Refinaria do Lobito, Terceiro Pilar do Corredor de Desenvolvimento Gera Expectativa

lobito_refinaria_O governador provincial de Benguela, Isaac dos Anjos, considerou a Refinaria do Lobito como o terceiro pilar do Corredor de Desenvolvimento do Lobito, depois do porto e dos Caminho-de-Ferro de Benguela.

Ao falar aos jornalistas acerca dos elementos estruturantes do Plano de Desenvolvimento da Província de Benguela no período 2013-2017, anunciou previsões de prospecção de petróleo em águas profundas ao largo de Benguela pela empresa British Petroleum (BP), com cerca de 19 furos projectados.
Neste momento, a refinaria está em construção numa área de cerca de três mil hectares, o que levou a que fosse construída uma via de derivação da estrada Lobito-Hanha do Norte.
O Executivo vai continuar a trabalhar na envolvente dessa estrutura, para haver uma nova perspectiva de assentamento, com áreas para a instalação da futura indústria de derivados de petroquímica naquela região.O governador de Benguela referiu ser necessário assentar, paralelamente, novas áreas industriais na província e destacou um projecto de novos espaços entre Biópio e Culango, onde vão ser instaladas fábricas que farão com que o Lobito se transforme num centro internacional de produção de mercadorias e criação de postos de trabalho.O uso de tecnologias avançadas e preparadas para o mercado nacional e internacional vai a marca das indústrias a serem instaladas entre Biópio e Culango, garantiu.
O governador indicou estarem previstos espaços para infra-estruturas de telecomunicações, gerência, alfândega e departamento de inspecção e controlo da produção, para que a qualidade seja a marca principal das futuras zonas industriais.
Isaac dos Anjos prevê que, com as novas indústrias, vai ser possível exportar produtos de qualidad, para o que é precisa melhor formação de técnicos e melhorar a distribuição de rendimentos, para que haja melhores condições estruturais.

Jornal de Angola


A Cidade do Lobito Dentro de Seis Meses Terá o Hotel da Assembleia Nacional Localizado na Ponta da Restinga

lobito-hotel_assembleias obras das futuras instalações do Hotel da Assembleia Nacional, localizado na Ponta da Restinga, cidade do Lobito, província de Benguela, estarão concluídas dentro de seis meses, face a aceleração das obras de construção.

A garantia foi dada numa visita de inspecção que o presidente da assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, efectou ao municipio do Lobito em companhia do governador de Benguela, Isaac dos Anjos, sobre o andamento das obras iniciadas em Janeiro deste ano, a cargo da construtora China Jiangsu.

“Já estamos a entrar na fase de acabamentos. Não há atraso e está tudo a correr bem”, garantiu.

A unidade hoteleira, que está a ser erguida numa área de dois mil e quinhentos metros quadrados na Ponta da Restinga, compreende uma estrutura de dois pisos, incluindo um terraço que vai albergar uma esplanada, 31 quartos, dos quais 29 simples e dois executivos, recepção, restaurante para 100 pessoas, tanque de água com capacidade de 150 metros cúbicos para o edifício, zonas de serviços, além de gabinetes.

Por outro lado, a Assembleia Nacional conta desde hoje (quarta – feira) com um novo edifício-sede do Gabinete Local de Apoio aos deputados do Círculo Eleitoral provincial, no âmbito da estratégia adoptada pela direcção do órgão legislativo angolano em proporcionar cada vez mais excelentes condições laborais aos parlamentares.

Angop/NJ


Com Base no Seu Crescimento Económico, o Lobito Pretende Ser Uma Cidade Metropolitana

lobito_camara_As autoridades de Benguela pretendem transformar o Lobito numa cidade metropolitana, com base no crescimento económico registado nos últimos anos, com a criação de indústrias e empresas comerciais e de serviços.

 O Lobito, principal entrada para o Centro e Leste do país, pode tornar-se também na porta para o desenvolvimento em termos de qualidade de vida.O governador de Benguela disse na reunião do Conselho Municipal de Auscultação e Concertação Social que face aos indicadores económicos dos últimos anos é altura de pensar “em transformar o Lobito numa cidade metropolitana”.
Isaac dos Anjos recordou que desde a conquista da paz se verifica surgimento de pequenas, médias e grandes empresas, que se deve reflectir na melhoria da qualidade vida da população.
O governador referiu que “a qualidade de vida envolve o bem-estar espiritual, físico, mental, psicológico e emocional”, relacionamentos harmoniosos com família e amigos e a melhoria dos sectores saúde, educação, habitação, bem como do saneamento básico e do poder de compra.
Isaac dos Anjos salientou que “qualidade de vida”, que serve para avaliar as condições em que se vive, não deve ser confundido com “padrão de vida”, que quantifica a qualidade e quantidade de bens e serviços disponíveis.
O município, disse, continua a registar o surgimento de indústrias e de superfícies comerciais, algumas de grande dimensão, e a desenvolverem-se médias e pequenas companhias que complementam o tecido empresarial.O principal projecto industrial em curso é a construção da refinaria, a Sonaref, referida como uma das mais modernas de África pelo director do programa, Cristóvão da Silva. A refinaria fica num espaço de 42 quilómetros quadrados que foi já desminado, desamatado e vedado.
“A formação e o desenvolvimento são as principais ferramentas de suporte da nossa missão”, disse o governador que realçou a importância “de garantir que cada pessoa faça o melhor”.
A Administração Municipal, disse, deve desenvolver estudos em parceria com Universidade Katyavala Bwila e outras instituições de ensino superior da província para aprofundar os métodos de organização e gestão, bem como de marketing e comunicação e assim promover o desenvolvimento de produtos e serviços na região.
As pessoas, acentuou, tem de ser dos factores mais importantes numa estratégia metropolitana, pois são elas a essência da comunidade.
O governador também disse ser “essencial a promoção de serviços que possam dar resposta a direitos básicos de cidadania e de carácter social”, que proporcionem coesão social e maior igualdade de oportunidades. Isaac dos Anjos realçou que “o crescimento urbano acaba muitas vezes por sobrecarregar os sistemas responsáveis por serviços básicos, como o fornecimento de água, luz, transportes e segurança”.
Como resultado, declarou, aqueles serviços tornam-se “insuficientes ou incapazes de atender a população de forma adequada”.

Transportes públicos

Isaac dos Anjos anunciou que o Governo Provincial vai criar no Lobito rotas de transportes públicos com autocarros a circular entre a zona alta e o centro da cidade.
A zona alta inclui os bairros da Bela Vista, 27 de Março e Alto Liro, além da nova centralidade, e na baixa estão os principais serviços da Administração Pública.
O governador realçou o interesse da criação das rotas de transportes públicos que desencorajam o hábito de se levar a viatura pessoal para a zona baixa e reduzem a circulação rodoviária naquela zona, que regista constrangimentos no trânsito automóvel devido à falta espaços de estacionamento.
O governador disse que “o envelhecimento do tecido urbano, em particular o habitacional, e a falta de espaços no centro para construção de casas colocam questões relacionadas com os investimentos que têm de ser feito fora da cidade”. A Administração Municipal, afirmou, tem de encorajar o investimento privado na zona alta da cidade, onde estão identificados espaços livres destinados à construção de casas e instalação de indústrias.
Nos locais identificados para a construção de casas, prometeu, vão ser criados infra-estruturas e serviços básicos essenciais.

Reabilitação contínua das vias

O governador referiu o interesse de atrair investimentos privados para reforçarem as capacidades do poder público na conservação e reabilitação das vias.
Isaac dos Anjos declarou ser fundamental reabilitar “elementos patrimoniais, como igrejas, monumentos, praças e jardins” para reforçar a imagem e a identidade das cidades e turismo. Na reunião também foram analisados aspectos relacionados com a construção da refinaria e com o Porto, a principal referência económica do Lobito.
O Governo Provincial quer que o Lobito, com 3.648 quilómetros quadrados de superfície e 805 mil habitantes, faça jus ao nome, cuja origem em umbumbu vem da partícula classificativa “olu” e do substantivo “pitu”, ou seja, “a porta”.

Jornal de Angola/Sampaio Júnior


2014 Vai Trazer um Novo Mercado à Cidade do Lobito com Capacidade Para Seis Mil Feirantes

lobito_mercadoUm novo mercado com capacidade para seis mil feirantes deverá ser construído na cidade do Lobito, em 2014, com vista a acolher grande parte dos vendedores informais dos mercados do “Africano” e do “Calumba”.

A informação foi prestada nesta terça-feira pelo administrador do Lobito, Amaro Ricardo, que considerou positivo o balanço das actividades realizadas em 2013, em função da execução na ordem de 90 porcento da programação financeira prevista para esse período.

Segundo o responsável, está também prevista a execução de outros projectos nos domínios da educação, saúde e infra-estruturas diversas.

No sector da Educação, ressaltou a entrada em funcionamento da escola média de formação de professores, vulgo “INE Comandante Kwenha do Lobito”, além de outras escolas que em breve serão colocadas à disposição dos discentes.

Notou que a execução destes projectos coincidiu com o centenário da cidade, o que eleva o sentimento de mais responsabilidade para com as comunidades.

Agradeceu, por outro lado, o contributo de todos os munícipes que directa ou indirectamente têm contribuído para tornar realizáveis os projectos das autoridades, particularmente o apoio das Forças Armadas estacionadas nesta região nas campanhas de vacinação.

Angop / NJ


Município do Lobito Com Elevado Indíce de Crianças de Rua

48O elevado índice de pobreza é um dos problemas que interfere na valorização das crianças e da sua dignificação, afirmou nesta quinta-feira, na cidade do Lobito, província de Benguela, o director municipal do Instituto Nacional da Criança, José Alberto

Em declarações à Angop, o responsável disse que esta situação está igualmente na base da violência dos direitos da criança, como o abuso de menores junto das famílias e a presença de petizes de e na rua.

“O elevado índice de crianças na e de rua no município do Lobito chega a atingir os 80 por cento”, disse o responsável.

Acrescentou que existem outros casos de abusos dos direitos da criança na sociedade, que de forma directa ou indirecta afecta às mesmas, como o trabalho forçado, a falta de ensino, gravidez precoce e violação sexual, que aliado ao índice elevado de pobreza interfere na situação de renda das próprias famílias.

“Estas situações fazem com que as crianças deixem de exercer e desempenhar o seu papel como prioritárias dentro de uma sociedade, um papel fundamental na socialização e na formação da personalidade, dos comportamentos e das suas mentes como cidadãos”, referiu.

José Alberto acrescentou que os pais, muitas vezes, não têm capacidades financeiras para darem respostas às necessidades das crianças, daí que elas recorrem a outros caminhos como a rua, prostituição e trabalhos forçados em busca do que precisam.

Deu a conhecer que, para solucionar os problemas da sociedade, o INAC no Lobito tem trabalhado com alguns parceiros no sentido de colmatar várias situações que ocorrem diariamente.

Apontou as igrejas e escolas como os parceiros primordiais nas actividades concernentes à resolução de problemas que as crianças têm enfrentado sobre o abuso dos seus direitos.

Angop