A praia do Kifuma, situada no extremo sudoeste da cidade do Soyo, é uma vasta zona turística, aprazível para quem quiser passar momentos ímpares de lazer aos fins-de-semana. Localizada a 27 quilómetros da sede do município, tem encantos naturais extraordinários. A praia do Kifuma é uma zona de excelência para desfrutar da beleza natural.
A região do Kifuma, com 800 habitantes, tem um rio, identificado por Muengi, constituindo um casamento entre as águas doce e salgadas do oceano Atlântico e um ponto de convergência de muitos cidadãos aos fins-de-semana, onde apreciam os encantos da mãe natureza.
O local é convidativo para um bom mergulho nas águas do rio e no mar. As águas do rio e do oceano Atlântico estão separadas apenas por uma pequena porção de terra branca e macia. Muitos banhistas que acorrem àquela praia, com medo das ondas do mar, preferem mergulhar nas águas do rio Muengi. Mas os outros mais destemidos e com alguns dotes de natação preferem dar mergulhos no mar, enfrentando por vezes a fúria das ondas do oceano Atlântico.
As colinas ao longo da costa são propícias para um voo de asa delta. A par da praia do Kifuma, o município do Soyo dispõe de outras praias paradisíacas, nomeadamente a da Sereia, Kinfuquena, do Kimbriz e outras ainda por explorar.
A região da praia do Kifuma tem excelentes aptidões para receber investimentos turísticos, sem contudo alterar a configuração do ambiente, com vista a complementar o que a mãe natureza concedeu aos homens naquelas paragens.
A beleza e os encantos naturais de que a região dispõe estão a ser aproveitados para erguer um aldeamento turístico, cuja primeira fase está em conclusão. A praia do Kifuma é o cartão de visita para os frequentadores em busca de Sol e ar puro.
O aldeamento turístico dispõe de bungalôs feitos de bordão devidamente equipados, jangos e restaurante. Estes equipamentos fazem da praia do Kifuma um local excelente para passar os fins-de-semana.
O empresário Paulo Adelina Vasco, proprietário do aldeamento turístico, conta que a praia do Kifuma estava subaproveitada. Com o seu projecto passou a ser o espelho turístico do município e da província.
O aldeamento, em fase conclusão, proporciona aos turistas excelentes condições de alojamento e alimentação. “Tendo em conta, o universo de banhistas e turistas que visitam a praia do Kifuma, prestamos um serviço diferenciado, desde a gastronomia ao alojamento. Num futuro próximo, quem quiser passar períodos de lazer no Kifuma vai ter à disposição um condomínio feito com material local, onde pode escolher uma suite de acordo com o seu bolso e o tipo de gastronomia que desejar”, acrescentou.Leia Mais
O embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, apelou, terça-feira, em Almancil, Loulé (Algarve-Sul de Portugal), aos agentes portugueses à aposta do mercado turístico angolano de forma a aproveitar as “actuais e grandes oportunidades” nesse domínio.
Falando durante um encontro com empresários da freguesia algarvia de Almancil, José Marcos Barrica destacou que, terminada a guerra, em 2002, Angola lançou um projecto de reconstrução e desenvolvimento, sendo o turismo uma das áreas que oferecem inúmeras oportunidades de investimentos por todo o país.
Depois de enumerar os feitos positivos resultantes do plano de desenvolvimento da “nova Angola”, nos domínios político, económico, científico, cultural, social, reafirmou o desafio do Executivo liderado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em reduzir a dependência do petróleo e diamantes e apostar na diversificação da sua economia, sobretudo na agricultura e pecuária, classificado-as como “áreas de excelência” para o investimento tanto nacional como estrangeiro.
O diplomata disse ser saudável a deslocalização das empresas portuguesa para Angola, mas numa perspectiva de investimentos estruturantes e de uma mão-de-obra qualificada.
Reconheceu, que “o caminho a percorrer é longo e não está, nem poderia estar isento de dificuldades”, mas “os sinais nos mostram que, turisticamente, Angola também é um país de muito futuro”.
O embaixador falou da necessidade de reabilitação do homem, uma tarefa que “não se faz apenas com os recursos naturais e minerais”, daí a necessidade de cooperação com Portugal.
Para si, facto de a nova Lei do Investimento Privado estipular que só investimentos iguais ou superiores a um milhão de dólares podem ter acesso a incentivos fiscais e aduaneiras não constitui um obstáculo à entrada de pequenas e médias empresas portuguesas em Angola.
No encontro, estiveram presentes o deputado do círculo eleitoral de Faro (PSD), José Mendes Bota, e o presidente da câmara municipal de Loulé, Seruca Emídio.
José Mendes Bota considerou Angola uma potência em África, com muitas oportunidades na área do turismo, pelo que os empresários portugueses devem ter“ um olhar para frente, numa perspectiva de crescimento para ambos os países.
Já o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Seruca Emídio, disse que os empresários portugueses podem contribuir em Angola nas áreas do turismo, energia, educação, saúde, acção social e saneamento básico, bem como em sectores como os de apoio a alunos carenciados.
Angola vai ter, até 2020, um movimento de quatro milhões de turistas, segundo projecções apresentadas na terça-feira, em Luanda, pelo ministro de Hotelaria e Turismo, Pedro Mutindi .
De acordo com o governante, que falava na cerimónia de tomada de posse dos directores-gerais e adjuntos dos Pólos de Desenvolvimento Turístico, o sector prevê criar um milhão de postos de trabalho directos e indirectos, nos próximos oito anos.
Até lá, vai ser desenvolvido um plano de mobilização a favor do turismo interno, para que 60 por cento dos angolanos viagem mais por “Angola adentro”.
“O futuro que almejamos depende sempre da forma como alicerçamos o presente e como olhamos para o passado”, realçou Pedro Mutinde, para quem o turismo é a indústria da paz e do desenvolvimento sustentável de qualquer nação.
O ministro Pedro Mutindi pediu, ainda, maior mobilização em torno das acções do Plano Director do Turismo, na reformulação e adequação do pacote legislativo do sector e na criação de uma maior disponibilidade de oferta de equipamentos e, consequentemente, de preços competitivos, capazes de atrair e permitir a livre adesão dos turistas internos e externos.
Na sequência da instauração da paz, há dez anos, milhares de turistas estrangeiros têm escolhido Angola, que conta com muitos lugares de atracção turística em todo o território nacional
Jornal de Angola
Viajar por estrada em Angola é uma alegria. A reportagem do Jornal de Angola viajou para o Cuito, passando pelo Dondo, (Kwanza-Norte) Quibala, Wuku Kungo (Kwanza-Sul) e Alto Hama (Huambo). Em terras do Planalto Central são visíveis os ventos de mudança.
A viagem até à cidade do Cuito, com paragens no Dondo e Wuku Kungo, demorou quase dez horas. Viajámos no autocarro de uma empresa de transportes colectivos que opera neste trajecto. Jorge Muandi, o motorista, tem larga experiência nas viagens interprovinciais, mas foi a primeira vez que fez a rota Luanda-Cuito.
Sempre com uma condução cuidada, Jorge Muandi trabalha há três anos na operadora. Ainda não conhece a estrada entre o Alto Hama e o Cuito, mas confia nas placas de sinalização: “é a primeira vez que faço esse percurso, mas com as placas vou chegar ao Cuito. Tenho feito o percurso Luanda/Malange, Luanda/Benguela e Luanda/Uíge”.
Mesmo com a estrada “livre”, Jorge Muandi não passava dos 100 quilómetros/hora e ficava furioso quando era ultrapassado por candongueiros em alta velocidade. Os ocupantes do autocarro, funcionários do Ministério da Cultura, músicos e jornalistas que foram ao Cuito para as festividades do Dia Nacional da Cultura, pediam a Jorge Muandi que mantivesse uma condução cuidada e responsável. Os apressados que seguissem em alta velocidade.
“Temos filhos e não temos pressa de chegar. Se já chegámos ao Alto Hama é porque vamos chegar bem no Cuito”, disse o músico Legalize que fez parte da comitiva.
Depois de uma paragem no Alto Hama, Jorge Muandi deu a Legalize: “Sei que estou a transportar pessoas e devo ser responsável, por isso é que não conduzo de uma forma suicida”.
Foi bonito, durante a viagem, ver as paisagens, principalmente as que se encontram à entrada da Quibala e no Waku Kungo. São rochedos imensos, esculpidos pelo tempo. Um deles é o “dedo de Deus” apontando para o céu. Muitos passageiros do autocarro faziam fotografias das belas paisagens. Um dos viajantes disse: “amigos, vejam só como o nosso país é rico em termos de turismo! E nós não estamos aproveitar as nossas potencialidades. A paz é definitiva, logo os nossos empresários devem apostar no ramo turístico”.
Todos os companheiros de viagem corroboraram estas palavras. Mas não são apenas as bonitas paisagens que atraem os viajantes que fazem a rota Luanda/Cuito.
Nas bermas da estrada há pequenas praças improvisadas onde se vende quase tudo, como mel, frutas, hortícolas e galinhas do mato fritas ou assadas e a preço de igreja. Antes do Alto Hama, num mercado da beira da estrada, um balde de mangas, com 12 quilos, era vendido por 50 kwanzas.
Mas os passageiros do autocarro especial com destino ao Cuito compraram apenas, umas peças de fruta para enganar o estômago. As compras “por grosso” ficaram para o regresso.
“Fui passar o fim-de-semana no Cuito onde vive a minha sogra. Fiz uma paragem aqui para comprar frutas e hortícolas. Aqui é tudo natural e hoje conseguimos fazer isto graças à paz”, referiu João Almeida que tinha a sua carrinha abarrotada de produtos do campo, numa das praças, na zona do Waku Kungo.
“Aqui é a minha terra. Nós somos educados. Os mais velhos ao acenarem aos viajantes estão a desejar um bom regresso”, disse um dos viajantes. Para ele, na Quibala fala-se quimbundo e não ngoia como muitos têm dito. O dialecto que mistura quimbundo com umbundo é mais falado na Gabela
Na província do Kuando-Kubango o relaxe é nas ilhas do Rio Kuebe, ilha de São Clemente (ex-ilha de São Valentim), ilha Flor em Menongue e na ilha de Somawanbange em Cuchi, assim como na barragem de Cambumbe.
A província do Kuando-Kubango fica situada no sudeste de Angola e compreende nove municípios: Menongue (capital), Cuangar, Dirico, Calai, Cuchi, Cuito-Cuanavale, Mavinga, Nancova e Rivungo, distribuídos numa superfície de 199.049 quilómetros quadrados. Menongue possui um aeroporto, o Comandante Kwenha e mais três campos de aviação nas localidades do Cuito Cuanavale, Mavinga e Rivungo, com capacidade para aviões de pequeno porte.
No que diz respeito aos acessos rodoviários, é possível chegar à província saindo de Luanda em direcção às províncias de Benguela, Huambo e Bié ou então passando pelo Dondo, Huambo e Bié.