Namibe Tem Um Enorme e Rico Património Cultural Herdado dos Povos que Habitaram a Região

A província do Namibe possui um “enorme” mosaico arquitectónico antropológico e cultural que deve ser valorizado e conservado, afirmou, nesta sexta-feira, em Moçâmedes, o governador Carlos da Rocha Cruz.

A província do Namibe é detentora de um rico património cultural herdado dos povos que habitaram a região ao longo dos tempos, representado por pinturas e gravuras rupestres, muitas das quais agrupadas em estações arqueológicas, furnas e sítios históricos.

O Gabinete Provincial da Cultura controla oito monumentos históricos classificados, nomeadamente, a Fortaleza de Kapangombe, Fortaleza de S. Fernando, o Palácio do Governo, a Igreja de Santo Adrião, as Pinturas de Tchitunduhulu e as instalações das Alfandegas, entre outros.

Falando na abertura do primeiro forum sob o lema “valorização e conservação do património histórico do Namibe”, promovido pela Administração de Moçâmedes, o governador disse que este património e as suas construções típicas assentam numa ornamentação romancista própria da época do renascimento e do iluminismo.


Arrancou Hoje na Província do Namibe a Segunda Fase de Vendas de Casas

A segunda fase do processo de venda de habitações nas centralidades da Praia Amélia e 5 de Abril arrancou nesta segunda-feira, nesta cidade, com a entrega de documentos de funcionários interessados, de empresas públicas, privadas e um grupo de venda livre.

A entrega da documentação dos candidatos começou hoje e prolonga-se até ao dia 15 de Janeiro de 2019.

A primeira fase de venda de casas na província do Namibe teve lugar começou a 02 de fevereiro de 2018, tendo sido vendida em cada centralidade 500 residências.

Para o efeito, o director para área comercial da Imogestim, Gilberto Monteiro, manteve um encontro com o grupo alvo (funcionários públicos e privados, e cidadãos sem vínculo laboral ), com vista a esclarecer os procedimentos sobre a venda das residências nas duas centralidades.

Neste encontro, o responsável esclareceu que na primeira fase foram apenas disponibilizadas mil residências, sendo quinhentas para cada uma, para funcionários das empresas públicas que fizeram a entrega da documentação de quadros interessados em adquirir uma apartamento ou uma residência.


Na Província do Namibe as Condições Climatéricas e Produção de Carvão Vegetal Tornam Imparável o Avanço do Deserto

A recente apreensão pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) de 200 toneladas de carvão vegetal, na província do Namibe, é uma informação deveras preocupante, tendo em conta as condições climáticas da região e o avanço imparável do deserto.

O relato foi feito pelo chefe de Departamento da instituição, Pedro Chivela Joaquim. Mas, ao lermos a notícia, temos a impressão de que se estão a pôr à frente os valores arrecadados pelo IDF, fruto das suas acções de fiscalização do que os danos causados ao ambiente.
Para quem leva mais a sério as questões financeiras, deve dizer-se que o IDF no Namibe arrecadou de Janeiro a Outubro deste ano, 13 milhões de kwanzas, soma acima dos nove milhões de 2017, período em que foram apreendidas 57 toneladas de carvão vegetal.
Pode dizer-se que o IDF, que conta com o apoio de outros organismos intervenientes no processo de fiscalização, como a Polícia Fiscal, Administração Geral Tributária, Comércio Externo e Serviços de Investigação Criminal, tem aumentado a sua acção na província.
Porém, em situações como esta, o aumento nas receitas está longe de significar avanços no tocante à protecção do ambiente e em melhoria nas condições de vida das populações.
Na matéria divulgada pela Angop, Pedro Chivela é categórico quando afirma: “Na nossa província, ninguém está autorizado a fazer a exploração de carvão e quando fizer é sancionado criminalmente, de acordo com a Lei Ambiental, e obrigado a pagar uma indemnização pelo facto de destruir o ecossistema.”


Namibe Já Se Assume Como “Gigante Ornamental” e Maior Manto Rochoso de Angola

Cobre, lítio, nióbio, permatites, petróleo e metais básicos são os minerais em prospecção na província do Namibe, que já se assume como “gigante ornamental” e maior manto rochoso de Angola, dada a abundância de mármore e granito na região.

Sem contar com os inertes, por ano são produzidos, localmente, milhares de metros cúbicos de granitos rosa e cinza, de mármores rosa, branco, branco com listras azuis, branco com listras verdes e de quartzitos tropicais e outros, encontrados em toda a extensão do território provincial.

O facto de a cidade de Moçâmedes ter sido construída sobre uma “manta de calcário” prova o enormíssimo potencial rochoso do Namibe, que tem a Huíla como o principal concorrente, sobretudo em matérias de granito, cuja referência é o “Negro Angola”, o mais consumido no exterior.

São rochas em abundância nos municípios de Moçâmedes, Tombwa, Camucuio, Bibala e Virei, em forma de montanhas, exploradas e hoje transformadas, localmente, em essencial, por três empresas nacionais que individualmente absolvem em média 200 metros cúbicos de blocos/mês.


Ainda Este Ano o Município do Tombwa na Província do Namibe Vai Ter Nova Fábrica de Conservas Farinha e Óleo de Peixe

A unidade de produção, que entra em funcionamento ainda este ano, vai garantir emprego a 27 cidadãos, representando 90% da força de trabalho. A iniciativa é do grupo empresarial Wafeng.

Uma fábrica de conservas, farinha e óleo de peixe e congelação de pescado, em construção no município do Tômbwa, província do Namibe, entra em funcionamento ainda este ano. Com uma capacidade para transformar e processar 5 mil toneladas de peixe por ano, a unidade fabril vai criar 704 novos postos de trabalho directos. O projecto que prevê ainda a construção de um estaleiro para fabrico de pequenas embarcações de fibra óptica, orçado em USD 50 milhões, uma iniciativa do grupo empresarial Wafeng.