Falta de Verbas Condicionam Projectos Para Combater a Seca e a Desertificação em Angola

Os projectos que reforçam a redução de situações vulneráveis da seca e a desertificação em Angola estão condicionados pela falta de verbas, afirmou o chefe do Departamento de Seca e Desertificação do Gabinete de Alterações Climáticas do Ministério do Ambiente, Luís Constantino.

Em declarações, ontem, Domingo, à Angop, pelo Dia Mundial da Seca e Desertificação, o responsável disse que têm o apoio assente no Fundo de Gestão do Ambiente (GEF), virado para a questão da degradação de terras, e que os efeitos da seca e desertificação ainda são visíveis no país. Referiu que a falta de financiamento tem estado a dificultar o planeiamento adequado e acelerado de mais projectos que podem reduzir os danos materiais e humanos resultantes de desastres naturais.

Acrescentou que o projecto de Reabilitação de Terras e Gestão das áreas de Pastagem nos sistemas de produção agro-pastoris dos pequenos produtores no Sudoeste de Angola (RETESA), que teve início em 2014 e teve a duração de quatro anos, abrangendo áreas do Namibe, Huíla e Benguela, terminou em Abril do corrente ano. Luiz Constantino destacou igualmente o projecto denominado Integração da Resiliência Climática nos Sistemas de Produção Agrícola e Pastoril, que decorre desde 2016, através da gestão de fertilidade de solos das áreas vulneráveis, usando a abordagem das escolas de campo (IRCEA).


Para Combater a Seca nas Províncias da Huíla, Namibe e Cunene a UE Disponibiliza 65 Milhões de Euros

A União Europeia vai disponibilizar, nas próximas quatro semanas, 65 millhões Euros para implementação de um programa de resiliência à seca nas três províncias do sul do país (Huíla, Namibe e Cunene), informou hoje, no Lubango, o seu embaixador em Angola, Tomás Ulicny.

O embaixador, que falava no final de uma reunião com a sociedade civil da cidade do Lubango, afirmou que o programa, com uma duração de três anos, foi concebido pelo Ministério do Planeamento e Desenvolvimento e vai ser implementado por uma organização não-governamental portuguesa e também pelo Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, com auxílio dos respectivos governos provinciais.


Falta de Chuva Mata Mais de 1700 Cabeças de Gado na Província de Benguela

Nos últimos dois meses cerca de 1732 cabeças de gado bovino morreram  no município de Caimbambo na província de Benguela devido à seca, deixando assim empobrecidas e com muitas dificuldades, centenas de famílias camponesas.

Em 2013, 80 por cento do cultivo de várias sementes agrícola secou devido à falta de chuva, e mais de 12 mil famílias foram afectadas pela estiagem.


No Sumbe a Falta de Água e de Capim Verde Pode Levar à Morte 25.000 Cabeças de Gado

Estima-se que perto de vinte e cinco mil bovinos, caprinos e ovinos poderão morrer por falta de água e de capim verde para o pasto no município do Sumbe, provincia do Cuanza Sul, informaram hoje criadores da região.

Criadores disseram à Angop que a região está sendo assolada pela seca desde Setembro deste ano, que está a dificultar a actividade .


Milhares de Famílias no Huambo Afectadas Pela Seca

Foto Rede AngolaA província Huambo está a viver um período de seca que só nas últimas semanas já afectou mais de 2.000 famílias camponesas, anunciaram hoje as autoridades locais.