Corredor de Desenvolvimento do Lobito Vai Promover o Crescimento e Trocas Comerciais na Região Austral do Continente

lobito_corredorOs ministros africanos dos Transportes estão reunidos desde ontem em Luanda para analisarem o grau de execução do plano de acção do sector dos transportes, o relatório de actividades do Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA) e perspectivar as acções para os próximos anos.

A comissária para as Infra-estruturas e Energia da Comissão da União Africana (UA), Elham Ibrahim, elogiou Angola pela forma como está a executar o “Corredor de Desenvolvimento do Lobito”, um programa destinado a promover o crescimento e as trocas comerciais na região austral do continente.
Elham Ibrahim, que falava à imprensa, durante a terceira reunião de Mesa da Conferência da União Africana dos Ministros dos Transportes, defendeu que a execução do “Corredor do Lobito” deve ser “um exemplo a ser seguido pelos países africanos”, realçando que o projecto vai garantir um avanço nos planos de acção que constam da agenda da Comissão da União Africana.
O “Corredor de Desenvolvimento do Lobito” constitui um importante sistema regional de infra-estruturas de transportes, capaz de promover o crescimento económico sustentável, pelo seu forte potencial de atrair e mobilizar o capital de investimento e o desenvolvimento das trocas comerciais nacionais e transfronteiriças.
A comissária da União Africana apontou os sectores das tecnologias de informação e comunicação, transportes e águas transfronteiriças, como prioridades na agenda dos países, pelo seu impacto a nível regional e continental.Elham Ibrahim lembrou que o “Corredor do Lobito” tem grande importância para os países da região austral do continente, pelo facto de envolver o desenvolvimento dos sistemas de transporte aéreo, ferroviário, rodoviário e marítimo. A aprovação dos programas do subsector dos transportes a nível dos países africanos deve obedecer a consenso de todos os países que integram a Comissão da União Africana, alertou.
“Qualquer trabalho feito a nível nacional deve merecer o reconhecimento da Comissão da União Africana”, sublinhou. Os ministros africanos dos Transportes estão reunidos desde ontem, em Luanda, para analisar o grau de execução dos planos de acção dos subsectores de transportes, o relatório de actividades do Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA) e decidir as perspectivas para o futuro.
Na reunião que termina hoje, está a ser preparada a terceira sessão da Conferência da União Africana dos Ministros dos Transportes, prevista para Novembro, em Malabo, na Guiné Equatorial.
Os participantes perspectivam que o encontro resulte na facilitação da execução dos planos de acção dos subsectores dos transportes e concertação sobre a preparação da terceira sessão da Conferência dos Ministros Africanos dos Transportes.
Participam no encontro cinco ministros dos Transportes: de Angola, que preside ao encontro, da Tanzânia, Gana,Camarões e Egipto. De acordo com uma nota do Ministério dos Transportes, desde a última reunião dos ministros africanos, que decorreu de 20 a 25 de Novembro de 2012, a execução do programa do sector no continente registou “grandes progressos”, embora haja ainda muitos desafios por enfrentar.

Jornal de Angola/Natacha Roberto


Na Restinga do Lobito, Baleia com 16 Metros dá à Costa

baleiaUma baleia de aproximadamente 16 metros de comprimento foi encontrada morta nesta sexta-feira, na costa da Restinga do Lobito, província de Benguela, com avançados sinais de degradação.

O animal, que segundo pescadores terá sido levado à costa sem vida, pelas ondas, foi avistado cedo, pelos primeiros “homens das redes” que tentavam fazer-se ao mar.

Até as 13 horas, a espécie marinha que deixava passar muitos líquidos, principalmente sangue, deixou parte da Restinga, constrangida, devido ao mau cheiro que exalava.

Para contornar a situação, agentes do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros fizeram-se ao local, com um tractor, visando a sua remoção.

Um oficial que comandava as forças do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros disse à Angop ser sua preocupação, o mais rápido possível, a remoção e enterro dos restos da baleia, com vista a proteger a saúde pública.

“Vamos fazer os possíveis de retirá-la da praia, mas compete aos outros analisarem as causas da sua morte”, disse, indicando que é de “médio porte, com 16 metros de comprimento.

O director do Instituto de Investigação Marinha – Centro Regional de Benguela, Kumbi Kilongo, “a ocorrência de situações do género, neste período do ano, pode considerar-se muito normal e pode ser frequente, porque tanto as baleias, quanto as focas, partem da zona mais a Sul da África do Sul, subindo, em função do clima que se assemelha, associado à procura de alimentos (cardumes)”.

Neste período, as condições climatéricas são semelhantes às do Sul do continente e, ao acompanharem os cardumes, de que se alimentam, as vezes atingem a costa por não dominarem a região.

Quanto ao facto de ter sido trazida à costa pelas ondas, já sem vida, apontou a probabilidade de algum choque com qualquer embarcação, uma vez que essa zona é muita frequentada por navios de grande porte.

Para o mestre em Ambiente e Ordenamento do Território, Miguel Nito, neste período do ano a zona Antárctica está abaixo de zero graus centígrados e as baleias tendem a seguir para temperaturas aparentemente mais quentes, no caso as da costa de Benguela, em função do factor latitude e proximidade com a costa.

Esta é a terceira ocorrência do género, depois de em 2000 ter-se registado por duas ocasiões, com baleias de tamanhos consideráveis.

Angop


A Cidade do Lobito Já Tem Plano Director

 

lobito_camara_A Administração Municipal do Lobito e o Instituto Superior Politécnico Jean Piaget rubricaram um acordo de cooperação técnica e científica, destinado a potenciar e proporcionar às instituições públicas a reflexão e o debate no domínio do urbanismo, engenharias de construção civil, ambiente, electrotecnia, entre outros.

A primeira versão do plano director, documento principal de gestão e planeamento do território, é já uma realidade, o que é crucial para a vida desta cidade portuária.
O ensino superior foi lançado na província de Benguela em 1992, pelo Presidente da República, durante um encontro que manteve com a juventude da cidade. “Para nós, o Lobito estar na linha da frente dessa relação com o ensino superior não é um orgulho, mas sim uma obrigação”, salientou o administrador municipal.
O Lobito, prosseguiu Amaro Ricardo, tem uma monografia muito complicada, com contrastes geográficos profundos, que começam na linha de rebentamento das águas do mar até ao torpedo do Morro da Quileva. Na época das chuvas, as águas descem por um conjunto de linhas que se acumulam na zona baixa e se juntam ao velho e complexo canal de drenagem que tem vários problemas.
A cidade, que está prestes a celebrar o centésimo aniversário, tem as atenções voltadas para a realização de actos administrativos, projectos, acções de urbanização, loteamento, habitação, comércio, armazenagem e indústrias, de uma maneira mais pensada.
Neste momento, já existe a primeira versão do plano director, documento principal de gestão e planeamento do território, crucial para a vida do município, que possui uma componente específica de como resolver com acuidade os problemas da periferia, e que foi apresentado ao Conselho Municipal de Auscultação e Concertação Social.
“Esta parceria com a Universidade Jean Piaget vai contribuir para suprir as carências existentes na nossa Administração, fundamentalmente com meios técnicos e materiais, recursos humanos especializados, nas áreas das engenharias, arquitectura, construção civil, indústria, economia, entre outras”, salientou o administrador. A limitação de recursos não permite ter uma dimensão que se coadune com a complexidade geográfica, humana e económica, em prol do crescimento e desenvolvimento que o município almeja, acrescentou.
Na sua perspectiva, a cidade precisa de engenheiros, arquitectos, psicólogos, sociólogos, entre outros quadros, por ser uma urbe muito dinâmica, onde tudo acontece. “Basta referir os problemas sociais que nos últimos tempos se têm verificado no bairro do Lobito Velho e o que se podia fazer em termos de antropologia e sociologia e o que pode ser feito para inverter este quadro”, sublinhou.

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Entregues as Primeiras 648 Residências em Agosto na Nova Centralidade do Lobito

lobitoA centralidade do Lobito entrega as primeiras 648 residências em Agosto próximo, no âmbito do Programa Nacional de Habitação, anunciou sábado à imprensa o administrador municipal Amaro Ricardo.

Construída na zona alta da cidade do Lobito, a centralidade concluí a primeira etapa do projecto de construção de três mil habitações sociais até finais do Agosto próximo.
Amaro Ricardo, que falava no final da segunda reunião ordinária da Administração Municipal do Lobito, que decorreu no Clube Atlético do Lobito, Lobito Velho, Amaro Ricardo disse que as casas só estarão disponíveis aos candidatos quando estiverem concluídas as infra-estruturas, passeios e estrada de acesso.
O administrador garantiu que as modalidades de comercialização são idênticas aos do Centralidade do Kilamba (Luanda).
Amaro Ricardo disse que, com base numa orientação deixada no Lobito pelo secretário de Estado da Juventude, Nhanga de Assunção, segundo o qual o governo provincial deve também sortear residências para os jovens locais.
O administrador anunciou que vários serviços sociais e administrativos devem mudar para a centralidade, descongestionando a zona alta da cidade onde actualmente estão instaladas o porto mineiro, a refinaria do Lobito e a fábrica de cimento. A reunião da administração do Lobito analisou os projectos e programas económicos e sociais no município, nomeadamente, conclusão do porto minério, andamento das obras da refinaria da urbe e programa nacional de habitação.
A centralidade do Lobito está a ser erguida a dez quilómetros a Norte do centro da cidade.
As obras de construção da centralidade conheceram, em Janeiro último, a visita do secretário de Estado da Juventude, Nhanga de Assunção. No município, está em curso ainda, na localidade do Alto Akongo, na comuna do São João, estão em curso as obras das 32 casas sociais, já em fase de conclusão.
Na ocasião, o administrador municipal do Lobito, Amaro Ricardo, esclareceu que o projecto prevê a construção de 100 casas, mas as restantes 68 devem ser erguidas num outro espaço, localizado na nova centralidade do Lobito.
Rui Silva, da empresa que está a construir as habitações, afirmou que as 32 casas são entregues no prazo de um mês.
O empreiteiro garantiu que as restantes 68 residências começam a ser erguidas nos próximos dias, para no final do ano serem concluídas e entregues à administração municipal do Lobito.

Jornal de Angola/Jesus Silva


Construções em Espaços Aterrados nos Mangais Ameaçam o Futuro do Lobito

l_obitomangaisO Lobito corre o risco, mais cedo que muitos imaginam, de vir a sofrer sérias inundações devido aos trabalhos de aterro que estão a ser efectuados nos mangais da cidade para edificação de infraestruturas de carácter definitivo.

Especialistas entendidos no assunto defendem que, com o aterro dos mangais iniciado com a construção de uma enorme infraestrutura a cargo da empresa seguradora AAA, os seus terrenos estão mais elevados em relação ao nível do mar.

Tal desnível poderá provocar a acumulação da água do mar como resultado das marés cheias na baía, cortando assim o movimento das águas para o outro lado da cidade e o escoamento das águas pluviais para o mar.
Os dados neste sentido apontam que com os espaços aterrados nos
mangais, em caso de maré-cheia, as suas águas vão colocar várias zonas
da cidade submersas.Lobitomangais

O assunto está a preocupar várias sensibilidades da sociedade
civil do Lobito, particularmente a associação ambiental ADAMA, que de algum modo tem estado a liderar o debate à volta da situação dos mangais com os aterros que estão a ser feitos.

As autoridades locais já foram postas ao corrente destas preocupações face o acelerar das obras nos mangais, mas até hoje não houve da parte de quem de direito uma resposta a este tipo de inquietações, que ao que tudo indica e até provas em contrário estão a ser pura e simplesmente ignoradas.
Os projectos em curso nos mangais do Lobito pertencem a
grupos empresariais com conhecidas ligações a altas individualidades do poder político angolano.

Tal relacionamento no novo contexto que o país vive, onde os grandes negócios só avançam rapidamente com a “benção” do poder político, de algum modo explica o facto das administração local estar a fazer vista grossa às próprias exigências da lei no que toca a realização e apresentação públicos dos previstos estudos de impacto ambiental.

SJA Sindicato dos Jornalistas Angolanos