Visita ao Centro de Hemodiálise do Hospital Josina Machel em Luanda


Em alusão ao dia Mundial do doente que hoje se assinala, a equipa de reportagem deste jornal visitou o Centro de Hemodiálise do Hospital Josina Machel, que atende cerca de 124 pacientes /dia, e acompanhou o drama de quem sobrevive com auxílios de máquinas
Pedir esmolas para apanhar um táxi, passar fome e dormir ao relento são alguns dos sacríficios que dezenas de cidadãos que padecem de insuficiência renal enfrentam semanalmente para terem mais algumas horas de vida.

Muitos deles dizem terem sido abandonados pela família, perderam o emprego, os sonhos, o respeito da sociedade e a auto-estima, tudo porque os rins deixaram de funcionar correctamente. Com isso, as suas vidas passaram a depender de uma máquina que filtra as impurezas do seu sangue. João Santos tem 51 anos e há mais de três conhece bem essa realidade.

Na luta pela sobrevivência, desloca-se pelo menos três vezes por semana à pedonal do “ISIA”, na via-Expressa, para pedir esmolas aos automobilistas e transeuntes, a fim de custear o táxi do Benfica até ao Centro de Hemodiálise do Hospital Josina Machel, na Maianga, para o tratamento e para sua a alimentação. Sentado no chão, encostado aos ferros, sem camisa para mostrar os tubos que tem canalisados no peito, tenta chamar a atenção dos que por ali passam. Foi durante esta ocasião que o abordamos, às 8horas de Sexta-feira.

Com lágrimas nos olhos, o homem afirmou que adoptou esta iniciativa de forma a não faltar às sessões de tratamento, agendadas para Domingos, Terças e Quintas-feiras, uma vez que os seus familiares desistiram de o apoiar psicológica e financeiramente

. “A minha mulher faleceu e os meus familiares dizem que não há outra coisa a fazer a não ser esperar a morte”, lamentou. A sua esperança esteve depositada num dos filhos que vive em França e havia enviado cerca de 10 mil dólares para o ajudar no tratamento. Entretanto, o vizinho, que parecia estar engajado em ajudá-lo a levantar tais montantes, num momento em que os bancos impuseram algumas barreiras aos seus clientes para movimentarem moedas estrangeiras, acabou por deixá- lo na penúria. Apossou-se da quantia e fugiu.


Luanda Procura Nova Matriz Arquitectónica

Na década de 70, Luanda era considerada cidade de encantos. Fundada em 1576, passou por transformações estruturais de fundo, a partir do século XX, que lhe deram sinais de modernidade, mas colocaram em risco dezenas de patrimónios.

A antiga cidade de Loanda nasceu de uma estrutura arquitectónica vernacular (feita com materiais e recursos do meio ambiente). Em contrapartida, com a chegada dos colonizadores portugueses, adoptou novos parâmetros urbanísticos europeus.

Segundo estudos, a capital angolana era, nos meados do século XX, “uma cidade com traçado urbano lasso, disperso, de baixa densidade, com os seus casarões típicos, com enormes quintais e com grossas paredes”, além de “praças ajardinadas”.

De acordo com a obra “Luanda, da Arquitectura Vernacular ao Século XXI”, do pesquisador Luís Alexandre, “após a Segunda Guerra Mundial, a cidade sofreu uma profunda transformação, determinada pelo seu porto, em conjugação com os caminhos-de-ferro que lançaram as bases para um grande crescimento económico”.

Com estas mudanças, narra o pesquisador, “a antiga cidade típica portuguesa, com os seus palácios, sobrados, casas típicas, as suas igrejas barrocas, coroando os seus pontos mais altos e os seus bairros populares tradicionais, foi sendo demolida para dar origem a edifícios de arquitectura moderna”, que ganharam corpo por volta da década de 50.


Elevado Custo da Estadia Afugenta Clientes dos Hotéis em Luanda

A província de Luanda, fundada oficialmente a 25 de Janeiro de 1576, continua a liderar o “ranking” da rede hoteleira do país, com um total de 109 hotéis e 50 resorts, muitos dos quais duramente afectados pela crise económica iniciada em finais de 2014.

Principal ponto de entrada de turistas estrangeiros para o país, a antiga São Paulo de Assunção de Loanda registou, nos últimos dez anos, um incremento da rede hoteleira.

Dados oficiais do Ministério da Hotelaria e Turismo referem que, em 2009, existiam apenas 27 hotéis na capital angolana, ou seja, menos 82 em relação ao número actual. Além dos hotéis, a cidade conta com 63 pensões, 12 aldeamentos, 37 hospedarias, sete albergarias, uma pousada e igual número de estalagens, além de dois aparthotéis.

Desde a altura da realização do CAN/2010, a rede hoteleira e similares tem crescido em Luanda. Mas, nos últimos quatro anos, regista-se queda na taxa de ocupação.


5 Pontos Turísticos em Luanda Que Não Pode Mesmo Deixar de Visitar

 

 

Fotos: Angop

 

Passados 443 anos da sua fundação por Paulo Dias de Novais a 25 de Janeiro de 1576, “Kianda” continua a ser apontada por muitos como uma cidade de lugares apaixonantes e encantos para lá de indescritíveis.

Mudam-se os tempos e com isto alguns cenários. Entretanto, a magia e todo o contraste que fazem desta capital um destino de emoções para milhares de populares são pontos que permanecem intactos.

Neste aniversário, o SAPO convida-o a “passear” por pelo menos cinco pontos turísticos imperdíveis em Luanda:

1) Baía de Luanda, o cartão-postal da cidade

A brindar os luandenses desde Agosto de 2012, abençoado pelo mar, o cenário emblemático conjuga lazer e diversão, um palco único e indispensável não só para festivais de música, como também para praticantes de actividade física e amantes das várias facetas do mundo da fotografia.

 2) Ilha do Mussulo, um recanto paradisíaco em forma de sol, brisa e mar

A integrar o topo da lista de sugestões para os dias quentes de Luanda, esta península é certamente um dos cenários mais escolhidos por “kaluandas”, turistas e amantes do bem-estar. O seu banco de areia de cerca de 30 quilómetros de comprimento acolhe incontáveis opções de restaurantes, resorts e spas. Um convite irrecusável para quem se deixa deslumbrar por desportos radicais e para quem não dispensa a oportunidade de dar ao corpo aquele “bronze poderoso”.

3) Miradouro da Lua, um segredo que a natureza guarda com paixão

Para quem se dirige de Luanda para as praias do Cabo Ledo ou para a Barra do Cuanza, este pedaço de terra lunar mesmo aos pés do homem tem sido, desde então, uma das mais consagradas belezas naturais da província.

A 40 quilómetros a sul da cidade, esta maravilha foi escolhida para ser o cenário do filme “O Miradouro da Lua”, do realizador português Jorge António, primeira co-produção cinematográfica luso-angolana, rodada em 1993, e que conquistou o prémio especial Realização no Festival de Gramado, no Brasil.


A Partir de Fevereiro o Nó viário da UGP, na Avenida Pedro Van-Dúnem Loy Começará a Ganhar Forma

O nó viário da UGP, na Avenida Pedro Van- Dúnem Loy começa a ganhar forma a partir 01 Fevereiro, com início da construção de estacas, muros e lajes de um dos túneis do viaduto, segundo a Angop Para permitir o trânsito naquela área, será feito um desvio no sentido Benfica-Golf II, cujo separador central terá ligações com a rua da UGP.

Para as viaturas que circulam Golf II–Benfica será desviada para Rua da UGP, fazendo o retorno no desvio do KFC e subir a rua da Samba ou dentro do Futungo. Para os automobilistas que circulam no sentido Benfica e pretendam chegar ao Golf II, a alternativa será o interior do Talatona e depois sair pelo Mundo verde.

De acordo com o responsável da Tecnovia, José Barros, a limitação da circulação nesta área deve- se aos trabalhos do nó de ligação, e serão feitos vários desvios, este o primeiro, até à conclusão dos trabalhos. Este desvio, referiu, vai facilitar a circulação e acabar com o trânsito existente no retorno da Maxi.

A avenida Pedro de Castro Van- Dúnem “Loy” terá um nó de ligação na zona da UGP, permitindo a ligação do Benfica/Golf 2 e Talatona/ Samba, sem a intercessão de veículo. A construção de uma intercessão visa um cruzamento desnivelado, que permitirá aos automobilistas que saírem do Benfica, sentido Golf II e vice-versa, passar pelo túnel, evitando o cruzamento com os veículos que saírem do Talatona e da Samba.