Segundo a ONU Um Milhão de Espécies Animais e plantas Estão Ameaçados de Extinção em Escala Mundial,

Foto África 21 Digital

Um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçados de extinção em escala mundial, segundo relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU).

A análise contou com a participação de 145 cientistas de 50 países e mostra que “a natureza está diminuindo globalmente, a taxas sem precedentes na história da humanidade”.

Os cientistas trabalharam ao longo dos últimos três anos na revisão de mais de 15 mil pesquisas científicas e informações governamentais.

De acordo com o relatório, mais de 40% das espécies de anfíbios, quase 33% dos corais formadores de recifes e mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados. E a diversidade de espécies nativas na maioria dos principais habitats terrestres caiu em pelo menos 20%, principalmente desde 1900.

Outras constatações dos pesquisadores são que as áreas urbanas mais que dobraram desde 1992 e quase 75% dos recursos de água doce são agora dedicados à produção agrícola ou pecuária.

Essa perda relatada é resultado direto da atividade humana e dos impactos do desenvolvimento econômico na natureza e representa uma ameaça direta ao bem-estar humano, de acordo com o relatório.


Especialistas Angolanos Procuram Causas do Abate “Massivo” de Tartarugas Marinhas nas Praias do Nzeto

tartarugasUm grupo de especialistas angolanos, afectos à direcção provincial do Zaire do Ambiente e Pescas, estão a realizar um diagnóstico, para se apurar as reais causas do abate “massivo” de tartarugas marinhas, nas praias do município do Nzeto.

Em declarações hoje à Angop, o director nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, Joaquim Manuel, disse que a situação é preocupante, visto que há muito que não se tinha relatos do género naquela região.


Ocupação Desordenada da Zona Costeira Angolana Preocupa Biólogo

cabo_ledo_05A ocupação desordenada da zona costeira de Luanda e a falta de harmonização nas edificações construídas nesta área periga a biodiversidade existente e pode causar danos ambientais irreversíveis, advertiu hoje (sexta-feira), em Luanda, o biólogo Filipe Kodo.

Em declarações à ANGOP, Filipe Kodo manifestou-se preocupado com a ocupação desordenada da faixa costeira, sublinhando que esta situação periga os “berçários” de desova de inúmeros animais.

O biólogo disse que em Luanda as maiores extensões de mangais encontram-se na Barra do Kwanza, uma zona que regista bastante movimento humano nos últimos tempos. “Tudo isso tem impacto negativo sobre a biodiversidade porque as zonas costeiras são consideradas húmidas e áreas importantes para aves migratórias, que utilizam essas áreas para necessidades de reprodução e repouso”.

O funcionário do Ministério do Ambiente acrescentou que a protecção ambiental da zona costeira está comprometida devido a estes impactos e a falta de um plano especial de ordenamento costeiro, bem como a ausência de saneamento e tratamento de resíduos e dos esgotos canalizados para estas zonas.

Angop

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Parque Natural a Sul do Rio Cunene Deixará de Existir

parque_naturalO aumento de habitantes, fazendas agrícolas e a construção de residências definitivas pode obrigar as autoridades ligadas à preservação do ambiente a mudarem a categoria ou encerrarem o Parque Nacional da Mupa, voltado ao abandono.

Localizado a 175 quilómetros a Este de Ondjiva, município de Cuvelai, o parque tem uma extensão de seis mil e 600 quilómetros quadrados e nele estão confinados mais de 25 mil cidadãos, muitos deles fazem da sua flora e fauna fonte de sobrevivência.
De acordo com uma fonte do Ministério do Ambiente, o parque está a perder as condições básicas para a protecção da sua biodiversidade, fruto da invasão que sofre nos últimos tempos.

“O número de populares que por lá decide habitar aumentou, aumentando as famílias aumenta também todos os possíveis riscos contra a fauna e flora”, avançou a fonte.

Relatos sobre caça furtiva, abate indiscriminado de árvores, preparação de grandes extensões de terra para a prática agro-pecuário são outros males verificados no local.

Até 2007, no interior do Parque Nacional da Mupa estavam construídas 575 residências definitivas, dezenas de aldeias dispersas, bem como fazendas agro-pecuárias foram criadas.

Resultado dos conflitos armados ou não, o Parque Nacional da Mupa deixará de existir e paulatinamente toma outra categoria, em função da invasão do próprio homem.

Ainda não se sabe ao certo o veredicto final que o ministério de tutela fará com relação a esta realidade, mas o certo é que a população já venceu o conflito “homem e animal”, disse a fonte.

Várias espécies de animais deixam o espaço aos “donos da terra” e vão em busca de outras regiões mais seguras, enquanto que outros caiem nas armadilhas montadas pelos actuais proprietários do habitat.
Esqueletos de crânios de elefantes foram encontrados recentemente na posse de populares daquela região, enquanto que outros animais de grande porte, como girafas e zebras, desapareceram daquelas paragens, em função da “agressão” humana.

Criado em 1965, o parque está localizado na região do Sul de Angola, no município de Kuvelai.
Este ocupa uma margem a Sul do Rio Cunene e faz fronteira com a província da Huíla e Kuando Kubango.

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Meio Ambiente em Risco com a Exploração e Venda de Inertes em Luanda

 

Um negócio lucrativo na província de Luanda, a exploração e venda de inertes destinados à construção civil têm atraído a atenção de empresas e particulares. No entanto, nem sempre são tidos em conta os prejuízos que essa actividade pode causar ao meio ambiente.aboração de estudos de impacto ambiental, para que se atinja um processo de extracção sustentável.
“Daqui depende o meu sustento e o da minha família”. A afirmação pertence a Fátima Luís, que há três anos e meio se dedica à venda de inertes no mercado da Alegria, município de Belas, próximo da rotunda da Fubu. Sentada numa cadeira de plástico branco e cercada por amontoados de burgau, areia e pedras, a chegada de um cliente representa para ela motivo de satisfação e a concretização de um negócio. De forma geral, faz parte da rotina dos vendedores raramente passarem um dia sem “facturar”, muito por culpa da procura. Ao longo do mercado da Alegria, é quase impossível circular e ignorar as quantidades de burgau, pedras e areia que são comercializadas.
João Tavares, que também vende no mercado, privilegia a venda de areia que normalmente recebe de um familiar que trabalha com um camião. Apesar de manifestar alguma incerteza, deixa escapar que o município da Quissama e a área do Panguila constituem locais de exploração do produto que vende e admite que por vezes ela é feita de forma ilegal. Por essa razão, nem sempre as coisas correm na perfeição devido à fiscalização.
O ambientalista e membro da direcção da Juventude Ecológica de Angola (JEA), José Silva, considera que esta prática, que se verifica em zonas propícias à exploração de inertes e nos mercados, acaba por ser um recurso de sobrevivência para muita gente. Por essa razão, adverte que não se não pode olhar para este aspecto apenas de forma repressiva.
“É necessário que possamos analisar o ponto de vista social dessas famílias, para evitarmos, de uma maneira geral, a exploração de inertes em cursos de rios instáveis que podem mesmo causar a destruição das várias estruturas físicas”, explicou. À semelhança do mercado da Alegria, em vários outros mercados, sobretudo nos municípios de Viana e Cacuaco, também é possível encontrar pessoas que se dedicam à venda a retalho e ainda outras que fazem-no em camiões e carrinhas. É o caso de Vasco Cassule, que há mais de sete anos ganha a vida com a venda de inertes. Encontrámo-lo encostado à carrinha que lhe dá suporte ao negócio e debaixo de um sol abrasador. Pacientemente, esperava por clientes num espaço a reclamar higiene, mas preenchido com cadeiras de plástico e uma roulotte.
Vasco Cassule, que manifestou pouco à-vontade para falar, revelou a existência de algumas áreas exploradas, sobretudo no município da Quissama, que foram transformadas em autênticas “zonas de guerra” e onde não se têm em conta os danos desta actividade para o meio ambiente.
“São enormes as crateras que são deixadas e os terrenos ficaram altamente acidentados um pouco por todo o lado onde foram retirados inertes”, adiantou.

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