Com Base no Seu Crescimento Económico, o Lobito Pretende Ser Uma Cidade Metropolitana

lobito_camara_As autoridades de Benguela pretendem transformar o Lobito numa cidade metropolitana, com base no crescimento económico registado nos últimos anos, com a criação de indústrias e empresas comerciais e de serviços.

 O Lobito, principal entrada para o Centro e Leste do país, pode tornar-se também na porta para o desenvolvimento em termos de qualidade de vida.O governador de Benguela disse na reunião do Conselho Municipal de Auscultação e Concertação Social que face aos indicadores económicos dos últimos anos é altura de pensar “em transformar o Lobito numa cidade metropolitana”.
Isaac dos Anjos recordou que desde a conquista da paz se verifica surgimento de pequenas, médias e grandes empresas, que se deve reflectir na melhoria da qualidade vida da população.
O governador referiu que “a qualidade de vida envolve o bem-estar espiritual, físico, mental, psicológico e emocional”, relacionamentos harmoniosos com família e amigos e a melhoria dos sectores saúde, educação, habitação, bem como do saneamento básico e do poder de compra.
Isaac dos Anjos salientou que “qualidade de vida”, que serve para avaliar as condições em que se vive, não deve ser confundido com “padrão de vida”, que quantifica a qualidade e quantidade de bens e serviços disponíveis.
O município, disse, continua a registar o surgimento de indústrias e de superfícies comerciais, algumas de grande dimensão, e a desenvolverem-se médias e pequenas companhias que complementam o tecido empresarial.O principal projecto industrial em curso é a construção da refinaria, a Sonaref, referida como uma das mais modernas de África pelo director do programa, Cristóvão da Silva. A refinaria fica num espaço de 42 quilómetros quadrados que foi já desminado, desamatado e vedado.
“A formação e o desenvolvimento são as principais ferramentas de suporte da nossa missão”, disse o governador que realçou a importância “de garantir que cada pessoa faça o melhor”.
A Administração Municipal, disse, deve desenvolver estudos em parceria com Universidade Katyavala Bwila e outras instituições de ensino superior da província para aprofundar os métodos de organização e gestão, bem como de marketing e comunicação e assim promover o desenvolvimento de produtos e serviços na região.
As pessoas, acentuou, tem de ser dos factores mais importantes numa estratégia metropolitana, pois são elas a essência da comunidade.
O governador também disse ser “essencial a promoção de serviços que possam dar resposta a direitos básicos de cidadania e de carácter social”, que proporcionem coesão social e maior igualdade de oportunidades. Isaac dos Anjos realçou que “o crescimento urbano acaba muitas vezes por sobrecarregar os sistemas responsáveis por serviços básicos, como o fornecimento de água, luz, transportes e segurança”.
Como resultado, declarou, aqueles serviços tornam-se “insuficientes ou incapazes de atender a população de forma adequada”.

Transportes públicos

Isaac dos Anjos anunciou que o Governo Provincial vai criar no Lobito rotas de transportes públicos com autocarros a circular entre a zona alta e o centro da cidade.
A zona alta inclui os bairros da Bela Vista, 27 de Março e Alto Liro, além da nova centralidade, e na baixa estão os principais serviços da Administração Pública.
O governador realçou o interesse da criação das rotas de transportes públicos que desencorajam o hábito de se levar a viatura pessoal para a zona baixa e reduzem a circulação rodoviária naquela zona, que regista constrangimentos no trânsito automóvel devido à falta espaços de estacionamento.
O governador disse que “o envelhecimento do tecido urbano, em particular o habitacional, e a falta de espaços no centro para construção de casas colocam questões relacionadas com os investimentos que têm de ser feito fora da cidade”. A Administração Municipal, afirmou, tem de encorajar o investimento privado na zona alta da cidade, onde estão identificados espaços livres destinados à construção de casas e instalação de indústrias.
Nos locais identificados para a construção de casas, prometeu, vão ser criados infra-estruturas e serviços básicos essenciais.

Reabilitação contínua das vias

O governador referiu o interesse de atrair investimentos privados para reforçarem as capacidades do poder público na conservação e reabilitação das vias.
Isaac dos Anjos declarou ser fundamental reabilitar “elementos patrimoniais, como igrejas, monumentos, praças e jardins” para reforçar a imagem e a identidade das cidades e turismo. Na reunião também foram analisados aspectos relacionados com a construção da refinaria e com o Porto, a principal referência económica do Lobito.
O Governo Provincial quer que o Lobito, com 3.648 quilómetros quadrados de superfície e 805 mil habitantes, faça jus ao nome, cuja origem em umbumbu vem da partícula classificativa “olu” e do substantivo “pitu”, ou seja, “a porta”.

Jornal de Angola/Sampaio Júnior


2014 Vai Trazer um Novo Mercado à Cidade do Lobito com Capacidade Para Seis Mil Feirantes

lobito_mercadoUm novo mercado com capacidade para seis mil feirantes deverá ser construído na cidade do Lobito, em 2014, com vista a acolher grande parte dos vendedores informais dos mercados do “Africano” e do “Calumba”.

A informação foi prestada nesta terça-feira pelo administrador do Lobito, Amaro Ricardo, que considerou positivo o balanço das actividades realizadas em 2013, em função da execução na ordem de 90 porcento da programação financeira prevista para esse período.

Segundo o responsável, está também prevista a execução de outros projectos nos domínios da educação, saúde e infra-estruturas diversas.

No sector da Educação, ressaltou a entrada em funcionamento da escola média de formação de professores, vulgo “INE Comandante Kwenha do Lobito”, além de outras escolas que em breve serão colocadas à disposição dos discentes.

Notou que a execução destes projectos coincidiu com o centenário da cidade, o que eleva o sentimento de mais responsabilidade para com as comunidades.

Agradeceu, por outro lado, o contributo de todos os munícipes que directa ou indirectamente têm contribuído para tornar realizáveis os projectos das autoridades, particularmente o apoio das Forças Armadas estacionadas nesta região nas campanhas de vacinação.

Angop / NJ


Município do Lobito Com Elevado Indíce de Crianças de Rua

48O elevado índice de pobreza é um dos problemas que interfere na valorização das crianças e da sua dignificação, afirmou nesta quinta-feira, na cidade do Lobito, província de Benguela, o director municipal do Instituto Nacional da Criança, José Alberto

Em declarações à Angop, o responsável disse que esta situação está igualmente na base da violência dos direitos da criança, como o abuso de menores junto das famílias e a presença de petizes de e na rua.

“O elevado índice de crianças na e de rua no município do Lobito chega a atingir os 80 por cento”, disse o responsável.

Acrescentou que existem outros casos de abusos dos direitos da criança na sociedade, que de forma directa ou indirecta afecta às mesmas, como o trabalho forçado, a falta de ensino, gravidez precoce e violação sexual, que aliado ao índice elevado de pobreza interfere na situação de renda das próprias famílias.

“Estas situações fazem com que as crianças deixem de exercer e desempenhar o seu papel como prioritárias dentro de uma sociedade, um papel fundamental na socialização e na formação da personalidade, dos comportamentos e das suas mentes como cidadãos”, referiu.

José Alberto acrescentou que os pais, muitas vezes, não têm capacidades financeiras para darem respostas às necessidades das crianças, daí que elas recorrem a outros caminhos como a rua, prostituição e trabalhos forçados em busca do que precisam.

Deu a conhecer que, para solucionar os problemas da sociedade, o INAC no Lobito tem trabalhado com alguns parceiros no sentido de colmatar várias situações que ocorrem diariamente.

Apontou as igrejas e escolas como os parceiros primordiais nas actividades concernentes à resolução de problemas que as crianças têm enfrentado sobre o abuso dos seus direitos.

Angop


Investimentos Milionários na Reabilitação e Reconstrução do Caminho-de-Ferro de Benguela e do Porto Comercial do Lobito

lobito_baia_1742674237_nO governador de Benguela, Isaac dos Anjos, afirmou, na cidade do Lobito, que o Governo fez investimentos milionários na reabilitação e reconstrução do Caminho-de-Ferro de Benguela e do Porto Comercial local, faltando poucos quilómetros para se atingir a fronteira com a Zâmbia.

“Valeu a pena a espera paciente dos lobitangas pela preservação e conservação das imponentes infra-estruturas do sector dos transportes que o município domina e que já sustentaram milhares de famílias, enquanto outras aguardam ansiosamente que aquela majestosa obra volte a funcionar a cem por cento”, referiu o governador.
Isaac dos Anjos reconheceu que o Lobito registou uma considerável pressão humana e por causa disso a cidade perdeu uma parte de si por evolução natural, com o nascimento do município da Catumbela, estando hoje amputado de uma das suas componentes agrícola, industrial e territorial.
“A pressão sobre a terra no Lobito continua e vemo-nos forçados a solicitar aos empresários que se dedicam à agricultura, na via Lobito/Bocoio, Lobito/Biópio e Lobito/Hanha do Norte para levarem o desenvolvimento àquelas localidades, uma vez que já se identificaram mais de oito mil hectares, estando em curso o processo de talhonamento e loteamento para a urbanização”, salientou. O governador saudou o regresso dos flamingos à cidade, graças à recuperação do sistema de canalização de água da baía para os mangais.
Isaac dos Anjos anunciou que foram identificados novos territórios para as salinas, estando prevista a abertura de um concurso público para a requalificação do Lobito e aproveitamento de todos os espaços das antigas salinas para se fazerem canais que permitam a circulação da água entre a baía e esses pontos, drenagem do bairro do Liro, Canata, Alto-Liro e o restante espaço destinado a empreendimentos para a juventude. O governadorIsaac dos Anjos considerou que se deve fazer o ordenamento da área envolvente à nova refinaria do Lobito, para não acontecer o que se verificou em Luanda e possa nascer um parque petroquímico adequado, com largas avenidas, e a população seja assentada em lugar apropriado, com uma boa urbanização.
Isaac dos Anjos disse, igualmente, que a Sonangol lançou um concurso público para o abastecimento de água à refinaria e pediu “calma” às senhoras, garantindo que “tudo está a ser feito para a construção de um novo mercado com condições condignas para a venda de produtos alimentares e industriais”.
Amaro Ricardo, administrador municipal do Lobito, “agradeceu a Deus” por ter colocado no Lobito “uma baía de águas profundas que lhe conferem o valor, importância económica e o papel que hoje desempenha no contexto económico do país e na região centro-sul”.

Jornal de Angola/Jesus Silva|


Corredor de Desenvolvimento do Lobito Vai Promover o Crescimento e Trocas Comerciais na Região Austral do Continente

lobito_corredorOs ministros africanos dos Transportes estão reunidos desde ontem em Luanda para analisarem o grau de execução do plano de acção do sector dos transportes, o relatório de actividades do Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA) e perspectivar as acções para os próximos anos.

A comissária para as Infra-estruturas e Energia da Comissão da União Africana (UA), Elham Ibrahim, elogiou Angola pela forma como está a executar o “Corredor de Desenvolvimento do Lobito”, um programa destinado a promover o crescimento e as trocas comerciais na região austral do continente.
Elham Ibrahim, que falava à imprensa, durante a terceira reunião de Mesa da Conferência da União Africana dos Ministros dos Transportes, defendeu que a execução do “Corredor do Lobito” deve ser “um exemplo a ser seguido pelos países africanos”, realçando que o projecto vai garantir um avanço nos planos de acção que constam da agenda da Comissão da União Africana.
O “Corredor de Desenvolvimento do Lobito” constitui um importante sistema regional de infra-estruturas de transportes, capaz de promover o crescimento económico sustentável, pelo seu forte potencial de atrair e mobilizar o capital de investimento e o desenvolvimento das trocas comerciais nacionais e transfronteiriças.
A comissária da União Africana apontou os sectores das tecnologias de informação e comunicação, transportes e águas transfronteiriças, como prioridades na agenda dos países, pelo seu impacto a nível regional e continental.Elham Ibrahim lembrou que o “Corredor do Lobito” tem grande importância para os países da região austral do continente, pelo facto de envolver o desenvolvimento dos sistemas de transporte aéreo, ferroviário, rodoviário e marítimo. A aprovação dos programas do subsector dos transportes a nível dos países africanos deve obedecer a consenso de todos os países que integram a Comissão da União Africana, alertou.
“Qualquer trabalho feito a nível nacional deve merecer o reconhecimento da Comissão da União Africana”, sublinhou. Os ministros africanos dos Transportes estão reunidos desde ontem, em Luanda, para analisar o grau de execução dos planos de acção dos subsectores de transportes, o relatório de actividades do Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA) e decidir as perspectivas para o futuro.
Na reunião que termina hoje, está a ser preparada a terceira sessão da Conferência da União Africana dos Ministros dos Transportes, prevista para Novembro, em Malabo, na Guiné Equatorial.
Os participantes perspectivam que o encontro resulte na facilitação da execução dos planos de acção dos subsectores dos transportes e concertação sobre a preparação da terceira sessão da Conferência dos Ministros Africanos dos Transportes.
Participam no encontro cinco ministros dos Transportes: de Angola, que preside ao encontro, da Tanzânia, Gana,Camarões e Egipto. De acordo com uma nota do Ministério dos Transportes, desde a última reunião dos ministros africanos, que decorreu de 20 a 25 de Novembro de 2012, a execução do programa do sector no continente registou “grandes progressos”, embora haja ainda muitos desafios por enfrentar.

Jornal de Angola/Natacha Roberto