Em Angola a Produção Petrolífera Sobe Para 1,47 Milhões de Barris Por Dia

Angola manteve em maio, segundo a OPEP, a posição de segundo maior produtor africano de crude, atrás da Nigéria.

Angola produziu 1,471 milhões de barris de petróleo por dia em maio, mais 74.000 face a abril, segundo o relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulgado hoje.

Os valores hoje publicados, com base em dados de fontes secundárias, registam um aumento da produção angolana, depois de uma revisão em baixa dos valores de abril, que passaram de 1,413 para 1,397 milhões de barris por dia.

Angola manteve assim a posição de segundo maior produtor africano de crude, atrás da Nigéria.

A Nigéria, líder africana na produção petrolífera, viu a sua produção diária diminuir em 92.000 barris de crude, alcançando os 1,733 milhões de barris por dia em maio, depois de uma revisão em alta dos valores de abril, que passaram de 1,819 para 1,825 milhões de barris por dia.


João Lourenço Exortou Empresas Petrolíferas à Angolanização da Produção Petrolífera

Foto-Sergei Karpukhin / Reuters

O Presidente da República, João Lourenço, exortou, nesta terça-feira, as empresas petrolíferas a assegurar a formação e o recrutamento de quadros nacionais para a efectiva “angolanização” da produção petrolífera.

O estadista angolano discursava na abertura da Conferência Angolana de Petróleo e Gás 2019, uma iniciativa da África Oil & Power, com a participação dos principais “players” da indústria petrolífera mundial e das empresas de consultoria

Declarou que, sendo um sector de capital intensivo e de tecnologia avançada, a sua importância será ainda maior se passar a incorporar mais mão-de-obra nacional.


Economista Carlos Lopes Defende que o Petróleo Deve Ser Utilizado na Industrialização de Angola

 

O economista guineense Carlos Lopes defendeu hoje, em Luanda, que os recursos petrolíferos devem ser usados na industrialização de Angola, sobretudo na refinação, petroquímica e fertilizantes, permitindo evitar os custos das oscilações do crude nos mercados internacionais.

“Há um grande problema com os países que são considerados altamente dependentes de matérias-primas e Angola faz parte desse clube de 35 países altamente dependentes. Mas é pior para os países que dependem só de uma matéria-prima”, defendeu Carlos Lopes, ao intervir no Fórum de Apoio à Reconversão da Economia Angolana.

Segundo o ex-secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, é por essa razão que esses países estão expostos às volatilidades dos mercados internacionais, que têm demonstrado que determinados produtos, nomeadamente em relação ao petróleo, “oscilações muito grandes”.

“Quando se transformam esses produtos, essas matérias-primas, como a refinação do petróleo, a volatilidade desce mais de 60%, ou seja, os preços não oscilam tanto. A questão é clara: não é virar as costas a uma riqueza, como o petróleo, mas integrá-lo na transformação e fazer com que Angola seja um país que aposta na transformação da sua matéria-prima em vez de a exportar bruta. Isso significa investir, além na refinação, na petroquímica, na produção de fertilizantes, etc”, sustentou.


Offshore de Angola Com Nova Descoberta de Petróleo, Anuncia a Italiana ENI

Foto Portal de Angola

A petrolífera italiana ENI anunciou hoje (14) ter descoberto um novo poço de petróleo leve em águas profundas no Bloco 15/06, em Ndungu, estimado em 250 milhões de barris, e que aparenta ter potencial para a exploração comercial.

Num comunicado, a ENI lembra tratar-se da quarta perfuração em que obtém sucesso no bloco, depois de Kalimba, Afoxé e Agogo.

A ENI detém 36,8421% da parceria no bloco 15/06, o mesmo valor da petrolífera estatal angolana Sonangol P&P, contando ainda com a SSI Fifteen Limited (26,3158%), com as três empresas a garantir que vão acelerar o processo para o desenvolvimento da extração e produção.

O poço de Ndungi-1 NFW está localizado a poucos quilómetros do centro da ENI na área e foi perfurado a uma profundidade de 1.076 metros, a que se seguiu uma pesquisa até aos 4.050 metros, onde o crude foi encontrado.

Segundo a ENI, o poço contém uma bacia de 65 por 45 metros de crude de alta qualidade, integrado numa zona de pedras de areia de oligoceno, com “excelentes propriedades petrofísicas”.


As Companhias Petrolíferas “Estão Novamente a Olhar Para Angola”

O analista da consultora especializada em energia WoodMackenzie Adam Pollard disse segunda-feira que as companhias petrolíferas “estão novamente a olhar para Angola” devido aos preços do petróleo e às reformas lançadas pelo Governo.

“No último ano Angola virou a página, o país está a tentar atrair mais investimento para evitar o declínio da produção de petróleo prevista para os próximos anos,

e há sinais de que as companhias estão novamente a olhar para Angola e a sentirem-se mais confortáveis em investir no país”, disse Adam Pollard.

Em entrevista à Lusa a propósito das perspectivas de evolução do sector petrolífero em Angola, o analista explicou que “tal como noutros países africanos,

a produção está a cair há uns tempos, e espera-se que caia ainda mais”, e daí os esforços para atrair investimento externo que possa inverter a situação.