O aproveitamento hidroeléctrico das Mabubas, localizado nos arredores da cidade de Caxito, província do Bengo, com capacidade de 26,8 Mega watts (Mw), foi inaugurado hoje, segunda-feira, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Vicente.
A barragem, cuja obras de reabilitação e ampliação da sua capacidade de produção energética estiveram a cargo da construtora chinesa GHCB-Angola, conta com uma linha de transmissão de 60 kilovolts (Kv) para província de Luanda.
As obras do projecto, financiadas pela empresa chinesa Kanazuri Electric, ficaram orçadas em 21.773.769,49 dólares e duraram dois anos.
A barragem, situada sobre o rio Dande, prevê produzir 153.600 Mwh/ano.
Durante a execução das obras foram envolvidos 125 trabalhadores angolanos e 90 chineses.
As principais áreas do projecto que beneficiaram de obras de reabilitação foram a barragem, tomadas de água, chaminé de equilíbrio, condutas forçadas e casa de forças, devidamente equipadas com material alta qualidade.
A barragem vai gerar energia suficiente para cobrir na ordem dos 100 porcento as necessidades energéticas da cidade de Caxito e o município dos Dembos, província do Bengo.
O aproveitamento hidroeléctrico das Mabubas já funciona em fase experimental desde Fevereiro de 2012.
A Barragem Hidroeléctrica das Mabubas foi destruída duas vezes durante o período da guerra, na década de 1980 e em 1992, respectivamente, na época possuía uma capacidade instalada de 17 Mw, actualmente ampliada para 26,8 Mw.
Participaram da cerimónia o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura, governador provincial do Bengo, João Bernardo de Miranda, directores nacionais do sector da Energia e Águas, entidades religiosas, líderes tradicionais, entre outras entidades convidadas.Angop
O ministro da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges, anunciou recentemente no Huambo a inauguração definitiva da barragem hidroeléctrica do Ngove em Agosto próximo, que irá servir as províncias do Huambo e do Bié.
Citado pela agência noticiosa angolana Angop, o ministro adiantou que no dia 31 de Março a primeira turbina deverá entrar em ensaios com carga e ligação à rede de distribuição devendo os restantes grupos geradores entrar em funcionamento até final de Julho.
A barragem hidroeléctrica do Ngove localiza-se a 119 quilómetros da cidade do Huambo, possui uma capacidade instalada para produzir 60 megawatts e a sua reconstrução, a cargo da construtora brasileira Odebrechet, está orçada em mais de 150 milhões de dólares.
As obras de construção tiveram início em 1969, tendo sido interrompidas em 1975 devido ao conflito armado, em 1983 foram retomados mas em 1986 foram de novo interrompidos.
A elaboração do projecto de reconstrução da barragem, que em 1990 foi parcialmente destruída, iniciou-se em meados de 2001, por iniciativa do Gabinete de Aproveitamento da Bacia Hidrográfica do Cunene.
(angolahub)
Enquanto vê e lê, oiça a Cesária Évora – A Kiss from Afar
A Barragem de Cambambe, construída nos anos 50, caminha para um processo de reabilitação e modernização, que salta à vista, pois o trabalho que está a ser realizado por homens e máquinas, num perfeito casamento, corre a grande velocidade.
No terreno, há um movimento revelador de que o trabalho se consolida nos prazos programados. Para já, o projecto de reabilitação, modernização e a construção da segunda central, concretiza-se à medida que o empenho das equipas instaladas no terreno se evidencia.
O trabalho que está a ser desenvolvido desperta a atenção de quem visita a emblemática Barragem de Cambambe. O cenário está recheado de um verde intenso entranhado nas rochas. A paisagem é forte e apelativa.
O director do projecto de reabilitação e modernização da Barragem, Ferreirinha Borges, disse que a ampliação de Cambambe vai dar maior capacidade ao complexo hidroeléctrico, um dos maiores de Angola.
A primeira central, com quatro grupos geradores, faz parte de “uma pequena cidade subterrânea”, escavada na rocha. O acesso para a central faz-se através de um túnel, igualmente escavado nos rochedos. O túnel é fantástico pelo modo como foi concebido.
A ministra da Energia e Águas, Emanuela Vieira Lopes, anunciou quinta-feira, no Lubango, que o Executivo vai investir 17 mil milhões de dólares até 2017 para implementar projectos de produção e transporte de energia.
Emanuela Vieira Lopes, que falava no final de uma visita que efectuou à barragem da Matala na Huíla, referiu que o valor será empregue de forma repartida pelos sectores de produção de energia, que vai absorver nove mil milhões de dólares, e de linhas de transporte, com oito mil milhões.
A ministra disse que beneficiam do referido montante projectos que estão a ser desenvolvidos nas regiões Centro e Norte, onde está em curso a construção de uma central eléctrica de ciclo combinado, com uma capacidade de 493 megawatts, e os aproveitamentos hidroeléctricos de grande porte no rio Kwanza, com aproximadamente três mil megawatts. Emanuela Vieira Lopes indicou igualmente os aproveitamentos hidroeléctricos de Caculo Cubassa (Malange) e a central hidroeléctrica de Cambambe e as suas respectivas redes.
A Eletrobrás, a maior companhia do sector da energia eléctrica que actua na América Latina, operando nas áreas da geração, transmissão e distribuição de energia e cujo controlo accionista é detido pelo governo brasileira, encontra-se a participar nos estudos de viabilidade de três projectos para o país, disse à agência portuguesa de notícias Lusa uma fonte da empresa.
Os estudos estão ainda na fase inicial e poderão não ser concretizados, mas colocam Angola numa posição de destaque dentro do mapa de internacionalização da companhia brasileira. www.google.com
Entre os investimentos analisados figuram a construção da hidroeléctrica de Luime, que teria capacidade para 330 MW, e a criação de um parque hidrotérmico de 738,5 MW. O terceiro estudo que envolve a participação da estatal brasileira fica na fronteira de Angola com a Namíbia. Trata-se da hidroeléctrica Baynes, no rio Cunene, que teria capacidade para 360 MW.
A produção de energia em Angola não é novidade para as companhias brasileiras. A construção da barragem de Capanda foi realizada por um consórcio formado pela russa Technopromexport com a Odebrecht. Os projectos de internacionalização da Eletrobrás contam, refere a Lusa, com forte apoio no governo brasileiro, que pretende transformar a companhia na “Petrobrás do sector eléctrico”. Registe-se que a companhia lidera um sistema composto de 12 subsidiárias, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), um centro de pesquisas (Eletrobrás Cepel) e metade do capital de Itaipu Binacional, a maior produtora de energia limpa e renovável do mundo. Ferrari Fórmula 1