Estado Angolano Procura Parceiros Para a Construção de Mais 65.000 Fogos na Centralidade do Kilamba

A centralidade conta com uma área de expansão para até 90.000 fogos. Os actuais 25.000 fogos estão “todos comercializados” e habitados em 80 por cento.


Sob Contrato do Governo Angolano, Vão Ser Construídas Mais 10 Mil Fogos Habitacionais na Centralidade Urbana do Kilamba

kilamba

A empresa chinesa CITIC vai construir, sob contrato do Governo angolano, mais 10 mil fogos habitacionais incluídos na segunda fase do desenvolvimento da centralidade centralidade urbana do Kilamba, cidade construída de raiz a 30 quilómetros a sul de Luanda.


O Sonho da Casa Própria no Kilamba Kiaxi Esmoreceu e Tornou-se Num Poço de Problemas

Fotos de Ampe Rogério e Carlos Domingos

Cidade do Kilamba

Assinalados quatro anos desde a sua inauguração, o projecto da Cidade do Kilamba, em Luanda, já representou para muitos o sonho da casa própria. Na realidade do dia-a-dia, o sonho esmoreceu e tornou-se num poço de problemas, de acordo com as declarações prestadas por alguns moradores, que pedem uma melhor e mais rápida intervenção da administração local.


A Centralidade do Kilamba Vai Duplicar População Estudantil

 

kilamba_04A centralidade do Kilamba vai contar no próximo ano lectivo com 24.000 alunos, mais do dobro da população estudantil de 2013, revelou ontem o presidente da cidade, Joaquim Israel Marques.

Ao intervir numa cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo, o presidente da Cidade do Kilamba considerou a educação como “a chave” do desenvolvimento sustentável. “É com base neste pensamento estratégico e em função do aumento da nossa população, estimada em cerca de 40.000 habitantes, que este ano vamos colocar em funcionamento mais escolas, permitindo o aumento da população estudantil de 10.072 alunos nos três níveis em 2013 para 24.000 alunos”.
Segundo Joaquim Marques, a abertura de mais centros infantis vai permitir o aumento de vagas disponíveis e a assistência às famílias mais carenciadas com vagas subsidiadas. O presidente da Cidade do Kilamba realçou o facto de terem sido entregues três infra-estruturas escolares ao ensino superior, nas quais vão ser administrados cursos do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED), do Instituto Superior de Educação Física e Desportos, do Instituto Superior de Artes e da Escola Superior de Hotelaria e Turismo, da Universidade Agostinho Neto.
Quanto ao fornecimento de água potável, Joaquim Israel Marques sublinhou que “está renovada a convicção de que vai haver maior abastecimento deste bem à cidade, com a conclusão das obras da estação de captação de água bruta a partir do rio Kwanza, prevista para o primeiro trimestre deste ano”.
O presidente da Cidade do Kilamba referiu-se ao saneamento básico, considerando como principal desafio “concluir a instalação dos contentores subterrâneos, o que vai permitir a implementação do modelo de recolha selectiva dos resíduos sólidos”. Joaquim Israel Marques defendeu uma maior sensibilização dos moradores: “Quanto menos sujarmos mais limpa fica a nossa cidade. Que cada adulto, no Kilamba, seja um modelo para os mais novos”.

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Um Ano Depois Ainda não Receberam o Prometido Apartamento na Centralidade do Kilamba,

 

imagem 6Faltam apenas dois dias, depois da publicação deste artigo, para que a primeira lista dos beneficiários na centralidade do Kilamba, publicada pelo Jornal de Angola, complete um ano. A maioria dos alistados sente-se injustiçada por não ter ainda recebido o prometido apartamento, mesmo depois de ter tudo regularizado. Eles dizem ter abortado planos, sacrificado as suas famílias, e de terem sido destratados.
Mas, apesar de tudo, parece que a esperança (ainda não) morreu

No dia 13 de Outubro de 2012 foi publicada uma lista, pelo supracitado jornal, de cidadãos que iriam beneficiar uma casa na centralidade do Kilamba. A polémica lista, como é considerada por muitos, dado o facto de que consta nela entidades religiosas, profissionais de comunicação, médicos, docentes e músicos parece ter sido esquecida, apesar de na publicação ter sido mencionada que os integrantes poderiam receber as chaves assim que efectuassem o respectivo pagamento e se dirigissem a uma das lojas da imobiliária Delta, na referida centralidade.

Até ao dia de hoje a maioria dos que estão alistados não recebeu as chaves nem uma explicação plausível, por parte da Sonip ou da Delta Imobiliária, do que se está a passar, uma vez que já pagaram a primeira prestação correspondente a tipologia de cada um, reuniram e deram entrada dos documentos, tal como lhes foi exigido.

Desesperados estão eles e não entendem o porquê da demora já que apareceram pessoas que fizeram a assinatura dos seus contratos recentemente e já estão a viver naquela centralidade. Suspeitam que tenham sido esquecidos, porque várias vezes procuraram saber da Delta o que se passava e esta não soube dar outra resposta senão pedir-lhes mais e mais documentos e tempo de espera. Abreu Paxe, que diz ter ganhado o nome de “bajú” (bajulador), está agastado com o facto de, até hoje, não ter sido notificado e ninguém lhe dizer nada acerca do processo. E dado o mistério que o processo revelou, não sabe sequer onde se deve dirigir e se deve mesmo reclamar.

“Não há um mínimo de respeito e consideração pelas pessoas, veja que isso aconteceu mesmo depois de termos visto publicados os nossos nomes no Jornal de Angola”, lamentou ele, lembrando ainda que mesmo depois de ter feito a entrega de todos os documentos, foi contactado, um mês depois, pela imobiliária que alegava os ter perdido. Teve de tratar um novo processo e “de lá para cá não tenho nenhuma informação oficial sobre a casa”.

Situação humilhante

Ele, que é o “cabeça de lista”, acredita que essa seria uma boa oportunidade para ter a casa própria. Não está conformado e, simultaneamente, não sabe o que fazer para mudar o quadro. O facto de o nosso jornal o ter entrevistado, tal como disse, serviu de consolo, uma vez que, para ele, “aquela lista não passou de uma simples lista”.

Aponta que muitos dos seus amigos também estão nesta situação e a maior parte deles, como é o seu caso, deveriam beneficiar como docentes do Ensino Superior. Abreu Paxe disse não ter pedido casa a ninguém e, quando foi consultado, aceitou por ter achado que estava no seu direito de beneficiar também de uma.

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