Está Difícil a Recuperação da Produção de Café em Angola

plantacao_cafeVolvidos mais de 30 anos desde a proclamação da independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, período marcado por instabilidade política e êxodo rural, o abandono das antigas fazendas e a inoperância de parte das infra-estruturas afectas ao sector do café continuam a preocupar os produtores no activo a julgar pela baixa de produção que se vem registando desde os anos 80.


Angonabeiro Compra a Liangol, Empresa Pública Angolana de Produção de Café

nabeiroA Liangol foi vendida à Angonabeiro, unidade do grupo português Nabeiro, que actua no país africano há 14 anos. A autorização para privatização e venda da totalidade da empresa pública angolana de produção de café foi dada pelo Governo.

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5.700 Toneladas de Café Mabuba é a Colheita Este Ano no Uíge

cafe__A época 2013/2014 no Uíge terminou com a colheita de 5.700 toneladas de café mabuba, mais 400 que na época anterior, anunciou na quinta-feira o chefe de departamento provincial do Instituto Nacional do Café (INCA), citado pela Angop.

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Angola Deve Transformar o Seu Café, Criando Valor Acrescentado para a Economia do País

cafeA agrónoma Josefa Correia Sako defendeu, em Luanda, a necessidade de Angola criar projectos industriais que permitam a transformação local do café produzido, visando criar valor acrescentado para a economia do país.

Josefa Sacko, que falava em entrevista à Angop, acerca do “estado actual da produção do café no país”, é de opinião que o país não deve estar muito ligado à exportação de matérias-primas, mas deve preocupar-se em transformar os produtos de base, para criar “mais-valia” na cadeia produtiva, porque é daí onde se obtêm os lucros.

Segundo sublinhou, ao transformar a matéria-prima em produto acabado, neste caso o café, Angola teria a possibilidade de criar milhares de postos de trabalho para os jovens que tanto necessitam e poder beneficiar também do mercado da região da SADC.

Referiu que a agricultura, através do café, constitui uma fonte de diversificação da economia, até porque Angola não pode continuar a depender do petróleo.

“Nós temos o grande mercado da África do Sul e apesar de não podermos contar com o da RDC devido à instabilidade, torna-se importante reforçar o mercado Sul Sul. Se Angola transformar o café pode muito bem vender no mercado regional, não esquecendo o nosso mercado tradicional que é a União Europeia, Estados Unidos e o Japão”, observou.

Ao referir-se aos programas de incentivo à produção, disse existir no país a agricultura familiar, uma iniciativa que requer o papel do Estado, pois este deve acompanhar os cafeicultores, tratar da questão da terra e criar politicas bancárias de incentivo.

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Mais de 20 Milhões de Mudas de Café Vão Ser Distribuídas Gratuitamente aos Produtores Angolanos

mudas_cafeMais de 20 milhões de mudas de café serão produzidos até ao final do ano, informou o director do Instituto Nacional do Café de Angola (INCA), João Ferreira.

O director do INCA disse que as mudas irão ser distribuídas gratuitamente aos produtores, a fim de apoiar a produção de café a nível nacional e recordou que em 1973 Angola produzia 210 mil toneladas de café com valor comercial, quantidade que baixou para 3 mil toneladas em 2002.

Actualmente, prosseguiu, Angola está a produzir 12 mil toneladas, o que representa menos 10% da produção colonial, devido à guerra civil que se registou no país pouco após a independência do país, em 1975.

Em declarações à agência noticiosa Angop, João Ferreira disse que as zonas produtoras de café mais afectadas pela guerra civil foram as províncias do Uíge, Bié, Cuanza Norte, Huambo e Cuanza Sul, provocando uma desarticulação total no meio rural principalmente nas zonas de plantação.

A produção do café está fortemente concentrada nas províncias do Cuanza Sul e do Uíge que, em conjunto, representam cerca de 77% da produção nacional.

João Ferreira defendeu que o sector bancário deve apoiar cada vez mais os projectos de cultivo de café e de soja em Angola, uma vez que a cultura de café não foi abrangida no Crédito Agrícola de Campanha.

(macauhub/AO)