A Maior Ponte Suspensa de África Foi Inaugurada Hoje em Moçambique Pelo Presidente Filipe Nyusi,

Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, inaugura neste sábado (10) a ponte Maputo – Katembe, a primeira ponte sobre a baía da capital moçambicana e maior travessia suspensa de África.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, inaugura neste sábado (10) a ponte Maputo – Katembe, a primeira ponte sobre a baía da capital moçambicana e maior travessia suspensa de África.

O programa da cerimónia, no dia do feriado municipal de Maputo, prolonga-se por toda a manhã e conta com transmissão em direto pelas televisões moçambicanas.

A ponte foi financiada e construída pela China, um empreendimento “chave na mão” que arrancou há quatro anos com um valor base de 785 milhões de dólares que Moçambique começa a pagar a partir de 2019.


Crocodilos Mataram Dezenas de Pessoas na Ilha de ChindeProvíncia Moçambicana da Zambézia

Crocodilos mataram dezenas de pessoas na ilha de Chinde, província moçambicana da Zambézia. Habitantes acusam autoridades de nada fazer para os proteger dos ataques. Governo está sem capacidade de resposta e pede ajuda.

Dezenas de pessoas têm sido atacadas por crocodilos no distrito de Chinde, a sul da província da Zambézia. Só nos últimos seis meses, 15 pessoas morreram em ataques, segundo as autoridades locais.

A população diz que os crocodilos chegam a saltar para as canoas para atacar os passageiros. “Atacam quando as pessoas vão buscar água e vão à pesca. O problema é que não há um poço para ir buscar água e nós bebemos sempre água lá no rio”, relata Inácio Costa, residente no distrito de Chinde.

João Gordinho, outro morador deste distrito, pede ajuda: “Na área de Candaia, as pessoas são atacadas quando vão à pesca e nós atravessamos outras margens para fazer machamba. Nós não temos meios e estamos a pedir ajuda ao Governo.”

Há uma grande guerra com o crocodilo

O administrador de Chinde, Pedro Vírgula, diz que tem feito o que pode para tentar pôr fim aos ataques. O problema é que há pouco peixe e demasiados crocodilos. “A população vive da pesca e o peixe está a escassear no mar. Por isso, a população tenta procurar mais locais onde encontrar peixe e isso cria guerra com os crocodilos”, explica.


O Presidente de Moçambique Anuncia Para Sábado Como Início da Desmilitarização da Renamo

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou nesta quinta-feira (04), em Maputo, que o processo de desmilitarização da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) começa no sábado, com a desmobilização e reintegração nas Forças de Defesa do braço armado da principal partido da oposição.

“Tenho o prazer de anunciar que, como está previsto no memorando de entendimento que o Governo assinou com a Renamo, iremos lançar no próximo sábado, dia 06 de outubro, o início efetivo do processo de desmilitarização, desmobilização e reintegração”, afirmou Filipe Nyusi, numa declaração à nação sobre o Dia da Paz e da Reconciliação, que se assinala hoje em Moçambique.

O chefe de Estado moçambicano, que falava a partir da Praça dos Heróis, em Maputo, adiantou que até sábado estarão em Moçambique o chefe da missão que vai dirigir o processo de desarmamento da Renamo, o general argentino Javier Perez Aquino, e os peritos militares dos sete países que vão monitorizar a operação.

“Até sábado já se encontrarão no território nacional todos os peritos solicitados para testemunhar o processo provenientes da Tanzânia, do Zimbabwe, Estados Unidos da América, Suíça, Alemanha, Noruega, Irlanda e Índia e a eles se juntará o general Javier Aquino, da Argentina, que irá liderar o grupo”, destacou Filipe Nyusi.

O Presidente moçambicano apelou aos moçambicanos e à comunidade internacional para se empenharem na instauração de uma Paz duradoura, para que o país se concentre na luta contra a pobreza e criação da prosperidade, pedindo o sucesso da operação.


Sete Mil Animais Selvagens a Importar Por Moçambique Para Repovoar Vários Parques e Reservas Nacionais

O Governo moçambicano aguarda pela transferência de sete mil animais selvagens de países vizinhos para os parques e reservas nacionais até 2019, disse à Lusa fonte da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

O diretor interino dos Serviços de Conservação e Desenvolvimento Comunitário da ANAC, Armindo Aramani, afirmou, em entrevista à Lusa, que o total de animais selvagens movimentados dos países vizinhos para Moçambique vai passar no próximo ano para cerca de 15 mil desde que o plano de repovoamento dos parques e reservas naturais moçambicanos começou, em 2001.

“Temos parques e reservas elegíveis para o repovoamento”, declarou Armindo Aramani, adiantando que há, no país, seis locais em condições de receber novos animais.

Os parques da Gorongosa, Limpopo, Zinave, Banhine, a Reserva do Gilé e a Reserva Especial de Maputo são santuários da vida selvagem moçambicanos, aptos a ser repovoados por animais bravios, assinalou.

Armindo Aramani não especificou o número de animais que vão passar a viver nos parques e reservas moçambicanas após 2019, entre os transferidos e os nativos.


Novo Ataque de Grupo Armado no Norte de Moçambique Faz Mais Seis Mortos e Incendeiam 200 Casas

Um novo ataque de um grupo armado no norte de Moçambique provocou seis mortos na noite de quarta-feira na aldeia de Namaluco, distrito de Quissanga, onde foram queimadas cerca de 200 casas, disseram autoridades e residentes à agência Lusa.

Entre os seis mortos, há vítimas baleadas e outras decapitadas, acrescentaram. Há ainda dois feridos em estado grave depois de terem sido baleados. De acordo com os relatos recolhidos pela Lusa, os habitantes começaram a fugir pelas 21:00 (menos uma hora em Lisboa) à medida que o grupo ia entrando na aldeia, provocando gritos e alvoroço na escuridão da noite.

Em Namaluco, o palco é semelhante ao de ataques anteriores: a aldeia com cerca de 1.500 a 2.000 habitantes, não tem eletricidade nem infraestruturas, é acessível através de uma estrada em terra e as casas são de construção artesanal. As vilas sede de distrito mais próximas, Quissanga e Macomia, onde há energia e serviços, estão a algumas dezenas de quilómetros. Os residentes dizem ter ouvido vozes dos atacantes em suali, língua falada na Tanzânia, e noutras que desconheciam. Outras fontes locais relatam que o fogo da última noite era visível da ilha do Ibo (Quissanga é um distrito costeiro), para a qual se estarão a deslocar inúmeros habitantes da região, que tentam encontrar um local seguro.