Lobito-Restaurar os Esporões da Restinga

Os esporões do Lobito começaram a ser intervencionados para evitar que as águas do mar se aproximem das áreas residenciais, sobretudo no bairro da Restinga.
O administrador do Lobito afirmou, na sexta-feira, que os trabalhos consistem em proceder ao enchimento de areia nas praias adjacentes para impedirem danos aos populares que vivem naquele perímetro, principalmente as do bairro da Restinga.
Amaro Ricardo, que fez o anúncio por ocasião do encerramento das festas da cidade, disse que outro dos problemas críticos do Lobito está ligado às inundações na época chuvosa, nos bairros da Canata, da Luz e do São João, “cujos dias estão contados”.
“A Comissão Permanente do Conselho de Ministros aprovou, recentemente, esse projecto e, nos próximos dias, as zonas críticas da cidade vão beneficiar de uma intervenção de fundo, para que nunca mais se registem inundações”, garantiu o administrador.


Lobito é a Chave do Desenvolvimente Angolano

A reabilitação do Caminho-de-Ferro de Bemguela

A cidade do Lobito é a mola impulsionadora do desenvolvimento de Angola por ter uma base logística eficiente, Porto Comercial, o Caminho-de-Ferro de Benguela e uma rede de estradas em direcção a todo o país, afirmou, na passada sexta-feira, o administrador municipal.
Amaro Ricardo disse que o município deve passar a ser visto por outro prisma, tendo em conta as suas especificidades no contexto económico do país.
A privilegiada posição geográfica aliada a um conjunto de infra-estruturas económicas, industriais e comerciais repartidas com o município da Catumbela, sublinhou, proporcionam-lhe excelentes condições para rapidamente conhecer um desenvolvimento sustentável.
“No Lobito, temos uma ligação com o exterior muito grande, razão pela qual recebemos, diariamente, dezenas de turistas nacionais e estrangeiros e por isso não é em vão que a cidade seja denomina ‘sala de visitas de Angola’”, referiu.


>Lobito-Restaurar os Esporões da Restinga

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Os esporões do Lobito começaram a ser intervencionados para evitar que as águas do mar se aproximem das áreas residenciais, sobretudo no bairro da Restinga.
O administrador do Lobito afirmou, na sexta-feira, que os trabalhos consistem em proceder ao enchimento de areia nas praias adjacentes para impedirem danos aos populares que vivem naquele perímetro, principalmente as do bairro da Restinga.
Amaro Ricardo, que fez o anúncio por ocasião do encerramento das festas da cidade, disse que outro dos problemas críticos do Lobito está ligado às inundações na época chuvosa, nos bairros da Canata, da Luz e do São João, “cujos dias estão contados”.
“A Comissão Permanente do Conselho de Ministros aprovou, recentemente, esse projecto e, nos próximos dias, as zonas críticas da cidade vão beneficiar de uma intervenção de fundo, para que nunca mais se registem inundações”, garantiu o administrador.

O lixo nas zonas urbanas do município, referiu, já não preocupa as autoridades do município, pois foram estabelecidos contratos com empresas privadas, que diariamente fazem a limpeza dessas áreas.
Sobre os preparativos do centenário, a comemorar em 2 de Setembro de 2013, revelou, foram abertas representações em Portugal e em França, onde os naturais e amigos do Lobito vão arrecadar fundos.
Nesse contexto, solicitou os munícipes que pintem os edifícios das ruas e avenidas principais, que tratem das árvores e reparem os jardins para a cidade se tornar cada vez mais bonita e deixe os turistas perplexos. O administrador elogiou os empresários locais pelo apoio que deram às comemorações dos 98 anos da cidade, tendo a Comissão de Efemérides entregue um certificado de reconhecimento a todos os que, directa ou indirectamente, contribuíram para o êxito das festas.

Amaro Ricardo anunciou que, no próximo ano, vão ser resgatadas as festas do Mar e do Sol, a realizar em Março, em parceria com o Porto Comercial do Lobito, que comemora o aniversário no dia 24 daquele mês.
Além disso, vão também ser incentivados os desfiles de grupos carnavalescos fora da época do Carnaval para o Lobito recuperar o potencial turístico que já teve.

Jesus Silva/Jornal de Angola


>Lobito é a Chave do Desenvolvimente Angolano

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A reabilitação do Caminho-de-Ferro de Bemguela

A cidade do Lobito é a mola impulsionadora do desenvolvimento de Angola por ter uma base logística eficiente, Porto Comercial, o Caminho-de-Ferro de Benguela e uma rede de estradas em direcção a todo o país, afirmou, na passada sexta-feira, o administrador municipal.
Amaro Ricardo disse que o município deve passar a ser visto por outro prisma, tendo em conta as suas especificidades no contexto económico do país.
A privilegiada posição geográfica aliada a um conjunto de infra-estruturas económicas, industriais e comerciais repartidas com o município da Catumbela, sublinhou, proporcionam-lhe excelentes condições para rapidamente conhecer um desenvolvimento sustentável.
“No Lobito, temos uma ligação com o exterior muito grande, razão pela qual recebemos, diariamente, dezenas de turistas nacionais e estrangeiros e por isso não é em vão que a cidade seja denomina ‘sala de visitas de Angola’”, referiu.

Os ganhos do Lobito em 2011

O município registou, este ano, ganhos significativos, entre eles a reabertura do troço ferroviário entre o Lobito e o Huambo, que permite a livre circulação de pessoas e bens a preços módicos e a troca dos produtos entre o campo e a cidade.
O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, recordou que a chegada do comboio à região centro e, posteriormente, à fronteira do Leste é uma mola impulsionadora do crescimento da economia do país.

Educação

Em Março, foi inaugurada, no bairro da Bela Vista, na zona alta na cidade, uma escola do ensino primário, a 4 de Fevereiro, com 12 salas e capacidade para 1.600 alunos, da iniciação à sexta classe, divididos por três turnos.
Lino Passassy, chefe da repartição da Educação, Ciência e Tecnologia, disse que, quando a escola começar a funcionar, no próximo ano lectivo, vai dispor de mais de 50 professores.
O administrador do Lobito frisou já não ser necessário que as crianças da Bela Vista continuem a assistir às aulas em quintais e debaixo de árvores, sentadas em latas de leite.
Entre as condições que escola tem, referiu as boas carteiras, os quadros, o ambiente climatizado, água potável, uma sala para os professores e outra para reuniões e gabinete do director.
Outra escola, a “Sagrada Esperança”, na zona comercial da cidade, foi reinaugurada em Maio, após seis meses de obras, com 17 salas de aulas contra as sete anteriores.
O estabelecimento pode acolher cerca de mil alunos no 1º Ciclo, nos períodos da manhã, tarde e de noite.
As obras, concluídas em vésperas do Dia Internacional da Criança, estão orçadas em 1,2 milhões de dólares financiados pelo governo provincial de Benguela.
Além das salas, a escola “Sagrada Esperança” passou a ter dois balneários, sete casas de banho e gabinetes para professores e pessoal administrativo.
O director da escola, Veríssimo Camilo, lembrou que a escola, construída em 1930, se encontrava em avançado estado de degradação, mas que agora, além de ter uma nova imagem, oferece segurança para os alunos e professores e dispõe de um recinto para as crianças poderem praticar desporto.

Centro de Saúde

Um Centro de Saúde, construído de raiz, foi aberto em Março, no bairro 17 de Setembro, na zona alta da cidade, com o objectivo de descongestionar o Hospital Geral e de proporcionar serviços essenciais básicos às comunidades.
Zeferino Joaquim, chefe da repartição municipal de Saúde, declarou que a abertura da nova unidade hospitalar significava a vontade e o interesse do governo na resolução dos problemas mais prementes da população.
O centro, com serviços de urgência, ginecologia e obstetrícia, pediatria, clínica geral, laboratório, hemoterapia, Programa Alargado de Vacinação (PAV), estomatologia, RX e farmácia, tem capacidade para internar 24 pacientes e dispõe de cinco médicos, 51 técnicos, 54 trabalhadores de base e administrativos, director-geral, administrador e um enfermeiro chefe.
A par do centro foram construídas cinco casas, já apetrechadas, destinadas aos médicos.
Ao todo, começam a ser construídas, esta semana, no município do Lobito, três mil casas, no âmbito do programa de construção de um milhão de fogos habitacionais em todo o território nacional.

Operários da cana-de-açúcar

No dia da cidade, 2 de Setembro, foi inaugurada, na estrada Lobito/Benguela, a rotunda com uma escultura a homenagear os ex-trabalhadores da Açucareira 1º de Maio da Catumbela.
“Com a inauguração desta escultura, queremos transmitir às gerações mais novas o passado do Lobito e da Catumbela e o que representou a plantação de cana-de-açúcar para o município, nas décadas de 1950 a 1970”, disse o administrador municipal.
Amaro Ricardo anunciou que, com o apoio dos empresários locais, vai ser erguida uma estátua ao camionista, “figura chave em todo o processo de paz, progresso e desenvolvimento económico e social do país”. As festas da cidade do Lobito, iniciadas em 17 de Agosto, encerraram oficialmente na sexta-feira, com custos orçados em mais de cinco milhões de kwanzas patrocinados pelos empresários locais. Nas festas, entre outras iniciativas, realizaram-se a Feira de Gastronomia e outra recreativa, a Gala de Moda, Semana do Herói Nacional e actividades desportivas e recreativas.

Jesus Silva/Jornal de Angola

Feira de Gastronomia no Lobito

Os comerciantes afectos ao sector de restauração e a população da cidade do Lobito congratularam-se com a iniciativa da abertura pela primeira vez de uma Feira de Gastronomia na urbe e tudo fizeram para não decepcionar todos os visitantes que se deslocarem às Portas do Mar, para participarem no evento.
Aberta na passada sexta-feira, com exposição de pratos típicos e universais, bebidas de vários tipos, artesanato, quadros de pintores nacionais que retratam o Lobito e obras contemporâneas, o evento está a atrair visitantes locais, de outras regiões do país e do estrangeiro. Na sessão de abertura, a directora provincial de Hotelaria e Turismo em Benguela, Alice Cabral, disse que a mesma representa um desafio para os funcionários da hotelaria e restauração do Lobito, que sempre reclamaram pela realização de um festival do género.

“Esta feira é fruto da paz que nós estamos a desfrutar, que faz com que as pessoas se animem a investir, a visitar o país e a desenvolver o turismo. O Campeonato Africano das Nações (CAN), que se realizou em Angola, foi apenas o pontapé de saída.” A directora considerou que num universo de 135 unidades, entre hotéis e restaurantes existentes na cidade do Lobito, a participação de apenas oito expositores deixa muito a desejar, não obstante estar tudo pronto para oferecer ao público a demonstração de pratos especialmente preparados para o evento e brindar às pessoas momentos de convívio e lazer em família.
A Feira vai atribuir o prémio “CUCA” ao expositor que durante os três dias apresentar os melhores serviços, quanto a postura, gentileza, simpatia, decoração e higiene.
A província de Benguela conta actualmente com cerca de 800 unidades de restauração, entre hotéis, restaurantes, pensões e pousadas, quantidade satisfatória para atender os turistas nacionais e estrangeiros que queiram desfrutar das suas belas paisagens e praias.
O anúncio foi feito pela directora provincial de Hotelaria e Turismo em Benguela, à margem da abertura da Feira de Gastronomia, que decorre em alusão às festividades dos 98 anos da cidade do Lobito.
A directora lamentou o facto da hotelaria no interior ainda não se encontrar no nível desejado, em virtude dos empresários do ramo temerem investir nessas localidades por não haver clientes.

Interpelada sobre o desenvolvimento do turismo a nível da província, afirmou que em Angola ainda não se pode falar desse ramo, uma vez que as pessoas vão a Benguela só nos fins-de-semana, fazem um negócio ou outro e não permanecem por mais de dois ou três dias.
“Nós precisamos de pessoas que venham passar férias por um período de quinze ou trinta dias no mínimo, para conhecer e desfrutar das nossas belas paisagens e praias, inteirar-se dos nossos hábitos e costumes, conviver com a nossa cultura, entre outros aspectos ligados à nossa identidade”, acrescentou.
Para Alice Cabral, o sector deve investir em alojamentos de baixa renda, porque neste momento é com os turistas nacionais que devemos contar, com os estudantes e trabalhadores que vivem numa província e no período de férias querem conhecer outra, visitar familiares e amigos.
“Estes não têm valores monetários para se hospedarem em hotéis de quatro ou três estrelas, mas sim em locais como parques de campismo ou pousadas, onde lhes são cobradas parcas quantias e possam gozar normalmente a sua licença graciosa, comprar alguma recordação e conviver com as pessoas que lhes são queridas”, concluiu Alice Cabral.

Jesus Silva/Jornal de Angola