Angola Já Não Vendia Petróleo a Um Preço Tão Alto Há Quatro Anos

A exportação petrolífera rendeu a Angola 8.700 milhões de euros em receitas fiscais até novembro, mês em que cada barril de crude foi vendido, em média, a quase 80 dólares, o valor mais alto em quatro anos.

Segundo à Lusa, citando relatórios do Ministério das Finanças, até novembro, Angola exportou 491.862.592 barris de petróleo, a um preço médio de 70,82 dólares por barril, quando no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2018 o Governo tinha inscrito uma previsão de 50 dólares por barril.

Só no mês de novembro, cada barril de petróleo foi vendido a 79,32 dólares.

Trata-se do valor mais alto desde novembro de 2014, quando, então, cada barril de crude foi exportado a 84,51 dólares.
A forte quebra na cotação internacional de petróleo desencadeada em finais de 2014 chegou a colocar o barril de crude vendido por Angola nos 30 dólares.

Contudo, em 11 meses de 2018, as vendas de petróleo por Angola já totalizam 34.833 milhões de dólares (30.466 milhões de euros), que resultaram em receitas fiscais de 3,067 biliões de kwanzas (8.700 milhões de euros).

O petróleo exportado por Angola já tinha atingido um pico, no preço, em outubro, ao ser exportado a 78,49 dólares, em média, cada barril.


Nova Descoberta de Petróleo no Offshore de Angola,

A petrolífera italiana Eni anunciou nova descoberta de petróleo no campo Afoxé, no Bloco 15/06, no offshore de Angola, que poderá representar uma produção total entre 170 e 200 milhões de barris de crude.

“Em Afoxé-1 NFW, a Eni alcançou uma nova descoberta de petróleo, localizada a sudeste da área do Bloco 15/06, a aproximadamente 120 quilómetros da costa, 50 quilómetros a sudoeste de Olombendo FPSO e a 20 quilómetros a oeste do local onde foi confirmada a mais recente descoberta de Kalimba-1”, refere nesta segunda-feira (10) a petrolífera em comunicado.

Os testes ainda não estão completos mas as pesquisas intensivas já feitas indicam para uma capacidade de produção de 5.000 barris de petróleo por dia.


Angola e Total Inauguram Prospecção de um Novo Campo Petrolífero em Águas Ultra Profundas

Localizado a 250 quilómetros ao largo de Luanda, o projeto Kaombo é a maior operação de prospeção de petróleo lançada em Angola no “offshore” e custou o equivalente a 14 mil milhões de euros.

Angola e a Total inauguraram este sábado a prospeção de um novo campo petrolífero em águas ultra profundas operado pela petrolífera francesa, dando um novo impulso para a recuperação da economia angolana.

Localizado a 250 quilómetros ao largo de Luanda, o projeto Kaombo é a maior operação de prospeção de petróleo lançada em Angola no “offshore” e que custou 16.000 milhões de francos franceses (14.000 milhões de euros).

O projeto Kaombo, o nome de um tipo de malagueta muito utilizado em Angola, com um sabor intenso, colocou grandes desafios geológicos e técnicos aos especialistas, segundo a petrolífera francesa.

Este projeto localiza-se no Bloco 32, no Oceano Atlântico, na região central e sudeste do bloco, a uma profundidade entre 1.400 e 1.950 metros, sendo que o crude será bombeado de seis campos, com reservas estimadas de 658 milhões de barris, espalhados por 800 quilómetros quadrados, o equivalente à área de Paris.

As reservas de crude vão ser produzidas através de uma das maiores redes submarinas do mundo, ligadas à superfície, pela primeira vez no caso da Total, e por duas embarcações (Kaombo Norte e Kaombo Sul), cada uma com mais de 300 metros de comprimento e que foram convertidas com torre de sustentação, possuindo uma capacidade de produção conjunta de 230.000 barris diários, isto é, 15% da produção atual do país para reservas totais estimadas em 660 milhões de barris.


No 3º Trimestre Angola Arrecadou Mais de 3 Mil Milhões de Dólares Com Venda de Petróleo

Três mil milhões, 550 milhões, 802 mil e 874,03 dólares é o valor bruto arrecadado por Angola na venda de 47 milhões 504 mil e 413,45 barris de petróleo, no terceiro trimestre de 2018.

Este valor representa uma redução em relação ao período homólogo (segundo trimestre), quando se arrecadou USD três mil milhões, 891 milhões, 672 mil e 188,90, fruto da venda de 52 milhões, 563 mil e 882 barris de petróleo, segundo dados da Sonangol, que Angop teve acesso hoje terça-feira.

No terceiro trimestre deste ano, os principais destinos das ramas angolanas foram China (55,98%), Índia (11,88%), Espanha (7,55%), Indonésia (3,6%), Portugal (1,94%), África do Sul (1,86%), Malásia (1,84%), Tailândia (1,84%), EUA (1,76%), França (1,75%), e Canadá (1,75%).

Já no segundo trimestre, a China continuou a liderar a lista de países que importam o crude angolano, com 55,61 por cento, seguido da Índia com 8,08%.


Desde 2014 Que o Barril de Brent Não Ultrapassava os 85 Dólares

O petróleo do mar do Norte, de referência para Angola, abriu esta terça-feira em alta a valer 85,07 dólares, mais 0,10% do que no fecho da sessão de segunda-feira. Segundo analistas, na origem da escalada no preço do petróleo estão as sanções dos Estados Unidos às exportações iranianas que levaram à redução da produção global, causando um desequilíbrio entre a oferta e a procura.

O mercado teme uma queda no fornecimento de petróleo bruto quando as sanções dos Estados Unidos contra o Irão entrarem em vigor, em 4 de Novembro.

A recusa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em aumentar imediatamente a sua produção para compensar a queda na oferta impulsionou os preços na semana passada quando o preço do barril do Brent ultrapassou a barreira dos 80 dólares.