Sete Mortos e Quatro Raptados Num Novo Ataque no Norte de Moçambique

Sete pessoas morreram e outras quatro foram raptadas num novo ataque, ocorrido nesta quinta-feira (7), por grupo armado, supostamente de inspiração radical islâmica, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, segundo fontes locais.

A população local, que não dorme na aldeia por receio de novos ataques, foi surpreendida quando dormia em acampamentos instalados agora na mata, segundo as mesmas fontes. As vítimas foram todas decapitadas pelo grupo, que também raptou três mulheres e um jovem.

Desde outubro de 2017 já terão morrido cerca de 150 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança.

A onda de violência em Cabo Delgado (2.000 quilómetros a norte de Maputo, no extremo norte de Moçambique, junto à Tanzânia) eclodiu após um ataque armado a postos de polícia de Mocímboa da Praia por um grupo com origem numa mesquita local, que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes há pelo menos dois anos.


Para Investir em Moçambique Empresários Norte-Americanos Querem Garantias de Segurança

O encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, Bryan Hunt, disse que os empresários norte-americanos querem garantias de segurança para investir no país.

“Os investidores precisam de garantias de que existe esforço nacional para abordar e travar o extremismo violento recente na província de Cabo Delgado”, no norte do país, disse Hunt, sexta-feira (25),em alusão à onda de ataques armados protagonizada por grupos desconhecidos em aldeias daquela província.

Hunt falava em Maputo durante o lançamento da 12.ª Cimeira Anual de Negócios Estados Unidos – África, em parceria com o Corporate Council on Africa.

A cimeira servirá como uma das principais plataformas para as empresas americanas conhecerem e discutirem com as suas contrapartes africanas as últimas tendências de negócios, comércio, e investimento por todo o continente, onde se espera 1500 participantes.

Para Hunt, os investidores norte-americanos vão querer ver progressos concretos na implementação do desarmamento, desmobilização e reintegração dos antigos guerrilheiros Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), no âmbito dos consensos alcançados entre o Governo e maior partido de oposição nas negociações de paz.


Os Eventos Que Moçambique Vive Deixam Moçambicanos Descrentes

 

Há 4 anos como Presidente, Filipe Nyusi carrega fardos sem precedentes. Apesar de certo esforço e otimismo manifestados nos discursos sobre o estado da nação, os eventos que o país vive deixam moçambicanos descrentes.

2014:

“O empregado do povo”

Quando foi empossado há precisamente 4 anos, Filipe Nyusi auto-denominou-se “empregado do povo”. Herdava um país com vários problemas graves, a destacar o conflito armado entre a RENAMO e o exército nacional e as dívidas ocultas avaliadas em 2 mil milhões de dólares, com todas as suas consequências para o país.

Relativamente à gestão da crise da dívida, Nyusi dá sinais de não estar a servir devidamente o seu patrão conforme prometeu. E o sociólogo Hortêncio Lopes explica: “Acho que não mostrou competências, porque existe alguma inércia por parte do Executivo e judiciário para agir diante de algumas situações ligadas às dívidas ocultas. Então, penso que o Presidente não foi suficientemente inteligente para gerir esta situação, pese embora que não seja da competência dele como Executivo, mas penso que poderia influenciar no sentido do judiciário tomar a peito essa questão.”

2015: “O estado da nação não é satisfatório”

Mosambik Treffen Nyusi und Dhlakama in Gorongosa

Filipe Nyusi (esq.), Presidente de Moçambique, e Afonso Dhlakama, líder da RENAMO, na Gorongosa


O Banco Mundial Prevê Crescimento da Economia Moçambicana de 3,5% em 2019

O Banco Mundial reviu em alta a previsão de crescimento económico de Moçambique, projetando uma expansão de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 e de 4,1% em 2020.

A revisão, feita pelos peritos do Banco Mundial no relatório ‘Perspetivas Económicas Globais”, divulgado terça-feira (8), representa uma melhoria de 0,1 e de 0,5 pontos percentuais relativamente às previsões feitas há 12 meses atrás para 2019 e 2020, respetivamente.

Apesar de manter a previsão para 2018 nos 3,3%, o documento refere que Moçambique sofreu com a redução do investimento direto estrangeiro em 40% nos países africanos e que afetou países vizinhos, como o Zimbabué ou Tanzania e também com a descoberta de dívida pública oculta.

“Em Moçambique, o rácio da dívida pública em relação ao PIB aumentou cerca de 50 pontos percentuais desde 2013, atingindo 102% em 2018, com os pagamentos de juros subindo de 2,6% das receitas para 16,5% no mesmo período

A deterioração foi acentuada por défices crescentes, uma vez que a política fiscal permaneceu folgada num cenário de preços das matérias-primas mais baixos e crescimento moderado, e foi agravada pela inclusão em 2016 de dívida comercial externa anteriormente não divulgada”, referem os economistas do Banco Mundial.


No Norte de Moçambique Grupo Armado Faz Novo Ataque

 

Homens armados mataram na quarta-feira à noite uma pessoa e destruíram seis casas na aldeia de Inguane, distrito de Macomia, norte de Moçambique.

As fontes contaram que a vítima mortal é um homem e que os atacantes estavam munidos de catanas e uma arma de fogo do tipo AK-47.

Os residentes terão conseguido avistar pelo menos sete elementos do grupo que atacou a aldeia, que se localiza noPosto Administrativo de Mucojo, na província de Cabo Delgado, a mais de dois mil quilómetros de Maputo.

O ataque de quarta-feira foi o primeiro à aldeia de Inguane, mas outros pontos do distrito de Macomia já foram alvos de ataques por parte de grupos armados que têm protagonizado ações de violência em distritos de Cabo Delgado, desde outubro do ano passado.

Dezenas de pessoas morreram na sequência dos ataques, que provocaram o deslocamento de populações das suas aldeias.