Industrialização do Café Angolano Defende Instituto

cafe_graoO café de Angola tem aceitação em mercados da China, Rússia e do Médio Oriente. Atualmente, a oferta angolana é de apenas 24 a 28 milhões de sacos/ano.

Pelo menos 80 mil toneladas de café Amboim e Arábica serão produzidas nos próximos cincos anos na província angolana do Kwanza Sul, no quadro do projecto relançamento e revitalização da cafeicultura implementado pelo Instituto Nacional do Café (Inca).

A informação foi prestada pelo director do Instituto, José Ferreira, à margem do fórum do sector produtivo e empresarial do Kwanza Sul, encerrado sábado na cidade do Waku Kungo, município da Cela.

Orçado em 8 biliões de kwanzas, o programa vai ocupar uma área de produção de 120 mil hectares e vai garantir emprego a 120 mil produtores, capacitados neste domínio e 4.279 técnicos bem como sustento a 600 mil famílias.

As principais áreas de cultivo são os municípios do Amboim, Quilenda, Conda, Seles, Kassongue e Libolo.

De acordo com os técnicos, o café de Angola tem aceitação em mercados da China, Rússia e do Médio Oriente.

O INCA regista, actualmente, devido à baixa produção uma fraca oferta que ronda os 24 milhões a 28 milhões de sacos/ano contra uma procura de 38 milhões de sacos/ano.

O governo pretende aumentar a produção e melhorar a qualidade, armazenamento e transporte, fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos, comercialização, exportação, estabelecimento de indústrias de torrefacção e moagem.

“Os países que mais ganham com o café são a Itália e a Alemanha porque eles compram o café ainda verde e depois de industrializado o produto é mais rentável. Só há uma saída para isso: a instalação de fábricas em território nacional”, disse o diretror do Inca.

Angop


Nos Exportadores de Café Robusta Africanos, Angola Ocupa o 9º Lugar

caféEntre os 11 exportadores de café robusta africano, reunidos no fim de Janeiro no Gabão, Angola encontra-se na 9.ª posição, nos indicadores de Dezembro último, superando apenas a Libéria e o Gabão, cujo indicador é nulo.

As exportações de Angola relativas a Dezembro último totalizaram 855 sacas de café (51,3 toneladas) contra 120 000 sacas de café (7200 toneladas) da Costa do Marfim, no mesmo período, indica um relatório da Organização Internacional do Café (ICO, em sigla inglesa) publicado em Fevereiro corrente.

Entre os 11 exportadores de café robusta africano, os Camarões, a Tanzânia e o Uganda produzem em simultâneo a espécie arábica. No ranking africano de café robusta, o Uganda lidera o top 11, com 240 631 sacas, embora tenha exportado também a espécie arábica, seguido da Costa do Marfim, com 120 000 sacas apenas de robusta, e da Tanzânia, com 86 693 sacas de robusta e arábica.

No fim de Janeiro último, o fórum sobre o café robusta africano, organizado pela Agência do Café Robusta da África e Madagáscar, que representa o sector do robusta em África, levou a debate “A sustentabilidade e a competitividade do robusta africano”, face à sua importância, em termos de consumo, nos mercados de referência internacional.

Realidade nacional O Instituto Nacional do Café (INCA) tem insistido no seu plano de investimento de 150 milhões USD para a dinamização do sector, aumentando a produção e, consequentemente, as exportações de café.

Segundo o INCA, o sector cafeícola nacional necessita de pelo menos 150 milhões USD para o seu redimensionamento e aumentar os níveis de produção. Prevê-se que, com tal investimento, no prazo de cinco anos, Angola seria capaz de produzir 60 000 toneladas de café comercial por ano para exportação.

O Executivo disponibilizou, recentemente, o equivalente a 5 milhões USD para a produção das referidas plantas, que será desenvolvida na maioria das províncias produtoras de café, nomeadamente, Cabinda, Uíge, Bengo, Kwanza Norte e Kwanza Sul. Para 2013, o Executivo atribuiu ao Fundo de Desenvolvimento do Café de Angola 630,4 milhões Kz (6,8 milhões USD).

Expansão/António Pedro


Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Apoia Produção de Café em Angola

cafeeiro_O programa de relançamento da cultura do café no Kwanza-Sul tem a colaboração do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), desenvolvido no quadro do projecto “apoio ao relançamento da produção e agro negócio cafeícola”.
A revelação foi feita pelo chefe de departamento provincial do Instituto Nacional do Café (INCA) no Kwanza-Sul, que sublinhou que o projecto, iniciado em Novembro com seis mil cafeicultores do Amboim, Quilenda e de Cassongue, tem um financiamento de 60.570 milhões de kwanzas.
Daquela verba, 50 milhões são provenientes do PNUD e o restante atribuído pelo Executivo, por intermédio do INCA.
O projecto, com a duração de um ano, foi criado para apoiar a produção do café e melhorar o agro negócio nas explorações agrícolas familiares e nas associações e cooperativas de cafeicultores.
Outros objectivo do Projecto de apoio ao relançamento da produção e agro negócio cafeícola é melhorar a qualidade da produção, fomentar a do arábica no município de Cassongue e criar bases para a certificação internacional do café Amboim como marca angolana, por ser a de cultivo mais promissor. No âmbito do projecto, já foram entregues aos cafeicultores do Amboim dez toneladas de adubo 12-24-12, sulfato de amónio e quatro espécies de sementes de feijão.

Aumentar níveis de plantação

O aumento de área e dos níveis de produção do café foi decidido, tendo em conta a criação de viveiros, que permitem renovar plantas e criar mais espaços de cultivo.
O chefe de departamento provincial do INCA disse ao Jornal de Angola que foram plantados nos municípios em que se produz café 82 viveiros, quatro dos quais permanentes, “com mais de um milhão de mudas” de café.
O município do Amboim tem 67 viveiros com 932.100 mudas repicadas das espécies de café robusta e arábicas.
A formação técnica dos produtores, disse o chefe do departamento provincial do INCA, é a aposta para se atingirem níveis de produção de qualidade. A partir de 2011, recordou o responsável, foram criadas 56 escolas de campo no Kwamza-Sul que permitiram formar 1.245 produtores familiares.

Jornal de Angola


Amboim, Angola Vai Plantar Um Milhão e 500 Mil Mudas de Café

Um milhão e 500 mil mudas de café arábica serão plantadas, a partir de Março de 2013, no município do Amboim, província do Cuanza Sul, pelo Instituto Nacional de Café de Angola (INCA) no âmbito de um programa de recuperação de explorações agrícolas.

O programa, disse responsável da Agricultura e Desenvolvimento Rural no Amboim, Pascoal Miranda, vai envolver quase 5 mil famílias de forma directa e outras 500 de forma indirecta, divididas em 22 cooperativas, sendo que as mudas a plantar vão cobrir uma área de 500 hectares de terras aráveis.

Em declarações à agência noticiosa angolana Angop, Pascoal Miranda disse que a estiagem que assolou a região provocou uma quebra na produção, não tendo sido possível respeitar as metas previstas.

Aquele responsável adiantou que este ano a colheita rendeu 1500 toneladas de café, valor que se prevê venha a aumentar para 5000 toneladas até 2015


Rui Nabeiro Garante Continuar a Comprar Baga de Café Angolano

O empresário português Rui Nabeiro garantiu que vai continuar a adquirir café de Angola, nomeadamente o produzido na província do Cuanza Sul, de acordo com a imprensa angolana.

A província do Cuanza Sul é a principal fornecedora de uma das empresas do grupo Delta em Angola, tendo o empresário salientando que a compra de bagas de café aos produtores vai manter-se a fim de permitir o desenvolvimento das respectivas explorações.

No decurso de um encontro recente em Campo Maior, Portugal, onde o empresário tem a fábrica de torrefacção de café Delta, Nabeiro adiantou pretender continuar a exportar, depois de processadas, as bagas de café adquiridas em Angola para países terceiros, nomeadamente os limítrofes de Angola.

“Não vamos apostar na produção de bagas de café mas sim na aquisição da produção aos agricultores”, disse o empresário português, que garantiu ainda que o grupo de que é proprietário vai continuar a desenvolver a área comercial em Angola, onde já conta com duas centenas de funcionários.

(macauhub)