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	<title>AngolaBela</title>
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	<description>AngolaBela :: O seu local na internet para fotografias de Angola, viagens e turismo para Angola, e muito mais...</description>
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		<title>Viajando Por Angola, Porto Alexandre</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 21:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos de Porto Alexandre]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotos do SkyscraperCity Veja Mais Fotos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffff00;"><strong>Fotos do SkyscraperCity</strong></span></p>
<p><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25403" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-7.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25404" title="porto_alexandre_ (12)" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-12.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25405" title="porto_alexandre_ (3)" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-3.jpg" alt="" width="600" height="448" /></a><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/2012/05/viajando-por-angola-porto-alexandre/"><span style="color: #ff0000;"><strong>Veja Mais Fotos</strong></span></a><br />
<span id="more-25402"></span><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25406" title="porto_alexandre_ (2)" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-2.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25407" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-6.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-14.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25408" title="porto_alexandre_ (14)" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-14.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25409" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-13.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><br />
<a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-16.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25410" title="porto_alexandre_ (16)" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/porto_alexandre_-16.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
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		<title>Parabéns a Benguela Pelos Seus 395 Anos de Existência</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 15:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Benguela]]></category>

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		<description><![CDATA[Situada no litoral-centro de Angola, a cidade de Benguela assinala hoje 395 anos da sua existência, desde que foi fundada, a 17 de Maio de 1617, por Manuel Cerveira Pereira. Anteriormente denominada de São Filipe de Benguela, a cidade das acácias rubras é actualmente das que mais cresce em Angola, com um parque industrial modernizado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;">
<span style="color: #888888;"><em> <a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/Benguela-141.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25400" title="Benguela 14" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/Benguela-141.jpg" alt="" width="550" height="183" /></a>Situada no litoral-centro de Angola, a cidade de Benguela assinala hoje 395 anos da sua existência, desde que foi fundada, a 17 de Maio de 1617, por Manuel Cerveira Pereira. Anteriormente denominada de São Filipe de Benguela, a cidade das acácias rubras é actualmente das que mais cresce em Angola, com um parque industrial modernizado, avenidas e ruas renovadas, rede hoteleira, novas escolas e hospitais, entre outros serviços que estão a mudar a vida do povo benguelense.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Com uma extensão de 2.100 quilómetros quadrados e uma população estimada em mais de um milhão de habitantes, Benguela limita a Norte com o município do Lobito, a Oeste com os municípios de Bocoio e Caimbambo, a Sul com o município de Baía Farta e a Oeste com o Oceano Atlântico. O município divide-se em seis comunas: Zona A, Zona B, Zona C, Zona D, Zona E e Zona F.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Benguela alberga hoje a Universidade Katiavala Buila, com um universo de cinco mil estudantes, que têm desempenhado o importante papel de agente crítico, com contribuição valiosa na definição das políticas públicas mais adequadas ao desenvolvimento social e melhoria da qualidade de vida da população.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Do programa que visa saudar os 395 anos da cidade de Benguela, apresentado pelo administrador municipal, Leopoldo Muhongo, constam 16 actividades formais e outras informais, que podem ocorrer como iniciativa da sociedade civil benguelense.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Este ano, a novidade é o festival de moda, que decorre no dia 26 de Maio, numa das unidades hoteleiras locais, com destaque ainda para o espectáculo musical “walale”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Estão igualmente previstos um concurso de fotografia de Benguela (Ombaka Flash), maratona e quadrangulares, nas seis zonas comunais que compõem o município, e uma missa campal, hoje, no jardim da administração municipal.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Do programa fazem ainda parte um festival de gastronomia denominado “Paladar mil”, o festival “Canta criança”, corrida de carros e motocross denominada “200 km de Benguela”, que decorre nas artérias da cidade.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> As comemorações incluem ainda a realização, desde ontem e até ao próximo dia 20, da segunda edição da Feira Internacional de Benguela (FIB), com a presença de 48 empresas nacionais.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A FIB vai decorrer numa área de 12 mil metros quadrados, divididos em quatro pavilhões. Na cidade das acácias rubras vai igualmente ter lugar, amanhã, o segundo Fórum Empresarial, sob o lema “Benguela a vencer os desafios do desenvolvimento regional”.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Actividade agrícola</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>A actividade agrícola é um dos expoentes máximos do progresso por via do Vale do Cavaco, onde já se produziu grandes quantidades de banana para exportação.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Infelizmente, as intempéries da natureza provocaram uma desaceleração na produção, por escassez de água no rio com o mesmo nome, e a cintura verde ficou comprometida, com os titulares (sob cedência) das terras a começarem a transferir as suas parcelas para a construção de habitações.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.angolabelazebelo.com/2012/05/parabens-a-benguela-pelos-seus-395-anos-de-existencia/"><span style="color: #ff0000;"><strong>Leia Mais</strong></span></a><span id="more-25396"></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A urbanização do Vale do Cavaco só não foi integral devido à rápida intervenção do governador Armando da Cruz Neto, que ordenou a cessação imediata das construções no perímetro agrícola. A cidade estava em vias de perder o seu “pulmão” verde, ou seja, o espaço verde com dimensão suficiente para produzir o oxigénio necessário à compensação das atmosferas poluídas. “A cintura verde do Cavaco já foi o ex-líbri que rodeia a cidade antiga, onde os rapazes fugidos da escola iam brincar com os matrindides e lá se perdiam entretidos com a caça às rolas verdes, ao siripipi e janjans, as armadilhas para apanhar os periquitos e o bom mergulho no Rio Cavaco”, disse o director do Museu Nacional de Antropologia, Paulo Valongo.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O comércio e a indústria são sectores que têm vindo a ganhar fôlego rapidamente na cidade de Benguela, com a vinda de grandes empresas nacionais e estrangeiras, abrindo grandes superfícies para venda de móveis, roupas, calçado, bens alimentares, materiais de construção, entre outros.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A cidade de Benguela é, além de Luanda, aquela onde estão representadas todas as instituições bancárias. A ligação interurbana é assegurada por uma rede de transportes de prestação de serviços privada, à qual se junta o serviço expresso de rádiotáxis.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O Executivo reabilitou o aeroporto 17 Setembro, que foi ampliado e modernizado e serve centenas de viajantes todos os dias, através de várias companhias privadas ligadas aos serviços de aviação.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Infra-estruturas e serviços</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>O projecto de pavimentação de ruas e passeios vai abranger toda a zona suburbana, uma vez que durante a época das chuvas as condições sanitárias e de acesso aos bairros se tornam mais difíceis.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Existe ainda um projecto de iluminação pública para reforçar a segurança e tranquilidade dos moradores. Com a reabilitação do sistema de distribuição de água, cerca de 80 por cento dos moradores da cidade de Benguela têm acesso a água potável.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A cidade possui dois hospitais públicos de referência, com destaque para o Municipal Central de Benguela, reabilitado, ampliado e modernizado e com novas valências médicas para o atendimento público a custo zero.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O ensino público conta com uma rede escolar vasta, com grande número de estabelecimentos de ensino e tendência para aumentar, devido ao crescimento da população estudantil. O ensino privado também está presente em todos os níveis na cidade de Benguela.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Benguela, que anualmente produz mais de 86 toneladas de lixo, deu um passo significativo na recolha de resíduos sólidos.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A empresa operadora de recolha de lixo tem sido exemplar quanto ao programa para manter a cidade limpa, estimulando, desta maneira, o bem-estar dos seus habitantes, revelou o chefe de Departamento do Ambiente, Justo Kalandi.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Os munícipes têm um papel importante no êxito do trabalho da operadora, sobretudo respeitando o horário de depósito do lixo e ao não mandarem crianças pô-lo no contentor, porque elas fazem-no na via pública por não terem compleição física para o meterem no interior”, disse Justo Kalandi, reconhecendo que a cidade de Benguela necessita de um aterro sanitário, uma vez que o lixo é colocado num local provisório distante da cidade, e garantiu que existem estudos para instalação de um, que deve cumprir todas as normas ambientais.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>História</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Reza a história que no contexto da União Ibérica, o rei Filipe II de Portugal separou, em 1615, o “Reino de Benguela” de Angola.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O principal objectivo da criação desta nova colónia era a busca e exploração das minas de cobre do Sumbe Ambela, a Norte da foz do rio Cuvo (ou Queve), e a Sul de Benguela-Velha, a primeira povoação portuguesa na região (fundada em 1587 e depois extinta), próximo da actual Porto Amboim.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Foi nomeado como governador, conquistador e povoador de Benguela, e simultaneamente Governador de Angola, Manuel Cerveira Pereira. O conquistador partiu de Luanda a 11 de Abril de 1617 à frente de uma força de 130 homens e rumou para Sul, ao longo da costa até à baía das Vacas, que alcançou a 17 de Maio.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Aí, Manuel Cerveira Pereira fundou o Forte de São Filipe de Benguela, núcleo da povoação de mesmo nome que havia de ser a capital do novo domínio português ao Sul de Angola, o Reino de Benguela, que foi administrado autonomamente entre 1617 e 1869.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A povoação chegou a ser ocupada por forças da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais entre 1641 e 1648.</em></span></p>
</blockquote>
<p><span style="color: #ffff00;"><strong>Jornal de Angola/Sampaio Júnior</strong></span><br />
[/facebook]</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Os Sapadores Angolanos e a Desminagem das Terras</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desminagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Verdadeiros heróis em tempos de paz, os sapadores angolanos desbravam a terra para dela retirar artefactos que a guerra plantou durante longos anos. Deles depende, em muitas regiões do país, a reabilitação de estradas e o regresso das populações às antigas zonas em que habitavam. O Jornal de Angola esteve na via entre Caxito, província [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/gtovernador_zaire_ministros.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-25392" title="gtovernador_zaire_ministros" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/gtovernador_zaire_ministros.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>Verdadeiros heróis em tempos de paz, os sapadores angolanos desbravam a terra para dela retirar artefactos que a guerra plantou durante longos anos. Deles depende, em muitas regiões do país, a reabilitação de estradas e o regresso das populações às antigas zonas em que habitavam. O Jornal de Angola esteve na via entre Caxito, província do Bengo, e Nzeto, no Zaire, que está a ser alargada e asfaltada. Antes dos operários e máquinas, toda a zona é limpa de minas. No meio do mato e debaixo de um sol abrasador, especialistas do Instituto Nacionalç de Desminagem, na sua maioria antigos militares, dizem temer mais as moscas do sono e as feras do que as minas que têm de localizar e desactivar ou destruir.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> António Quitumba trocou a arma de fogo por um detector de minas. Para ele, hoje, a guerra é outra. O antigo militar das FAPLA trabalha na desminagem há 15 anos e considera um privilégio o facto de poder continuar a defender Angola, abrindo caminhos para a reconstrução.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Estamos hoje em paz e fazer parte da equipa que trabalha na desminagem é uma honra. Sinto que estou a fazer a minha parte como cidadão angolano, protegendo o meu próximo das minas que ainda se encontram espalhadas pelo país”, disse o sapador, que faz parte da brigada do Instituto Nacional de Desminagem (INAD).</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Sapador experiente, Quitumba já não teme as minas e outros explosivos, que, amiúde, tem de desactivar. Outros obstáculos incomodam-no mais. “Muitas vezes, deparamo-nos com leões, cobras e outros animais ferozes. Temos encontrado também muita vegetação, o que dificulta o nosso trabalho, que pretendemos fazer com perfeição”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Os sapadores da brigada de desminagem do INAD passam por um curso de 30 dias na Escola Técnica de Desminagem, ao fim do qual fazem uma demonstração para se ter a certeza de que estão aptos a exercer a actividade. Na sua maioria, são ex-militares, com experiência a lidar com minhas e explosivos.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A brigada do INAD está a fazer a desminagem no troço Caxito/Nzeto, numa extensão de cerca de 200 km, que está a ser alargado e reabilitado, e toda a área ao redor, num total de 208 km2, dos quais 107 já estão limpos de minas. O trabalho inclui operadores de desminagem do Estado incluem as Forças Armadas Angolanas (FAA), o Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN e a Casa Militar da Presidência da República.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> No Km 55, próximo da aldeia do Tabe, município de Caxito, província do Bengo, um grupo de sapadores explicou aos membros de uma delegação governamental, chefiada pelo ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussuma, o seu dia-a-dia. O processo de desminagem inclui, além dos conhecidos detectores, equipamento moderno.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Alfredo Simão Macanda faz parte do grupo de desminagem mecanizada, que tem na máquina de marca Hitachi, de fabrico japonês, o seu mais fiel aliado. A máquina, de 32 toneladas, tem capacidade para desminar mil metros quadrados por hora. Totalmente blindada, ela desbrava o mato, limpa campos minados ocultos, e destrói todos os artefactos explosivos que encontrar pela frente. Usa um forte campo magnético que destrói todos os fragmentos de metal deixados por minas e outros dispositivos.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Macanda afasta com a mão enluvada uma mosca atrevida. O insecto foge e não conseguimos vislumbrar se se tratava de uma tsé-tsé. As moscas do sono são outro dos incómodos dos sapadores e, de certa forma, preocupam mais do que as minas, sobretudo para os membros do grupo de desminagem mecanizada.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O ex-militar aproveita o movimento para limpar o suor da testa. No meio da mata faz muito calor, além do que os sapadores usam um equipamento de segurança que inclui um capacete com viseira, macacão, botas especiais com caneleiras e coletes apropriados.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O peso do equipamento é grande, mas não tanto quanto o orgulho de Macanda. “É um orgulho estar a contribuir para o progresso do meu país. Sei que depois destes trabalhos que estamos a fazer, muitas famílias vão poder transitar com os seus produtos e voltar às suas áreas de origem”, sublinhou.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O ministro do Urbanismo e Construção, Fernando Fonseca, também esteve no local, em visita de constatação e, além de louvar o trabalho dos sapadores, mostrou-se satisfeito com o andamento das obras. Ao lado do titular da Assistência e Reinserção Social, ele prometeu uma nova deslocação ao local ainda este mês.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.angolabelazebelo.com/2012/05/os-sapadores-angolanos-e-a-desminagem-das-terras/"><span style="color: #ff0000;"><strong>Leia Mais</strong></span></a></span><span id="more-25391"></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>População agradece</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Os próximos três meses, afirmou, vão ser de “trabalho árduo” para as empreiteiras encarregadas da reabilitação da via. Os trabalhos são de grande profundidade e incluem a terraplenagem, reperfilamento e constituição das camadas de perfuração de base, que está a decorrer neste momento, para se seguir o asfaltamento.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> À medida que a desminagem dos terrenos vai sendo concluída, as populações reocupam as terras para a construção de habitações e a abertura de novas lavras. A limpeza das minas na via Caxito/Nzeto pode estar concluída dentro de três meses.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> João Baptista Kussumua garantiu que o seu Ministério da Aisstência e Reinserção Social está a cumprir a sua missão, que é dar segurança às empresas de construção civil que reabilitam as vias com as acções de desminagem. “Dentro de três meses o processo naquele troço estará concluído”, garantiu o ministro, que adiantou ser o trabalho de desminagem extensivo a toda a região entre os rios Lufena e Dande.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> À medida que a desminagem dos terrenos vão sendo concluídas, as populações reocupam as terras para a construção de habitações e a abertura de novas lavras. O fim da reabilitação da estrada é aguardado com grande expectativa. No Nzeto, aonde a delegação ministerial chegou após duas horas de viagem, enfrentando troços esburacados e de terra batida, os moradores aguardam impacientes a conclusão dos trabalhos.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O cidadão Hélder Simão, que acompanhava os trabalhos de reabilitação, disse à reportagem do Jornal de Angola que a nova estrada vai beneficiar não só a população da comuna do Nzeto, mas de toda a província. “Vamos ter mais facilidades no escoamento dos produtos agrícolas, que vão ser comercializados na capital do país. Vamos ganhar também com o turismo, porque o município de Nzeto é uma aldeia turística por excelência”, disse.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> António Lázaro mostrou a sua alegria pela iniciativa do Executivo em desminar as áreas e acredita que, com a conclusão das obras, muita coisa vai mudar na província. “Nós não pensamos só no benefício da via, mas nas famílias que vão poder cultivar e construir as suas cubatas nas zonas já desminadas”, referiu.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> As áreas desminadas são assinaladas, mas a atenção principal é dada àquelas em que ainda existe o perigo de minas. Os sapadores preocupam-se e procuram a todo o custo evitar os acidentes com os civis que, em 2011, provocaram 34 mortos e 43 feridos em todo o país. No ano passado, foram detectadas, removidas ou neutralizadas cerca de 440 mil minas anti-pessoal e 24 mil minas anti-tanque e destruído outro material letal.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Segurança e desenvolvimento</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Os números de artefactos localizados e neutralizados vem aumentando com o aprimoramento dos conhecimentos do pessoal e da tecnologia empregue. Desde 1996 a Março de 2012 foram destruídas 436.109 minas anti-pessoal, 24.110 minas anti-tanque, 2.4 milhões de engenhos explosivos não detonados e 2.7 de quilos de outro tipo de material letal.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Os reflexos da desminagem no desenvolvimento do país são enormes. Os destaques vão para os 3.200 km de caminhos-de-ferro, 6.061 km de fibra óptica e 3.822,2 quilómetros de linhas de transportação de energia eléctrica de alta tensão que se viram livres de minas. Angola tem já neste momento uma área limpa de quase cerca de 978 mil quilómetros quadrados, ou seja perto de 78 por cento do território.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Esses dados poderiam dar alguma tranquilidade, mas a situação está longe de ser resolvida, já que a incidência de minas é muito maior em determinadas zonas do país, onde o conflito armado de longos anos mais se fez sentir.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Os sapadores não deixam isso de somenos. Há sempre a preocupação de assinalar as zonas limpas, mas, sobretudo as que ainda constituem perigo. As autoridades desenvolvem esforços para a educação da população sobre o flagelo das minas.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A sensibilização sobre o perigo de minas nas comunidades constituiu um factor importante para o êxito do processo, disse João Baptista Kussumua.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “É primordial a colaboração da população no exercício da desminagem, porque conhece melhor as áreas suspeitas de minas. Este exercício contribui para evitar acidentes e, de forma indirecta, ajuda no sucesso do programa nacional de desminagem”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Vamos continuar a organizar campanhas de sensibilização junto dos refugiados e das famílias nómadas que constantemente se deslocam pelo território minado, para que estejam conscientes dos perigos que as minas representam”, acrescentou.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O ministro acredita ser possível fazer de Angola um local seguro para a população. “Com trabalho e dedicação, o nosso povo vai circular em paz na terra que lhe pertence. Queremos ainda que as próximas gerações possam voltar ao nosso típico estilo de vida, sem o perigo eminente de pisar uma mina”, disse o ministro da Assistência e Reinserção Social.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong>Jornal de Angola/Yara Simão</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fábrica da Generel Electric em Luanda</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 16:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Investimentos Estrangeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[O grupo norte-americano General Electric está em negociações avançadas com um grupo empresarial angolano para a constituição de uma parceria e construção de uma fábrica na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, informou o angolano Novo Jornal. O jornal cita um “alto responsável” daquela ZEE que, no entanto, não revelou que bens irão ser produzidos na fábrica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/g_e_1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-25388" title="g_e_" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/g_e_1.jpg" alt="" width="200" height="200" /></a>O grupo norte-americano General Electric está em negociações avançadas com um grupo empresarial angolano para a constituição de uma parceria e construção de uma fábrica na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, informou o angolano Novo Jornal.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>O jornal cita um “alto responsável” daquela ZEE que, no entanto, não revelou que bens irão ser produzidos na fábrica a construir nem qual o grupo angolano envolvido no negócio.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>“Todos os dias recebemos a visita de representantes de empresas que pretendem entrar na ZEE, devido não só às infra-estruturas existentes mas também devido aos níveis de crescimento que tem vindo a registar”, disse ainda a fonte citada pelo Novo Jornal.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>A fonte adiantou estarem a decorrer os trabalhos para a definição dos incentivos fiscais, aduaneiros e cambiais que irão ser aplicados aos investidores na Zona Económica Especial Luanda-Bengo.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Actualmente, a ZEE dispõe de núcleos de produção em Viana, Bom Jesus, Catete e Cacuaco, onde já se encontram em funcionamento oito unidades fabris.</em></span></p>
</blockquote>
<p><span style="color: #ffff00;"><strong>(macauhub)</strong></span></p>
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		<title>Prostituição de Adolescentes em Luanda</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 16:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prostituição Infantil.]]></category>

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		<description><![CDATA[Já passavam mais de 30 minutos das 21 horas quando chegámos ao Kinaxixi, em direcção a Mutamba. No lado esquerdo foi possível ver mulheres paradas em frente à estrada. À medida que os carros passavam exibiam-se e faziam sinal para que parassem. A maior parte dos condutores passava após um rápido olhar. Ao chegar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/prostituiçao_luanda_.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-25378" title="prostituiçao_luanda_" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/prostituiçao_luanda_.jpg" alt="" width="205" height="659" /></a>Já passavam mais de 30 minutos das 21 horas quando chegámos ao Kinaxixi, em direcção a Mutamba. No lado esquerdo foi possível ver mulheres paradas em frente à estrada. À medida que os carros passavam exibiam-se e faziam sinal para que parassem. A maior parte dos condutores passava após um rápido olhar.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Ao chegar a zona da Mutamba mais mulheres, a maior parte delas com roupas curtas e sapatos altos, rondavam a zona. Dentre elas sobressaiam meninas, com rosto infantil, mas que também faziam sinais aos carros que passavam. Parou um carro, um jeep, com vidros fumados. Todas aproximaram-se do veículo, uma das meninas subiu e o carro arrancou rapidamente.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Ao aproximar-mo-nos, elas também correram para o carro. Após insistência, uma das meninas aceitou falar connosco, mas foi logo avisando: “tem que ser rápido, porque tenho que trabalhar”. Identificou-se como Antónia, tem 16 anos, e mora nos subúrbios de Luanda. Perdeu os pais e passou a viver com uma tia que, como contou-nos, a maltratava. “Batia-me todos dias, obrigava-me a vender no mercado e nem me dava comida. Não aguentei. Fugi”, lembrou.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Os primeiros dias após a fuga foram passados deambulando pelas ruas, pedindo esmola. Foram tempos difíceis em que chegou a ser violada.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Mais tarde foi abordada por prostituas mais velhas, que lhe falaram do que fazem. “Elas disseram-me que era melhor trabalhar com elas do que ficar na rua, que era um trabalho fácil e que podia ganhar dinheiro. Aceitei porque não tinha mais nada a fazer”, acrescentou Antónia.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> De lá para cá passaram-se dois anos e hoje a menina considera-se “profissional”. “Trabalho com a minha madrinha da rua, ela e os amigos nos protegem e assim podemos trabalhar”, realçou. Diariamente, excepto aos domingos, percorre o centro da cidade em busca de clientes.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Cobro 500 Kwanzas por vez, mas só pode ser até o cliente se vir, se quiser mais uma vez tem que pagar mais”, detalhou.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Apesar do preço estipulado, nem sempre os clientes pagam. “Na semana passada atendi um tio que parecia fixe (bom), veio num jeep, levou-me para uma pensão no Benfica, fez tudo que queria e depois bateu-me e deixou-me na rua. Não pagou.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Estes são aos piores dias para mim”, lembrou Antónia.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Expostas a vários perigos, as meninas arriscam-se a apanhar doenças sexualmente transmissíveis, para poder ganhar um pouco mais.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Muitas vezes aparecem clientes que pedem para fazer sem camisinha, nestes casos peço mil Kwanzas”, relatou-nos a menina, que diz ter consciência dos riscos que corre.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Tenho que fazer de tudo, porque vivo com a minha madrinha, que faz o mesmo que eu, e todos dias tenho que levar pelo menos dois mil Kwanzas para casa, senão tenho problemas”, respondeu, encolhendo os ombros.Os seus melhores clientes, como explicou, são os estrangeiros.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Quando aparecem é um bom dia.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Alguns levam-me para jantar primeiro, depois levam-me para a casa deles ou para o Hotel. Tratam-me bem e pagam até mais do que peço.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Os melhores de todos são os franceses e italianos, porque são muito carinhosos”, contou-nos.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A conversa com Antónia não foi concluída porque foi chamada pelas outras e teve que partir. Instantes depois partiram todas, incluindo dois jovens que protegiam o grupo. A noite só agora tinha começado para elas e precisavam procurar clientes.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.angolabelazebelo.com/2012/05/prostituicao-de-adolescentes-em-luanda/"><span style="color: #ff0000;"><strong>Leia Mais</strong></span></a><span id="more-25377"></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Para além das meninas que ficam nas ruas, há as que optam por procurar clientes em restaurantes e bares, particularmente os da Ilha de Luanda. Foi o que verificamos num conhecido restaurante e bar, onde, aos fins-de-semana, elas misturam-se entre as clientes. Ao som da música elas agitam-se e fazem sinais as pessoas sentadas, particularmente estrangeiros.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Após a troca de olhares elas aproximam-se, sentam-se a com os clientes e negoceiam o preço.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> No quarto de banho do restaurante conversamos com uma delas. Disse Preferiu ser identificada como “Ju”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Aos 15 anos ela é uma das muitas meninas no mundo da prostituição.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Como sou alta e forte, muitas pessoas pensam que sou adulta”, disse em meio a uma sonora gargalhada.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Ju tem um alvo específico. “Prefiro clientes estrangeiros, jantam connosco e pagam-nos bem”, explicou, acrescentando que, inclusive, tem já u-ma rede de contactos. “Muitos têm o meu número, marcam comigo para vir para aqui e depois levam-me”, contou-nos, enquanto ajeitava os longos cabelos postiços e a roupa cara que trajava.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Para aquelas que procuram clientes em restaurantes e bares, o “serviço” é bem mais caro. No caso de Ju, ela cobra 4.000 Kwanzas por noite aos que já conhece e para estranhos pode ser mais caro. “Gasto muito com roupas, sapatos e táxi, não sou como as que ficam na rua”, acrescentou.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Com o dinheiro que ganha a adolescente ajuda a mãe, que é viúva e não tem ideia do que a filha faz. “Na minha casa todos pensam que trabalho num restaurante, nem imaginam o que eu faço! o dinheiro que ganho ajuda muito, porque a minha mãe é doente e tenho mais cinco irmãos que dependem de mim e da minha irmã mais velha, que somos as únicas que trabalhamos”, justificou Ju.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Embora quase diariamente saia de casa em busca de clientes, Ju diz-se “cansada desta vida”. O seu sonho é casar-se e viver fora do País. “Quero esquecer tudo o que faço aqui porque sei que não é bom. É um mundo falso”, resumiu.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;"><em>Uma história de superação</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Todas as meninas que estão no submundo da prostituição sonham com uma vida melhor, mas poucas conseguem romper o ciclo de exploração a que estão sujeitas. Mi (é assim que a senhora prefere ser tratada porque receia que a sua família saiba do seu passado), 36 anos, é uma delas. Começou a prostituir-se com dezasseis anos e, durante muito tempo sobreviveu desta prática.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Não tive a oportunidade de frequentar a escola, a minha família toda era muito pobre. Não tive escolha. Fiz muita coisa má, até me droguei, tive um filho que nem sei quem é o pai…”, lembrou.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Só a sete anos rompeu com o ciclo, quando conheceu um homem que decidiu dar-lhe um lar. Casaramse e têm uma filha. “Mi” está agora a estudar e diz que quer concluir a faculdade. O seu segredo, guarda a sete chaves porque teme que a sua verdadeira história possa deitar tudo a perder.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;"><em>‘Namoro’ com tempo definido</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/prostituiçao_.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-25379" title="prostituiçao_" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/prostituiçao_.jpg" alt="" width="305" height="177" /></a>Nuno é português e é alto funcionário de uma empresa de construção civil. Tem família em Portugal que visita de três em três meses. Em Angola tem uma amante, uma jovem universitária que diz ser de uma família estruturada e bem instalada. Ela sabe que ele é casado e que está de passagem por Angola. A relação leva já um ano, sem qualquer compromisso. Nuno prefere pensar, disse a O PAÍS, que está numa troca de serviços. “Ela sai comigo, eu pago tudo. Trago-lhe presentes quando viajo. Tudo tem um preço. Preferimos fingir que estamos convencidos que não se trata de prostituição, mas sei que quando eu me for embora ela quererá ter os mesmos presentes de outro estrangeiro. Já foi assim antes de mim, ela teve um outro “namorado” estrangeiro também casado”. Em público, porque ele é casado, tentam fingir que não existe qualquer relação entre si, mas “basta que as pessoas nos vejam sempre em restaurantes e discotecas, ainda que em grupo, mas é fácil deduzir que as raparigas que andam nos nossos grupos dormem com alguns de nós”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Abordada à parte, numa conversa quase aos gritos, por causa da música, estávamos numa casa das mais frequentadas da Ilha de Luanda, Nanda, a companheira de Nuno, disse que os presentes eram normais, e que acompanhar um estrangeiro era garantia para entrar em algumas casas para quem gosta da noite. “Sei que ele é casado e que daqui a poucos meses vai embora de vez, mas é a vida, sei que não é uma relação com futuro, mas só quero me divertir”. E perguntamos se sentia no papel de prostituta de luxo (tem carro próprio, por exemplo).</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Talvez, mas agora não quero pensar nisso”, respondeu.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Sónia é também portuguesa, trabalha para uma empresa de comunicação em Luanda e diz-se indignada com o comportamento de algumas jovens angolanas, particularmente as da periferia. “Elas apanham operários portugueses já com alguma idade, fazem-lhes coisas que eles nunca sonharam e os pobres dos homens passam a viver com elas, a pagar tudo, o pior é que alguns chegam a ter filhos, na esperança de ficarem por cá, só que há casos de alguns que se vão embora até antes de registarem as crianças”. Sónia vive com um português que também conheceu em Angola. Perguntamos se a sua opinião não teria como base algum ciúme. “Não vê que as estrangeiras cá quase não se envolvem com angolanos? Vivem bem, não precisam de se prostituir” Júlia, 23 anos, moradora no Benfica, vive com um operário português e diz ter menos sorte que as “mulheres” dos amigos dele. “Elas dizem que eles são carinhosos e que não batem, mas eu já me bateram uma vez, mas o que dói é os insultos. Eles têm a boca muito suja e as vezes parece que só estão as nos gozar. Mas os angolanos também gozam, têm muitas mulheres, não respeitam.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> É preciso ter sorte, com angolano ou com estrangeiro”, lamentou, quando a abordamos numa roulote onde esperava pelo “marido” com uma cerveja na mão. E se ele for embora? “Pode ir, não vai me deixar com filho. Mas agora tenho só um homem, não tenho de ter muitos para ter dinheiro”. Júlia foi prostituta por quatro anos, mas não se considera uma profissional.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “Como sou gostosa e muitos homens me querem, as vezes se não tinha dinheiro, eu perguntava – se vou dormir contigo assim ganho o quê? Então negociávamos. Um dia um tio me deu 20 mil kwanzas para ficar com ele um fim de semana”.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong><em>O País/José Kaliengue e Suzana Mendes</em></strong></span></p>
</blockquote>
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		<title>Luanda Com Novos Hospitais e Mais Uma Escola</title>
		<link>http://www.angolabelazebelo.com/2012/05/luanda-com-novos-hospitais-e-mais-uma-escola/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:47:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Hospital]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotos Angop A periferia, do ponto de vista da resposta médica, é assumidamente o elo mais fraco do sistema nacional de saúde. É ela que, no fundo, contribui para os índices que “prendem” Angola às listas menos luminosas da Organização Mundial da Saúde e do PNUD, abalando a auto-estima dos angolanos com cifras tão pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffff00;">Fotos Angop</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888;"><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/viana_kapalanga_hospital_municipal_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25371" title="viana_kapalanga_hospital_municipal_" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/viana_kapalanga_hospital_municipal_1.jpg" alt="" width="600" height="277" /></a>A periferia, do ponto de vista da resposta médica, é assumidamente o elo mais fraco do sistema nacional de saúde.</span></em><br />
<em><span style="color: #888888;"> É ela que, no fundo, contribui para os índices que “prendem” Angola às listas menos luminosas da Organização Mundial da Saúde e do PNUD, abalando a auto-estima dos angolanos com cifras tão pouco auspiciosas.</span></em><br />
<em><span style="color: #888888;"> O caminho que é preciso percorrer para que a situação seja revertida com o tempo conheceu esta semana um novo passo, ao inaugurar o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, três novos hospitais municipais. Na verdade, três equipamentos cruciais para servirem municípios de perfil suburbano, onde os identificados (graves) problemas assistenciais se vêm pondo com maior acuidade durante anos: Cacuaco, Viana e Cazenga.</span></em><br />
<em><span style="color: #888888;"> Em Cacuaco e em Viana (Kapalanga), os hospitais que o Presidente da República inaugurou estão apetrechados com setenta (70) camas cada e o seu custo fixou-se em qualquer coisa como 13 milhões e 700 mil dólares norte americanos.</span></em><br />
<em><span style="color: #888888;"> Nos dois casos, foram edificadas também residências para pessoal médico, área para produção de oxigénio, além de morgues. O terceiro hospital , o do Cazenga, está situado na zona de Kalawenda e conta com 75 camas.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888;">Assistência multidisciplinar As três unidades sanitárias inauguradas possuem serviços de pediatria, oftalmologia, estomatologia, endoscopia digestiva e maternidade, assim como blocos operatórios, laboratórios, farmácia, de esterilização, cozinha, lavandaria e incineradora.</span></em><br />
<em><span style="color: #888888;"> O ministro da Saúde, José VanDúnem, fez questão de referir que a construção dos hospitais está enquadrada nos esforços do Executivo de melhorar a qualidade de serviços a prestar e aumentar a confiança do cidadão.</span></em></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #c0c0c0;">Escola para milhares</span></h2>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888;"><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/cazenga_complexo_escolar_.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25372" title="cazenga_complexo_escolar_" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/cazenga_complexo_escolar_.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a>Na mesma jornada de campo, quinta-feira, o Chefe de Estado inaugurou no Cazenga um complexo escolar, integrado por uma escola do I ciclo do ensino secundário e outra do ensino primário. Com capacidade para mil e setecentos e vinte (1.720) alunos, o complexo está localizado no bairro da Madeira, comuna do Tala-Hady.</span></em><br />
<em><span style="color: #888888;"> Possui 15 salas de aulas, um laboratório, sala de informática e quadra de jogos.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong>O País</strong></span></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Comemorações do dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 17:05:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[CPLP]]></category>

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		<description><![CDATA[No âmbito das comemorações do dia da língua portuguesa e da cultura da CPLP, decorre em Lisboa, de 5 a 16 de Maio, a V edição da Semana Cultural da comunidade dos países de língua oficial portuguesa, que inclui uma programação dedicada a diversos domínios da cultura lusófona. Instituída em Julho de 2009, pelo Conselho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/yuri_da_cunha_.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-25363" title="yuri_da_cunha_" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/yuri_da_cunha_.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>No âmbito das comemorações do dia da língua portuguesa e da cultura da CPLP, decorre em Lisboa, de 5 a 16 de Maio, a V edição da Semana Cultural da comunidade dos países de língua oficial portuguesa, que inclui uma programação dedicada a diversos domínios da cultura lusófona.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Instituída em Julho de 2009, pelo Conselho de Ministros da CPLP, o dia 5 de Maio representa o simbolismo da unidade e da cooperação, em torno da cultura e da língua portuguesa, idioma considerado património comum dos países da comunidade.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A complementaridade histórica e a consequente herança cultural da língua portuguesa têm facilitado a concretização de projectos, em diversos domínios, entre os Estados membros da CPLP, constituindo a cultura um segmento privilegiado, que tem propiciado a aproximação entre os povos que têm o português como língua oficial fora do continente europeu.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A propósito da cooperação multicultural, a declaração da VIII Reunião dos Ministros da Cultura da CPLP, realizada em Luanda, em Abril de 2012, recomenda, entre outras acções, a aplicação da resolução sobre os Arquivos Cinematográficos de 2005 e a elaboração de um plano estratégico de cooperação multicultural da comunidade, que inclui iniciativas que facilitem a mobilidade de criadores e investigadores nos domínios das artes e da cultura. Neste sentido, a realização da Semana Cultural responde aos propósitos e às recomendações das reuniões anteriores dos Ministros da CPLP.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ffff;"><em>Abertura</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>O acto de abertura da V edição da Semana Cultural contou com a presença do Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, e dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP, tendo sido inaugurado, na ocasião, o Centro de Documentação da CPLP, instituição que visa proporcionar o conhecimento e, fundamentalmente, a partilha do património arquivístico comum. A criação do Centro de Documentação da CPLP resultou de dois importantes encontros: a IX reunião da COLUSO (Comissão Luso-Brasileira de Salvaguarda e Divulgação do Património) e as reuniões do Fórum dos Arquivos dos Países de Língua Portuguesa.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O Centro de Documentação da CPLP, lê-se numa nota divulgada à imprensa, “tornou-se uma realidade com a mudança da sede da Organização, em Novembro de 2011, dando resposta à necessidade de criar um espaço que reunisse informação capaz de fazer face às crescentes demandas inerentes ao crescimento que a CPLP tem vindo a conhecer. Esse crescimento está ligado ao alargamento do leque de áreas de actuação da Comunidade, não apenas no plano da cooperação intergovernamental e sectorial, mas também no domínio da sociedade civil.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O espólio bibliográfico inicialmente disponível era, na sua maioria, constituído por ofertas e documentação acumulada ao longo dos 15 anos de vida da CPLP. Esse espólio tem aumentado consideravelmente graças à colaboração de instituições e organismos, parceiros da CPLP, que se disponibilizaram a doar obras de interesse relevante para a constituição do fundo documental do Centro”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O dia 5 de Maio, data da abertura oficial da semana cultural, ficou marcado por uma mostra gastronómica de iguarias dos países da CPLP e uma sessão de autógrafos e lançamentos de livros de escritores residentes em Portugal e de autores originários dos países da CPLP, em acto realizado na Feira do Livro de Lisboa.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Na sequência do cumprimento da programação cultural, realizou-se no dia 12 de Maio uma mesa-redonda subordinada ao tema: “História e Literaturas de Língua Portuguesa”, que contou com a participação de editores, autores e professores universitários dos países de língua portuguesa. Estiveram presentes os escritores: Luís Kandjimbo (Angola), Maria Esther Maciel (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), Leopoldo Amado (Guiné-Bissau), Luís Carlos Patraquim (Moçambique), Mário de Carvalho (Portugal), Armindo Silvestre Espírito Santo (S. Tomé e Príncipe) e Luís Costa (Timor-Leste), moderados por Pires Laranjeira, professor da Universidade de Coimbra, e teve o apoio da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O concerto musical, denominado “Conexão lusófona, o festival”, realizou-se no Mercado da Ribeira e contou com a participação dos cantores: Sara Tavares, Tito Paris, Manecas Costa, Costa Neto, Susana Félix, Júlio Pereira, Kay Lima, Tubias Vaiana, Couple Coffee, Aline Frazão e Yuri da Cunha.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Em relação à sétima arte, decorre, de 9 a 16 de Maio, o Festival de Cinema itinerante de língua portuguesa (FESTIN), no Cinema São Jorge. Do programa do FESTIN, estava prevista uma homenagem, no dia 10 de Maio, ao actor brasileiro Hector Babenco, que devia ser galardoado com o troféu do Festival, edição 2012, assinado pelo prestigiado artista plástico brasileiro Marcos Marin, a exibição do filme “Uma professora muito maluquinha” e uma exposição denominada “Andanças lusitanas”, da fotógrafa brasileira Sueli de Souza. Para além das duas habituais secções em competição, com 14 longas e 20 curtas-metragens, o festival integra uma mostra de Cinema Brasileiro.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.angolabelazebelo.com/2012/05/comemoracoes-do-dia-da-lingua-portuguesa-e-da-cultura-da-cplp/"><span style="color: #ff0000;"><strong>Leia Mais</strong></span></a></p>
<p style="text-align: center;"><span id="more-25362"></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ffff;"><em>Programa de Luanda</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>O dia da língua portuguesa e da cultura da CPLP foi comemorado em Luanda, nos dias 4 e 5 de Maio de 2012, com a realização de um ciclo de palestras e debates, realizado na União dos Escritores Angolanos, organizado pelo Ministério da Cultura. Os temas: “Manuais de ensino da Língua Portuguesa em Angola”, “Língua portuguesa e literatura angolana”, “A divulgação da literatura angolana na CPLP” foram dissertados, respectivamente, pelos professores do ISCED, Domingos Manaça, António Quino e Abreu Paxe, moderados pelos professores Garcia Neto, Abreu Paxe e Salvador Ferreira. O ciclo de palestras e debates teve como parceiros os Departamentos de Língua Portuguesa do ISCED de Luanda, a Faculdade de Letras, o Departamento de Línguas e Literaturas Africanas do ISCED, igualmente de Luanda, do Instituto Camões e dos Estudantes do Curso de Língua Portuguesa do INE Garcia Neto.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ffff;"><em>Mundo árabe</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>As comemorações do dia da língua portuguesa e da cultura da CPLP não estiveram concentradas em Lisboa. A cidade de Bucareste acolheu, no dia 8 de Maio, um ciclo de debates à volta da vida e obra de Jorge Amado e em Nova Iorque foram exibidos documentários resultantes da I Edição do DOCTV CPLP.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O dia da língua portuguesa e da cultura da CPLP foi igualmente comemorado no Egipto, uma iniciativa dos embaixadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, no Cairo. As representações de Angola, Moçambique, Portugal e Brasil organizaram várias actividades, com destaque para palestras com escritores, exposições fotográficas e momentos musicais.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ffff;"><em>Brasil</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Ainda no âmbito das comemorações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, a Fundação Cultural Palmares, em parceria com as Embaixadas dos Estados-membros da CPLP, lançou no dia 5 de Maio o projecto de publicação da “Antologia Literária dos Países de Língua Portuguesa”, em acto realizado na Embaixada de Portugal em Brasília.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A Antologia, com textos em verso e prosa de quatro autores de cada Estado-membro da CPLP pretende a valorização cultural e o resgate das culturas no campo da literatura de Língua Portuguesa manifestada por angolanos, brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, moçambicanos, portugueses, são-tomenses e timorenses.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong>Jornal de Angola/Jomo Fortunato</strong></span></p>
</blockquote>
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		<title>Reabilitação e Ampliação da Barragem das Mabubas</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 16:52:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Barragens]]></category>

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		<description><![CDATA[O aproveitamento hidroeléctrico das Mabubas, localizado nos arredores da cidade de Caxito, província do Bengo, com capacidade de 26,8 Mega watts (Mw), foi inaugurado hoje, segunda-feira, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Vicente. A barragem, cuja obras de reabilitação e ampliação da sua capacidade de produção energética estiveram a cargo da construtora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/mabubas_barragem_.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-25360" title="mabubas_barragem_" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/mabubas_barragem_.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>O aproveitamento hidroeléctrico das Mabubas, localizado nos arredores da cidade de Caxito, província do Bengo, com capacidade de 26,8 Mega watts (Mw), foi inaugurado hoje, segunda-feira, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Vicente.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A barragem, cuja obras de reabilitação e ampliação da sua capacidade de produção energética estiveram a cargo da construtora chinesa GHCB-Angola, conta com uma linha de transmissão de 60 kilovolts (Kv) para província de Luanda.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> As obras do projecto, financiadas pela empresa chinesa Kanazuri Electric, ficaram orçadas em 21.773.769,49 dólares e duraram dois anos.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A barragem, situada sobre o rio Dande, prevê produzir 153.600 Mwh/ano.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Durante a execução das obras foram envolvidos 125 trabalhadores angolanos e 90 chineses.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> As principais áreas do projecto que beneficiaram de obras de reabilitação foram a barragem, tomadas de água, chaminé de equilíbrio, condutas forçadas e casa de forças, devidamente equipadas com material alta qualidade.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A barragem vai gerar energia suficiente para cobrir na ordem dos 100 porcento as necessidades energéticas da cidade de Caxito e o município dos Dembos, província do Bengo.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O aproveitamento hidroeléctrico das Mabubas já funciona em fase experimental desde Fevereiro de 2012.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A Barragem Hidroeléctrica das Mabubas foi destruída duas vezes durante o período da guerra, na década de 1980 e em 1992, respectivamente, na época possuía uma capacidade instalada de 17 Mw, actualmente ampliada para 26,8 Mw.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Participaram da cerimónia o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura, governador provincial do Bengo, João Bernardo de Miranda, directores nacionais do sector da Energia e Águas, entidades religiosas, líderes tradicionais, entre outras entidades convidadas.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong>Angop</strong></span></p>
</blockquote>
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		<title>Vila de Ekunha Província do Huambo Angola</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 20:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Provincia do Huambo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ekunha é uma vila e município da província do Huambo. Tem 1 677 km² e cerca de 92 mil habitantes. O município da Ekunha localiza-se na parte central da província do Huambo, tendo como limites a Norte os municípios de Londuimbale e Bailundo, a Este o município de Huambo, a Sul o município de Caála, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/ekunha.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-25355" title="ekunha" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/ekunha.jpg" alt="" width="277" height="225" /></a>Ekunha é uma vila e município da província do Huambo. Tem 1 677 km² e cerca de 92 mil habitantes. O município da Ekunha localiza-se na parte central da província do Huambo, tendo como limites a Norte os municípios de Londuimbale e Bailundo, a Este o município de Huambo, a Sul o município de Caála, e a Oeste os municípios de Longonjo e Ucuma. É constituído pelas comunas de Ekunha e Tchipeio.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O clima é do tipo temperado, com uma estação seca, o Cacimbo, e outra chuvosa, com precipitação média anual na ordem dos 1.400mm. A temperatura média anual é de 19,6°C. Os tipos de solos predominantes são os paraferralítico e ferralítico.</em></span></p>
</blockquote>
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		<title>Esio Faz Bastante Sucesso nas Rádios e Festas com Dadão</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 19:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música Popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Esio é uma promessa do music hall nacional. Muitos ainda não o conhecem pessoalmente, mas já experimentaram o tom da sua excelente voz e cantaram a sua música, intitulada “Dadão” e que faz bastante sucesso nas rádios, festas e casas nocturnas da cidade capital. Filho de um grande expoente da música angolana, Esio nasceu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em><a href="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/esio_dadao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-25341" title="esio_dadao" src="http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/05/esio_dadao.jpg" alt="" width="224" height="225" /></a>Esio é uma promessa do music hall nacional. Muitos ainda não o conhecem pessoalmente, mas já experimentaram o tom da sua excelente voz e cantaram a sua música, intitulada “Dadão” e que faz bastante sucesso nas rádios, festas e casas nocturnas da cidade capital.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Filho de um grande expoente da música angolana, Esio nasceu em Luanda, no Município do Kilamba-Kiaxe, em Abril de 1982, e parece decidido a manter viva a veia musical da família, iniciada pelo pai Artur Adriano, que a par de cantores como David Zé, Urbano de Castro e Artur Nunes, marcaram uma época na história da música popular urbana de Angola à frente do agrupamento musical FAPLA Povo, que abriu caminho para algumas bandas hoje existentes.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Esio entrou para a música através da igreja. Um irmão em Cristo ensinava-lhe as notas que depois praticava cantando algo para si mesmo. “Os meus amigos gostavam de me ouvir cantar e aconselharam-me a levar a sério a carreira de músico. Penso que eles viam em mim algo que eu não via.”</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Esio acredita ter bebido muito das experiências dos músicos Totó e Lokua Kanza, pois ouvia, com grande frequência, as músicas por eles produzida e tentava seguir as suas linhas.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;"><em>Primeira guitarra e os obstáculos</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>As primeiras dificuldades encontradas por Esio durante a sua carreira foram a falta de credibilidade das pessoas que dirigiam as casas de cultura onde pretendia mostrar o seu talento e de uma guitarra para levar aos espectáculos. Tinha de pedir emprestada sempre.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O músico disse que por pouco não renunciou à carreira. “Lembro-me quando ia ao Miami Beach e ao Baía para cantar, os responsáveis destes espaços olhavam para mim e achavam que não cantaria naqueles locais.” De acordo com Esio, isto não aconteceu só no Espaço Baía e no Miami Beach, mas em várias casas nocturnas de Luanda.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Esio revelou que não é de virar a cara à luta e continuou a insistir nesses locais de actividade cultural até que mereceu uma oportunidade. E, apesar de não ter muita aceitação, afirma que recebeu alguns aplausos que o motivaram ainda mais.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> A sua dificuldade em adquirir uma guitarra foi suprida quando o pai, o músico Artur Adriano, foi homenageado no Centro Recreativo e Cultural Kilamba. Foi-lhe dada uma guitarra que este, por sua vez, passou para o filho, para quem foi o melhor presente recebido até aquela altura.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O jovem músico disse que não foi preciso ter um disco para conquistar o mercado nacional, porque hoje se tornou um dos músicos mais solicitados para cantar em espectáculos. Foi o convidado especial do grande Show Cuca BGI, onde também participaram músicos como Puto Português, Anselmo Ralph, Eddy Tussa, Noite e Dia, Yola Araújo, Mamukueno e Os 3, e actuou, no passado domingo, na discoteca Kukina, no Benfica, em Luanda.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.angolabelazebelo.com/2012/05/esio-faz-bastante-sucesso-nas-radios-e-festas-com-dadao/"><span style="color: #ff0000;"><strong>Leia Mais</strong></span></a><span id="more-25340"></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;"><em>O sucesso da música “Dadão”</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Depois de gravar a música “Dadão” e ser bem recebida pelos ouvintes, a interrogação de grande parte das pessoas era a de saber quem era o autor da canção que a sociedade tem cantado. Isso fez com que Esio visse a sua vida mudar em termos de fama e aceitação do público.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> “As minhas músicas são tocadas de tal forma, principalmente a canção “Dadão”, que é toque de chamada de muitos telemóveis.” Confessou que é algo inédito pois não sonhou que pudesse aparecer com muita fama.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O músico diz que agradece a Deus pelo sucesso da canção “Dadão”, por estar a cantar em vários palcos de Luanda, incluindo nas casas que lhe tinham fechado as portas. “Não posso lamentar porque a vida é um negócio onde o interesse fala mais alto”, razão porque “não guardo mágoa dessas pessoas, mas recordações daquilo que vivi por terem feito o homem de cultura que sou. Agora, os radialistas querem ver-me nos seus programas e os produtores de espectáculos convidam-me para cantar nas suas actividades”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> Esio disse que as suas canções têm muito a ver com a sociedade, os acontecimentos do dia-a-dia. Compõe as mensagens cantadas com a finalidade de despertar a sociedade.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O cantor considera que a sua responsabilidade aumentou desde que começou a ser solicitado e garante que vai procurar fazer música para agradar os fãs e a sociedade.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;"><em>Lançamento do CD</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>O CD “Dadão”, que marca a estreia no mercado nacional do jovem músico Esio, é vendido e autografado no mês de Junho, na Praça da Independência, em Luanda. O disco tem 11 faixas musicais cantadas nos estilos kilapanga, r&amp;b e soul music, e tem a participação de “jovens cantores na forja, que esperam oportunidade para lançarem um disco”.</em></span><br />
<span style="color: #888888;"><em> O músico tenciona fazer depois uma digressão às 18 províncias de Angola para facilitar os fãs que estão fora de Luanda a adquirir o CD. Anunciou que vai colocar à disposição dos fãs um número considerável de cópias devido à popularidade que tem.</em></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;"><em>Esio Responde</em></span></h2>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ffff00;"><em>Como te sentes quando estás na rua, quando as pessoas se apercebem que és o autor da música Dadão?</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Para mim é uma alegria enorme, principalmente quando vejo as pessoas a cantarem a música. Só de saber que nas ruas, nos táxis, nas festas e nas rádios, é tocada acredito que comecei bem a minha carreira artística.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong><em>Esperavas que a música “Dadão” desse tanto sucesso?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Penso que por causa do tema, arrisco-me a dizer que previa que a música tivesse aceitação, mas não pensei seriamente que faria bastante sucesso em tão pouco tempo. Agora vou trabalhar na conclusão do disco.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong><em>Sonhavas ser músico?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Não. Tinha a convicção de que fazia música por diversão. A música não era prioridade, mas com o decorrer do tempo dei por mim que já estava a ter paixão pela música. Agora vou apostar a sério.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffff00;"><strong>Jornal de Angola/</strong> <strong>Mário Cohen</strong></span></p>
</blockquote>
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