Chuva Que se Abateu Sobre Luanda Arrasta Lixo Para as Praias do Mussulo

Resultado da chuva que se abateu na cidade capital, na Sextafeira, as praias do Mussulo registaram um número elevado de concentração de resíduos sólidos, provenientes das zonas circunvizinhas

A grande quantidade de resíduos sólidos nas praias do Mussulo levaram o governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, a trabalhar ontem naquele distrito urbano. As ondas do mar transportaram todo o lixo para a orla e deixaram a Ilha do Mussulo com um péssimo aspecto

. De acordo com informações locais, este movimento é cíclico, ou seja acontece anualmente no período chuvoso. A quantidade de resíduos depende do volume e da intensidade das águas da chuva nas valas de drenagem.

Feita a constatação, o governador provincial orientou as autoridades locais no sentido de reforçarem o trabalho que a empresa de recolha e tratamento de lixo VISTA está a realizar.

Boa parte da extensão da praia já está limpa, pelo que nos próximos dias as praias do Mussulo voltarão a brilhar, para o bem dos banhistas e não só. De realçar que as últimas chuvas não trouxeram danos humanos para a província de Luanda, ou seja até ao momento não há registo de mortos.


Ilha do Mussulo Escolhida Para Passagem de Ano Pelos Turistas Estrangeiros e Nacionais

A comuna da Ilha do Mussulo, no município do Talatona, em Luanda, é um dos locais escolhido por muitos turistas, nacionais e estrangeiros, para as festas da passagem de ano.

Uma fonte da administração comunal do Mussulo disse que a previsão é receber até a passagem de ano aproximadamente seis mil turistas.


Resort Roça das Mangueiras Foi Inaugurado Hoje na Ilha do Mussulo em Luanda

Resort_Roça_das_MangueirasUm Aldeamento Turístico “Resort” Roça das Mangueiras, afecto ao grupo empresarial Cosal, foi inaugurado hoje, quarta-feira, na Ilha do Mussulo, em Luanda, pelo ministro interino da Hotelaria e Turismo, Paulino Baptista.

O novo “Resort”, cujo investimento não foi revelado, dispõe de 57 quartos, 63 camas, 72 mesas e 420 cadeiras para oferecer aos turistas e visitantes bons momentos de lazer.


Não é Fácil Nem Barato Viver na Ilha do Mussulo em Luanda

Nem tudo é um mar de rosa para os habitantes do Mussulo. O fornecimento de água potável e energia eléctrica é problemático. As escolas e centros médicos precisam de obras. Falta embarcações para a travessia desde a ilha para Luanda. Mas o problema que mais preocupa as autoridades é o saneamento básico e particularmente a recolha de resíduos sólidos.
Os sectores da Saúde e da educação na ilha do Mussulo precisam de uma atenção especial das autoridades. Os edifícios apresentam uma imagem desoladora: há fissuras nas paredes e os tectos estão esburacados. Escolas e postos médicos precisam de uma intervenção urgente para o bem da comunidade.
No Mussulo, a assistência é assegurada por 32 enfermeiros que funcionam em três postos médicos: Papá Adão, Emílio Nkai e Zanga. Mas nenhum tem médico. Albertina Nanguende Tchissoca, chefe adjunta do Centro de Saúde do Mussulo, disse que apesar da falta de médicos, a unidade sanitária funciona normalmente. Às segundas e sextas-feiras são os dias que o centro de saúde do Mussulo regista maior fluxo de pacientes. “Os doentes mais graves são encaminhados para o Centro de Saúde da Samba e este por sua vez faz a transferência dos doentes para os hospitais de Luanda.
Albertina Tchissoca precisou que o fornecimento de energia eléctrica ao centro é garantido por um gerador. Mas lamentou a falta de água potável. Questionada sobre os métodos usados para transferência dos doentes, Albertina Tchissoca disse que é feita em embarcações. Acrescentou que se os familiares dos doentes tiverem meios próprios podem ajudar, “mas nos últimos tempos contamos com a colaboração do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros”.
Albertina Tchissoca explicou que o Centro de Saúde do Mussulo realiza por dia três partos. Ela é a parteira e lamentou o facto de muitas parturientes preferirem dar à luz em casa em detrimento da sala de partos, onde apesar da falta de médicos especializados é sempre mais seguro. As parteiras tradicionais auxiliam nos trabalhos.
“Nós temos no Mussulo 15 parteiras tradicionais”, disse a responsável do centro de saúde, que reconheceu o empenho das mulheres no programa de planeamento familiar.
Maria Teresa da Conceição, directora da Escola primaria nº 1011, disse ao Jornal de Angola, que no ano de lectivo 2011 foram matriculados 610 alunos e concluíram com êxito 570 alunos.

A escola registou pouca desistência de alunos devido ao empenho dos professores que fizeram um grande sacrifício para concluírem o ano lectivo, disse a directora da escola. Os professores residem muito longe do Mussulo: “temos professores que vivem em Viana ou no Ramiro e têm problemas para chegar a horas às aulas”. Sublinhou que para o próximo ano lectivo a escola vai matricular mais alunos porque abre três turnos.
Teresa Conceição reconheceu que a ilha do Mussulo precisa de mais escolas para absorver todas as crianças que ainda estão fora do sistema de ensino.
Os alunos do Mussulo, quando concluem a sexta classe têm de ir diariamente para Luanda a fim de darem continuidade aos estudos.

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