Em Dois Anos João Lourenço Melhorou Bastante a Imagem de Angola Mas a Vida das Populações Piorou

Dois anos depois de ter tomado posse, João Lourenço conseguiu melhorar bastante a imagem de Angola no estrangeiro, teve sucessos diplomáticos, conseguiu realizar algumas reformas importantes na estrutura do Estado, mas a vida das populações piorou.


A economia não avança, a luta contra a corrupção está longe de estar ganha e as práticas não mudaram em muitas instituições. Para muitos a “nova” Angola não está a avançar ao ritmo e com a intensidade das expectativas geradas. Mas a maioria continua a dar o benefício da dúvida.

O factor mais positivo destes dois anos de mandato prende-se com a alteração da imagem internacional do País, antes olhado com enorme desconfiança por parte dos nossos parceiros, hoje com muito maior respeito, numa perspectiva de cooperação que não existia.

O factor mais negativo tem a ver com o desenvolvimento económico e social, longe daquilo que eram as projecções do Governo, com problemas graves ao nível do desemprego, da pobreza e da criminalidade.


Falência de Hotéis e Resorts Angolanos Devido à Redução das Taxas de Ocupação

Foto Lusa

A Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHRA) lamenta a falência de muitas unidades hoteleiras do país, originada pela “brutal redução das taxas de ocupação”, apontando, no entanto, uma “considerável subida” nas taxas de Luanda.

Trouxemos também para o debate as causas que têm levado a termos maior constrangimento neste momento e que provoca uma brutal, para não dizermos dramática, baixa de taxas de ocupação e que tem estado a levar à falência muitas das nossas unidades hoteleiras”, afirmou, quinta-feira (26), o secretário-geral da AHARA, Ramiro Barreira.

Falando em Luanda, na abertura do 1.º Congresso Nacional de Hotelaria, Ramiro Barreira disse que a atual situação leva com que o setor registe “muito desemprego”, defendendo a necessidade de “crédito, principalmente, na reativação do setor hoteleiro”.

“Pedimos também que continuemos de mãos dadas com o executivo para encontrarmos as melhores plataformas que visem, a breve trecho, pôr Angola no caminho certo do desenvolvimento e do crescimento económico”, adiantou.


Quinta Feira em Nova Iorque a Bióloga e Pesquisadora Angolana Recebe Prémio da ONU

A bióloga e pesquisadora angolana Adjany Costa é galardoada quinta-feira, em Nova Iorque, com o prémio Jovens Campeões da Terra, atribuído pelas Nações Unidas a jovens ambientalistas.

Adjany Costa, 29 anos, se distinguiu pelos esforços de conservação de água e biodiversidade. Vai receber o prémio na gala dos Compões da Terra, em Nova Iorque, à margem do Debate Geral da ONU.

A jovem bióloga será contemplada com duas bolsas de estudo no valor de 15 mil dólares norte-americanos, para dar sequência ao seu trabalho de campo e outra no valor de nove mil dólares, para a cobertura de média e marketing no trabalho.

Em entrevista exclusiva à Angop, Adjany Costa disse estar honrada pelo facto da Organização das Nações Unidas ter reconhecido os seus esforços em prol da conservação da natureza.

Disse que o prémio é importante para a continuidade do seu projecto e para destacar os esforços de conservação da vida selvagem em Angola.


Novos Ataques no Norte de Moçambique Fazem Pelo Menos Mais 12 Mortos

Pelo menos 12  pessoas morreram e várias casas, incluindo a sede da Frelimo, partido no poder, foram incendiadas durante ataques armado, na segunda-feira, no norte de Moçambique, informaram fontes locais, citadas por organizações não governamentais.

Um dos ataques ocorreu cerca das 18:00 (hora local) na aldeia de Mbau, Mocímboa da Praia, onde os atacantes incendiaram várias casas e a sede da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), disse o porta-voz do partido, Caifadine Manasse, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A Unidade de Intervenção Rápida (UIR) das Forças de Defesa e Segurança tentou repelir o ataque, tendo ocorrido  troca de tiros por longas horas, referiu o chefe da aldeia de Mbau, citado pela organização não-governamental (ONG) Centro de Integridade Pública (CIP), que tem uma missão de observação eleitoral na região.

“Os insurgentes também arrombaram barracas [locais de venda informal] e apoderaram-se de mercadorias, incendiaram as barracas e saíram da aldeia com a viatura cheia”, disse.


Isabel dos Santos Disse em Lisboa Que Vai Continuar a Investir e Criar Emprego em Portugal

A empresária angolana Isabel dos Santos, disse em Lisboa, que pretende continuar a investir e a “criar emprego e dar oportunidades aos jovens” em Portugal.

Em curtas declarações aos jornalistas à margem do Fórum Internacional sobre Mobilidade e Inovação, organizado pela Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CE-CPLP, onde participou, Isabel dos Santos lembrou que investiu há mais de dez anos em Portugal “quando seguramente havia menos pessoas interessadas” e disse continuar a acreditar na economia portuguesa.

“Eu acredito na economia portuguesa”, afirmou a empresária, filha do antigo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, acrescentando: “Portugal tem muito talento, gosto muito de trabalhar com jovens portugueses, com as universidades portuguesas e há muita inovação e nós investimos muito no setor da pesquisa e desenvolvimento”.

“Portanto criar emprego em Portugal e dar oportunidade aos jovens portugueses é algo em que vou continuar a apostar e que vou continuar a fazer”, garantiu aos jornalistas, sem porém querer adiantar em que setores iria apostar.


Vencedor do Nobel da Paz Diz em Luanda Que África Está à Beira de Sofrer a Terceira Colonização

O médico ginecologista, que se tornou conhecido quando fundou o Hospital Panzi, na República Democrática do Congo (RDCongo), onde já foram tratadas milhares de vítimas de crimes sexuais, criticou a “regressão” das novas formas de organização social e afirmou que África está “à beira de sofrer a terceira colonização”.

“Depois dos tempos da escravatura e da colonização dos países ocidentais, hoje em dia as empresas asiáticas estão em vias de tudo monopolizar, no quadro de uma globalização inclusiva que não respeita nem mesmo o ambiente”, disse Denis Mukwege, durante a abertura da Bienal de Luanda-Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz.

A crítica foi estendida aos próprios africanos, mais interessados em zelar pelos interesses pessoais do que pelos do povo, questionando: “Onde está a nossa solidariedade? Onde está a nossa fraternidade? Onde está a nossa dignidade?”

Para Denis Mukwege, a cultura da paz “deve estar no centro das preocupações” individuais e coletivas e cabe aos africanos encontrar soluções para o caminho da paz e da prosperidade, com base nas suas culturas e tradições.


Cabo Verde Numa Lista da ONU Entre Países Que Precisam de Ajuda Alimentar

Um  relatório da FAO sobre perspetivas de colheitas e situação alimentar indica que, “em Cabo Verde, dois por cento da população está em situação de crise”.

Segundo o relatório da FAO, o ano de 2018 foi um ano de fraco desempenho nos setores agrícola e pecuário, pelo que, de acordo com a análise feita no último quadro harmonizado, cerca de novemil Cabo-verdianos estão numa situação de crise alimentar.

O mesmo documento revela ainda  dificuldades causadas pela falta de chuvas que afetam diversos países da costa ocidental africana.

Segundo a FAO, “devido a um atraso no início da estação chuvosa, seguido por uma pluviosidade abaixo da média e irregular, afetaram o crescimento inicial” das plantações e o desenvolvimento das colheitas.

Na Mauritânia, a falta de chuva provocou níveis de produção mais baixos nos últimos 20 anos.


Degrada-se a Situação dos Doentes Angolanos Devido a Atraso nas Transferências de Dinheiro de Angola para Portugal

O Presidente João Lourenço prometeu melhorar as condições dos doentes angolanos com junta médica em Portugal. Mas de novembro até hoje nada melhorou, pelo contrário, a situação degradou-se.

Dez meses depois da visita oficial do Presidente angolano João Lourenço, as condições de habitabilidade e a qualidade da alimentação nas pensões que acolhem os pacientes não melhoraram.

Há mais doentes a chegarem a Lisboa, mas também há casos de pessoas desalojadas por falta de pagamento, em consequência dos atrasos nas transferências de dinheiro de Angola para Portugal. O setor da saúde da Embaixada de Angola reuniu-se esta semana com a associação que representa os doentes para mais uma tentativa em busca de soluções.

Condições precárias

Um dos doentes é José Maria Paixão Fonseca, 62 anos, tenente coronel das Forças Armadas, que vive numa das quatro pensões em Lisboa que albergam angolanos que têm


A Cidade Que Cresce Mais Rapidamente no Continente Africano é Luanda

Não são necessariamente as cidades mais populosas de África, mas são as que crescem de forma mais rápida, segundo as Nações Unidas. Luanda lidera a lista das cidades com maior crescimento populacional no continente.

Nenhuma cidade africana está a crescer tão rapidamente como Luanda, a capital de Angola. Segundo dados da ONU, vivem aqui mais de 7,7 milhões de pessoas. A idade média dos luandenses é de 20,6 anos. A capital é uma das cidades mais caras do mundo. Mas apenas as elites de Angola beneficiam das grandes reservas de petróleo do país. A população fala em desigualdade social no país.

DW

 


Violência Armada na Província Moçambicana de Cabo Delgado Está a Intensificar-se

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) considerou esta quinta-feira (12.09.) em Maputo que a violência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a “intensificar-se” e pode ameaçar a segurança regional.

“Os chamados grupos terroristas têm aumentado a intensidade dos ataques na província de Cabo Delgado”, lê-se num comunicado distribuído esta quinta-feira, em Maputo.

Aquela agência da onusiana emitiu a nota, na sequência de “consultas de alto nível” que promoveu com quadros do Estado moçambicano, para a elaboração e aprovação do “Plano de ação estratégico abrangente em resposta ao crime organizado, transnacional, drogas e terrorismo”.

Debilidade das fronteiras

Na reunião com as autoridades moçambicanas, o diretor de Prevenção de Terrorismo na UNODC, Massood Karimipor, afirmou que “criminosos e terroristas exploram igualmente a debilidade das fronteiras e da fiscalização em geral, particularmente na província de Cabo Delgado, no norte, para arrecadar fundos, planear e mobilizar atividades criminosas e violentas”.