Em 20 Fazendas na Ganda Esperam-se Colher 20 Toneladas de Café Arábico

cafePelo menos 20 toneladas de café arábico poderão ser colhidas este ano, em igual número de fazendas de produção do Munguavolo, na comuna do Casseque, município da Ganda (Benguela), durante a campanha de colheita que arranca no final deste mês na região.

Em declarações à imprensa, a chefe da brigada técnica do café na Ganda, Ana Canga, disse que já se trabalha no processo de preparação da campanha da colheita de café nas 20 fazendas, cuja actividade foi reactivada pelos cafeicultores com base no novo programa de fomento da produção.

Ana Canga afirmou que para a implementação deste programa foram criados viveiros comunitários com 40 mil pés, através da assistência técnica do Instituto Nacional do Café (Incaf), junto dos produtores nos locais definitivos.

Para Ana Canga, as 20 toneladas de café a serem colhidas este ano, representam bons indicativos para o aumento do rendimento da produção, contra as 3,5 toneladas de produtos colhidas ano passado.

Anunciou por outro lado, a instalação nos próximos dias, de uma fábrica móvel de descasque do café, tendo ainda precisado a recuperação da outra destinada a torrefacção e transformação do produto para comercialização.

A chefe de brigada do café da Ganda apontou a actual descapitalização dos agentes cafeicultores como um dos factores que concorrem para a paralisação da produção na maior parte dos campos de plantações do café na região.

Angop/Expansão


Apoio do Brasil Para o Sector do Café Solicitado Pelo Governo de Angola

cafeO governo de Angola solicitou o apoio institucional do Brasil em investigação científica e experimentação cafeícola e assistência técnica na realização de estudos e acções conjuntas, informou em comunicado a embaixada de Angola no Reino Unido.

O pedido foi apresentado quarta-feira pelo representante de Angola junto das organizações internacionais no Reino Unido, Miguel Gaspar Fernandes Neto, à margem da 112ª Conferência Mundial do Café, que decorreu de 3 a 5 de Março corrente.

O também embaixador de Angola no Reino Unido e na Irlanda solicitou que o Brasil ajude Angola a fortalecer as suas cooperativas produtoras de café, a incentivar os jovens produtores de café e a apoiar as mulheres do sector na formação e organização das respectivas associações.

No decurso de um encontro em que participaram o vice-ministro brasileiro da Agricultura, Geraldo Fontellas, o representante permanente do Brasil na Organização Internacional do Café, embaixador Pita Gama e o director do Instituto Angolano do Café, João Ferreira, o embaixador de Angola solicitou que o apoio institucional inclua a troca de informações sobre cadastro geoeconómico bem como sobre a utilização de equipamento moderno.

Dados estatísticos da Organização Internacional de Café revelam que Angola produziu 50 mil sacas em 2013, depois de 33 mil em 2012, enquanto o Brasil, o maior produtor mundial, produziu 49,1 milhões de sacas, uma pequena quebra relativamente aos 50,8 milhões de sacas registados um ano antes.

Antes da independência de Portugal, em 1975, Angola era um dos principais produtores mundiais com 4 milhões de sacas ou 240 mil toneladas mas a guerra civil que se registou entre a independência e 2002 destruiu na quase totalidade as plantações de café.

(macauhub


Venda Internacional de Café de Angola Com Início em 2014 Pela Angonabeiro

angonabeiroA Angonabeiro, empresa do grupo português Nabeiro, vai iniciar em 2014 a comercialização internacional da marca de café Ginga, afirmou ao jornal angolano Expansão o director-geral da empresa, José Carlos Beato.

Dizendo que o processo iniciar-se-á nos mercados da África do Sul, Namíbia e Moçambique, o director-geral da Angonabeiro disse estarem a decorrer negociações com empresas daqueles três países interessadas em comercializar o produto.

Os três países, de acordo com aquele responsável, vão servir igualmente de teste à actividade exportadora da empresa, que pretende igualmente começar a comercializar café em alguns países europeus.

Caso as negociações em curso venham a ter êxito, o café Ginga vai pela primeira vez ser consumido fora do território angolano, uma etapa que, segundo o director-geral da Angonabeiro, constitui um marco na actividade do grupo.

A iniciativa faz parte dos objectivos para 2014 da Angonabeiro, detentora da marca, que incluem acções de no sentido de procurar elevar o consumo de café em Angola, ainda considerado baixo.

A Angonabeiro é a empresa do grupo Nabeiro que, desde 2000, actua no mercado angolano na área do comércio e da indústria, com as marcas de café Ginga e Delta, os produtos Adega Mayor e Agrodelta, a água Vimeiro e a cerveja Sagres.

O grupo Nabeiro e a Delta Cafés mantêm uma forte e antiga ligação a Angola, que remonta à época em que o país ocupava já um lugar de relevo na produção mundial de café.

(macauhub)


Planos Para se Plantar Mais Café Criam Entusiasmo no Kwanza Sul

cafe_angolaAngola foi durante o tempo colonial um dos principais produtores de café do mundo. Agora começam a surgir planos para aumentar a produção do café no país.
A organização não-governamental Acção Angolana para o Desenvolvimento, AAD, está a implementar projectos de fomento da plantação do café arábica no Kwanza Sul.

A AAD notabilizou-se nos municípios do Sumbe, Seles e Amboim, mas agora as suas atenções estão centradas em Cassongue onde, segundo o seu responsável, Albino Chicale, implementa projectos de desenvolvimento comunitário tendo como bandeira o fomento do café arábico.

Depois de seis anos de trabalho na região de Cassongue, a AAD faz uma análise animadora da sua actividade na região e aponta novos projectos.

A organização está também envolvida no repovoamento florestal no Kwanza Sul.

Albino Chicale, que falava à rádio local, sublinhou a importância dos projectos naquela circunscrição, uma vez que segundo ele, quando a ONG se instalou em Cassongue a produção e comercialização do café era incipiente, apesar da tradição na produção do bago vermelho.

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Renovação das Plantas e Formação Técnica dos Cafeicultores Levam o Amboim a Lider na Produção,

cafeO município do Amboim, província do Kwanza-Sul, pretende ser o maior produtor nacional de café. Um vasto programa de relançamento do cultivo do bago vermelho, que prevê o redimensionamento das terras para as famílias, renovação das plantas e formação técnica dos cafeicultores, foi elaborado.

Em declarações ao Jornal de Angola na cidade da Gabela, o administrador municipal, Francisco Manuel Mateus, considera de “propício” o momento actual para o relançamento do cultivo do café. “A diversificação da economia traçada pelo Executivo, como sendo o grande desafio para a estabilização económica, encoraja-nos a encarar com optimismo o programa de cultivo do café como produto de alto rendimento”, frisou.
A cultura do café contribui para o equilíbrio ambiental, pelo facto de para além da planta do cafeeiro necessitar de outras plantas para o amparo do café dos raios solares, uma plantação de café representa um pulmão para o ecossistema.
“O processo de relançamento da cultura do café é um desafio”, realçou, lembrado que no passado a produção de café foi suportada por grandes companhias como a CADA e Marques e Seixas e com a mão-de-obra resultante do contratado, mas entende que actualmente se pode dinamizar a produção com a distribuição de parcelas pelas famílias.
“Nós entendemos que se durante a vigência do sistema colonial eram os contratados que cultivavam o café, agora podemos inverter o quadro, distribuindo um hectar por cada família e, feitas as contas, se envolvermos um grande número de cafeicultores vamos ter muitos hectares a produzir”, disse.
Francisco Mateus referiu que as receitas que vão suportar o processo de renovação podem ser captadas com a exploração de madeira, resultante das árvores já adultas que necessitem de renovação, e outras verbas suportadas por investidores nacionais interessados.
Adiantou, por outro lado, que uma das saídas para sustentar a cultura do café é a criação de um banco que tenha a vocação de financiar a produção do bago vermelho, à semelhança do que se passa com a produção de cereais. O administrador do município do Amboim considerou que os preços actuais do café comercial, praticados no mercado, são encorajadores para quem deseja investir na produção. Outro motivo que encoraja a produção do café da variedade robusta, de acordo com Francisco Mateus, é o facto de o produto ter maior cotação no mercado mundial, com realce para o do Dubai, para a produção de cosméticos.

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