No Parque Nacional de Cangandala o Ministério do Ambiente Cria Sistema Informático Para Controlar a Palanca Negra Gigante

Para monitorar, controlar o comportamento no seu habitar e ter uma melhor gestão da Palanca Negra Gigante, no Parque Nacional de Cangandala, está a ser criado um sistema informático acoplado a uma coleira, numa iniciativa do Ministério do Ambiente.

Está informação foi avançada, nesta terça-feira, à Angop, em Luanda, pela representante do Gabinete de Tecnologias e Informação (GTI), Felisberta Quintero, à margem do primeiro Conselho Consultivo Alargado do sector que decorre sob o lema “A integração Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável na Municipalização”.

A responsável ressaltou que os testes realizados do software desta aplicação que já se encontra instalado respondem aos anseios do sector.

Avançou também estar em curso uma aplicação de gestão do sistema ambiental nacional, que inicialmente abrange o Parque Nacional da Kissama.


Parque Nacional de Cangandala na Defesa da Palanca Negra Gigante

Trabalho do Dr.Pedro Vaz Pinto

2018 Relatório Palanca 2º Semestre

Caros amigos,

A segunda metade do ano é tipicamente mais preenchida para nós no terreno do que a anterior, e desta vez não foi excepção. À medida que a época seca do cacimbo progride e eventualmente dá lugar a uma espécie de primavera, rapidamente seguida pelo início da época das chuvas, as condições no terreno tendem a ser mais favoráveis para nós em termos da nossa própria mobilidade, ao passo que os ecossistemas locais evoluem de forma notável.

Em Julho o clima é seco e agreste, as madrugadas podem ser bastante frias e testemunhamos as últimas queimadas sazonais; a paisagem surge desoladora e marcada pelas cores chamuscadas sobretudo cinzentos, preto e castanhos, não existe capim e as árvores nuas parecem enganadoramente moribundas; esta é uma altura do ano quando as fêmeas acabaram a parição e as manadas se reúnem e são atraídas para as anharas.


Falta de Fiscalização e Caça Ilegal Afugenta Palanca Negra do Luando

Foto O PAÍS

As autoridades tradicionais da localidade do Luando, província do Bié, deixaram de ver as manadas compostas por 12 animais, o que acontecia entre quatro a duas vezes por ano

A falta de fiscalização e a caça ilegal na reserva florestal do Luando, município do Cuemba, província do Bié, estão a afugentar os antílopes, incluindo palancas negras gigantes, segundo o chefe local de departamento do ambiente, Raimundo Cufa.

O responsável afirmou que a província conta apenas com 35 fiscais, quando o necessário seria mais de 400 para pôr cobro à situação, o que dificulta o controlo destas zonas. “Nos últimos dois anos as autoridades tradicionais da localidade deparavam-se com manadas compostas por 12 animais, quatro a duas vezes por ano, o que já não acontece actualmente”, lamentou, em entrevista à Angop.

A instituição que Raimundo Cufa dirige, em parceria com outras instituições públicas locais, pretende levar a cabo uma serie de palestras junto das populações, a fim de desencorajar tais práticas. Esperam contar com a colaboração dos sobas, líderes religiosos e organizações juvenis nas actividades de sensibilização, assim como a denunciarem os infractores.


A Favor da Palanca Negra Gigante o Ministério do Ambiente de Angola Promove Plano de Emergência

O Ministério do Ambiente, em parceria com a Fundação Kissama, promove nesta terça-feira, em Luanda, um workshop sobre “Protecção da Palanca Negra Gigante”.

Com o objectivo de analisar o estado actual deste antílope, o encontro vai discutir o Plano de Emergência, que vai de Março a Junho de 2018 e o de Transição, de Julho a Dezembro de 2019, de acordo com o documento do Gabinete de Comunicação do Ministério do Ambiente, a que Angop, teve hoje (segunda-feira) acesso

Este encontro será realizado à luz do Despacho Presidencial nº2/18 de 4 de Janeiro, que cria o Comité Executivo para o Acompanhamento e Reforço da Implementação das Medidas de Protecção e Conservação da Palanca Negra Gigante.

Durante o evento serão, igualmente, apresentados o Comité Executivo e a sua Unidade Técnica, constituído no âmbito do referido Despacho Presidencial.

A nova entidade é coordenada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, sendo membros os ministros da Defesa Nacional, Interior, Ambiente, Hotelaria e Turismo e o secretário do Presidente da República para os Assuntos Locais e Regionais.


Criado Hoje por João Lourenço Comité Para Defesa da Palanca Negra Gigante

O Presidente angolano, João Lourenço, criou hoje, por despacho, um comité executivo responsável pela definição e implementação de medidas de protecção à palanca negra gigante, espécie nacionais que se encontra em vias de extinção.

A informação consta de uma nota da Casa Civil da Presidência da República enviada hoje à Lusa, informando a criação desta nova entidade, que será coordenada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Manuel Cardoso.