é inversamente proporcional ao número de salas de aulas. No município algumas Escolas construídas na época colonial possuem apenas três a quadro salas, dai o grande número de alunos que estudam ao ar livre em salas comunitárias, justificou Hilaria Vatusia.
“O Governo já disponibilizou chapas de zinco e outros materiais para cobrir as salas comunitárias e construir naves. É nossa preocupação, e do Governo, acabar com as salas ao ar livre. Mas, o número elevado de alunos que ingressam no primeiro ciclo a cada ano, cem mil por ano, faz com que muito deles continuem a estudar em “salas” ao ar livre”, disse Hilaria Vatusia.
A responsável da Educação no município do Huambo adiantou que actualmente existem 300 vagas para novos professores para as áreas rurais, deste número a comuna da Chipipa necessita de cem professores.
O quadro do sector da Educação no município do Huambo é composto por 154 Escolas do subsistema do ensino primário, do primeiro e segundo ciclos. 6.656 Professores leccionam neste sector para um universo provisório de 602.133 alunos. Catorze colégios do primeiro e segundo ciclos funcionam com autorização provisória.
Por ser uma cidade potencialmente turística os munícipes do Huambo enfrentam varias patologias como o surto da conjuntivite, a cólera e o VIH-SIDA. A última é a maior preocupação das autoridades sanitárias.
O coordenador da luta contra a sida na província do Huambo, Euclides Tchipalavela revelou que ouve um acréscimo em relação ao ano de 2010 de 60 casos de HIV, visto que no mês de Janeiro deste ano foram diagnosticados de 135 casos. Um acréscimo que o responsável declarou não ser alarmante.
O clima chuvoso na cidade do Huambo é motivo de preocupação para o sector da saúde, contrariamente ao sector agricultura. As grandes cargas de água que a cidade recebe, passaram os 170 milímetros este ano, colocando as autoridades sanitárias em prevenção contra a doença da cólera.
Largo Doutor António Agostinho Neto Biblioteca Constantino Kamoli Hoje, sobretudo aos fins-de-semana, é difícil encontrar alojamento numa das unidades hoteleiras do município do Huambo. O turismo e a hotelaria voltaram a ser uma das principais fontes de rendimento do empresariado local.
Na cidade do Huambo existem 36 unidades hoteleiras, das quais sete hotéis e igual numero de hospedarias.
22 Pensões. Existem 38 restaurantes.
Estes números resultam em 673 camas disponíveis para receber turistas de diversos lugares do país e do exterior.
O chefe de Repartição do Comercio, Hotelaria e Turismo Abel Cassinda afirmou que o número de unidades hotelarias existentes no município tende a aumentar, visto que, nos últimos anos, em cada seis meses é inaugurada uma ou duas unidades hoteleiras.
Quanto aos sítios turísticos estão abertos aos munícipes a Granja Pordo-Sol e a Barragem do Cuando, com sua albufeira.
À espera de recuperação está a Estação Florestal do Sacaála (no bairro Bom Pastor), a Zona paisagística da Chianga e o Parque de Campismo de Ganda-Vila. w “O movimento turístico está a cada dia a crescer no nosso município. Há dias que os estabelecimentos hoteleiros ficam todos lotados, principalmente nos fins-de-semana prolongados”, afirmou Abel Cassinda.
Votado ao abandono estão o Jardim Zoológico e a Feira Nova Lisboa (designada Finol), onde está a lagoa com mesmo nome), ente os Bairro Cidade Alta e Santo António. A área está hoje transformada em parque de estacionamento de uma empresa de transportes públicos.
O crescimento populacional e o número minguado de agentes policiais na cidade está a tornar o município inseguro, sobretudo no período nocturno. A fraca iluminação nos arredores e mesmo dentro da cidade tem facilitado a vida dos marginais, que actuam a seu bel-prazer. Mensalmente o Comando Provincial da Polícia Nacional apresenta grupos de marginais, que volta e meia estão de novo na rua, muitos deles por serem menores de idade. As gangs têm divida a cidade do Huambo.
G-Unit e Ultima Linha são as que têm maior protagonismo. Andar de noite, ou ir as casas nocturnas na cidade do Huambo requer muito cuidado, já que o lema da Policia de Intervenção, Brigada Moto, é intervir somente quando começa a briga e não prevenir o crime.