Governantes Apontados Como Beneficiários de Actos de Gestão Danosa no Porto do Lobito

A concessão dos serviços de atracagem e desatracagem de navios no Porto do Lobito, na província angolana de Benguela, a favor de uma operadora privada, a ‘’Timoneiro’’, é descrita como sinónimo de ‘’roubo ao Estado angolano’’, com governantes apontados como beneficiários de actos de gestão danosa.

Com 30 trabalhadores transferidos de forma compulsiva do Porto, esta operadora não foi submetida a concurso público, estando, segundo denúncias, a pagar salários a outros colaboradores com fundos da empresa pertencente ao corredor de desenvolvimento do Lobito.

O espectro de paralisação da actividade portuária domina a actualidade em Benguela, devendo o assunto ser arrumado nos próximos dias, mas Ernesto Muate, funcionário que não aceitou avançar para a ‘’Timoneiro’’ para não dar guarida ao que chama de atropelo a normas jurídicas, olha para números que prejudicam o Estado.

Da operadora privada para os cofres do Porto, conforme salienta, entra apenas uma cifra de 5 por cento de toda a facturação, havendo ainda 6,5% de encargos com impostos.

O último registo que possui aponta para a movimentação de 235 navios de grande porte desde o início do ano em curso, com receitas de 940 mil dólares, uma vez que a atracagem e desatracagem de cada um rende quatro mil dólares norte-americanos.

‘’Vejamos quanto é que fica (831.900 dólares) com duas ou três pessoas, os mentores deste negócio. Eu considero um autêntico roubo ao Estado, que investiu para tirar rentabilidade. São práticas ilícitas dos nossos dirigentes que levam com que se tenha esta imagem do Estado’’, desabafa Ernesto Muate, que esteve à frente da comissão que decretou a greve de 2016 na empresa portuária.


O Porto do Lobito Confessa a Incapacidade do Porto Mineiro Receber Manganes da RDC

Se a direcção dos Caminhos-de-Ferro de Benguela afirma estar em condições de garantir o transporte das 10 mil toneladas de manganês provenientes da República Democrática do Congo, o Porto do Lobito confessa a incapacidade do Porto Mineiro para o receber.

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

A direcção dos Caminhos- de-Ferro de Benguela garante ter as condições técnicas e operacionais criadas para o transporte de 10 mil toneladas de manganês, provenientes da República Democrática do Congo. Já o Porto do Lobito, outra infra-estrutura importante na cadeia de transporte do minério para o resto do mundo, revela incapacidade do Porto Mineiro e adverte que a sua empresa precisa de uma operacionalização acima dos 100%.


Trabalhadores do Porto do Lobito e Sonils em Greve por Tempo Indeterminado

A crise salarial tem sido nos últimos meses factor de instabilidade laboral nas maiores empresas do país, sobretudo nesta fase de recessão económica que tem estado a atrapalhar a contabilidade das mesmas.


O Porto do Lobito foi Alargado e Modernizado Reduzindo Despesas Sem Dispensar Trabalhadores

O Porto do Lobito foi alargado e modernizado com equipamentos de ponta que possibilitaram reduzir o tempo das operações de carga e descarga de dois dias para 15 minutos


O Caminho de Ferro de Benguela Vai Transportar Minérios da RDC Para Escoamento Pelo Porto do Lobito

Foto O PAÍSO Caminho de Ferro de Benguela (CFB) passará, brevemente, a transportar produtos oriundos das minas de Catanga, na República Democrática do Congo, para serem escoados por via do Porto do Lobito, revelou ontem a OPAÍS Luís Teixeira.