O Presidente Angolano Volta a Atribuir Empreitadas Retiradas à Soares da Costa

A construtora Soares da Costa vai retomar a sua participação num consórcio responsável pelas obras de alargamento da rede de abastecimento de água em Luanda, projecto avaliado em 320 milhões de euros.

Segundo a Lusa, citando um despacho presidencial, João Lourenço justificou a decisão de voltar a atribuir a obra à Soares da Costa por considerar que a construtora portuguesa está “em condições de assumir as suas obrigações decorrentes” dos dois contratos anunciados no início de 2016, avaliados num total de 324,3 milhões de dólares (288,8 milhões de euros ao câmbio actual).

O Presidente angolano referiu também que “a cessão da posição contratual” – decisão de 2017 – para a construtora Centro Cerro “não foi concluída e formalizada”.

Estes contratos referem-se às intervenções nos lotes B1 e B7 que seriam realizadas por um consórcio constituído pelas empresas Degremont, Mota-Engil e Soares da Costa.


Já Detentor de 66,7%, António Mosquito Pretende Adquirir a Totalidade do Capital da Soares da Costa

soares_da_costaA crise económica parece não estar a afectar a todos em Angola. De acordo com o Público, o empresário António Mosquito está disposto a investir cerca de USD 41,8 milhões para adquirir a totalidade do capital da Soares da Costa. É de recordar, que actualmente o empresário detém 66,7 por cento – adquiridos há dois anos por USD 76,1 milhões – do capital daquela que já chegou a ser a maior construtora portuguesa.

De acordo com a publicação, o empresário está em negociações para a aquisição dos 33,3 por cento que pertencem ao SDC (anteriormente designado Grupo Soares da Costa). A proposta surge num momento em que a construtora mantém a sede em Portugal, mas é gerida operacionalmente a partir de Angola, onde tem entre 60 por cento a 70 por cento dos negócios.


Em Angola 400 Trabalhadores Portugueses da Soares da Costa Ameaçam Queimar Camiões e Contentores

soares_costaOs trabalhadores da empresa Soares da Costa que estão em Angola com salários em atraso desde maio estão a ameaçar queimar camiões e contentores onde dormem em protesto contra a situação dos atrasos dos ordenados, informou hoje fonte sindical. Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato da Construção Civil, Albano Ribeiro, explicou que em Angola há “cerca de 400 trabalhadores” portugueses da Soares da Costa que não recebem ordenado desde maio e perante a situação de precariedade salarial estão a fazer ameaças de “pegar fogo a tudo”, designadamente aos “camiões e contentores onde dormem”.O sindicalista refere ainda que os trabalhadores angolanos da Soares da Costa também têm os salários em atraso, mas só referente a um mês e questiona o facto de os trabalhadores portugueses da Soares da Costa estarem com três meses de atraso.