Baixa Qualidade dos Materiais Utilizados nas Centralidades Pelos Chineses Podem Trazer Perigos Futuros

construção-em-angolaVários projectos habitacionais estão a ser construídos em Angola.

Até ao momento estão executados os projectos das províncias de Luanda, Cabinda, Huila, Namibe e Benguela e o executivo prevê a construção em mais 13 províncias.

Entretanto, tem-se colocado com muita acuidade, a qualidade das construções.

A ordem dos arquitectos nunca se pronunciou sobre as construções.

Entretanto, o arquitecto João dos Santos alerta que a falta de cumprimento dos prazos das obras, a conivência entre a construtora e a dona da obra e a baixa qualidade dos materiais utilizados nas centralidades podem levar à pouca durabilidades das construções.

“Eram obras que estavam a ser feitas com base na classe C, cujo material de construção é aceitável mas sem a fiscalização devido à conivência entre a construtura e a dona da obra é difícil”, disse.

João dos Santos disse ainda que o executivo deve deixar que a fiscalização faça o seu trabalho para que futuramente não existam casos de difícil resolução nas infra-estruturas.

Santos afirma ainda que, por falta da falta de fiscalização, já existem nas centralidades várias fissuras e esgotos entupidos.

As estruturas das novas centralidades são propriedade da Sonangol e estão a ser desenvolvidas pela Comissão Executiva da Sonangol Imobiliária e Propriedade (Sonip).

Actualmente, estão em fase de conclusão várias obras nas províncias de Luanda, Cabinda, Huila, Namibe e Benguela.

Voz da América/Coque Mukuta


Sonangol Imobiliária e Propriedade Lda Constroi Novas Centralidades em 5 Províncias Angolanas

novas centralidadesNão se sabe ainda qual o valor, o processo de distribuição ou os beneficiários das habitações.

Com o objectivo de responder a várias inquietações ligadas às novas centralidades que estão a ser construídas, numa primeira fase em cinco províncias, a Sonangol Imobiliária e Propriedade Lda – SONIP, promoveu desde quarta-feira passada um périplo aos projectos habitacionais das províncias de Luanda, Cabinda, Huíla, Namibe e Benguela.

Não se sabe ainda qual o valor, o processo de distribuição ou os beneficiários das habitações.

Vários órgãos de comunicação social foram convidados para participar nesta visita, guiada também pelo Presidente do Conselho Executivo da SONIP, Orlando Veloso.

Orlando Veloso, no entanto, não satisfez as perguntas dos jornalistas. Ficaram por responder questões como: Em quanto está orçada cada moradia? Como serão as distribuições e quem serão os beneficiários?

Podemos, contudo, avançar com a capacidade de algumas das centralidades visitadas.
Cabinda, centralidade do Chibodo com 1.002 apartamentos, Huíla com 11.000 apartamentos. As centralidades do Namibe estão a ser construídas na Praia Amélia e 5 de Abril e em Benguela as contruções são na Baía Farta, Luhongo e Lobito.

Voz da América


Três Novas Centralidades em Luanda Já a Partir Deste Ano

luanda_novas_centralidadesTrês novas centralidades de diferentes modelos e características, em construção em distintas localidades de Luanda, capital do país, pelo Executivo Angolano, com previsão de conclusão até 2015, contam já com parte do projecto finalizado e começam a servir a população em Junho.

Os mesmos estão a ser edificados desde 2012 e devem estar totalmente acabados em 2015 para beneficiar cerca de 108 mil pessoas de todos os estratos sociais, na lógica de seis em cada uma das 18 mil moradias, segundo o presidente da Comissão Executivo da Sonangol Imobiliária e Propriedade, Lda, Orlando Veloso.

As infra-estruturas estão a ser implantadas nas zonas do Zango 5 (projecto habitacional “Zango oito mil”), no município de Viana, do Kilamba (“KK cinco mil”) e um outro também nos arredores da já habitada centralidade do Kilamba (“Cif – Cinco mil”), ambos no município de Belas.

A nova centralidade do Zango está já executada a 75 porcento, estando a ser edificada numa área de 416 hectares. A mesma contempla oito mil habitações económicas de modelos combinados, das quais duas mil 780 moradias térreas (incluindo geminadas) e cinco mil 220 edifícios.

Os prédios são de dois e três pisos de quatro apartamentos cada, todos de tipologia T3, tal como as moradias simples. A partir do final deste primeiro semestre do ano, 1297 mil casas estarão concluídas e começam a ser imediatamente comercializadas, apurou a Angop.

Diferente deste projecto habitacional, o “KK cinco mil” ocupa uma área de 75 hectares e caracteriza-se como um projecto habitacional composto por 188 edifícios, num total de cinco mil apartamentos T3, distribuídos por dois blocos, sendo o “R1” com um 81 prédios e “R2” com 103.

A planta dos prédios varia entre “estrela” (de cinco pisos de quatro apartamentos cada) e uma única entrada e os “lineares”, uns de três entradas e 30 apartamentos por piso e outros com dois acessos e 20 apartamentos em cada andar, que começam a ser distribuídos em Junho deste ano.

Por seu turno, o “Cif – Cinco mil”, igualmente situada nas imediações da Centralidade do Kilamba, abarca a construção de cinco mil residências do tipo T3, e, à semelhança do “Zango Oito mil” começou a ser erguido em Junho de 2012 e deve estar finalizado em 2015.

O KK será o primeiro a estar concluído na totalidade (Dezembro do presente ano), para beneficiar parte de cidadãos que já pagaram ao Estado e aguardam pelas moradias, de acordo com o presidente da Comissão Executivo da Sonangol Imobiliária e Propriedade, Lda, Orlando Veloso.

Os três projectos habitacionais abarcam a construção de escolas primárias e secundárias, creches, estação de tratamento de água, central de captação, redes eléctricas, assim como possuem áreas reservadas para serviços sociais e ou instituições públicas e outra disponível ao investimento privado.

As referidas infra-estruturas reforçam o grosso das recém-contruídas centralidades da capital: as de Cacuaco (mais de 20 mil habitações), Musseque Kapari (mais de mil vivendas e 16 edifícios do topo T2 e T3, com cerca de 400 apartamentos), Zango (mais de cinco mil apartamentos e mais de cem prédios).

Até agora a Centralidade do Kilamba é a maior a nivel da capital do país.

O escopo inicial compreende 710 edifícios, 24 creches, nove escolas primárias, oito secundárias e cinquenta quilómetros de estradas. O projecto foi concebido para se desenvolver em três fases, com um total de 82 mil apartamentos, numa área de 54 quilómetros quadrados.

A primeira fase deste empreendimento, já habitado, foi prevista para alojar cerca de dezanove mil pessoas em 115 edifícios, num total de 3.800 apartamentos, erguidos em padrão urbano com serviços públicos integrados, como escolas, instituições financeiras e outras básicas.

Angop


Em Angola Pede-se Controlo de Qualidade não Apenas das Construções, Mas de Tudo

novas_construçoesEm pouco mais de uma década, a poeira, por assim dizer, não chegou a assentar. O que ilustra bem o que vem acontecendo nos últimos anos com o aparecimento de novas construções um pouco por todo o país e profusamente na capital.

Alguém também já referiu que neste período, Angola é um canteiro de obras. Onde tudo emerge a uma velocidade sem precedentes, mas com uma rapidez que deixa marcas. Luanda, por exemplo, tem uma paisagem urbana que se transforma quase diariamente.

No entanto e apesar do entusiasmo quase eufórico em torno desta nova cidade se quer moderna e primeiro mundista, a falta de fiscalização, de qualidade e a ausência de critérios de exigência, leva a que construir hoje esta urbe não seja muito diferente da forma desregrada como em tempos se construíram musseques.

A ausência de uma inspecção promove uma cultura de não exigência praticamente em toda a cadeia e alimenta a corrupção. Não havendo, o que temos? Uma bela e vistosa fachada. Por dentro, descobre-se mais tarde, comprovando-se que os materiais usados não foram os mais indicados e as estruturas, embora recentes, desabam ou fendem.

A responsabilidade deve recair sobre todos, embora com mais frequência seja atribuída às instituições estatais. Mas também é preciso não esquecer as construtoras, ditas de renome, que operam no país. Algumas delas sabem o que deviam fazer e não fazem e embarcam sem grandes reservas neste sistema sem regras. Tendo em conta que o contexto de cidade em obras ainda vai permanecer por muito mais anos, cabe chamar a atenção para a falta de qualidade e não sacrificá-la em nome de uma suposta carência urgente de “abrigar” pessoas, mas não a qualquer custo.

E não é, de facto. Há vários exemplos de construções de luxo executadas sem rigor e que são vendidas a preços surreais e, dada à forma como são construídas, não têm esse valor. A procura elevada e a oferta reduzida despoletaram um ´boom´de construções, algumas anárquicas em busca deste apetecível negócio imobiliário de preços inflacionados.

Em início de mais um ano, e contando já com os habituais votos, de 2014 espera-se que seja diferente relativamente ao controlo de qualidade, não apenas das construções, mas de tudo, até porque não são só as obras que precisam de ser executadas com rigor. São precisas construções melhores, sem dúvida, evitando custos de reverificação ou de reparação, mas também de melhores alunos, professores, médicos, jornalistas, empresários, políticos… Edificando com os recursos correctos, uma sociedade de conhecimento, com uma base sólida e verdadeiramente promissora.

Novo Jornal


No Cacuaco, Casas Construídas Há 3 Anos Já Apresentam Fissuras

cacuacoAlguns edifícios da centralidade de Cacuaco, construídos há cerca de três anos, apresentam fissuras no exterior e interior. A situação deixa os moradores preocupados, tendo em conta que os prédios são novos e a maioria ainda está desabitada.

A empresa construtora da Centralidade de Cacuaco tem conhecimento da situação e já colocou equipas com elevadores de construção no local para corrigir as falhas, que são visíveis na parte exterior. Depois de identificadas as fissuras, os técnicos sobem em andaimes, demarcam as zonas afectadas e fazem as correcções necessárias.
A equipa de reportagem do Jornal de Angola esteve no local e constatou que as reparações estavam a ser feitas em pelo menos dois prédios localizados no Bloco 6.
Os moradores dos demais prédios com fissuras esperam que o trabalho de reparação seja abrangente e beneficie todos os edifícios que se encontram nessa situação.
Questiona-se a qualidade das obras e os preços dos apartamentos praticados pela SONIP (Sonangol Imobiliária e Propriedades), que ainda não indicou o órgão para gerir a centralidade.

Falta de água

Além das reclamações das fissuras nos edifícios, os moradores queixam-se da falta de água há mais de dois meses, por motivos que ninguém esclarece. Os moradores dizem que não foram informados das razões do corte no fornecimento, nem pela Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) nem pela Sonangol Imobiliária e Propriedades (SONIP). Como alternativa, alguns moradores carregam bidões para enchê-los fora da centralidade, em casa de familiares ou amigos. Outros pagam a alguém para acarretar água, que custa entre 300 e 400 kwanzas cada bidão retirada de uma conduta que foi vandalizada na cidade, face à carência do líquido na Centralidade de Cacuaco. A distância entre a conduta e o prédio do cliente determina o preço de quem acarreta a água. Antes o fornecimento era feito no período da manhã das seis às dez horas e à tarde das 16 às 18 horas.
Esta situação está a criar grandes constrangimentos e inibe muitas pessoas que adquiriram apartamentos na Centralidade de Cacuaco a fazerem a mudança.

Jornal de Angola