Nos Próximos 5 Anos em Angola Vão Ser Reabilitados Mais de Oito Mil Quilómetros de Estradas Secundárias

Foto Canal Voz de Angola

Mais de oito mil quilómetros de estradas secundárias e terciárias vão ser reabilitados nos próximos cinco anos, garantiu hoje, no Huambo, o ministro da Construção e Obras Públicas angolano.

Manuel Tavares de Almeida falava à imprensa no final da segunda sessão ordinária do Conselho de Governação Local (CGL), presidida pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, reunião em que foi analisado, entre outros temas, o programa quinquenal das estradas.

Segundo Tavares de Almeida, o programa prevê a reabilitação de 4.000 quilómetros de vias secundárias e outros tantos de estradas terciárias.

A iniciativa, explicou, surgiu da necessidade de haver uma maior interação entre o setor que dirige e os governos provinciais, no quadro da governação participativa, que resultou em visitas em todas as províncias e municípios do país para proceder a um “levantamento exaustivo” da situação das obras públicas.

Depois, prosseguiu Tavares de Almeida, o ministério reuniu-se em julho com os vice-governadores provinciais, com o fim de estabelecer prioridades sobre o programa em causa, tendo em conta o exercício de planeamento anual, com agregação de outros projetos, coadunados com o Plano Nacional de Desenvolvimento, dentro do “cenário real” e do “cenário ideal”.

Segundo o governante angolano, o “cenário ideal” tem a ver com as metas estabelecidas no Plano Nacional de Desenvolvimento, enquanto o “real” depende da limitação orçamental e das condições macroeconómicas que o país atravessa.


A Partir de 2019 Serão Restaurados Quatro Mil Quilómetros de Estradas em Toda Angola

Foto:Belarmina Paulino

Pelo menos quatro mil quilómetros de estradas do país serão restaurados, a partir de 2019, para se evitar a sua completa degradação, informou hoje (sexta-feira) o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida.

Em declarações à imprensa à margem do “Fórum de participação dos jovens e crianças nas políticas de obras públicas”, realizado em Luanda, o governante referiu que a implementação desta medida, denominada “Programa de Salvação”, visa impedir que as estradas se danifiquem por completo e evitar uma intervenção mais profunda.

O ministro disse ter havido um levantamento minucioso por todo país sobre o estado de conservação das estradas e esse estudo está previsto no programa de investimento público de 2019.


Má Gestão dos Activos Leva à Paralisação Total Há Sete Anos do Instituto Nacional de Estradas de Angola

A má gestão dos activos e falta de adjudicação de empreitadas estão na base da paralisação total do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), há mais de sete anos, revelou o secretário-geral da comissão sindical dos trabalhadores.

Em declarações ao Jornal de Angola, Miguel Luís argumentou que a crise financeira, que o país enfrenta no momento, não deve ser invocada como factor fundamental da estagnação, uma vez que a contratação de empresas para construir e reabilitar as estradas é da responsabilidade do INEA.

“Se o instituto é responsável pela gestão das estradas, não se admite que os seus trabalhadores permaneçam com as mãos cruzadas sem trabalho”, indicou.

Por falta de trabalho, nos últimos anos, os funcionários vão de manhã ao serviço apenas para assinar o livro de ponto e depois de uma hora regressam a casa. Os equipamentos, constituídos por camiões, caterpilares e outros, estão espalhados e abandonados no quintal, coberto de capim. Com a paralisação, os meios estão a degradar-se a um ritmo acelerado, nas instalações situadas no Bairro Palanca, em Luanda.


Entram em Funcionamento 32 Novas Brigadas de Conservação de Estradas no Zaire Cabinda Cuanza Sul Bengo Huíla e Bié

  Foto Angop

Trinta e duas brigadas de manutenção e conservação de estradas, criadas pelo Fundo Rodoviário, entrarão brevemente em funcionamento nas províncias do Zaire, Cabinda, Cuanza Sul, Bengo, Huíla e Bié.

Para cada 25 quilómetros de via, estará um grupo de 20 pessoas a trabalhar na manutenção e conservação das vias, num troço total de 100 quilómetros.

Com a implementação deste projecto nas referidas áreas, 640 pessoas ganham o seu primeiro emprego, prioritariamente ex-militares e jovens desempregados, recrutados nas comunidades adjacentes aos troços contemplados.

Entre os trabalhos a serem realizados estão o corte de capim, a limpeza das valas de drenagem, taludes, bermas e reposição da sinalização horizontal e vertical.

Para além desses serviços, os brigadistas também têm como missão detectar o surgimento de ravinas, considerado como principal inimigo das estradas.


É Cada Vez Mais Difícil Circular Entre o Interior e o Litoral de Angola

Em Angola, é cada vez mais difícil circular entre o interior e o litoral por causa do estado avançado de degradação de várias estradas que foram reabilitadas há cerca de dez anos, no âmbito do crédito chinês. À DW África, alguns passageiros relataram estar sujeitos a longas horas de viagem por causa das filas. Muitas empresas já decidiram paralisar as suas atividades e as poucas que continuam reclamam dos danos causados.

 A estrada nacional 120, que liga as províncias do Huambo e Luanda, passando pelas cidades de Wacu Kungo/Quibala, pela província do Kwanza, é um exemplo. Com uma extensão de cerca de 600 quilómetros, essa via apresenta-se quase inacessível para muitas viaturas. Os poucos que se arriscam reclamam das peripécias porque passam.

 Chuvas agravam situação

 João Dominos trabalha para uma empresa de transporte coletivo, uma das poucas a operar nesta rota. O motorista reclama do mau estado da via e diz que a situação agrava-se com a chuva. “A via está num estado péssimo e com a chuva a tendência é piorar. Antes, viajávamos em oito horas, agora precisamos de 14”, relata.