Nos Próximos 5 Anos Entrarão em Exploração em Angola 3 Novas Minas de Diamantes

Três novas minas de diamantes deverão entrar em exploração nos próximos cinco anos em Angola, anunciou hoje (09), em Saurimo, o administrador para área do Planeamento Estratégico e Operações Minerais da estatal Endiama, Laureano Receado.

Laureado Receado, que falava à Angop, à margem de uma visita efectuada à Sociedade Mineira de Catoca (SMC), no âmbito da apresentação do novo director-geral da empresa diamantífera, Benedito Paulo, disse tratar-se das minas de Chire, Mulepe e Sanda Mina, cujos trabalhos de prospecção geológica e do levantamento geofísico tiveram inicio há quatro anos.

Sem dar pormenores técnicos, relativos às reservas e ao tempo de vida das minas, disse que a entrada em exploração  aumentará a quota de contribuição do sub-sector dos diamantes na economia nacional e no Orçamento Geral do Estado (OGE).

Segundo o executivo da estatal angolana, a Endiama está a trabalhar para que as minas entrem em funcionamento nos próximos cinco anos.


Governantes Apontados Como Beneficiários de Actos de Gestão Danosa no Porto do Lobito

A concessão dos serviços de atracagem e desatracagem de navios no Porto do Lobito, na província angolana de Benguela, a favor de uma operadora privada, a ‘’Timoneiro’’, é descrita como sinónimo de ‘’roubo ao Estado angolano’’, com governantes apontados como beneficiários de actos de gestão danosa.

Com 30 trabalhadores transferidos de forma compulsiva do Porto, esta operadora não foi submetida a concurso público, estando, segundo denúncias, a pagar salários a outros colaboradores com fundos da empresa pertencente ao corredor de desenvolvimento do Lobito.

O espectro de paralisação da actividade portuária domina a actualidade em Benguela, devendo o assunto ser arrumado nos próximos dias, mas Ernesto Muate, funcionário que não aceitou avançar para a ‘’Timoneiro’’ para não dar guarida ao que chama de atropelo a normas jurídicas, olha para números que prejudicam o Estado.

Da operadora privada para os cofres do Porto, conforme salienta, entra apenas uma cifra de 5 por cento de toda a facturação, havendo ainda 6,5% de encargos com impostos.

O último registo que possui aponta para a movimentação de 235 navios de grande porte desde o início do ano em curso, com receitas de 940 mil dólares, uma vez que a atracagem e desatracagem de cada um rende quatro mil dólares norte-americanos.

‘’Vejamos quanto é que fica (831.900 dólares) com duas ou três pessoas, os mentores deste negócio. Eu considero um autêntico roubo ao Estado, que investiu para tirar rentabilidade. São práticas ilícitas dos nossos dirigentes que levam com que se tenha esta imagem do Estado’’, desabafa Ernesto Muate, que esteve à frente da comissão que decretou a greve de 2016 na empresa portuária.


Restrições de Energia Eléctrica no Norte de Angola Terminam Graças à Barragen de Laúca

Após a entrada em operação a 04 de Agosto de 2017 da barragem Hidroeléctrica de Laúca, em Cacuso, e o consequente aumento da produção e disponibilidade hídrica, as restrições de energia eléctrica no sistema norte do País reduziram drasticamente.

Antes da inauguração de Laúca, o sistema Norte, que compreende as províncias de Luanda, Cuanza Norte, Uíge, Cuanza Sul, Zaire, Malanje e Bengo, registava em média 16 apagões/dia, mas os investimentos feitos na construção desta barragem e na reabilitação de outras permitiram reduzir as restrições na ordem de 94 por cento.

Ao falar por ocasião do primeiro aniversário do aproveitamento hidroeléctrico de Laúca (AHL), assinalado dia quatro, o director do projecto, Elias Daniel Estevão, disse que o sistema interligado Norte tem um consumo máximo de 1500 megawatts de energia eléctrica, enquanto a produção nas três centrais hidroeléctricas existentes (Cambambe, Laúca e Capanda) é de dois mil e 692 megawatts, potência disponível que supera a demanda.

Laúca está com três das sete unidades geradoras de cada 334 MW. Quando estiver totalmente concluída Laúca terá uma capacidade nominal de dois mil e 70 megawatts.

Com uma altura de 156 metros, mil e 200 metros de comprimento e uma área de 24 mil hectares, incluindo a albufeira, a barragem tem uma central principal, com seis grupos geradores de 334 megawatts cada e uma ecológica de 65 megawatts.


Abate Indiscriminado de Árvores Para Produção de Carvão Devasta Florestas no Cunene

O abate indiscriminado de árvores para produção de carvão tem contribuído para devastação de áreas florestais no Cunene, afirmou o chefe da brigada provincial de Desenvolvimento Florestal, Abel Alcino Zamba.

Em declarações à Angop, o responsável disse que na província não existe qualquer cidadão licenciado para produção e comercialização do carvão, mas a actividade é exercida de forma ilegal por camponeses.

Segundo Alcino Jamba, as vias Ondjiva/Xangongo, Cahama/Xangongo, Ondjiva/Cuvelai e a orla fronteiriça são as mais atingidas pelo abate de árvores para tal prática.

Referiu que a acção resulta do pouco poder financeiro de certas famílias que vivem do fabrico do carvão, mas que deve ser compensadas com o repovoamento de outras árvores.

“Devido às característica da população, a produção e comercialização do carvão tornou-se numa das principais fontes de receitas de muitas famílias, uma vez que 75 porcento dos habitantes do Cunene residem no meio rural e tem por preferência o uso da lenha e do carvão como fontes de energia para cozinhar“, acrescentou.


80 Mil Toneladas de Sal é Quanto Vão Produzir Até ao Fim do Ano as Salinas Calombolo

Até ao final do ano, as salinas Calombolo vão produzir 80 mil toneladas de sal e aumentar os níveis de produção, estando ainda previstos investimentos em equipamentos de última geração, bem como a introdução de um novo produto no mercado, revelou o director comercial, José Carneiro

Com sede na província de Benguela e unidades de produção no município da Baía Farta, as salinas Calombolo dedicam-se à extracção e comercialização de sal marinho e contam com diversas variedades, nomeadamente, sal marinho e refinado de duas espécies, sendo uma mais fina e outra grossa. Segundo o director comercial da empresa, José Carneiro, neste período do ano a produção do sal diminui, influenciado pelo clima. Porém, na estação do cacimbo os níveis de produção tendem a subir. “A produção do sal é condicionada pelas questões climatéricas. Por exemplo, se chover diminui .

E no tempo de frio também há pouca produção”, referiu. Segundo o responsável, o sal produzido é vendido no mercado nacional, no entanto, já se pensa em exportar. José Carneiro apontou como principal preocupação a curta vida útil das máquinas para manter e aumentar os níveis de produção. “O sal é um produto que deteriora os equipamentos rapidamente. Por esta razão, estamos sempre a comprar novos equipamentos”, frisou.


Dinamarca Proíbe a Partir de Hoje o Uso do Véu Integral Islâmico

A proibição do uso do véu integral islâmico na Dinamarca começa hoje, dois meses após a aprovação da lei no parlamento, com alguns protestos previstos durante o dia.

Aprovada pelo parlamento dinamarquês no dia 31 de maio, a lei irá proibir o uso de burqa e niqab em espaços públicos, à semelhança do que já aconteceu noutros países europeus como a França e a Bélgica. A partir de hoje, quem utilizar peças de roupa ou acessórios – como balaclavas, capacetes ou barbas falsas – que impossibilitem o reconhecimento de uma pessoa, fica sujeito a uma multa mínima de mil coroas dinamarquesas (cerca de 134 euros).

Em caso de reincidência, a multa pode chegar às 10.000 coroas dinamarquesas (cerca de 1.340 euros).A lei não gerou consenso entre a comunidade muçulmana, estando previstos vários protestos.O ministro da Justiça, Soren Pape Poulsen, afirmou que os agentes poderão multar quem estiver a protestar e encaminhar os manifestantes para casa.Os apoiantes da lei, acreditam que a proibição permite uma melhor integração de migrantes muçulmanos, algo que a Amnistia Internacional contesta.

“Enquanto algumas restrições específicas sobre o uso de véu total possam servir questões de segurança pública, esta proibição não é necessária nem proporcional e viola os direitos da liberdade de expressão e religião”, disse o director europeu da organização, Gauri van Gulik, na altura da aprovação da lei.


Ministério do Ambiente Angolano Anuncia Embargo de Obras Poluentes na Ilha de Luanda

Todas as edificações na ilha de Luanda com impactos negativos directos sobre a vida aquática estão embargadas desde sexta-feira – anunciou o Ministério do Ambiente, tendo em conta a obra perto da Casa dos Desportistas que movimenta terra, betão e instrumentos ferrosos.

Em declarações à Angop, o director do Departamento de Crimes Ambientais, do Ministério do Ambiente, José Rodrigues, explicou que a Unidade Técnica de Combate aos Crimes Ambientais concluiu que a obra se realiza sem cumprir os requisitos necessários para preservação do ambiente.

“Nestes termos, a área de Crimes Ambientais, na perspectiva da salvaguarda do interesse público, decidiu requerer à Procuradoria-Geral da Republica a abertura do competente inquérito, sobre a tramitação processual administrativa” – disse José Rodrigues, alertando que outros projectos no mesmo perímetro serão embargados.

Explicou que, nos termos da constituição da República, compete ao estado promover o desenvolvimento harmonioso, sustentando e protegendo os recursos naturais, em respeito ao princípio universal definido como o “Desenvolvimento Sustentável de Respeito Pelas Gerações Futuras”.

Para si, a iniciativa empresarial naquela zona sensível do mar não carece somente do interesse privado, mas necessariamente o interesse público, uma vez que o mar, costa, águas interiores e os fundos marinhos contíguos, assim como seus recursos biológicos constituem bens de domínio público.


O Mercado Internacional Está Bom Para os Diamantes Angolanos

O presidente do Conselho de Administração da Endiama, diamantífera estatal angolana, disse hoje, em Luanda, que, actualmente, “o mercado está bom, a reagir bem” devido ao aumento dos preços nos mercados internacionais.

Ganga Júnior falava à imprensa à margem de um encontro de avaliação pelas empresas do subsector dos diamantes para analisar o segundo trimestre deste ano e perspectivas para o terceiro trimestre, tendo dado também conta de “algumas melhoras” nos volumes de produção em alguns projectos.

“Estamos neste momento com cerca de três milhões de quilates. Estamos a fazer o balanço de cada empresa individualmente e as coisas estão a correr bem, são animadoras [as perspectivas]”, disse Ganga Júnior.

Relativamente ao mercado, o presidente da Endiama referiu que “está razoável”, com o desafio a centrar-se actualmente no aumento da produção.

“Estou convencido que o nosso desempenho vai ser melhor este ano”, admitiu, sublinhando que a meta de produção para 2018 é de cerca de nove milhões de quilates.

“O mercado está bom, está a reagir. O mercado internacional também e agora compete-nos também a nós trabalharmos para o aumento dos volumes de produção”, frisou.

Por sua vez, o Administrador da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), Fernando Amaral, referiu que a facturação neste segundo trimestre ultrapassou os 300 milhões de dólares (257,2 milhões de euros).


A 29 de Junho Mais de 200.000 Aviões no Ar, Sendo Novo Recorde

“Hora de ponta acima das nuvens”. É assim que a FlightRadar24, que monitoriza o tráfego aéreo, denomina o dia mais movimentado de sempre no ar. Foi na passada sexta-feira, 29 de Junho, que 202.157 aviões atravessaram a Terra – nunca, num único dia, se tinham visto tantos voos.

No pico desse dia, mais de 19.000 aviões estiveram no ar ao mesmo tempo, refere a FlightRadar24, que diz que se tratou do dia mais movimentado do ano e o dia com mais tráfego que alguma vez monitorou.

Esta organização de rastreamento global de voos, fundada em 2006, diz que nunca antes tinha detectado mais de 200.000 voos num único dia.

Até agora, o dia com menos tráfego identificado pela organização foi no passado 25 de Dezembro, com 101.511 voos. “O Natal é, habitualmente, o dia menos movimentado do ano”, referiu a FlightRadar24 à RT News.

De acordo com a organização, Agosto é geralmente o mês mais movimentado em termos de tráfego aéreo.


Governos de Angola e África do Sul Assinam Acordos de Cooperação Económica

O chefe da diplomacia nacional, que participou na 10.ª Cimeira do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), de 25 a 27 de Julho em Joanesburgo, disse que os dois países vão cooperar no domínio da indústria extractiva, infra-estruturas, agricultura, turismo e crédito financeiro, estando nesse sentido a ser ultimada uma visita a Luanda, no início do próximo mês de Agosto, de uma delegação presidencial da África do Sul, liderada pelo Presidente Cyril Ramaphosa.

“Angola é o presidente do órgão da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) e o Presidente Ramphosa é o presidente da SADC. No dia 17 de Agosto, ambos vão passar o testemunho a outros países e, portanto, é possível que antes dessa data os dois presidentes se encontrem para discutirem sobre essa transição”, disse à Lusa, Manuel Augusto, na capital sul-africana.

“A África do Sul, para nós, é um parceiro estratégico”, afirmou. “Entendemos que, para eles, Angola também é um parceiro estratégico”, frisou. “Vamos trabalhar para fazermos projectos de interesse comum no domínio das infra-estruturas, estradas, possivelmente uma auto-estrada entre a África do Sul e Angola, e queremos usar o facto de a África do Sul ser um dos membros dos BRICS para que possamos ter acesso também a fundos que os BRICS têm para projectos de infra-estruturas que tenham um impacto regional”, precisou o governante.
Ao nível bilateral, a África do Sul, acreditamos, vai voltar a Angola no sector dos diamantes de onde se tinha quase retirado, mas a África do Sul quer também entrar connosco nas áreas da Agricultura e Turismo, e nós queremos naturalmente criar primeiro, o suporte institucional para que os operadores privados possam julgar o seu papel”, disse.