Caminho-de-Ferro de Benguela e Porto do Lobito Vão Escoar Produção Mineira da RD do Congo e da Zâmbia

porto_mineiro_lobitoO porto do Lobito está-se a preparar para receber a produção mineira do Catanga, na RD do Congo e da Zâmbia, a ser transportada através da linha de caminho-de-ferro de Benguela, disse quarta-feira o presidente da empresa gestora Porto Comercial do Lobito.

Anapaz Neto disse ainda à agência noticiosa Angop que para receber a produção mineira de Catanga e da Zâmbia, a unidade portuária investiu na construção de um terminal de minérios que conta com um cais de 310 metros, uma área total de 200 mil metros quadrados e capacidade para receber navios até 50 mil toneladas de arqueação bruta.

O presidente da Porto Comercial do Lobito salientou que o terminal de minérios tem uma capacidade operacional de 3,6 milhões de toneladas/ano.

O porto do Lobito, cuja construção data de 1928, está intrinsecamente ligado com o caminho-de-ferro de Benguela, permitindo ligar o Oceano Atlântico aos países do interior e, através destes, ao Oceano Índico.

Na passada semana, a China Railway Construction deu por concluída a empreitada de reconstrução da linha de caminho-de-ferro de Benguela, em Angola, com uma extensão de 1344 quilómetros entre o Oceano Atlântico e a República Democrática do Congo.

De acordo com a empresa, esta empreitada, que implicou a reconstrução de 67 estações e permitirá uma velocidade máxima das composições de 90 quilómetros por hora e 20 milhões de toneladas de carga por ano, representou para o Estado angolano um custo de 1,83 mil milhões de dólares.

A linha começou a ser construída por Portugal em 1899, a ligação ao Luau foi completada em 1929 e em 1931 o porto do Lobito recebeu por via férrea o primeiro carregamento de cobre proveniente do Catanga.

(macauhub/AO/CN)


Porto do Lobito Com Novos Equipamentos de Movimentação de Carga

A instalação de novos equipamentos de movimentação de carga no Porto do Lobito, Benguela, iniciada no passado dia 29 de Novembro, prossegue a bom ritmo e tudo indica que os trabalhos ficam prontos ainda no decurso da primeira quinzena deste mês.
Com a montagem desses equipamentos, os navios de grande porte vão passar a ser descarregados em apenas um dia, em vez de três, como acontece actualmente.
A cerimónia do início da instalação dos equipamentos foi assistida pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.
Naquela ocasião, o presidente do Conselho da Administração (PCA) do Porto do Lobito, Anapaz de Jesus Mendes, informou que, no presente momento, a empresa conta com dez gruas móveis, seis sobre rodas, com capacidade para 41 toneladas, e quatro sobre carris, com capacidade para 50 toneladas .
Os novos equipamentos vão dotar o porto de maior capacidade e eficiência no manuseamento e entrega de mercadorias aos clientes em prazos mais céleres.
A manutenção dos equipamentos vai ser assegurada por 26 técnicos nacionais, treinados durante 30 dias na China e igual período em Angola.
O reequipamento técnico do Porto do Lobito insere-se num programa de modernização e inclui a construção de terminais de contentores, minérios e, também, de um porto seco.
“Assim, vamos poder competir com outros portos da África Austral, porque vamos ser mas rápidos na descarga, recarga e nas entregas de mercadorias aos nossos clientes”, disse Anapaz de Jesus.
As obras em curso nos principais portos angolanos foram decididas para corresponderem ao elevado fluxo de carga e seguem-se a outras medidas operacionais.

Jornal de Angola


Conferência Internacional Sobre Corredor do Lobito

A cidade do Lobito, litoral sul de Angola, acolhe desde quinta-feira (29), uma conferência internacional de dois dias sobre o Desenvolvimento do Corredor do Lobito, numa promoção do Ministério dos Transportes.

A decorrer sob o lema “Corredor do Lobito no fortalecimento económico da África Austral”, o evento conta com peritos de países ligados pelo Caminho de Ferro de Benguela, que nasce na corredor do Lobito, designadamente de Angola, Zâmbia e RD do Congo, além de empresários e instituições financeiras convidadas.

Durante dois dias de trabalho, são abordados temas como “oportunidades, potencialidades e perspectivas para o corredor do Lobito” e o impacto deste no desenvolvimento nacional e regional dos caminhos-de-ferro de Benguela (CFB).

A conferência analisa o impacto do porto do Lobito e do aeroporto internacional de Catumbela no desenvolvimento nacional e regional, assim como as plataformas logísticas ao longo do corredor e as potencialidades de desenvolvimento turístico da região.

O corredor de desenvolvimento do Lobito começa do Porto do Lobito e compreende as regiões mineiras de Katanga, na República Democrática do Congo, e de Copperbelt, na Zâmbia, tendo como instrumento base o CFB que, em Angola, atravessa as províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico.

África 21


Porto do Lobito Vai Assegurar a Aceleração da Economia Regional

O Lobito tem em fase de conclusão o porto mineiro para receber minérios provenientes de vários países africanos através do Caminho-de-Ferro de Benguela. O Executivo negociou com o Governo da China uma linha de crédito para a sustentação do projecto de extensão do Porto do Lobito. O vice-governador de Benguela, Agostinho Estêvão Felizardo, disse que os acordos rubricados entre os dois países há quatro anos são “hoje uma realidade na medida em que se consolida todo o processo”.
As obras do porto mineiro estão praticamente concluídas. O equipamento instalado permite a atracagem de embarcações com calado de 14 metros, disse à reportagem do Jornal de Angola, o administrador para área técnica do Porto do Lobito, Lisender Borges.
O porto mineiro vai reeber sobretudo cargas através do Caminho-de-Ferro de Benguela, provenientes das minas de cobre da Repúbica Democrática do Congo. Mas é uma infra-estrutura essencial para todos os países da região que não têm uma frente de mar.
A direcção do Porto Lobito espera que até finais deste mês cheguem mais equipamentos que fazem o transporte dos minérios de terra para bordo. “Temos no porto mineiro tecnologias de ponta para transportar os minérios de terra para o navio e do navio para terra”, referiu Lisender Borges.
Os minérios provenientes dos países africanos vão ser transportados pelo Caminho-de-Ferro de Benguela.
A direcção do Porto do Lobito, disse Lisender Borges, tem prevista, logo que os equipamentos estejam montados, uma fase de testes, durante três meses, para os operadores se familiarizarem com os equipamentos.
O porto mineiro tem um cais com 310 metros de comprimento e pode receber navios com 14 metros de calado.
O Lobito, pela sua posição geográfica, tem especial importância na rede de transportes de mercadorias no continente africano: “apresenta excelentes condições para um terminal marítimo. A baía do Lobito tem águas calmas e suficientemente profundas, oferecendo condições naturais e privilegiadas para a implantação de terminais portuários”.
Servido pelo Caminho-de-Ferro de Benguela e dotado de infra-estruturas de qualidade, o Porto do Lobito ganha especial importância como plataforma logística para toda a região central de Angola e para os países vizinhos sem costa marítima.
O Porto do Lobito foi ampliado e modernizado com meios mecânicos e industriais e é estratégico para a economia da região Austral de África. Tem capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas por ano. “O investimento feito no Porto do Lobito vai assegurar a aceleração da economia regional”, disse Lisender Borges.

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Mil Milhões de Dólares Para Ampliação do Porto Comercial do Lobito

A modernização e ampliação do Porto Comercial do Lobito, cujas obras estão prestes a terminar, vão custar aos cofres do Estado mais de mil milhões dólares, de acordo com o presidente do conselho da administração da empresa portuária, Anapaz de Jesus Neto.
O gestor, que falava no acto comemorativo dos 84 anos da empresa, garantiu que os fundos estão a ser investidos na construção do terminal para descarga e carga de minérios, construído na margem direita da Baía do Lobito.
A ampliação da ponte cais permite nos próximos tempos a atracagem em simultâneo de 12 navios, contra os oito actuais, e faz parte dos investimentos que estão a ser feitos.
Abrangem ainda a construção de um porto seco, a ser utilizado para a descarga de mercadorias contentorizadas e para outros serviços portuários.
A pavimentação do recinto portuário, de modo a tornar segura a movimentação de máquinas e de todos os meios de manuseamento de mercadorias, também está contemplada no investimento do Executivo.
O gestor do Porto Comercial do Lobito disse que com os investimentos feitos pelo Estado, cujas obras estão em fase final de execução, a unidade portuária passa a manusear, em média, 11 milhões de toneladas por ano.
Quanto à mercadoria contentorizada, o porto prevê, com as novas instalações do porto seco, manusear em média, anualmente, 700 mil contentores por ano.

Uma outra aposta da empresa, disse Anapaz de Jesus Neto, está virada para a formação académica, profissional e tecnológica dos trabalhadores, tendo em atenção as novas tecnologias usadas nos serviços portuários mais modernos e dinâmicos.
“O melhoramento da gestão, organização e apresentação de serviços de qualidade aos clientes é e deve ser a tarefa de todos os trabalhadores da empresa”, sublinhou Anapaz de Jesus Neto.

Portal para clientes

No quadro do programa de modernização e com vista a melhorar os contactos com os clientes, a direcção do Porto Comercial do Lobito lançou o seu portal com o endereço eletrónico www.eplobito@ebonet.net.
De acordo com o presidente do conselho da administração do porto, Anapaz de Jesus Neto, o portal permite aos clientes e ao público tomar conhecimento da realidade da empresa.

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