Dois Blocos Petrolíferos em Fase de Exploração Foram Abandonados por Decisão das Empresas Envolvidas

A operação em dois blocos petrolíferos em águas ultraprofundas angolanas, que se encontravam há vários anos em fase de exploração, foi abandonada, conforme decisão das empresas petrolíferas envolvidas, aprovada este mês pelo Governo.

Em causa estão os blocos 38/11 e 39/11, no denominado ‘pré-sal’ angolano, operados pelos noruegueses da Statoil, que não passaram da fase de exploração, após a notificação do grupo empreiteiro à Sonangol com a pretensão de “pôr fim às atividades” naquelas duas áreas, conforme descrevem dois decretos executivos do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos.

Os documentos referem que foram analisados os pressupostos técnicos, legais e contratuais relativos ao processo de abandono, tendo sido determinada a extinção dos dois blocos, com data de 31 de dezembro de 2016, período em que terminaram as concessões.

Não são adiantados motivos para esta decisão, mas os elevados custos operacionais para a fase seguinte de produção, por serem águas ultraprofundas (mais de 1.000 metros de profundidade), e o baixo preço da cotação do barril de crude não serão alheios a este abandono.


O Barril de Petróleo “Acordou” Hoje o Que É Uma Boa Notícia Para Angola

O barril de petróleo “acordou” hoje, no mercado londrino, a perder quase meio por cento, mas isso não retira o brilho à matéria-prima, que nos últimos dias teve uma subida quase vertiginosa, estando claramente acima dos 70 dólares, o que é uma boa notícia para Angola.

O Brent de Londres, que define o valor das exportações angolanas, marca hoje o barril de petróleo a 70,16 dólares, um valor a que já esteve este ano durante mais de uma semana, mas que já não acontecia desde 2015, ano em que se acentuou o descalabro global do crude, depois de anos a fio acima dos 100 USD, com o pico a ser atingido em 2008, quando chegou aos 147.

Para ficar acima da fasquia simbólica dos 70 USD por barril estão a contribuir vários factores.

O mais distante é a estratégia de cortes na produção de 1,8 milhões de barris por dia (mbpd) definida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em finaisd de 2016 e efectivada a 01 de Janeiro do ano passado.
Esta estratégia ganhadora, para a qual Angola contribui com 78 mil bpd, foi prolongada já por duas vezes e está agora com calendári definido até 31 de Dezembro deste ano, altura em que o “cartel”, e os seus aliados, que incluem a Rússia, o México e, entre outros, o Cazaquistão, crêem atingir o objectivo essencial que é equilibrar de forma consolidada o mercado global da oferta e da procura, para manter os preços na fasquia dos 60 para os 70 USD.


Em Janeiro as Receitas Petrolíferas em Angola Aumentaram 46,1%

As receitas petrolíferas cresceram 46,1% no mês de Janeiro do ano corrente, fixando-se em Kz 223,54 mil milhões, tendo a análise homóloga revelado um incremento de 40,6%. • A produção diamantífera contribuiu com Kz 14,7 mil milhões para os cofres de Estado em 2017, um aumento de 5,1% face ao ano de 2016.

Espaço Internacional

Zona Euro: As vendas a retalho reduziram 0,1% em Janeiro de 2018, comparativamente ao mês anterior, sendo que em termos homólogos, registaram crescimento de 2,7%. China: A taxa de crescimento económico para 2018 está projectada em 6,5%, uma desaceleração de 0,3 p.p. face ao ano anterior.


A Produção Petrolífera de Angola “Arrasta-se em África” e Terá a Maior Queda até 2023

A queda do segundo maior produtor africano de petróleo deve-se “ao envelhecimento dos poços petrolíferos, que perdem fulgor, e aos investidores externos, que face às perspectivas relativamente pouco competitivas, perdem entusiasmo”, revela o relatório ‘Oil Market Report’

A Agência Internacional de Energia (AIE) considera que a produção petrolífera de Angola “arrasta-se em África” e terá a maior queda até 2023 a seguir à Venezuela, descendo 370 mil barris por dia (21,8%), para 1,29 milhões.

De acordo com o relatório ‘Oil Market Report’, a que a Lusa teve acesso, a queda do segundo maior produtor africano de petróleo deve-se “ao envelhecimento dos poços petrolíferos, que perdem fulgor, e aos investidores externos, que face às perspectivas relativamente pouco competitivas, perdem entusiasmo”.

O documento, que dedica uns parágrafos especificamente a Angola, com o título ‘Angola arrasta-se em África’, diz que “os poços petrolíferos em águas ultraprofundas precisam de contínuos melhoramentos e desde que a produção atingiu o pico de quase 1,9 milhões de barris por dia em 2018, desde então tem sido uma luta para suster os declínios, com os projectos mais caros a serem adiados ou abandonados”.


Petrolífera Angolana Sonangol Recupera Campos de Petróleo Que Estavam em Posse do Estado Islâmico

A petrolífera angolana Sonangol anunciou que reassumiu a posse de dois campos de produção em Mossul, no Iraque, após um longo período sob controlo do grupo Estado Islâmico.

Segundo informação enviada hoje à agência Lusa, em Luanda, pela estatal Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), a petrolífera “reassumiu” os campos localizados em Najmah e Qayarah, sul de Mossul, que entretanto já estavam em posse da concessionária nacional iraquiana North Oil Company (NOC), após “esforços que levou a cabo nos últimos dois meses” para “relançar” a atividade naquele país.