Apoio do Brasil Para o Sector do Café Solicitado Pelo Governo de Angola

cafeO governo de Angola solicitou o apoio institucional do Brasil em investigação científica e experimentação cafeícola e assistência técnica na realização de estudos e acções conjuntas, informou em comunicado a embaixada de Angola no Reino Unido.

O pedido foi apresentado quarta-feira pelo representante de Angola junto das organizações internacionais no Reino Unido, Miguel Gaspar Fernandes Neto, à margem da 112ª Conferência Mundial do Café, que decorreu de 3 a 5 de Março corrente.

O também embaixador de Angola no Reino Unido e na Irlanda solicitou que o Brasil ajude Angola a fortalecer as suas cooperativas produtoras de café, a incentivar os jovens produtores de café e a apoiar as mulheres do sector na formação e organização das respectivas associações.

No decurso de um encontro em que participaram o vice-ministro brasileiro da Agricultura, Geraldo Fontellas, o representante permanente do Brasil na Organização Internacional do Café, embaixador Pita Gama e o director do Instituto Angolano do Café, João Ferreira, o embaixador de Angola solicitou que o apoio institucional inclua a troca de informações sobre cadastro geoeconómico bem como sobre a utilização de equipamento moderno.

Dados estatísticos da Organização Internacional de Café revelam que Angola produziu 50 mil sacas em 2013, depois de 33 mil em 2012, enquanto o Brasil, o maior produtor mundial, produziu 49,1 milhões de sacas, uma pequena quebra relativamente aos 50,8 milhões de sacas registados um ano antes.

Antes da independência de Portugal, em 1975, Angola era um dos principais produtores mundiais com 4 milhões de sacas ou 240 mil toneladas mas a guerra civil que se registou entre a independência e 2002 destruiu na quase totalidade as plantações de café.

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Venda Internacional de Café de Angola Com Início em 2014 Pela Angonabeiro

angonabeiroA Angonabeiro, empresa do grupo português Nabeiro, vai iniciar em 2014 a comercialização internacional da marca de café Ginga, afirmou ao jornal angolano Expansão o director-geral da empresa, José Carlos Beato.

Dizendo que o processo iniciar-se-á nos mercados da África do Sul, Namíbia e Moçambique, o director-geral da Angonabeiro disse estarem a decorrer negociações com empresas daqueles três países interessadas em comercializar o produto.

Os três países, de acordo com aquele responsável, vão servir igualmente de teste à actividade exportadora da empresa, que pretende igualmente começar a comercializar café em alguns países europeus.

Caso as negociações em curso venham a ter êxito, o café Ginga vai pela primeira vez ser consumido fora do território angolano, uma etapa que, segundo o director-geral da Angonabeiro, constitui um marco na actividade do grupo.

A iniciativa faz parte dos objectivos para 2014 da Angonabeiro, detentora da marca, que incluem acções de no sentido de procurar elevar o consumo de café em Angola, ainda considerado baixo.

A Angonabeiro é a empresa do grupo Nabeiro que, desde 2000, actua no mercado angolano na área do comércio e da indústria, com as marcas de café Ginga e Delta, os produtos Adega Mayor e Agrodelta, a água Vimeiro e a cerveja Sagres.

O grupo Nabeiro e a Delta Cafés mantêm uma forte e antiga ligação a Angola, que remonta à época em que o país ocupava já um lugar de relevo na produção mundial de café.

(macauhub)


Planos Para se Plantar Mais Café Criam Entusiasmo no Kwanza Sul

cafe_angolaAngola foi durante o tempo colonial um dos principais produtores de café do mundo. Agora começam a surgir planos para aumentar a produção do café no país.
A organização não-governamental Acção Angolana para o Desenvolvimento, AAD, está a implementar projectos de fomento da plantação do café arábica no Kwanza Sul.

A AAD notabilizou-se nos municípios do Sumbe, Seles e Amboim, mas agora as suas atenções estão centradas em Cassongue onde, segundo o seu responsável, Albino Chicale, implementa projectos de desenvolvimento comunitário tendo como bandeira o fomento do café arábico.

Depois de seis anos de trabalho na região de Cassongue, a AAD faz uma análise animadora da sua actividade na região e aponta novos projectos.

A organização está também envolvida no repovoamento florestal no Kwanza Sul.

Albino Chicale, que falava à rádio local, sublinhou a importância dos projectos naquela circunscrição, uma vez que segundo ele, quando a ONG se instalou em Cassongue a produção e comercialização do café era incipiente, apesar da tradição na produção do bago vermelho.

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Renovação das Plantas e Formação Técnica dos Cafeicultores Levam o Amboim a Lider na Produção,

cafeO município do Amboim, província do Kwanza-Sul, pretende ser o maior produtor nacional de café. Um vasto programa de relançamento do cultivo do bago vermelho, que prevê o redimensionamento das terras para as famílias, renovação das plantas e formação técnica dos cafeicultores, foi elaborado.

Em declarações ao Jornal de Angola na cidade da Gabela, o administrador municipal, Francisco Manuel Mateus, considera de “propício” o momento actual para o relançamento do cultivo do café. “A diversificação da economia traçada pelo Executivo, como sendo o grande desafio para a estabilização económica, encoraja-nos a encarar com optimismo o programa de cultivo do café como produto de alto rendimento”, frisou.
A cultura do café contribui para o equilíbrio ambiental, pelo facto de para além da planta do cafeeiro necessitar de outras plantas para o amparo do café dos raios solares, uma plantação de café representa um pulmão para o ecossistema.
“O processo de relançamento da cultura do café é um desafio”, realçou, lembrado que no passado a produção de café foi suportada por grandes companhias como a CADA e Marques e Seixas e com a mão-de-obra resultante do contratado, mas entende que actualmente se pode dinamizar a produção com a distribuição de parcelas pelas famílias.
“Nós entendemos que se durante a vigência do sistema colonial eram os contratados que cultivavam o café, agora podemos inverter o quadro, distribuindo um hectar por cada família e, feitas as contas, se envolvermos um grande número de cafeicultores vamos ter muitos hectares a produzir”, disse.
Francisco Mateus referiu que as receitas que vão suportar o processo de renovação podem ser captadas com a exploração de madeira, resultante das árvores já adultas que necessitem de renovação, e outras verbas suportadas por investidores nacionais interessados.
Adiantou, por outro lado, que uma das saídas para sustentar a cultura do café é a criação de um banco que tenha a vocação de financiar a produção do bago vermelho, à semelhança do que se passa com a produção de cereais. O administrador do município do Amboim considerou que os preços actuais do café comercial, praticados no mercado, são encorajadores para quem deseja investir na produção. Outro motivo que encoraja a produção do café da variedade robusta, de acordo com Francisco Mateus, é o facto de o produto ter maior cotação no mercado mundial, com realce para o do Dubai, para a produção de cosméticos.

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Relançamento da Produção de Café é Aposta do Governo Angolano

cafe_cerejaO vice-governador para o sector económico e produtivo no Uíge, Carlos Mendes Samba, afirmou sexta-feira, na localidade do Dambi, município do Uíge, que o governo provincial está apostado no relançamento da produção do café, com vista a proporcionar cada vez mais o desenvolvimento da região e o bem-estar de muitas famílias.

Carlos Mendes Samba que falava naquela localidade durante o acto de abertura da colheita de café 2013/2014, que decorreu na fazenda “Tira Exemplo de João Jacinto”, disse que no ano passado a nível da província os produtores colheram cinco mil toneladas de café e a maioria foi comercializada.

Segundo o dirigente, com o melhoramento das vias de acesso, a procura foi maior, por isso, os camponeses alargaram cada vez mais a produtividade e este ano os produtores preconizam colher mais de seis mil toneladas de café mabuba.

O vice-governador assegurou que o governo provincial está muito empenhado em dar incentivos aos produtores para que possam alargar a sua plantação, no ano passado foi promovido a campanha de crédito agrícola que abrangeu também diversos produtores de café, e este ano o executivo está a continuar com a mesma dinâmica e com políticas mais adequadas para potenciar os cafeicultores.

Carlos Mendes Samba avançou que uma outra preocupação que o executivo pretende ver resolvida é o preço que actualmente se comercializa o café, visto que actualmente um quilo de café mabuba está no valor de 45 a 50 kwanzas e este valor não corresponde com os esforços que os cafeicultores empreendem na produção.

Fez saber que o governo pretende com isto encontrar mecanismos aceitáveis que possam também incentivar os camponeses e produtores de café.

O vice-governador para o sector económico e produtivo, Carlos Mendes Samba, garantiu que o governo da província tem um plano traçado para apoiar os fazendeiros, sobretudo, os produtores de café, realçando que logo que se aprove a segunda fase da campanha de crédito agrícola, muitos produtores de café serão contemplados de acordo com as suas necessidades.

Encorajou os demais produtores que já têm o café colhido para que possam expô-lo na feira agro-pecuária que será promovida durante as festividades da fundação da cidade do Uíge, a decorrer de 01 a 07 de Julho do ano em curso.

Carlos Mendes Samba aconselhou também os jovens a seguirem o exemplo dos progenitores e outros familiares produtores de café para que a cultura na região seja contínua, bem como garantirem a sua sustentabilidade e um futuro promissório.

Referiu que a localidade do Dambi é por excelência uma área produtora de café e outros produtos, se os jovens apostarem na plantação do café, bananal e outros produtos agrícolas, o governo da província vai apoiar em meios de transporte e instrumentos de trabalho, créditos agrícolas e outros incentivos que possam dar maior impulso a produtividade.

No fim do acto, o responsável, ofereceu ao proprietário da fazenda Tira Exemplo uma motorizada para facilitar a sua circulação sobretudo na aquisição de outros meios para o desenvolvimento da fazenda.

Fundada em 1920, a regedoria do Dambi está localizada a 30 quilómetros a nordeste da sede da cidade do Uíge e possui três aldeias com uma população estimada em cerca de 10 mil 162 habitantes, na sua maioria camponesa. Produzem a mandioca, a banana, o café, cana de açúcar, batata doce, rena e horticulturas.

Angop