O Processo de Privatização da TAAG Será Feito de Forma Paulatina

O processo de privatização das Linhas Áreas de Angola (TAAG) será feito de forma paulatina, passando primeiro pela criação de condições adequadas e atractivas ao investimento privado, considerou hoje, em Luanda, o presidente da Comissão Executiva da companhia angolana, Rui Carreira.

Em declarações à imprensa, após o acto de tomada de posse dos membros do novo conselho de administração da TAAG, orientado pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, o gestor apontou que a transformação da companhia visa torna-la numa empresa mais competitiva, que prima pela excelência dos seus serviços, como “palavra-chave” da nova gestão.

Afirmou que a nova administração vai procurar dar maior atenção aos seus clientes, visando enquadrar as vertentes comerciais, financeira e operacional no contexto actual em que a TAAG “não terá mais o apoio do Estado”.

A transformação da TAAG de empresa pública para Sociedade Anónima (SA) resulta de um Decreto Presidencial, assinado em Setembro último, pelo Presidente da República, João Lourenço, que na ocasião exonerou a antiga gestão da companhia.

Na cerimónia de hoje, tomaram posse Hélder Preza – presidente do Conselho de Administração Não Executivo, Rui Carreira – presidente da Comissão Executiva e Eulália Maria Cardoso Policarpo Bravo da Rosa – administradora executiva.

Tomaram igualmente posse Luís Ferreira de Almeida, administrador executivo, Hugo Alberto Pinto dos Santos Amaral, administrador executivo e Fernando Alberto da Cruz, administrador executivo.


O Estado Angolano e a Boeing Negoceiam Novos Aviões para TAAG

Foto de Pedro Parente/Angop

Um novo pacote para a aquisição de novos aviões da Boeing está a ser negociado entre o Estado angolano e a companhia norte-americana.

A informação foi avançada na terça-feira, em Nova Iorque (EUA), pelo Presidente da República, João Lourenço, num encontro com empresários e potenciais investidores para o mercado angolano.

Trata-se de aviões para médio e longo cursos, cujo valor financeiro e número de unidades não foram revelados.

Essa medida, que deverá ser concretizada até ao ano de 2020, vai permitir à TAAG concorrer em igualdade de circunstâncias com outras companhias do setor.

A decisão tem como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda.

Informações dão conta que a frota da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares e recebidos entre 2014 e 2016.

A companhia conta também com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados para as ligações domésticas e regionais.


Pilotos da TAAG Ameaçam Com Greve Paralisação dos Serviços Aéreos

Os pilotos da transportadora aérea nacional poderão paralisar os seus serviços, deixando as aeronaves no chão a partir da meia-noite do dia 2 de Setembro caso não haja acordo com a administração da companhia.

A ameaça de greve do pessoal navegante técnico deve-se a um conjunto de situações que os tripulantes consideram injustas e constam do caderno reivindicativo apresentado ao patronato.

Segundo fonte da comissão sindical do pessoal navegante técnico da TAAG, estas reclamações já foram apresentadas em outras situações e, apesar da promessa de resolução de parte delas, nada aconteceu.


A Associação Angolana dos Direitos do Consumidor Acusa a TAAG de Violar Direitos dos Passageiros

Em causa está o incumprimento dos horários, cancelamento de viagens e a falta de reparação dos danos causados pela companhia de bandeira nacional quando as bagagens são extraviadas, danificadas ou chegam de forma incompleta.

O presidente da Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC), Diógenes de Oliveira, disse ontem, em exclusivo a este jornal, que a Companhia de Bandeira Nacional “TAAG” tem violado ostensivamente os direitos dos consumidores no que respeita ao cumprimento de horários dos voos e indeminização por bagagens extraviadas ou danificadas. Diógenes de Oliveira explicou que AADIC tem recebido inúmeras denúncias de cidadãos que, em diferentes situações, viram as horas dos seus voos alterados e suas bagagens extraviadas ou recepcionadas de forma incompleta, sem que lhe fossem ressarcidos os danos.

Com base na Lei de Defesa do Consumidor, o responsável disse ser obrigatório que, em caso de extravio da bagagem, o transportador forneça dentro de 24h a seguir à reclamação, um valor monetário correspondente a 100% do valor do bilhete de passagem, o que, segundo ele, não tem estado a acontecer. Para Diógenes de Oliveira, “o pior mora na falta de informação clara por parte da TAAG para com o passageiro-consumidor, que vê desonrados constantemente os seus direitos sem que lhe seja dado nenhuma explicação”, realçou o líder associativo.

A AADIC diz haver informação insuficiente, ilegível e até ambígua por parte da TAAG, que põe em causa os direitos dos consumidores conforme assegura a Lei de Defesa do Consumidor. Como exemplo, esta associação aponta a não disponibilização do texto que indica os direitos dos passageiros, em especial no que diz respeito à assistência técnica, caso este veja recusado o seu embarque, cancelamento ou atraso de pelo menos duas horas do voo na zona de registo ou check-in, conforme consta no art.º 23.º do Decreto- Presidencial n.º 191/15 de 6 de Outubro.


A TAAG Está Autorizada a Voar Sem Limitações no Espaço Aéreo da União Europeia

A TAAG é o único operador de transportes aéreos angolano autorizado a voar, sem limitações, no espaço aéreo e territórios dos estados membros da União Europeia, depois de ver renovada, pela terceira vez, a Licença de Operador de Transporte Aéreo de Pais Terceiro (TCO – Third Country Operator).

Em comunicado de imprensa , a companhia angolana de bandeira informa que, após o cumprimento das normas pertinentes constantes dos anexos da Convenção Internacional da Aviação Civil, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação, EASA, decidiu renovar a referida licença.

A primeira autorização EASA TCO da TAAG foi obtida em Junho de 2016, depois de um trabalho de preparação de 18 meses, que culminou com uma auditoria às Linhas Aéreas de Angola, em Fevereiro do mesmo ano.

Na ocasião, foram avaliadas a legislação e regulamentação angolanas, particularmente a Lei da Aviação Civil e as Normas e Regulamentos para a Segurança Operacional da Aviação Civil Nacional.

Desde essa data, a TAAG tem procurado assegurar o contínuo cumprimento e conformidade com as normas pertinentes, constantes dos anexos da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional, Convenção de Chicago (art.16), e particularmente os anexos sobre licenciamento do pessoal, regras do ar, operações de aeronaves, transporte aéreo comercial internacional, aeronavegabilidade das aeronaves, mercadorias perigosas e gestão da segurança operacional.