Quatro em Cada Dez Angolanos São Pobres

A Universidade Católica de Angola estima que a taxa de pobreza no país ronda os 42% (a ONU fala em 52%), enquanto a da pobreza extrema se situa nos 20%. São números emblemáticos para demonstrar (mais uma vez) a incompetência dos governos – todos do MPLA – que estão no Poder desde 1975, ou seja há 44 anos.

O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN) estima que quatro em cada dez angolanos são pobres. Tomemos, embora não seja novidade, nota desta bandeira do Governo: 4 em cada 10 cidadãos angolanos são pobres.

Segundo o director do CEIC, Alves da Rocha, os números sinalizam a “degradação constante do nível de vida dos angolanos”, motivada pela crise que o país vive desde finais de 2014 e que mostrou que em matéria de competência e seriedade governativa Angola está entregue à bicharada. Bicharada que comeu tudo e não deixou nada, que mandou a diversificação da economia para as calendas criando, dessa forma, 20 milhões de pobres.

“Em 2015 a capacidade de crescimento da economia foi apenas de 0,5%”, notou o economista, que apresentou, em Luanda, o Relatório Económico de Angola 2018, salientando que “a partir daí, Angola entrou em processo de desaceleração económica, o que significa que, em cada ano, se produzem menos bens e serviços”. Desaceleração essa que, contudo, permitiu que mais uns tantos ficassem ainda mais ricos.


Director do Programa das Nações Unidas Alertou em Luanda Para a “Muito Elevada” Taxa de Pobreza em Angola

O director do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola, Henrick Larsson, alertou hoje, em Luanda, para a “muito elevada” taxa de pobreza que se regista no país, lembrando que o desenvolvimento sustentável exige que se combata a fome.

” A taxa [de pobreza] aqui em Angola é 52% e é muito elevada, um em cada dois angolanos vive em pobreza multidimensional”, disse o responsável, na abertura da 6.ª Semana Social, organizada pela organização não-governamental Moisaiko – Instituto para Cidadania, em parceria com a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).

Para o director do PNUD, segundo avança o Novo Jornal Online, o Executivo e a sociedade civil devem trabalhar em conjunto para cumprir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), onde se inclui a erradicação da pobreza.

Apologista de um desenvolvimento “sólido” e “sustentável, o responsável defendeu que o mesmo “só pode ser construído com empreendimentos que, além do crescimento económico, priorizem a redução da pobreza e da fome, conservação do meio ambiente, as boas práticas sociais e a valorização do capital humano”.


Corrupção e Abandono das Autoridades Responsáveis por Milhares de Angolanos Abandonados na Via Pública em Viana

Deslocados e sinistrados encontram-se em campos nos arredores de Luanda

Milhares de angolanos encontram-se instalados em situação de riscos em Luanda, depois de terem sido retirados das suas áreas de residência a favor de empresas ou porque se encontravam em zonas consideradas de risco.

São cerca de 126 famílias colocadas numa via pública, no Zango 3, desde 2012, enquanto outros estão instaladas atrás do cemitério municipal de Viana, e na Zona do Calumbo, todos nos arredores de Luanda.

Evaristo António, conhecido por “Cassumuna”, que vivia no antigo Gika, distrito da Maianga, disse que as famílias têm sofrido muito.

“Nós passamos mal, debaixo das águas da chuva, sol, poeira e muitos têm sido atropelados”, lamentou António.


Até 2022 o Governo Angolano Promete Reduzir Pobreza Extrema no País a Três Milhões de Pessoas

O Governo angolano propõe-se a reduzir o índice de pobreza extrema no país de 36,6% da população para 25%, equivalente a cerca de três milhões de pessoas, até 2022, investindo anualmente mais de 160 milhões de euros.

A informação consta do Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza, aprovado este mês por decreto assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, e que, entre outros objetivos específicos, prevê reduzir os níveis de pobreza extrema a nível rural e urbano, “elevando o padrão de vida dos cidadãos em situação de pobreza extrema através de transferências sociais”, que poderão ser “em dinheiro ou espécie”.

Por pobreza extrema, na definição internacional, entende-se a pessoa que vive com menos de um dólar por dia.

O Governo angolano estipula igualmente o objetivo de, até 2022, assegurar o aumento do rendimento médio mensal por pessoas e de fazer o registo gradual dos beneficiários da ação social na base de dados da vulnerabilidade. Entre outras medidas, conta-se ainda a promoção do acesso dos cidadãos, “particularmente os mais vulneráveis”, à propriedade e aos fatores de produção, como terras, capital, equipamentos e conhecimentos.


Para Aferir a Real Situação da Pobreza no País o Instituto Nacional de Estatística de Angola Realiza Inquérito

O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola iniciou segunda-feira o Inquérito sobre Despesas, Receitas e Emprego de Angola para aferir, em 12 meses, a “real situação da pobreza no país”, disse hoje à Lusa fonte da instituição.
“Vai permitir calcular sobre a pobreza monetária no país, calcular também indicadores sobre o consumo das famílias para as contas nacionais, de igual modo também termos indicadores sociais sobre as condições de habitabilidade”, explicou o coordenador do estudo, Paulo Fonseca.

De acordo com o coordenador, este estudo vai abranger cerca de 12.500 agregados familiares em todo o país, contando com uma representatividade de 72 secções censitárias por província, pelo que Luanda deve contar com o dobro das secções.

“Estamos a prever que os primeiros indicadores preliminares de pesquisa poderão sair seis meses depois, pelo menos os indicadores da pobreza e a condição de empregabilidade das famílias”, explicou.