Uma Fase Nunca Antes Vista em Angola Com Maior Liberdade Crítica

O representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola considerou hoje que o país vive uma fase “nunca antes vista”, com “maior liberdade crítica e aproximação” entre entidades do Estado e cidadãos.

Paulo Baladelli, que discursava na abertura de um ciclo de palestras subordinado ao tema “O Cidadão, a Nossa Ocupação, O Cidadão a Nossa Preocupação, Mais Direito, Mais Cidadania, Mais Cidadania, Mais Direito”, referiu que Angola regista “mudanças importantes”.
De acordo com Paolo Baladelli, “é evidente a fase de mudança” que se regista em Angola, sobretudo com a liderança do Presidente angolano, João Lourenço, onde, apontou, “é visível uma maior aproximação entre entidades do Estado e a sociedade civil nunca antes vista”.
“Agora temos possibilidade de discutir, de apresentar ideias, também de ser críticos sobre o desempenho ou sobre a aplicação de direitos. É um momento com grandes potencialidades para aplicar a participação da cidadania”, disse.
O ciclo de palestra decorre na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto (UAN), estendendo-se até 18 deste mês noutras instituições do ensino superior de Luanda, e é promovido pela Provedoria de Justiça de Angola, em parceria com o PNUD.


Exonerações São a Imagem de Marca de João Gonçalves o Que Mudou em Angola?

As exonerações são a imagem de marca do Presidente angolano e recentemente a lista de governantes exonerados aumentou. Mas cidadãos ouvidos pela DW África dizem que “mexidas” de João Lourenço não trouxeram nada de novo.

Os secretários de Estado dos Transportes para Viação Civil e Transporte Ferroviário bem como o responsável do Memorial António Agostinho Neto foram as mais recentes exonerações. A lista de mudanças, que começou logo após a tomada de posse de João Lourenço, é muito longa. Há, por exemplo, novos rostos nos Miinistérios da Justiça e dos Direitos Humanos, Comunicação Social, Cultura, Educação , Saúde e Transportes. Também há caras novas na Procuradoria-Geral da República (PGR), Banco Nacional de Angola e Sonangol.

As exonerações feitas pelo chefe de Estado trouxeram mudanças? “Houve melhorias sobretudo do ponto de vista do ambiente político. Criou-se um novo ambiente político”, responde o cidadão Kudjimbe Camuenho, em declarações à DW África. “Ele enquanto líder precisava afirmar-se e essa afirmação também passava pela exoneração as pessoas fiéis ao Presidente José Eduardo dos Santos”, acrescenta.

Quanto à melhoria das condições de vida da população angolana, o morador de Luanda diz que não vê grandes melhorias, “muito pelo contrário, assiste-se um certo retrocesso na vida dos cidadãos.”


Oito Anos Depois o Nacionalista Adolfo Maria Recebe o Seu Passaporte Angolano

Oito anos depois de ter dado entrada no Consulado de Angola em Portugal, o nacionalista Adolfo Maria, residente em Lisboa, recebeu finalmente o seu passaporte.

O documento foi-lhe entregue ontem pelo cônsul geral de Angola em Lisboa, Narciso do Espírito Santo. Nascido em Luan-da, em 1935, Adolfo Maria esteve pela última vez em Angola em 1991 na companhia de Gentil Viana, no quadro de uma solução pacífica para o conflito armado, tendo sido recebidos pelo então Presidente José Eduardo dos Santos.

Adolfo Maria foi apresentador do programa radiofónico do MPLA “Angola Combatente”, durante a Luta de Libertação Nacional. Juntou-se à Revolta Activa e foi forçado a viver escondido durante cerca de dois anos, em Luanda, para evitar a sua prisão pela então DISA.

Depois de o Presidente Agostinho Neto ter declarado a amnistia aos membros da chamada Revolta Activa, foi expulso de Angola, em 1979, sem qualquer documento, passando a viver em Portugal. É jornalista, escritor e comentarista residente da RDP e RTP África no “Debate Africano”.


Ministro Britânico dos Negócios Estrangeiros Anunciou Pedido de Angola Para Aderir à Commonwealth

“É esplêndido que Angola se queira juntar à família da Commonwealth. Saudamos o empenho do Presidente (João) Lourenço em fazer reformas, no combate à corrupção e na melhoria dos direitos humanos. Esperamos saudá-lo brevemente no Reino Unido”, escreveu Johnson na sua conta Twitter citada pelo diário estatal Jornal Angola.

País de expressão lusófona em resultado da sua colonização por Portugal, Angola é atualmente membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização também integrada por Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal, Brasil e Timor-Leste.

O país já manifestou igualmente a sua intenção de integrar a Organização Internacional da Francofonia (OIF), que congrega países de língua oficial francesa ou com estatuto privilegiado.

Esta intenção foi anunciada semana passada pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, durante a sua visita oficial de três dias a França, onde reconheceu o “importante papel” que a OIF desempenha no mundo.

Nesta sua primeira deslocação à Europa enquanto Presidente de Angola, João Lourenço revelou, em conferência de imprensa, em Paris, ter manifestado o interesse de Angola ser membro da OIF num encontro que manteve com o seu homólogo anfitrião, Emmanuel Macron.