O Bairro do Sambizanga Vai Ganhando Uma Nova Imagem

Foto-Portal de Angola

Alguns anos depois da Independência de Angola, o bairro do Sambizanga conheceu um grande crescimento desordenado. Foi uma zona caracterizadas por condições de habitabilidade, segurança e acessibilidade precárias, os seus difíceis acessos dificultavam a intervenção de órgãos do Estado, como a Polícia no eventual apoio aos populares. Uma grande parte da população habitava em casebres.


Além da Reparação das Vias, dos Passeios e Limpeza dos Esgotos as Fachadas dos Edifícios Estão a Ser Pintadas

luanda_pinturasO trabalho de revitalização do município de Luanda vai muito além da reparação das vias, construção de passeios, pintura de lancis, traçados no pavimento, limpeza dos esgotos e o melhoramento das valas para o escoamento das águas.

A devolução dos tons alegres e coloridos começam também a ser devolvidos à cidade. Deste modo, as avenidas ganham vida e a beleza ganha expressão.


Reconstrução do Município da Nhârea é o Sinónimo da Construção da Nova Angola

Foto AngopMaria Lúcia Chicapa nhareaO município da Nharêa, a 176 quilómetros a norte da cidade do Cuito, província do Bié, é visto como o sinonimo da reconstrução e construção da nova Angola, devido o seu rápido desenvolvimento, afirmou hoje, sábado, a administradora local, Mária Lúcia Chicapa.

Em declarações à Angop no âmbito das comemorações dos 13 anos de paz em Angola que, assinala a 4 de Abril no país, Maria Lúcia Chicapa apontou entre os ganhos a reposição das infras-estruturas que haviam sido destruídas pela guerra pós-eleitoral de 1992.


Operação Financeira em Angola Destinada a Captar 2 Mil Milhões de Dólares para Financiar o Programa de Reconstrução Nacional

banca_angolanaO governo de Angola contratou dois bancos angolanos para montarem uma operação financeira destinada a captar 2 mil milhões de dólares para financiar o Programa de Reconstrução Nacional, de acordo com comunicado do Ministério das Finanças.

O comunicado divulgado terça-feira informa que o Banco Angolano de Investimentos (BAI) e Banco de Fomento Angola (BFA) foram contratados para actuarem como “consultores financeiros” na “estruturação, montagem e intermediação” desta operação financeira.

A operação possui uma componente em moeda nacional, no valor equivalente de 1,5 mil milhões de dólares, e prevê, como instrumento preparatório, “a concessão de uma empréstimo de curto prazo neste valor que. na sua maturidade em Junho de 2015, será convertido em Obrigações do Tesouro emitidas especificamente para este fim.”

A segunda componente da operação de financiamento constitui-se num contracto no valor de 500 milhões de dólares, a ser captado em moeda dos Estados Unidos.

Para garantir o financiamento em moeda nacional, os dois bancos, que subscrevem dois terços da operação, vão liderar um sindicato bancário que envolve ainda – para o montante restante – os bancos BIC (14,4%), Totta e Açores (7,17%), Espírito Santo Angola (4,8%), Millennium Angola (3,83%), Privado Atlântico (2,4%) e Comercial Angolano (0,73%).

Ao assumir esta operação, com “taxas de juro mais elevadas” do que as que “poderia encontrar no mercado internacional”, salientou o Ministério das Finanças, “o Tesouro Nacional contribui para que sejam criados instrumentos financeiros locais” utilizando as poupanças dos angolanos.

(macauhub/AO)


Quem Chega à Comuna do Cunjo Percebe que a Vida Começa a Ganhar Forma.

comuna_cunjoDa sede da vila da Conda à sede da comuna do Cunjo são pouco menos de 40 quilómetros, percorridos através de uma estrada secundária. À primeira vista, quem ali chega, consegue perceber que a comuna começa a ganhar forma.

Observam-se obras, um pouco por todo o lado, desde infra-estruturas escolares e hospitalares, às instalações do futuro comando da polícia nacional. Um olhar mais atento permite perceber que, apesar do esforço das autoridades locais em erguer a vila, há ainda muito por fazer para melhorar o dia-a-dia da população.

No sector da educação, por exemplo, as autoridades comunais estão apreensivas com a falta de professores e de uma escola do Iº ciclo para albergar todos os alunos. Na falta de um estabelecimento de ensino, um número considerável de crianças é obrigado a percorrer vários quilómetros diariamente até ao município do Ebo. Mas o mais grave está para vir.

É que esses alunos, para chegarem à escola são obrigados a fazer a travessia do rio Keve, ou Kuvo, em canoas. Além dos riscos inerentes a quem atravessa um rio de canoa, acrescenta-se a presença regular de crocodilos no leito do rio. Nomeado em Abril do ano em curso, o administrador da comuna de Cunjo, César Armando Dinis, ainda está a conhecer o historial da comuna sob sua jurisdição, mas já identificou as necessidades mais prementes.

A conversa com o Novo Jornal centrou-se nos sectores de educação e saúde. “Na área de educação faltam 47 professores e uma escola do Iº ciclo. As crianças têm de deslocar-se todos os dias para o município do Ebo para frequentarem as aulas”, descreveu o administrador, acrescentando que estas dificuldades não devem ser alheias ao elevado número de crianças em idade escolar fora do sistema de ensino: 950.

“Além disto faltam-nos 29 salas de aulas para todos os bairros, o que significa uma escola para cada bairro”, esclareceu. Ao falar-se das dificuldades no sector da saúde, César Armando Dinis fala de uma situação aparentemente pouco comum.

O automóvel atribuído à administração da comuna faz também de ambulância e até já fez de maternidade. “Em termos de saúde, falta-nos, designadamente uma ambulância. O automóvel da administração que me está atribuído tem servido de ambulância e ao mesmo tempo de maternidade. Uma cidadã aqui da comuna já deu à luz no carro”, afirmou, acrescentando que “faltam 20 enfermeiros para reforçar as cinco unidades sanitárias existentes, porque os técnicos que estão colocados nestas unidades resumem- -se a uma pessoa para cada posto”. E adiantou: “Como consequência, quando essas pessoas entram de férias, os respectivos postos fecham”.

Novo Jornal/Fernando Mateus