No Interior do Parque Nacional da Quiçama Vivem 25 Mil Pessoas

25 mil pessoas residem no interior do Parque Nacional da Quiçama, uma situação que tem preocupado o administrador daquela área de conservação, já que muitos deles se dedicam à caça furtiva de forma alarmante.

Em declarações ao Jornal de Angola, por ocasião de uma visita do grupo regional da SADC do Fundo Global do Ambiente (GEF), Manuel Afonso disse que o ideal seria que aqueles cidadãos fossem retirados da zona, para salvaguardar, por um lado, a segurança dos mesmos e, por outro, ajudar no combate à caça ilegal.
Manuel Afonso apontou o difícil nível de vida destas pessoas, como uma das principais razões que leva a que muitas, optem por viver naquele lugar, de modo a obter sempre alguma coisa para o sustento da família.
“Muitos dos habitantes que aqui se encontram aparentam dedicar-se ao cultivo em pequenas plantações no interior do parque quando, na verdade, pretendem fixar residência, para diariamente caçarem animais que aqui coabitam”, explicou.
Para fazer face a esta situação, o administrador disse que têm regularmente, realizado várias acções de educação ambiental, por forma a aconselhar e sensibilizar as populações a abandonar esta prática.


Um dos Mais Lindos Lugares dos Arredores de Luanda, o Parque Nacional da Quiçama

Foto O PaísquissamaPelo leque de recursos da fauna e flora, tem tudo para ser uma das maiores atracções nos arredores de Luanda, contudo, muitas vozes criticam “os altos custos dos serviços”. 24 horas de estadia no Parque Nacional da Quiçama para duas pessoas maiores de 18 anos, partilhando o mesmo dormitório, custa cerca de 60 mil kwanzas.


Colocação de Candeeiros Solares no Parque Nacional da Quiçama

green-power-quicama - Cópia (2)A Green Power, empresa do Grupo Opaia dedicada às energias renováveis, acaba de implementar um projecto de iluminação solar que contempla a colocação de candeeiros nos locais de estacionamento e no centro de formação do Parque Nacional da Quiçama. O projecto implementado é complementado com a instalação de dois sistemas fotovoltaicos para o abastecimento de energia à portaria e à casa dos guardas e a instalação de painéis solares para abastecimento de energia a duas bombas solares, responsáveis pela extracção da água para consumo humano.

“A Green Power desenvolve diversos projectos com recurso à energia solar, sempre adaptados a cada situação e localização específicas, como forma de melhorar e modernizar de forma sustentável os recursos que são disponibilizados para o quotidiano de toda a população. Pretendemos com a nossa actuação contribuir para a preservação do meio ambiente, investindo também na melhoria de espaços de lazer que proporcionem maior conforto e segurança a quem os visitar”, refere Carlos Igrejas, Director Geral da Greenpower, em comunicado remetido ao VerAngola.green-power-quicama - Cópia

Os candeeiros solares têm a vantagem de não necessitarem de terem uma ligação à rede de energia, nem a geradores, pois são alimentados através da energia solar que é captada através de um pequeno painel solar que é instalado no topo de cada candeeiro. Os candeeiros solares garantem até 12 horas de luz continuas.

A Green Power tem também desenvolvido a instalação de sistemas fotovoltaicos para a iluminação de escolas, hospitais, postos policiais, órgãos administrativos e vias públicas, e também para o fornecimento de água para a rega na agricultura e pela colocação de painéis para aquecimento de água, sempre com recurso à energia solar renovável e não poluente.green-power-quicama

VerAngola


O Parque Nacional da Quiçama Recebeu Mais de 80 Animais Através da Operação Arca de Noé, Um Orgulho Para o País

elefantes 1A Operação Arca de Noé, realizada há 14 anos, em que animais foram transportados de avião com destino ao Parque Nacional da Quissama, é um orgulho para o país.

Elefantes, gungas, olongos, gnus, zebras, girafas e avestruzes desde então reproduzem-se em grande escala no seu habitat natural. O padrinho desta operação foi o Presidente José Eduardo dos Santos.
A Operação Arca de Noé foi montada em plena guerra (2000) quando no Sul e Sudeste de Angola as máfias organizadas dizimavam elefantes e traficavam o marfim.Levou ao Parque da Quissama 80 animais que cresceram e se reproduziram. Hoje são mais de 500 animais protegidos e que habitam na chamada Zona Especial de Conservação do Caua, num espaço de 21 hectares.
Roland Goetz, assessor do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, disse que a Arca de Noé foi a maior operação do mundo de transporte de animais por via aérea. Em 2000, chegaram 18 elefantes e três crias. Dois acabaram por morrer, ficando apenas 16. Vieram oito gungas, que hoje são mais de 140, dez olongos, com uma reprodução de mais de 60.
Na segunda fase, em 2001, chegaram mais 16 elefantes e três crias. E 12 gnus, hoje existem 80, 14 zebras, agora com mais de 80, quatro girafas, hoje são mais de 36 e 12 avestruzes, que devido ao habitat impróprio, não se reproduzem e acabaram por morrer dois.
O Parque Nacional da Quiçama tem, como disse Roland Goet, condições suficientes para os animais viverem bem e se reproduzirem em grande escala. Muito antes da operação Arca do Noé, disse, foi feito um estudo por especialistas para a avaliação do terreno.

O gigante do parque

Hoje, os elefantes são mais de 160, o que é positivo em 14 anos. Estão agrupados em cinco a seis famílias. A maioria é jovem e em cada dez elefantes, sete são fêmeas, para satisfação de Roland Goetz, que acompanha de perto a evolução dos animais. “O habitat é muito bom. Há boa comida e água suficiente para o bom desenvolvimento dos animais”, disse.
Depois do Olongo, está o elefante considerado o segundo maior animal da Zona Especial de Conservação do Parque Nacional da Quissama. A zona é para animais de grande porte, embora sejam vistos outros como os golungos, seixas, manatins e nunces.
Dificilmente são avistados. É preciso percorrer quilómetros e quilómetros de mata para cruzar com um deles. Preferem o mato. A mata fechada. Estão sempre a comer e só saem como disse o fiscal do parque, Ernesto Domingos, no período da tarde, para se banharem e beber água.
São vistos também onde existem pequenos lagos e à beira do rio Cuanza. As enormes pegadas no chão, os arbustos e árvores quebradas e o cheiro das fezes no ar são sinais de que um elefante passou ou está por perto.

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