Falta de Fiscalização e Caça Ilegal Afugenta Palanca Negra do Luando

Foto O PAÍS

As autoridades tradicionais da localidade do Luando, província do Bié, deixaram de ver as manadas compostas por 12 animais, o que acontecia entre quatro a duas vezes por ano

A falta de fiscalização e a caça ilegal na reserva florestal do Luando, município do Cuemba, província do Bié, estão a afugentar os antílopes, incluindo palancas negras gigantes, segundo o chefe local de departamento do ambiente, Raimundo Cufa.

O responsável afirmou que a província conta apenas com 35 fiscais, quando o necessário seria mais de 400 para pôr cobro à situação, o que dificulta o controlo destas zonas. “Nos últimos dois anos as autoridades tradicionais da localidade deparavam-se com manadas compostas por 12 animais, quatro a duas vezes por ano, o que já não acontece actualmente”, lamentou, em entrevista à Angop.

A instituição que Raimundo Cufa dirige, em parceria com outras instituições públicas locais, pretende levar a cabo uma serie de palestras junto das populações, a fim de desencorajar tais práticas. Esperam contar com a colaboração dos sobas, líderes religiosos e organizações juvenis nas actividades de sensibilização, assim como a denunciarem os infractores.


A Favor da Palanca Negra Gigante o Ministério do Ambiente de Angola Promove Plano de Emergência

O Ministério do Ambiente, em parceria com a Fundação Kissama, promove nesta terça-feira, em Luanda, um workshop sobre “Protecção da Palanca Negra Gigante”.

Com o objectivo de analisar o estado actual deste antílope, o encontro vai discutir o Plano de Emergência, que vai de Março a Junho de 2018 e o de Transição, de Julho a Dezembro de 2019, de acordo com o documento do Gabinete de Comunicação do Ministério do Ambiente, a que Angop, teve hoje (segunda-feira) acesso

Este encontro será realizado à luz do Despacho Presidencial nº2/18 de 4 de Janeiro, que cria o Comité Executivo para o Acompanhamento e Reforço da Implementação das Medidas de Protecção e Conservação da Palanca Negra Gigante.

Durante o evento serão, igualmente, apresentados o Comité Executivo e a sua Unidade Técnica, constituído no âmbito do referido Despacho Presidencial.

A nova entidade é coordenada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, sendo membros os ministros da Defesa Nacional, Interior, Ambiente, Hotelaria e Turismo e o secretário do Presidente da República para os Assuntos Locais e Regionais.


Criado Hoje por João Lourenço Comité Para Defesa da Palanca Negra Gigante

O Presidente angolano, João Lourenço, criou hoje, por despacho, um comité executivo responsável pela definição e implementação de medidas de protecção à palanca negra gigante, espécie nacionais que se encontra em vias de extinção.

A informação consta de uma nota da Casa Civil da Presidência da República enviada hoje à Lusa, informando a criação desta nova entidade, que será coordenada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Manuel Cardoso.


Aumenta o Número de Crias de Palancas Negras Gigantes no Parque Nacional de Cangandala

O número de crias de Palancas Negras Gigantes controladas no santuário do Parque Nacional de Cangandala, província de Malanje, passou de dez em 2009, para 60 este ano, informou hoje (quarta-feira), o responsável da Fundação Kissama, Vladimir Russo.

Em declarações à Angop, durante o workshop sobre Validação da Estratégia Nacional da Biodiversidade, Vladimir Russo frisou que na reserva do Luando contabilizam-se cinco manadas de palancas, com uma população entre os 120 a 130 animais, entre fêmeas e machos.


Instituto Para o Estudo, Conservação e Protecção da Palanca Negra Gigante a Criar Pelo Governo Angolano

O Governo angolano vai criar um instituto para o estudo, gestão, conservação e protecção da Palanca Negra Gigante, que deverá ser construído na província de Malange.