Dos Mais de 20 Mil Angolanos Residentes na Zâmbia Cerca de 10 Mil Querem Regressar ao País

Com o fim do estatuto de refugiado em 2013, 15 mil angolanos encontram-se ainda albergados em dois campos na Zâmbia, nomeadamente o do “Mayuca Yuca”, na província ocidental do Mongo, e “Mayeba”, em Solwezi, ao abrigo das relações de reciprocidade e cooperação entre os governos dos dois países.
Outros cerca de dez mil, por razões matrimoniais, familiares e outras, deixaram estes locais e estão espalhados pelas diversas cidades zambianas, designadamente, Lusaka, Livengstone e Ndola.
Dificuldades de ordem financeira e a ausência de documentos de identificação adiam esta pretensão de regressar, uma questão que está a ser analisada e tratada pelas autoridades angolanas.
Em entrevista concedida à Angop e ao Jornal de Angola, em Lusaka, o segundo secretário e responsável pelo sector consular da Embaixada de Angola naquele país, Cabral Laureano, esclareceu que o governo local iniciou um processo de reintegração.
Este consiste na distribuição de parcelas de terreno para fins habitacionais e da prática de agricultura, com vista a abandonarem os dois campos, uma vez que os mesmos já não têm o estatuto de refugiados.


Mais de Meio Milhão de Refugiados Angolanos Regressam ao País

repatriamentoO Governo angolano anunciou hoje ter concluído o processo de repatriamento voluntário dos cidadãos nacionais que se encontravam com o estatuto de refugiados no exterior com o regresso a Angola de mais de meio milhão de pessoas.

A informação foi transmitida hoje, em Luanda, pelo ministro da Assistência e Reinserção Social, Gonçalves Muandumba, em declarações aos jornalistas no final da sexta sessão ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros.


56,2% do Total de Refugiados Reconhecidos no Estado do Rio de Janeiro São Angolanos

extrangeiros-no-brasilOs angolanos já representam 56,2% do total de refugiados reconhecidos no Estado do Rio e ocupam o primeiro lugar entre as mais de 60 nacionalidades que já solicitaram refúgio em território fluminense, conforme levantamento divulgado na terça-feira, 19, pela Arquidiocese do Rio e pela Cáritas fluminense com dados de 2015.


De 2002 a 2007 Regressaram a Angola Cerca de Quatrocentos Mil Ex-Refugiados

refugiadosCerca de quatrocentas mil pessoas, que se encontravam na condição de refugiadas em países vizinhos, regressaram a Angola, de 2002 a 2007, no âmbito do programa de repatriamento organizado e voluntário levado a cabo pelo Governo angolano e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), informou à Angop, hoje, em Luanda, o representante do organismo das Nações Unidas, no país, Hans Lunshop.

Em entrevista exclusiva à Angop, a propósito do tema “Reintegração social dos ex-refugiados regressados ao país”, Hans Lunshop enfatizou que os cidadãos encontravam-se, essencialmente, na Zâmbia, República Democrática do Congo (RDC), Namíbia e Africa do Sul, de onde as operações de repatriamento tiveram lugar, após o alcance da paz, em 2002.

Revelou que da RDC veio o maior número de antigos refugiados, aproximadamente 70 mil pessoas, enquanto da Zâmbia aderiram ao processo 20 mil.

Hans Lunshop revelou ainda que, em 2011/12, pouco mais de 23 mil pessoas beneficiaram de outra operação de repatriamento, entretanto suspensa com a aplicação da claúsula de cessassão do ACNUR, quando os países de acolhimento foram informandos de que a situação tinha mudado profundamente em Angola, razão porque era desnecessário manter o estatuto de refugiados para os angolanos.

Face ao apelo do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para que os angolanos regressem ao país, disse estar a trabalhar com o Executivo para trazer os que ainda residem na Zâmbia e RDC, desde que manifestem tal intenção. No caso da RDC disse aguardarem repatriamneto 24 mil cidadãos.

Frisou que os regressados, na sua maioria vai para as áreas de origem. Os da Zâmbia, por exemplo, optou em ficar na província do Moxico, enquanto os vindos da RDC, a maioria fica nas províncias do Zaire e Uíge.

O representante da ACNUR considera que o programa de repatriamento dos refugiados é imprescindível para o trabalho da sua organização, uma vez que o Governo angolano reiterou o direito de todos os cidadãos regressarem à Pátria.

Referiu também que já foram realizadas reuniões com a RDC, Zâmbia, África do Sul e Namíbia para discussão da retomada do repatriamento voluntário e, ou, integração social dos antigos refugiados que optarem por permanecer no país de acolhimento. No entanto, enfatizou, este ano (2014) vai continuar este esforço de repatriamento dos angolanos, para o que já existe um horizonte temporal, que não avançou.

O processo continuará por via terreste. Os angolanos na Zâmbia recebem salvo-condutos e apoio do ACNUR, enquanto o Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars) faz o acompanhamento e reintegração no país.

Sublinhou que o objectivo comum de Angola e o ACUNR é encerrar este capitulo de repatriamento de refugiados.

Angop


Com Destino à Huíla Vão Regressar a Angola Mais de 27 Mil Cidadãos

refugiadosMais de 27 mil cidadãos que continuam a residir nas repúblicas da Namíbia, Zâmbia, África do Sul e Zimbabwe na condição de refugiados, serão este ano, repatriados para Angola, com destino à Huíla, numa operação dirigida pela Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social.

A informação foi hoje prestada à Angop, no Lubango, pela directora do Minars, Catarina Manuel, adiantado que o processo de regresso de cidadãos nacionais residentes nestes países enquadra-se no programa de reintegração destas famílias.

Catarina Manuel disse que a direcção que dirige já recebeu cartas destes cidadãos que manifestaram o interesse de regressar para o país, em particular a província da Huíla, uma vez que Angola está em paz e a viver os melhores momentos da sua história.

A responsável explicou que o governo central e local estão a criar condições propícias para que estes cidadãos sejam realojados nas suas áreas, quer no Lubango ou num dos outros 13 municípios que completam a província da Huíla.

Para que o processo decorra sem sobressaltos, acrescentou que o governo vai construir um centro de acolhimento, onde as condições logísticas, assistência médica e medicamentosa, energia e água estarão garantidas para permitir um auxílio confortável aos cidadãos angolanos até ao seu encaminhamento definitivo às áreas de origem.

Catarina Manuel disse que neste momento a direcção da Assistência Reinserção Social na Huíla conseguiu já realojar cerca de 700 famílias oriundas da Namíbia e da Zâmbia para as suas áreas de origens.

Estas famílias receberam uma parcela de terra para construção dirigida e para prática agrícola, assim como kits de reintegração social compostos por utensílios domésticos.

Para além disso, os cidadãos beneficiaram igualmente dos serviços de saúde, educação e segurança, no sentido de que os mesmos se sintam a vontade e sem qualquer intimidação.

Angop