Meios Tecnológicos de Última Geração de Laboratório Para o Hospital Municipal de Benguela

O apetrechamento com meios tecnológicos de última geração do laboratório de análises clínicas e a construção de uma segunda sala de cirurgia, são algumas das principais acções a serem executadas este ano, pela actual direcção do hospital municipal de Benguela.

A informação foi avançada à Angop, hoje, segunda-feira, pelo director clínico da referida instituição, Luís Lisboa Vieira, afirmando que as obras de construção civil para ampliação do laboratório já foram concluídas em 2018, estando a empresa construtora encarregue também do respectivo apetrechamento com meios tecnológicos e de assegurar o fornecimento de reagentes de boa qualidade.

Sobre o bloco operatório, Luís Vieira indicou que o hospital tem um bloco cirúrgico bem equipado, mas a demanda obriga a construção urgente de uma segunda sala, a fim de responder cabalmente às solicitações.

“Estamos com um atendimento diário de 200 a 250 doentes no banco de urgência interno e 450 a 500 pacientes nos vários serviços do banco de urgência externo, onde funcionam dez especialidades”, referiu o director clínico.

O médico informou que, dentre os serviços do banco de urgência externo, encontram-se os de  estomatologia (com três salas de atendimento bem equipadas), fisioterapia (aberto só em 2018), cirurgia, ortopedia, pediatria, medicina, cardiologia, ginecologia/obstetrícia, ecografia e consultais integradas para atendimento de pessoas com HIV/Sida, além de farmácia.

Segundo o responsável, a avalanche de munícipes que recorrem aos serviços médicos deve-se a uma colaboração entre a direcção hospitalar, repartição de saúde e administração municipal de Benguela que, nos últimos meses, foi trabalhando com os sobas (autoridades tradicionais ou costumeiras),


A Província de Luanda Vai Contar Com os Serviços do Instituto Nacional de Emergências Médicas

A província de Luanda vai, a partir desta quarta-feira, 23, contar com os serviços do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA), com o objectivo de descentralizar as acções e facilitar o acesso aos sinistrados.

Segundo fonte oficial, a criação desta unidade, localizada nas instalações do Hospital Geral de Luanda, enquadra-se na estratégia do Plano do Governo Provincial de Luanda GPL-2022, que, entre outras acções, visa reduzir as mortes por sinistralidade rodoviária.

Assim, o INEMA  atenderá aspectos relacionados com a política nacional deste organismo e acções de âmbito nacional, em complementaridade com o serviço provincial de Luanda

Entretanto, alguns meios e recursos humanos do Inema central serão desmembrados para integrarem o departamento provincial, que mensalmente fornecerá o relatório das actividades e a efectividade dos funcionários, uma vez que os salários serão suportados pelo Inema central.

O Inema Luanda vai contar com uma frequência autónoma para permitir a cobertura do sinal em todo território da província.


A Esperança de Vida em Angola Aumentou Para 61,8 Anos

A esperança de vida em Angola aumentou para 61,8  anos, revela um estudo apresentado  em Luanda, pelo representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no país, Paolo Balladell

Entre 1990 e 2017, a esperança de vida à nascença em Angola aumentou 20,1 anos, fazendo com que o país alcançasse a classificação “média” no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas, depois de anos em “baixa”, indica o estudo citado pelo diário estatal Jornal de Angola.

De acordo com a pesquisa, uma criança nascida em Angola tem uma esperança de vida de 61,8 anos, ou seja, 20,5 anos a menos, quando comparada com uma criança nascida na Noruega,  um país com a primeira posição no IDH, e 9,6 anos de vida a mais que uma criança nascida na Serra Leoa (IDH 0,419).

O estudo foi apresentado publicamente no auditório do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em Luanda, sob a designação de “Atualização estatística dos Indicadores e Índices de Desenvolvimento Humano de 2018”.

O valor do IDH de Angola, no ano passado, foi de 0,581, colocando-o na categoria de País de Desenvolvimento Humano Médio, na posição 147 do total de 189 países e territórios.

Isso significa que, entre 2000 e 2017, o valor do IDH de Angola passou de 0,387 para 0,581, um aumento de 50,2 porcento.


Concurso Público Lançado Pelo Governo Angolano Para Preencher 7.667 Vagas no Sector da Saúde

O Ministério da Saúde lança, terça-feira, o concurso público com 7.667 vagas para o ingresso, promoções e atualizações de carreira, número que ainda não mitiga o défice 28 mil médicos no país.
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, no anúncio feito ontem, referiu que estão disponíveis 1.700 vagas resultantes de uma resolução da Assembleia Nacional, das quais 1.500 são para a admissão de médicos, 100 para enfermeiros licenciados e outras 100 para técnicos de diagnóstico e terapêuticas licenciados.

Para o fundo salarial resultante do setor a nível nacional, existem 1.332 vagas de ingresso, 2.999 vagas para a promoção e 1.636 vagas para atualização, perfazendo o total de 7.667 vagas.

Segundo a ministra, o período de inscrição arranca a 03 de setembro, por via de um endereço eletrónico.

“É um concurso nacional que será feito a nível dos municípios e, a todos os níveis, terá para admissão uma prova escrita, elaborada para cada carreira na admissão. Terá correção eletrónica (…) a lista dos apurados será afixada nos municípios e haverá uma equipa de supervisão em cada província”, detalhou a ministra.

Segundo Sílvia Lutucuta, o grande objetivo é colocar quadros a nível dos municípios para mitigar os problemas que existem na assistência a nível primário, salientando que foi dada também alguma atenção aos hospitais nacionais.


Vendedores de Peixe na Praia da Mabunda é um Atentado à Saúde Pública em Luanda

Uma das principais preocupações no Distrito Urbano da Samba, em Luanda, é o lixo produzido pelos vendedores de peixe na praia da Mabunda, apontada como um dos exemplos mais bem acabados de atentado à saúde pública na capital do país.

“Aqui chegam pessoas de quase toda a parte, mas a higiene é a nossa grande preocupação”, diz ao NJOnline Domingas Santas, vendedora de peixe há 13 anos.

“Como vê, aqui o peixe é vendido entre amontoados de lixo”, aponta a vendedora, lamentando que “o que mais interessa para muitos neste mercado é obter lucro”, sem qualquer respeito pelas normas de higene.

A falta de hábitos de limpeza na praia da Mabunda, um dos pontos de comércio mais importantes de Luanda, onde se negoceia o peixe que diariamente abastece os consumidores, é também motivo de inquietação para quem vive ali perto.

“Uma praia dessa, com um movimento de grande envergadura, deveria ser bem limpa e cuidada”, conta à nossa reportagem Sebastião Neto, que mora a menos de 300 metros do local.