Deixar de Escrever Sobre Angola e Começar um Novo Ciclo, Diz Pepetela

Escritor angolano disse, no festival literário Folio, em Óbidos, Portugal, que “Sua Excelência de Corpo Presente” pode ser seu último livro sobre a realidade histórica angolana.

O escritor Pepetela admitiu hoje, em Óbidos, que “Sua Excelência de Corpo Presente” possa ser seu último livro sobre a realidade histórica angolana, país que acredita ter entrado num novo ciclo apesar de a corrupção ainda ser um problema.

“Este livro é capaz de ser mesmo o último [sobre a história contemporânea de Angola] porque está a ser muito difícil gerir o pós escrita”, afirmou o escritor angolano Pepetela.

Orador numa mesa de autor do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, o autor de mais de duas dúzias de obras partilhou com o público a “dificuldade” de escrever as 271 páginas de “Sua Excelência de Corpo Presente”, o seu último livro, lançado no dia 18, em Luanda (Angola).

Foi “de todos os meus livros, o mais difícil de escrever”, disse, lembrando ter demorado “seis anos” a por no papel a obra em que um ditador africano jaz deitado num caixão, mas que apesar de morto “vê, ouve e pensa”, entretendo-se a recordar as peripécias vividas com muitos dos que lhe vieram dizer ‘adeus’.

As memórias da “excelência” são para o autor o pretexto para relatar os meandros do poder político, no que poderá ser “num local indeterminado de uma qualquer nação africana”.

O livro que Pepetela considerou ser “uma realidade bastante geral”, em que nenhum dos personagens “corresponde realmente a qualquer pessoa” é, no entanto, “capaz de ser uma ajuda para fechar aquele ciclo”, no país, e na escrita do autor que prometeu dedicar-se a “livros mais pequenos, com mais ficção e menos personagens”.


“Sua Excelência, de Corpo Presente” é a Obra Com Que Pepetela Regressa às Bancas

Dois anos depois do romance “Se o passado não tivesse asas”, o escritor angolano Artur pestana “Pepetela”, regressa às bancas literárias com “Sua Excelência, de corpo presente”, cuja apresentação pública acontece a 17 deste mês, no Centro Cultural Português, em Luanda.

Trata-se de uma obra onde o autor faz recurso a crítica mordaz ao abuso de poder e aos sistemas totalitários, disfarçados de  democracia, escrita com um sentido de humor inteligente.

“Com a mestria que lhe é  própria,  Pepetela, nome  maior da literatura angolana e de língua portuguesa, volta a surpreender, no estilo, na forma e na substância, com o seu mais recente  romance  “Sua Excelência, de corpo presente”, lê-se no prefácio.

A história desenrola-se, num tempo recente, num  local indeterminado de um qualquer país  africano. Do  protagonista e narrador, não  se conhece o nome. Apenas se sabe que foi  presidente  de um país africano e que teve morte súbita, atingido por uma “maldita doença que apanhou a todos desprevenidos”. O insólito  começa no primeiro parágrafo, com a declaração do narrador: “Estou  morto”.


Críticas de Pepetela ao Regime Angolano, Esperando Que Estas Eleições Abram Caminho a Mudanças

O escritor e antigo ministro e dirigente do MPLA Artur Pestana “Pepetela” espera que as eleições gerais de 23 de Agosto abram caminho a mudanças.


Para os Exames de Acesso à Universidade de São Paulo-Brasil. é Obrigatório Ler Livro de Pepetela

pepetela__mayombeA Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pela selecção de alunos para a Universidade de São Paulo (USP), incluiu o romance Mayombe de Pepetela na lista de livros obrigatórios para os próximos três anos.

Esta é a primeira vez que um escritor africano integra a lista de obras que os estudantes devem ler. Pepetela é também o único autor ainda vivo recomendado pela Fuvest, numa lista onde estão nomes como os brasileiros Jorge Amado, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade ou o português Eça de Queirós. para os exames de acesso à universidade.


Saudades da «Igualdade» e «Solidariedade» da República Popular Confessa Pepetela

pepetela-blogO escritor angolano Pepetela tem saudades da «igualdade» e «solidariedade» dos tempos socialistas em que o país era uma República Popular.

Em entrevista à Angop, publicada esta segunda-feira, Pepetela, que prometeu um novo livro para 2016, elogiou as raízes socialistas de Angola.