Julgamentos, Casamentos e Emissão de BI em Angola Cancelados por Greve dos Oficiais de Justiça

Não se vislumbram sinais de «reconciliação» nas negociações. Greve dos oficiais de justiça é quase irreversível. Eis alguns dos «estragos» se a paralisação vingar na próxima semana: não haverá julgamentos, casamentos e emissão de BI.

Foi o nascimento do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA), em 2014, que deu vida às reivindicações que hoje dão corpo a uma greve convocada para a próxima segunda-feira, 28, em todo o país.

O mote é um conjunto de exigências que tem na “progressão de categorias” o ponto mais alto. Não são, por isso, reclamações alheias ao conhecimento da entidade empregadora, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. Esta, segundo atestam os próprios oficiais de justiça, “nunca se fechou” ao diálogo, mas as negociações “quase sempre” redundaram em “simples conversa”.


Terminou Ontem a Transferência das 205 Famílias Que Residiam no Prédio “Treme Treme” em Luanda

A transladação das duzentas e cinco famílias residentes no prédio Siccal, mais conhecido por “Treme-Treme”, iniciada sexta-feira, terminou este domingo sem sobressaltos.

A confirmação é do director nacional da Habitação, Adriano da Silva, que disse terem transferido 55 famílias para a urbanização do Cazenga, e outras 150 na centralidade do quilómetro 44, município de Icolo e Bengo.

O responsável fez saber que nas duas localidades há boas condições de acomodação, com água potável, energia eléctrica, saneamento básico e segurança.

Disse que existe um posto de saúde em cada centralidade, bem como escola do primeiro e segundo ciclos.

“Além do comboio que passa nas proximidades, serão abertas, num curto espaço de tempo, linhas de auto-carros públicos e privados”, garantiu.

Em relação aos habitantes em espaços improvisados, no “Treme-Treme”, não foram abrangidos no processo.


Cerca de 50% dos Compradores de Habitações ao Estado Angolano Não Pagam as Respectivas Rendas

Cerca de cinquenta porcento dos cidadãos que adquiriram habitações ao Estado angolano não cumprem com as obrigações financeiras, apesar de a retenção ser feita na fonte, revelou nesta sexta-feira, em Luanda, o novo presidente da comissão executiva do Fundo de Fomento Habitacional, Hermenegildo Gaspar.

Para contrapor essa situação, o fundo vai trabalhar com os bancos que neste momento estão obrigados a fazer as retenções das prestações para reduzir o elevado número de pagamentos em falta.

O responsável, que falava à imprensa, depois de ser empossado pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, disse o Fundo que neste momento controla perto de nove mil fracções que o Estado entregou aos funcionários públicos, principalmente distribuídas na centralidade do Sequele e Kilamba.

O fundo vai focar agora a sua atenção na melhoria do processo de pagamento.

A administração vai olhar também para necessidade de melhoria dos sistemas informáticos do Fundo, para harmonizar o processo de pagamento das habitações que o Estado foi cedendo durante os últimos anos.


Angola é um País Desigual Porque Não Soube Aproveitar os Primeiros Anos de Paz

Apesar dos 16 anos de paz, Angola é um país desigual porque não teve capacidade de aproveitar os primeiros anos do fim da guerra até 2008 e de resistir às crises económicas e financeiras internacionais, considerou hoje o economista Alves da Rocha, diretor do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola.

O economista angolano afirma que o país foi incapaz de transformar a paz num dividendo de distribuição justa do rendimento nacional.

De acordo com Alves da Rocha, Angola deveria apresentar índices de igualdade no acesso a oportunidades, rendimento nacional, crédito bancário, “que não somos capazes de apresentar porque há pessoas muito ricas e há pessoas muito pobres no país”.


Água Boa Que se Desperdiça em Luanda é um Insulto Àqueles Que Nunca a Tiveram em Suas Casas

A quantidade de água boa que diariamente se desperdiça em Luanda é, no mínimo, um insulto àqueles que nunca a tiveram canalizada em casa e aos que há anos não a vêem sair das torneiras.

Luanda é a cidade dos contrastes. Agressivos arranha-céus envidraçados a par de prédios abandonados feitos lixeiras, “casas de banho” públicas ou refúgio dos desvalidos. Também de modernas centralidades a conviverem com musseques enlameados. Enfim, de todos os contra senso que a imaginação menos fértil pode imaginar.

Jornal de Angola