Venda Internacional de Café de Angola Com Início em 2014 Pela Angonabeiro

angonabeiroA Angonabeiro, empresa do grupo português Nabeiro, vai iniciar em 2014 a comercialização internacional da marca de café Ginga, afirmou ao jornal angolano Expansão o director-geral da empresa, José Carlos Beato.

Dizendo que o processo iniciar-se-á nos mercados da África do Sul, Namíbia e Moçambique, o director-geral da Angonabeiro disse estarem a decorrer negociações com empresas daqueles três países interessadas em comercializar o produto.

Os três países, de acordo com aquele responsável, vão servir igualmente de teste à actividade exportadora da empresa, que pretende igualmente começar a comercializar café em alguns países europeus.

Caso as negociações em curso venham a ter êxito, o café Ginga vai pela primeira vez ser consumido fora do território angolano, uma etapa que, segundo o director-geral da Angonabeiro, constitui um marco na actividade do grupo.

A iniciativa faz parte dos objectivos para 2014 da Angonabeiro, detentora da marca, que incluem acções de no sentido de procurar elevar o consumo de café em Angola, ainda considerado baixo.

A Angonabeiro é a empresa do grupo Nabeiro que, desde 2000, actua no mercado angolano na área do comércio e da indústria, com as marcas de café Ginga e Delta, os produtos Adega Mayor e Agrodelta, a água Vimeiro e a cerveja Sagres.

O grupo Nabeiro e a Delta Cafés mantêm uma forte e antiga ligação a Angola, que remonta à época em que o país ocupava já um lugar de relevo na produção mundial de café.

(macauhub)


Planos Para se Plantar Mais Café Criam Entusiasmo no Kwanza Sul

cafe_angolaAngola foi durante o tempo colonial um dos principais produtores de café do mundo. Agora começam a surgir planos para aumentar a produção do café no país.
A organização não-governamental Acção Angolana para o Desenvolvimento, AAD, está a implementar projectos de fomento da plantação do café arábica no Kwanza Sul.

A AAD notabilizou-se nos municípios do Sumbe, Seles e Amboim, mas agora as suas atenções estão centradas em Cassongue onde, segundo o seu responsável, Albino Chicale, implementa projectos de desenvolvimento comunitário tendo como bandeira o fomento do café arábico.

Depois de seis anos de trabalho na região de Cassongue, a AAD faz uma análise animadora da sua actividade na região e aponta novos projectos.

A organização está também envolvida no repovoamento florestal no Kwanza Sul.

Albino Chicale, que falava à rádio local, sublinhou a importância dos projectos naquela circunscrição, uma vez que segundo ele, quando a ONG se instalou em Cassongue a produção e comercialização do café era incipiente, apesar da tradição na produção do bago vermelho.

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Renovação das Plantas e Formação Técnica dos Cafeicultores Levam o Amboim a Lider na Produção,

cafeO município do Amboim, província do Kwanza-Sul, pretende ser o maior produtor nacional de café. Um vasto programa de relançamento do cultivo do bago vermelho, que prevê o redimensionamento das terras para as famílias, renovação das plantas e formação técnica dos cafeicultores, foi elaborado.

Em declarações ao Jornal de Angola na cidade da Gabela, o administrador municipal, Francisco Manuel Mateus, considera de “propício” o momento actual para o relançamento do cultivo do café. “A diversificação da economia traçada pelo Executivo, como sendo o grande desafio para a estabilização económica, encoraja-nos a encarar com optimismo o programa de cultivo do café como produto de alto rendimento”, frisou.
A cultura do café contribui para o equilíbrio ambiental, pelo facto de para além da planta do cafeeiro necessitar de outras plantas para o amparo do café dos raios solares, uma plantação de café representa um pulmão para o ecossistema.
“O processo de relançamento da cultura do café é um desafio”, realçou, lembrado que no passado a produção de café foi suportada por grandes companhias como a CADA e Marques e Seixas e com a mão-de-obra resultante do contratado, mas entende que actualmente se pode dinamizar a produção com a distribuição de parcelas pelas famílias.
“Nós entendemos que se durante a vigência do sistema colonial eram os contratados que cultivavam o café, agora podemos inverter o quadro, distribuindo um hectar por cada família e, feitas as contas, se envolvermos um grande número de cafeicultores vamos ter muitos hectares a produzir”, disse.
Francisco Mateus referiu que as receitas que vão suportar o processo de renovação podem ser captadas com a exploração de madeira, resultante das árvores já adultas que necessitem de renovação, e outras verbas suportadas por investidores nacionais interessados.
Adiantou, por outro lado, que uma das saídas para sustentar a cultura do café é a criação de um banco que tenha a vocação de financiar a produção do bago vermelho, à semelhança do que se passa com a produção de cereais. O administrador do município do Amboim considerou que os preços actuais do café comercial, praticados no mercado, são encorajadores para quem deseja investir na produção. Outro motivo que encoraja a produção do café da variedade robusta, de acordo com Francisco Mateus, é o facto de o produto ter maior cotação no mercado mundial, com realce para o do Dubai, para a produção de cosméticos.

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Relançamento da Produção de Café é Aposta do Governo Angolano

cafe_cerejaO vice-governador para o sector económico e produtivo no Uíge, Carlos Mendes Samba, afirmou sexta-feira, na localidade do Dambi, município do Uíge, que o governo provincial está apostado no relançamento da produção do café, com vista a proporcionar cada vez mais o desenvolvimento da região e o bem-estar de muitas famílias.

Carlos Mendes Samba que falava naquela localidade durante o acto de abertura da colheita de café 2013/2014, que decorreu na fazenda “Tira Exemplo de João Jacinto”, disse que no ano passado a nível da província os produtores colheram cinco mil toneladas de café e a maioria foi comercializada.

Segundo o dirigente, com o melhoramento das vias de acesso, a procura foi maior, por isso, os camponeses alargaram cada vez mais a produtividade e este ano os produtores preconizam colher mais de seis mil toneladas de café mabuba.

O vice-governador assegurou que o governo provincial está muito empenhado em dar incentivos aos produtores para que possam alargar a sua plantação, no ano passado foi promovido a campanha de crédito agrícola que abrangeu também diversos produtores de café, e este ano o executivo está a continuar com a mesma dinâmica e com políticas mais adequadas para potenciar os cafeicultores.

Carlos Mendes Samba avançou que uma outra preocupação que o executivo pretende ver resolvida é o preço que actualmente se comercializa o café, visto que actualmente um quilo de café mabuba está no valor de 45 a 50 kwanzas e este valor não corresponde com os esforços que os cafeicultores empreendem na produção.

Fez saber que o governo pretende com isto encontrar mecanismos aceitáveis que possam também incentivar os camponeses e produtores de café.

O vice-governador para o sector económico e produtivo, Carlos Mendes Samba, garantiu que o governo da província tem um plano traçado para apoiar os fazendeiros, sobretudo, os produtores de café, realçando que logo que se aprove a segunda fase da campanha de crédito agrícola, muitos produtores de café serão contemplados de acordo com as suas necessidades.

Encorajou os demais produtores que já têm o café colhido para que possam expô-lo na feira agro-pecuária que será promovida durante as festividades da fundação da cidade do Uíge, a decorrer de 01 a 07 de Julho do ano em curso.

Carlos Mendes Samba aconselhou também os jovens a seguirem o exemplo dos progenitores e outros familiares produtores de café para que a cultura na região seja contínua, bem como garantirem a sua sustentabilidade e um futuro promissório.

Referiu que a localidade do Dambi é por excelência uma área produtora de café e outros produtos, se os jovens apostarem na plantação do café, bananal e outros produtos agrícolas, o governo da província vai apoiar em meios de transporte e instrumentos de trabalho, créditos agrícolas e outros incentivos que possam dar maior impulso a produtividade.

No fim do acto, o responsável, ofereceu ao proprietário da fazenda Tira Exemplo uma motorizada para facilitar a sua circulação sobretudo na aquisição de outros meios para o desenvolvimento da fazenda.

Fundada em 1920, a regedoria do Dambi está localizada a 30 quilómetros a nordeste da sede da cidade do Uíge e possui três aldeias com uma população estimada em cerca de 10 mil 162 habitantes, na sua maioria camponesa. Produzem a mandioca, a banana, o café, cana de açúcar, batata doce, rena e horticulturas.

Angop


Industrialização do Café Angolano Defende Instituto

cafe_graoO café de Angola tem aceitação em mercados da China, Rússia e do Médio Oriente. Atualmente, a oferta angolana é de apenas 24 a 28 milhões de sacos/ano.

Pelo menos 80 mil toneladas de café Amboim e Arábica serão produzidas nos próximos cincos anos na província angolana do Kwanza Sul, no quadro do projecto relançamento e revitalização da cafeicultura implementado pelo Instituto Nacional do Café (Inca).

A informação foi prestada pelo director do Instituto, José Ferreira, à margem do fórum do sector produtivo e empresarial do Kwanza Sul, encerrado sábado na cidade do Waku Kungo, município da Cela.

Orçado em 8 biliões de kwanzas, o programa vai ocupar uma área de produção de 120 mil hectares e vai garantir emprego a 120 mil produtores, capacitados neste domínio e 4.279 técnicos bem como sustento a 600 mil famílias.

As principais áreas de cultivo são os municípios do Amboim, Quilenda, Conda, Seles, Kassongue e Libolo.

De acordo com os técnicos, o café de Angola tem aceitação em mercados da China, Rússia e do Médio Oriente.

O INCA regista, actualmente, devido à baixa produção uma fraca oferta que ronda os 24 milhões a 28 milhões de sacos/ano contra uma procura de 38 milhões de sacos/ano.

O governo pretende aumentar a produção e melhorar a qualidade, armazenamento e transporte, fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos, comercialização, exportação, estabelecimento de indústrias de torrefacção e moagem.

“Os países que mais ganham com o café são a Itália e a Alemanha porque eles compram o café ainda verde e depois de industrializado o produto é mais rentável. Só há uma saída para isso: a instalação de fábricas em território nacional”, disse o diretror do Inca.

Angop