A Centralidade do Kilamba Vai Duplicar População Estudantil

 

kilamba_04A centralidade do Kilamba vai contar no próximo ano lectivo com 24.000 alunos, mais do dobro da população estudantil de 2013, revelou ontem o presidente da cidade, Joaquim Israel Marques.

Ao intervir numa cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo, o presidente da Cidade do Kilamba considerou a educação como “a chave” do desenvolvimento sustentável. “É com base neste pensamento estratégico e em função do aumento da nossa população, estimada em cerca de 40.000 habitantes, que este ano vamos colocar em funcionamento mais escolas, permitindo o aumento da população estudantil de 10.072 alunos nos três níveis em 2013 para 24.000 alunos”.
Segundo Joaquim Marques, a abertura de mais centros infantis vai permitir o aumento de vagas disponíveis e a assistência às famílias mais carenciadas com vagas subsidiadas. O presidente da Cidade do Kilamba realçou o facto de terem sido entregues três infra-estruturas escolares ao ensino superior, nas quais vão ser administrados cursos do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED), do Instituto Superior de Educação Física e Desportos, do Instituto Superior de Artes e da Escola Superior de Hotelaria e Turismo, da Universidade Agostinho Neto.
Quanto ao fornecimento de água potável, Joaquim Israel Marques sublinhou que “está renovada a convicção de que vai haver maior abastecimento deste bem à cidade, com a conclusão das obras da estação de captação de água bruta a partir do rio Kwanza, prevista para o primeiro trimestre deste ano”.
O presidente da Cidade do Kilamba referiu-se ao saneamento básico, considerando como principal desafio “concluir a instalação dos contentores subterrâneos, o que vai permitir a implementação do modelo de recolha selectiva dos resíduos sólidos”. Joaquim Israel Marques defendeu uma maior sensibilização dos moradores: “Quanto menos sujarmos mais limpa fica a nossa cidade. Que cada adulto, no Kilamba, seja um modelo para os mais novos”.

Leia Mais


Um Ano Depois Ainda não Receberam o Prometido Apartamento na Centralidade do Kilamba,

 

imagem 6Faltam apenas dois dias, depois da publicação deste artigo, para que a primeira lista dos beneficiários na centralidade do Kilamba, publicada pelo Jornal de Angola, complete um ano. A maioria dos alistados sente-se injustiçada por não ter ainda recebido o prometido apartamento, mesmo depois de ter tudo regularizado. Eles dizem ter abortado planos, sacrificado as suas famílias, e de terem sido destratados.
Mas, apesar de tudo, parece que a esperança (ainda não) morreu

No dia 13 de Outubro de 2012 foi publicada uma lista, pelo supracitado jornal, de cidadãos que iriam beneficiar uma casa na centralidade do Kilamba. A polémica lista, como é considerada por muitos, dado o facto de que consta nela entidades religiosas, profissionais de comunicação, médicos, docentes e músicos parece ter sido esquecida, apesar de na publicação ter sido mencionada que os integrantes poderiam receber as chaves assim que efectuassem o respectivo pagamento e se dirigissem a uma das lojas da imobiliária Delta, na referida centralidade.

Até ao dia de hoje a maioria dos que estão alistados não recebeu as chaves nem uma explicação plausível, por parte da Sonip ou da Delta Imobiliária, do que se está a passar, uma vez que já pagaram a primeira prestação correspondente a tipologia de cada um, reuniram e deram entrada dos documentos, tal como lhes foi exigido.

Desesperados estão eles e não entendem o porquê da demora já que apareceram pessoas que fizeram a assinatura dos seus contratos recentemente e já estão a viver naquela centralidade. Suspeitam que tenham sido esquecidos, porque várias vezes procuraram saber da Delta o que se passava e esta não soube dar outra resposta senão pedir-lhes mais e mais documentos e tempo de espera. Abreu Paxe, que diz ter ganhado o nome de “bajú” (bajulador), está agastado com o facto de, até hoje, não ter sido notificado e ninguém lhe dizer nada acerca do processo. E dado o mistério que o processo revelou, não sabe sequer onde se deve dirigir e se deve mesmo reclamar.

“Não há um mínimo de respeito e consideração pelas pessoas, veja que isso aconteceu mesmo depois de termos visto publicados os nossos nomes no Jornal de Angola”, lamentou ele, lembrando ainda que mesmo depois de ter feito a entrega de todos os documentos, foi contactado, um mês depois, pela imobiliária que alegava os ter perdido. Teve de tratar um novo processo e “de lá para cá não tenho nenhuma informação oficial sobre a casa”.

Situação humilhante

Ele, que é o “cabeça de lista”, acredita que essa seria uma boa oportunidade para ter a casa própria. Não está conformado e, simultaneamente, não sabe o que fazer para mudar o quadro. O facto de o nosso jornal o ter entrevistado, tal como disse, serviu de consolo, uma vez que, para ele, “aquela lista não passou de uma simples lista”.

Aponta que muitos dos seus amigos também estão nesta situação e a maior parte deles, como é o seu caso, deveriam beneficiar como docentes do Ensino Superior. Abreu Paxe disse não ter pedido casa a ninguém e, quando foi consultado, aceitou por ter achado que estava no seu direito de beneficiar também de uma.

Leia Mais


Os Apartamentos da Centralidade do Kilamba Estão Totalmente Vendidos

kilamba_07O presidente da Cidade do Kilamba, Joaquim Real Marques, anunciou nesta terça-feira, em Luanda, que os apartamentos da centralidade do Kilamba estão totalmente vendidos e neste momento faz-se apenas a celebração de contratos e entrega de chaves aos proprietários.

Segundo o responsável, que apresentou este dado por altura de uma visita dos bispos do Colégio Africanos da Igreja Metodista, já vivem no local 40 mil habitantes.

Disse estimar-se que até Dezembro ou Janeiro de 2014 o número venha crescer significativamente, porquanto muitas pessoas vão transferir-se para este local depois de concluído o presente ano lectivo.

Assim, previu, espera-se atingir nesta altura 60 ou 70 mil habitantes, sublinhando que com a próxima fase de loteamento das casas o número global ronde os 150 mil.

A Angop apurou que a Cidade do Kilamba tem 700 prédios, 24 jardins de infância, 17 escolas primárias e secundária, com capacidade albergar 1200 alunos por turnos.

Tem ainda duas subestações eléctricas, uma estação de tratamento de água com captação a partir do Rio Kwanza, a 20 km a Sul desta cidade.

O responsável explicou aos bispos que a cidade tem uma área de 54 quilómetros e esta primeira fase ocupou 10 quilómetros. “Ainda temos terreno para a fase dois, que já começou a Sul. Dez mil fogos já em construção, com cinco mil apartamento e igual número de vivendas”, disse.

Acrescentou que na reserva da cidade do Kilamba irá albergar cerca de meio milhão de habitantes. Neste momento a maioria que habita é jovens com menos de 30 anos de

idade e chefes de família.

Questionada sobre a construção destas centralidade a nível de outras capitais, respondeu que já está em curso outras cidades de diferentes tamanhos.

Na Lunda Norte, adiantou, serão inaugurados ainda este mês cerca de 5 a 10 unidades e noutras cidades há também de diferentes tamanhos.

Adiantou que o programa nacional da habitação do governo prevê a construção de pequenas aldeias agrícolas, com propósito de reter pessoas no interior, para que todo o mundo não abandone os seus locais de residências.

No entanto o projecto prevê ainda a construção de 200 fogos por cada sede de municípios, para facilitar que quadros possam viver nos seus municípios, para desenvolver as mesmas.

Disse que os preços das mesmas rondam entre 70 mil dólares para um apartamento de 110 metros quadrados, área útil com três quatros. O mais caro é um apartamento de aproximadamente 180 mil dólar e para facilitar o acesso as pessoas têm a capacidade de pagar entre 10 a 30 anos, dependendo da idade e do organismo a que trabalham.

Angop


Clientes do Fundo de Fomento Vèem Mensalidades Baixarem Para Metade no Kilamba

 

kilanda_kiaxi_54Os clientes do Fundo de Fomento a Habitação (FFH) que residem na cidade do Kilamba viram reduzidos pela metade o valor das suas mensalidades, à luz do Decreto Executivo Conjunto nº 143/13 de 17 de Maio, rubricado pelos Ministérios do Urbanismo e Construção e das Finanças, que vigora desde Abril último.

Segundo informações que tivemos acesso, o preço da mensalidade das moradias do tipo T3A, passa de 603 dólares ao mês (que ao câmbio do Banco do Comércio e Indústria rondava entre 57 a 59 mil kwanzas, em função do câmbio do dia) para 300 dólares.

O Decreto determina que as vendas das unidades habitacionais, em Kwanzas e equivalente à data do registo da candidatura, passam a ficar estipuladas da seguinte maneira: as habitações do Tipo T3A (70 mil dólares), T3+1 (90 mil dólares) e T5 (180 mil dólares).

Os clientes deverão pagar em 30 anos, independentemente da idade, mais três por cento da taxa de juro e o valor da taxa de condómino a ser paga mensalmente que variam em função do tamanho da moradia que ocupam.

“O valor da taxa de condominio a ser pago mensalmente, varia de 78,69 dólares (T3A), 88,13 dólares (T3+1) e 125,90 (T5)”, diz o documento que não faz menção às moradias do tipo T3B.

Contactado por O PAÍS, o jovem João Lourenço, que reside num dos imóveis do FFH, disse que o facto de o decreto não especificar ao certo o valor que terá que pagar todos os meses pela renda, levou-o a fazer um cálculo que consiste na divisão do valor da casa a ser pago pelas 360 prestações, mais o valor da taxa de condominio e os três por cento da taxa de juro sobre a parcela a financiar.

“Neste caso, passarei a pagar apenas cerca de 300 dólares todos os meses, o que para mim passou a ser um alívio, tendo em conta o salário que aufiro como técnico médio numa instituição pública”, desabafou.

O Decreto estabelece ainda as condições de comercialização das moradias da centralidade de Cacuaco pertencentes a esta instituição pública. Neste caso, o preço das moradias varia em função do tamanho e dos andares.

“Os apartamentos do T4 até ao 5º andar (60 mil dólares), os T4 até o 9º andar (70 mil dólares), os T5 até o 5º andar (85 mil dólares) e os T5 até o 9º andar (90 mil dólares) ”, lê-se no documento.

À semelhança da centralidade do Kilamba, os inquilinos do FFH em Cacuaco pagarão as mensalidades durante 30 anos, independentemente das idades, mais a taxa de juro sobre a parcela a financiar de três por cento e o valor da taxa de condominio que varia entre 88,13 dólares e 125 dólares, em função do tamanho do imóvel.

O documento estipula, no artigo 3º que os contratos já celebrados com o Fundo de Fomento à Habitação, referentes às unidades habitacionais da Centralidade do Kilamba, serão ajustados à nova tabela de preços.

Leia Mais


Luandenses Impedidos de Entrar nos Apartamentos Que Comprararam

centralidadesLuandenses dizem ter as chaves dos apartamentos porque pagaram. Autoridades permanecem no silêncio

Elementos da Unidade da Guarda Presidencial, UGP, estão a impedir pessoas de terem acesso aos apartamentos que compraram à Sonangol Imobiliária, disseram várias pessoas contactadas pela Voz da América.

Um dos cidadãos disse que continua a não haver comunicação oficial sobre o que se passa com os apartamentos.

“Ou então a UGP nos mata mas eu está semana vou ter que entrar dentro da centralidade,” disse uma mulher, uma de entre muitos que que já possuem as chaves no projecto 44 mas que lhes continua a ser negado acesso aos mesmos..

Na Sexta-feira passada a Sonangol Imobiliária mandou encerrar as agências da SONIP e da DELTA Imobiliário que efectuavam nas últimas semanas contratos, entregas das chaves e a vendas aos clientes dos apartamentos no processo da comercialização dos apartamentos nas cinco centralidades localizadas em Luanda.

Os candidatos aos apartamentos estão sem informação oficial sobre o que se passa.
Desta vez as reclamações vem do projecto 44 onde a guarda presidencial não permite o acesso à centralidade.

“eu já não sei o que vou fazer! Vivo na casa de renda” lamentou outro popular. Um dos muitos que disse estarem agora perante um dilema de terem que pgar renda e terem que pagar a mensalidade das casas que compraram.

Ontem, na Sonip a administradora Arnalda Van-Dúnem, foi contactada pela Voz da América mas mostrou-se indisponível para qualquer explicação sobre as vendas dos apartamentos nas centralidades.

Voz da América