O Longo Caminho Percorrido Para a Paz em Angola

Desde a assinatura do Acordo de Bicesse, em Maio de 1991, que culminou com as primeiras eleições presidenciais e legislativas, em 29 e 30 de Setembro de 1992, até ao Memorando de Entendimento para a Paz definitiva em Angola, em Abril de 2002,o processo conheceu avanços e recuos. A cronologia dos principais acontecimentos é aqui recordada, fruto de uma pesquisa nos arquivos do Jornal de Angola.

1991
31 – Jun. É assinado o Acordo de Bicesse, entre o Governo e a UNITA que prevê o cessar-fogo, constituição de Exército único e realização de eleições gerais

24 – Ago. São libertados os primeiros prisioneiros.

26 – Set. Primeira deslocação de Jonas Savimbi ao Futungo de Belas, após Bicesse, para um encontro de carácter político, com o Presidente José Eduardo dos Santos.

1992
29 e 30 – Set. Eleições presidenciais e legislativas.

02 – Out. Começam os confrontos violentos em Luanda, que duram três dias, nos quais morrem dirigentes da UNITA. Entre os mortos estão o seu vice-presidente, Jeremias Chitunda, o chefe do movimento na CCPM, Elias Salupeto Pena. Savimbi refugia-se no Huambo, onde tinha concentrado o seu quartel-general.

1993
Jan. Marcadas negociações de paz em Addis Abeba. A UNITA não comparece. A iniciativa parte da representante da ONU em Angola, Margaret Anstee, que chegou a ir ao Huambo para convencer Jonas Savimbi a negociar, mas sem sucesso.


Celebra-se Hoje em Angola 17º Aniversario do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional

Por ocasião das comemorações alusivas ao 17º Aniversario do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional que se assinala hoje, a Aliança Patriótica Nacional(APN) “saúda o Povo angolano por tão grande feito, o qual pôs fim a uma guerra civil atroz e devastadora que enlutou angolanas e angolanos durante 27 anos”.

Em nota enviada a OPAÍS, esta força política refere que a paz alcançada em 2002 representa apenas o calar das armas. “Hoje, mais do que nunca, os angolanos, e sobretudo o poder político instituído, devem tudo fazer para que se trabalhe e se alcance a Paz do equilíbrio social”.

Este partido considera que não haverá Paz efectiva nem reconciliação genuína se não forem eliminadas as barreiras que ditaram a exclusão social, política e econômica da grande maioria dos angolanos por pensar diferente daqueles que dirigem Angola deste a proclamação da Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975.

A APN diz estar convencida que a Paz e a Reconciliação Nacional só serão plenas e efectivas se os angolanos forem capazes de “evidenciar o primado do Amor sobre o ódio, pois o amor é reconciliação e perdão”, refere a nota do seu Bureau Político. Para a consolidação da reconstrução nacional, a APN defende também a construção de uma sociedade onde “a justiça social e a entreajuda fraterna não sejam palavras ocas de conteúdo, mais, sim, uma realidade quotidiana”.


Em 2019 a Capital Mundial da Paz Vai Ser em Luanda

A escolha do nosso país para albergar o evento comprova o respeito e a sua credibilidade a nível internacional na defesa da paz, da amizade e fraternidade entre os povos

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, anunciou ontem, em Lisboa, que o país vai albergar em 2019 a Bienal da Paz, que durante cinco anos promoverá o nosso país ao título de capital mundial da paz e da amizade entre os povos dos cinco continentes e da diáspora. Segundo a ministra, que falava durante uma confraternização com artistas e representantes da comunidade angolana em Portugal, o convite foi feito pela directora Geral da Unesco, Sra Andrew Azulay, aquando da visita do Presidente João Lourenço à sede da organização das Nações Unidas da Educação e da Cultura em Julho.

O evento servirá para o país mostrar o potencial cultural e o seu compromisso para com o processo de reconciliação entre os angolanos. A dirigente da Cultura no país avançou que, presidente da república assegurou dar todo o apoio para o sucesso do evento.

Deste modo, a escolha de Angola para albergar o evento comprova o respeito e a credibilidade do país ao nível internacional’’no que toca à defesa da paz, da amizade e fraternidade entre os povos, assente numa base de diálogo, de mutualismo e de concertação.


Prioridades Para Angola São a Promoção da Paz e da Segurança em África

A promoção da paz e da segurança em África constituem prioridades para Angola, que desenvolve esforços políticos e diplomáticos na criação de pressupostos sólidos de um desenvolvimento sustentável, afirmou nesta quarta-feira, na cidade do Lubango (Huíla), o ministro da Defesa Nacional, Salviano de Jesus Sequeira.

Na sessão ministerial da 20ª reunião da Comissão Mista de Defesa e Segurança de Angola e Namíbia, o governante destacou que Angola acompanha, de forma minuciosa e realista, os fenómenos políticos na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), particularmente no Lesotho, na República Democrática do Congo e no Zimbabwe, cooperando com os esforços da comunidade internacional.

Defendeu a necessidade de salvaguardar a independência e segurança dos estados, incluindo o angolano e namibiano, tendo em conta os riscos e ameaças de terrorismo e pirataria marítima que preocupam a comunidade internacional.

Para o combate dos males que afligem as populações, como o contrabando, imigração ilegal, tráficos humanos e de drogas, caça furtiva, roubos de gado e viaturas, entre outros, o ministro disse ser necessário manter o trabalho conjunto, baseado no incremento e dinamização de trocas de informações, assim como no patrulhamento unido.


A 4 de Abril de 2002 o Que é Que Aconteceu em Angola?

 

Assinala-se hoje, 4 de Abril, o 12º aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, entre o Governo angolano e os rebeldes.

O documento, assinado pelo ex-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Armando da Cruz Neto e do então responsável do Alto Comando das Forças Militares da Unita, Geraldo Abreu Muendo “Kamorteiro”, mudou o curso da História da República de Angola.

Esta data significa o fim de 25 anos de guerra e o começo da reconstrução do país, marcando uma viragem decisiva no processo político e no desenvolvimento de Angola, que foi facilitada pela morte em combate, a 22 de Fevreiro de 2002, de Jonas Savimbi, o fundador e antigo líder da UNITA.