Em Junho o Petróleo Angolano Rendeu o Valor Mais Alto em Quatro Anos e Meio

O Estado angolano encaixou mais de 1.000 milhões de euros em receitas fiscais com a exportação de petróleo em junho, o valor mais alto, em moeda nacional, em quatro anos e meio, ainda antes da crise da cotação do petróleo.

A informação resulta de uma análise da agência Lusa ao relatório de junho de 2018 do Ministério das Finanças, sobre as receitas com a venda de petróleo, bem como dos anos anteriores.

Em junho, Angola exportou 47.393.502 barris de petróleo (uma quebra de quase 1,5 milhões de barris face a maio), a um preço médio que aumentou, no espaço de um mês, de 68,8 dólares para 75,15 dólares por barril.

As receitas fiscais, em kwanzas, têm vindo a subir ao longo de praticamente todo o ano de 2018, mas o resultado é afetado pela forte depreciação da moeda nacional, que só entre janeiro e julho já caiu 37% face ao euro.

As vendas globais de petróleo em junho ascenderam assim a 3.561 milhões de dólares (3.050 milhões de euros), que por sua vez representaram receitas fiscais para o Estado angolano superiores de praticamente 300.000 milhões de kwanzas (1.015 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).


Anunciado pela ENI Uma Nova Descoberta de Petróleo no ‘Offshore’ Angolano com Reservas Até 300 Milhões de Barris

A italiana ENI anunciou uma nova descoberta de petróleo no bloco 15/06, no ‘offshore’ angolano, com reservas que a petrolífera estima entre de 230 a 300 milhões de barris de petróleo.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (25), em Luanda, a ENI refere que a descoberta foi feita no setor Kalimba daquele bloco, numa perfuração feita a cerca de 150 quilómetros da costa norte de Angola.

A perfuração realizada pela ENI atingiu uma profundidade total de 1.901 metros, dos quais 458 metros em água, com a petrolífera a acrescentar que as amostras retiradas apontam para petróleo de “alta qualidade” e com “excelentes propriedades petrofísicas”, podendo produzir, naquele poço, mais de 5.000 barris por dia.

“Esta descoberta abre novas oportunidades para a exploração de petróleo na parte sul do Bloco 15/06, até agora consideradas principalmente propensas a gás, criando assim novas possibilidades de acrescentar valor potencial ao bloco”, refere a ENI.

A petrolífera italiana é operadora do bloco 15/06, com uma quota de 36,8421%, na mesma proporção da Sonangol, e integrando ainda a SSI Fifteen Limited (26,3158%).

A ENI garante que vai começar a trabalhar “para avaliar a actualização da descoberta e iniciará os estudos para acelerar seu desenvolvimento”.


Em Maio Angola Aumentou a Produção de Petróleo em 14.000 Barris Por Dia

A produção petrolífera angolana recuperou em maio o equivalente a 14.000 barris por dia face ao mês anterior, reaproximando-se da Nigéria, que segue no topo dos produtores africanos, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

De acordo com o último relatório mensal daquela organização, relativo a maio e consultado hoje pela Lusa, Angola atingiu neste mês uma produção diária média de 1,525 milhões de barris de crude (após revisão da OPEP ao relatório de abril), com dados baseados em fontes secundárias.

Com este registo, em volume produzido, Angola continua atrás da Nigéria, país que viu a sua produção descer em abril 53.500 barris diários, para uma média de 1,711 milhões de barris por dia, segundo os mesmos dados da OPEP, igualmente com base numa revisão aos de abril.

Durante praticamente todo o ano de 2016 e até maio de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, posição que perdeu desde então para a Nigéria.


Novas Regras Fiscais no Sector dos Petróleos Angolano Vai Atrair Mais Investimentos

A introdução de novas regras fiscais no sector dos Petróleos angolano, incluindo a redução de impostos para campos petrolíferos mais pequenos, deverá atrair mais investimentos para o país, algo essencial “para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”, antecipa a consultora britânica BMI Research, alertando, porém para os “intermitentes problemas de liquidez” da Sonangol, que limitam a aposta na exploração.

Angola está a promover “um ambiente fiscal mais favorável”, o que “coloca riscos positivos para os fluxos de investimento”, apontam os especialistas da BMI Research, numa análise enviada aos investidores e citada pela agência Lusa.

Segundo a avaliação, as novas regras fiscais angolanas deverão ajudar a desbloquear vários projectos em fase de pré-decisão final de investimento, evolução que “será fundamental para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”.

As boas pespectivas traçadas pelos analistas, potenciadas pela extensa infra-estrutura ao largo do país e um grande volume de recursos ainda por desenvolver, bem como pelo aumento dos preços do barril do petróleo, são apenas moderadas pela situação financeira da Sonangol.


Nos Últimos Cinco Anos Angola Vendeu 210,1 Mil Milhões de Dólares

Angola vendeu 210,1 mil milhões de dólares (cerca de 180 mil milhões de euros) em barris de petróleo nos últimos cinco anos, num negócio cada vez mais concentrado com a China, que representou mais de metade do valor total.

Segundo um documento do Governo angolano, com dados do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo, deste mês e ao qual a Lusa teve acesso, a China comprou a Angola, entre 2013 e 2017, um total de 106,6 mil milhões de dólares (cerca de 90,9 mil milhões de euros) em barris de petróleo.

Num único ano, em 2013, as vendas de petróleo angolano à China elevaram-se a um máximo de 31,7 mil milhões de dólares (cerca de 27 mil milhões de euros), tendo descido para um mínimo de 13,9 mil milhões de dólares (cerca de 11,8 mil milhões de euros) em 2016, devido à quebra na cotação do barril de crude no mercado internacional.

Na segunda posição, mas uma grande distância da China, surge a Índia, que entre 2013 e 2017 comprou a Angola mais 18,7 mil milhões de dólares (cerca de 15,9 mil milhões de euros) em petróleo.