Parafusos e Travessas de Carris Roubados da Linha do Caminho-de-Ferro de Luanda

Um documento do CFL, enviado hoje (segunda-feira) à Angop, refere que cidadãos não identificados estão a furtar os dispositivos de fixação dos carris, o que torna  a linha instável para a circulação dos comboios, e em consequência causar um possível descarrilamento.

A nota acrescenta que os parafusos foram retirados no espaço que separa as zonas da Boavista e do estabelecimento prisional da Comarca, no distrito urbano do Sambizanga.

Para possibilitar a circulação dos comboios, o CFL teve que repor o material furtado, permitindo assim a circulação do transporte ferroviário sem interrupção.

“ O CFL reprova atitude dos indivíduos que roubam os parafusos, colocando em perigo a vida de todos os utilizadores dos comboios”, refere a nota.

O CFL realiza, diariamente, 17 viagens de comboio suburbano de passageiros, transportando, nos três serviços, pelo menos seis mil pessoas que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda e 30 na terceira.


Desde o Início da Crise em 2014 o Preço das Habitações em Luanda Baixam 44% e Rendas Caem 88%

Os valores de venda prime de habitação na cidade de Luanda caíram entre os 28% e 44%, consoante a zona, desde o início da crise do petróleo, em 2014, enquanto as rendas prime deste mesmo segmento de maior qualidade desceram entre os 75% e 88%, de acordo com cálculos do Expansão sobre o estudo da consultora imobiliária Zenki Real Estate, intitulado Angola Property Market, Balanço 2019, Perspectivas 2020.
 
Antes da crise dos preços do petróleo, Luanda liderava rankings como o das cidades mais caras do mundo para expatriados, e era notória a dinamização dos sectores da construção e do imobiliário em áreas como a residencial, os escritórios ou os espaços comerciais.
 
O imobiliário era dinamizado essencialmente por empresas do sector petrolífero, financeiro e consultoria, mas também pela classe alta e média angolana e expatriados, nomeadamente quadros médios e superiores das empresas.


No Interior do Parque Nacional da Quiçama Vivem 25 Mil Pessoas

25 mil pessoas residem no interior do Parque Nacional da Quiçama, uma situação que tem preocupado o administrador daquela área de conservação, já que muitos deles se dedicam à caça furtiva de forma alarmante.

Em declarações ao Jornal de Angola, por ocasião de uma visita do grupo regional da SADC do Fundo Global do Ambiente (GEF), Manuel Afonso disse que o ideal seria que aqueles cidadãos fossem retirados da zona, para salvaguardar, por um lado, a segurança dos mesmos e, por outro, ajudar no combate à caça ilegal.
Manuel Afonso apontou o difícil nível de vida destas pessoas, como uma das principais razões que leva a que muitas, optem por viver naquele lugar, de modo a obter sempre alguma coisa para o sustento da família.
“Muitos dos habitantes que aqui se encontram aparentam dedicar-se ao cultivo em pequenas plantações no interior do parque quando, na verdade, pretendem fixar residência, para diariamente caçarem animais que aqui coabitam”, explicou.
Para fazer face a esta situação, o administrador disse que têm regularmente, realizado várias acções de educação ambiental, por forma a aconselhar e sensibilizar as populações a abandonar esta prática.


80 Casas Para Acomodar Jovens da Província do Uíge Abandonadas Há 6 Anos

Um complexo habitacional com 80 casas, para acomodar jovens da província do Uíge, encontra-se abandonado há seis anos.
 
As residências apresentam um avançado estado de degradação, muitas delas com fissuras. Os imóveis, alegadamente pertencentes ao Banco de Poupança e Crédito (BPC), foram construídos num perímetro de mais de dois mil metros quadrados, no bairro Kilevu, arredores da cidade do Uíge, para acudir as necessidades habitacionais da juventude.
 
O projecto habitacional, com casas do tipo T3, começou a ser construído em 2010. Depois das obras serem concluídas, as casas foram abandonadas. Por concluir restavam os serviços básicos, como arruamentos, colocação de asfalto, mobiliário, água, energia, serviços de saúde e outros.
 
O complexo encontra-se actualmente rodeado de capim e árvores. A população que vive próximo do condomínio está a aproveitar os espaços previstos para os arruamentos para a plantação de ginguba, milho, quiabo e ervilha.
 
O director do Gabinete Provincial de Infra-estruturas e Serviços Técnicos, António Vicente Lima, lamentou o facto das residências, com condições de habitabilidade, se encontrem abandonadas. Esclareceu que o projecto habitacional não é da responsabilidade do Governo Provincial, mas sim do Banco de Poupança e Crédito.


Em Lisboa Concerto da Coragem Com Participação de Mayra Andrade, NBC, Bonga, Ikonoklasta

O Concerto da Coragem, “de homenagem aos/às defensores/as de direitos humanos em África”, contará com a participação de Mayra Andrade, NBC, Bonga, Ikonoklasta e Orquestra de Batukadeiras de Portugal.

Ikonoklasta, nome artístico do ativista luso-angolano Luaty Beirão, a Orquestra de Batukadeiras de Portugal e a cabo-verdiana Mayra Andrade, entre outros, atuam a 05 de dezembro em Lisboa, no Concerto da Coragem, promovido pela Amnistia Internacional Portugal.

O Concerto da Coragem, “de homenagem aos/às defensores/as de direitos humanos em África”, contará com a participação de Mayra Andrade, NBC, Bonga, Ikonoklasta e Orquestra de Batukadeiras de Portugal e apresentação da atriz Cláudia Semedo, de acordo com informação divulgada pela Amnistia Internacional Portugal.

O início do espetáculo, que decorre no Lisboa ao Vivo – LAV, está marcado para as 21:00 de 05 de dezembro e os bilhetes custam 15 euros.


Autoridades e Investidores Russos Pretendem Investir Dez mil Milhões de Dólares em Angola

Autoridades russas e investidores privados estão disponíveis para investir cerca de dez mil milhões de dólares (nove mil milhões de euros) para financiar projetos com impacto socioeconómico em Angola, segundo um responsável da Federação Russa.

Chepa Alexey, vice-presidente da Comissão Parlamentar para as Relações Internacionais da Federação Russa, citado pela agência Angop, disse à saída de uma audiência com o Presidente da República de Angola, João Lourenço, que o dinheiro resulta de uma linha de crédito conjunta, da Federação Russa, setor privado russo e investidores internacionais.

De acordo com a agência noticiosa angolana, o político russo indicou que os projetos estão ligados ao setor energético, incluindo a construção de barragens hidroelétricas, produção de energia eólica, painéis solares, linhas de transporte de energia elétrica, construção de estradas, habitações e outras infraestruturas.

O dinheiro destina-se a financiar “projetos de grande envergadura” do interesse comum da Federação Russa e de Angola, adiantou Chepa Alexey, líder de uma delegação de empresários russos que vai manter encontros bilaterais com representantes de congéneres angolanas.


Foi Com os Marimbondos Que Começou a Crise Económica em Angola

A maioria dos angolanos, mesmo sem formação económica ou financeira, sem saber ler, nem escrever, sequer aprendido tabuada, conhece a fúria da crise mundial por lhe ser recordada quando sente fome, tem água e electricidade para pagar.

O momento dificílimo que vivemos muito por culpa, é verdade, da crise económica internacional, a qual muitos de nós jamais pensaram que nos atingia por ser “coisa de países ricos”, mas chegou, embora já em tempo de ressaca noutras paragens, deve-se, igualmente, a outras razões evitáveis, desde que, a partir de determinada altura, não tivesse tido o desnorte a nortear Angola.
A crise que nos foi antecipadamente anunciada, surgiu noutras latitudes, às quais aportou sem aviso prévio, semeando um oceano de dramas de toda a espécie, não foi, como devia, preparada entre nós.
Parecia, inclusive, que escarnecíamos dela, a desafiávamos, aqui no nosso canto, mas, também, quando íamos lá fora, a revelar o habitual novo-riquismo tão próprio da pequena burguesia bacoca, no exibir cartões multicaixa e de crédito de todas as cores, em restaurantes luxuosos, na altura vazios, característica de sociedades fustigadas por dificuldades económicas, tal como em ourivesarias, casas de moda, todas elas, igualmente, às moscas, a encher sacos e sacos de compras levados ao carro por solícitos empregados que depois de os verem partir os cobriam de nomes que não ouso escrever por respeito a pudicas mentes.


Paralisação das Obras do Porto de Caio em Cabinda Poderá Provocar Danos às Estruturas Já Implementadas

A paralisação das obras do Porto de Caio, o maior projecto a ser erguido em Cabinda, avaliado em 600 milhões de dólares, poderá provocar danos às estruturas já implementadas causando um retrocesso na execução da empreitada, devido a sedimentação com as correntes marítimas predominantes do Sul para Norte de Cabinda, segundo o consultor da empresa, Manuel Barata, entrevistado pelo Jornal de Angola.

Até a conclusão do projecto, disse Manuel Barata, Cabinda continuará “refém “do Porto de Ponta-Negra, para a descarga de mercadorias na medida em que a ponte-cais local não tem capacidade para a atracação de navios de grande porte. Actualmente, a descarga de mercadorias é feita através de um processo de transbordo, a partir dos navios acostados no largo para os pontões que levam a carga para até a ponte-cais.
Manuel Barata indicou que a falta de um porto de águas profundas em Cabinda tem reflexos no nível da vida da população, com o encarecimento, sobretudo, dos bens de primeira necessidade. Explicou que importação de um contentor de 20 pés da Europa para Luanda custa 1.700 euros, enquanto para Cabinda a mesma operação custa cerca 3500 euros. A transportação de um contentor de cabotagem de Luanda para Cabinda está avaliada em 4.000 dólares, custos que são, depois, reflectidos no preço final dos produtos ao consumidor.


Reedição do Livro “Luuanda”do Escritor Angolano Luandino Vieira

A Editorial Caminho anunciou a reedição do livro de contos “Luuanda”, do escritor angolano Luandino Vieira, que em 2006 recusou o Prémio Camões.

Luanda” foi originalmente editado em 1964, e faz parte das obras aconselhadas pelo Plano Nacional de Leitura. A publicação da obra, galardoada em 1964, em Luanda, com o Prémio D. Maria José Abrantes Mota Veiga, causou um forte clima de polémica e represálias por parte do regime fascista e colonialista que governava Portugal.

“Luanda” foi distinguido, em 1965, com o Grande Prémio da Novelística, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Escritores, o que causou fortes críticas e a repressão das autoridades do Estado Novo.

Nascido em Portugal há 84 anos, viveu a infância e a juventude em Luanda tendo-se naturalizado angolano em 1975. Foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, da qual foi secretário-geral até 1980.


O Maior Risco de Segurança Para Empresas em Angola São a Criminalidade e Delinquência

A criminalidade violenta e a pequena delinquência representam a maior ameaça em termos de segurança para as empresas que atuam em Angola, um risco exacerbado pela incapacidade da polícia em lidar com o problema, segundo a consultora Fitch.

De acordo com um relatório que apresenta os riscos operacionais em Angola para o primeiro trimestre de 2020, produzido pela consultora Fitch e a que a Lusa teve acesso, a história violenta de Angola, a desigualdade e os altos níveis de pobreza são fatores que contribuem para o elevado nível de crimes com motivação económica no país.

Um risco “exacerbado pela falta de capacidade das forças policiais em investigar e lidar com o crime, por estarem mal equipadas, receberem salários baixos e serem consideradas altamente corruptos pela maioria da população”, indica o documento.

Angola – que está classificada em 10.º lugar num conjunto de 13 países do sul de África analisados pela Fitch quanto ao risco de vulnerabilidade ao crime, e em 11.º no que respeita à criminalidade e delinquência – implica assim custos adicionais para as empresas que terão de gastar “recursos significativos” em medidas de segurança privadas para garantir a segurança dos seus trabalhadores e bens.

Segundo a Fitch, as empresas do setor logístico e de abastecimento enfrentam riscos particularmente elevados de roubo de mercados e perdas financeiras devido à subida da criminalidade, associada ao aumento dos níveis de pobreza e escassez de alimentos.