Offshore de Angola Com Nova Descoberta de Petróleo, Anuncia a Italiana ENI

Foto Portal de Angola

A petrolífera italiana ENI anunciou hoje (14) ter descoberto um novo poço de petróleo leve em águas profundas no Bloco 15/06, em Ndungu, estimado em 250 milhões de barris, e que aparenta ter potencial para a exploração comercial.

Num comunicado, a ENI lembra tratar-se da quarta perfuração em que obtém sucesso no bloco, depois de Kalimba, Afoxé e Agogo.

A ENI detém 36,8421% da parceria no bloco 15/06, o mesmo valor da petrolífera estatal angolana Sonangol P&P, contando ainda com a SSI Fifteen Limited (26,3158%), com as três empresas a garantir que vão acelerar o processo para o desenvolvimento da extração e produção.

O poço de Ndungi-1 NFW está localizado a poucos quilómetros do centro da ENI na área e foi perfurado a uma profundidade de 1.076 metros, a que se seguiu uma pesquisa até aos 4.050 metros, onde o crude foi encontrado.

Segundo a ENI, o poço contém uma bacia de 65 por 45 metros de crude de alta qualidade, integrado numa zona de pedras de areia de oligoceno, com “excelentes propriedades petrofísicas”.


As Companhias Petrolíferas “Estão Novamente a Olhar Para Angola”

O analista da consultora especializada em energia WoodMackenzie Adam Pollard disse segunda-feira que as companhias petrolíferas “estão novamente a olhar para Angola” devido aos preços do petróleo e às reformas lançadas pelo Governo.

“No último ano Angola virou a página, o país está a tentar atrair mais investimento para evitar o declínio da produção de petróleo prevista para os próximos anos,

e há sinais de que as companhias estão novamente a olhar para Angola e a sentirem-se mais confortáveis em investir no país”, disse Adam Pollard.

Em entrevista à Lusa a propósito das perspectivas de evolução do sector petrolífero em Angola, o analista explicou que “tal como noutros países africanos,

a produção está a cair há uns tempos, e espera-se que caia ainda mais”, e daí os esforços para atrair investimento externo que possa inverter a situação.


A China Continua a Ser o Principal Comprador de Petróleo Angolano

A China continua a ser o principal destino das exportações de petróleo de Angola, com 72,28% do total, muito à frente da Índia (10%) e de Portugal e África do Sul, afirmou fonte da petrolífera angolana.

Segundo o presidente da Comissão Executiva da SONACI – Sonangol Comercialização Internacional, Luís Manuel, que apresentava em conferência de imprensa, em Luanda, os resultados do mercado petrolífero angolano referente ao quarto trimestre de 2018, os dados mantêm-se praticamente idênticos aos do terceiro, não adiantando dados referentes a Portugal.

Luís Manuel, porém, salientou os esforços da diplomacia económica angolana feitos em 2018, que poderão permitir que o Japão, “que praticamente desapareceu há mais de uma década do mercado petrolífero angolano”, possa regressar “em força” à lista de principais importadores do crude angolano.


Durante 2018 Angola Registou a Segunda Maior Queda na Produção de Petróleo

Angola registou a segunda maior quebra na produção petrolífera durante 2018, em termos percentuais, entre os 14 países que integram a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), segundo dados de um relatório divulgado hoje pelo cartel.

De acordo com o documento, citando dados de fontes secundárias, Angola produziu, em média, 1,505 milhões de barris de petróleo de crude por dia em 2018, uma diminuição de 7,7% face aos 1,634 milhões de barris por dia em 2017.

Entre os 14 membros da OPEP, apenas a Venezuela registou uma maior variação negativa em 2018, com a redução de 29,9%, passando de 1,91 milhões de barris diários para 1,34 milhões de barris por dia.

Em sentido inverso, a República do Congo registou o maior crescimento, em termos percentuais, com o aumento da produção em 66.000 barris diários, um crescimento de 26,2%.

Em termos nominais, o país com maior crescimento na produção diária foi a Arábia Saudita, que era já o maior produtor entre os que integram a OPEP, que em 2018 produziu mais 353.000 barris por dia que no ano anterior.


Os Cortes Feitos Pelos Países Membros da OPEP Leva a Uma Tendência de Subida do Petróleo

Em Dezembro, antes dos cortes feitos pelos países membros da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP), o barril de Brent estava a ser comercializado por USD 50. A apesar da retoma, José Severino advinha uma subida moderada.

A decisão da OPEP de proceder a cortes na produção para aumentar o preço do petróleo parece estar a surtir efeito.

Desde o início do mês de Janeiro, por exemplo, a barril de Brent, referencia para às exportações de Angola, continua a subir desde os primeiros dias do mês em curso, abrindo boas perspectivas para os países produtores, como é o caso de Angola. Ontem, 09 de Janeiro, o preço do barril de Brent estava cotado a USD 60, com uma subida de pouco mais de USD 1.39 em relação ao período de venda anterior.

Esta subida, em relação aos últimos dias de Dezembro, é igual a um dólar por dia.

Apesar do avanço, o preço do também chamado “ouro negro” fica oito dólares abaixo do projectado no Orçamento Geral do Estado de Angola para 2019, em execução desde o dia 1 de Janeiro.