Chefe de Estado Angolano Afasta Generais do Círculo do Poder

Foto-Portal de Angola

Um dia depois de um desmentido oficial, o chefe de Estado angolano exonerou hoje (20) de funções nas casas de Segurança e Militar do Presidente da República três oficiais generais, entre os quais o tenente-general Leopoldino Fragoso do Nascimento, considerado um dos maiores empresários do país. Outros dois generais foram passados à reforma.

De acordo com uma nota da Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço exonerou os três oficiais generais ao abrigo da Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas “e depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional”.

Além do tenente-general Leopoldino “Dino” Fragoso do Nascimento, que até agora ocupava o cargo de consultor do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, foram ainda exonerados o general Henrique Futy, do cargo de assessor do Chefe da Casa Militar do Presidente da República, e o tenente-general Fernando de Brito Teixeira de Sousa e Andrade, do cargo de Consultor do Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança.

Vários artigos publicados nos últimos pelo portal de investigação angolana makaangola, do jornalista Rafael Marques, apontam o Leopoldino Fragoso do Nascimento como “testa-de-ferro” do anterior Presidente da República, José Eduardo dos Santos.


Custo do Aluguer do Avião Que Levou João Lourenço à Europa Ressuscita Mal-Estar

Revelação esta semana do custo do aluguer do avião que levou o Presidente João Lourenço à França, à Bélgica e às Astúrias fez ressuscitar um mal-estar em relação aos políticos, que não se via há algum tempo. E pode dizer-se que nunca o presidente angolano, no cargo desde Setembro do ano passado, se viu ou se sentiu tão escrutinado como aconteceu esta semana.

Sustentada pelo vídeo promocional do proprietário da aeronave, as revelações que vimos levam-nos a perguntar se o presidente que embarcou no avião é o mesmo que há um ano fazia uma campanha eleitoral assente em promessas de mudanças contra o paradigma do esbanjamento, do abuso e da provocação a quem vive a contar tostões e migalhas, a condição em que estão mais de 70 por cento da população angolana.

Para esta viagem, João Lourenço recorreu ao “Dream Jet”, um Boeing 787-BBJ, ou seja um Dreamliner, que é como a construtora norte-americana baptizou a sua nova coqueluche, com acabamentos de luxo. Se estivéssemos a falar de hotéis, seria um “sete estrelas”.

O Dreamliner em que o Presidente da República se deslocou não é o mesmo avião com que a British Airways voava para Angola. Não é o mesmo avião que a esmerada Emirates usa em suas campanhas publicitárias. É o mesmo avião com acabamentos principescos, detalhes típicos daqueles que os sheikes árabes costumam exigir.

Para quem ainda não viu o vídeo – e quem ainda não o fez não está aqui a fazer nada – transcrevemos a seguir o essencial do que disse Omar Hosari, PCA fundador da UAS International Trip Support.


João Lourenço Causa Sensação no Aeroporto em Espanha ao Chegar Num Boeing 787 VIP Cujo Valor Ronda os 320 Milhões de Dólares

O Presidente da República, João Lourenço, causou sensação no aeroporto das Astúrias, em Espanha, ao chegar num Boeing 787 VIP, cujo valor comercial está estimado em 320 milhões de dólares. Segundo relata a imprensa local, os luxos da viagem, alegadamente para uma consulta médica, não se ficaram pelo avião, utilizado pelo Chefe de Estado na primeira visita oficial a França, encerrada ontem.

Adaptado ao estilo de um hotel cinco estrelas, o Boeing 787 Dreamliner, que transportou João Lourenço na sua primeira viagem à Europa na qualidade de Presidente da República, fez “parar a pista” do aeroporto espanhol das Astúrias, na cidade de Oviedo.

O caso não era para menos, escreve o jornal La Nueva España, explicando que a aterragem, ontem à tarde, gerou expectativa por se tratar da primeira vez que um avião do género pisa as Astúrias.

“A aeronave é considerada uma referência na aviação de luxo internacional, tendo em conta que foi transformada para acomodar 40 passageiros, quando o modelo convencional tem capacidade para 335 lugares”.


A 7 de Setembro Deste Ano o Presidente João Lourenço Assume a Liderança do MPLA

Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) aprovou hoje a data de 07 de setembro para a realização do VI congresso extraordinário e a candidatura de João Lourenço, atual vice-presidente, a presidente do partido.

A informação consta do comunicado final saído da segunda sessão extraordinária do Comité Central do MPLA, na qual o presidente do partido, José Eduardo dos Santos, confirmou que deixa este ano a vida política por vontade própria, argumentando que “tudo o que tem um começo tem um fim”.

O secretário para a Informação do partido, Norberto Garcia, disse, na leitura do comunicado final da reunião de hoje, que o Comité Central apreciou a informação do Bureau Político, tendo aprovado “na plenitude” os resultados da terceira sessão ordinária daquele organismo de direção, realizada a 27 de abril passado.

Segundo Norberto Garcia, a proposta de cronograma apontava para a realização do congresso extraordinário do MPLA, na primeira quinzena do mês de setembro, tendo como data prevista 07 de setembro de 2018.


Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Exonerado Pelo Presidente de Angola

O Presidente angolano nomeou hoje (23) o general António Egídio de Sousa Santos para chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, substituindo no cargo Geraldo Sachipengo Nunda, exonerado também por decisão de João Lourenço.

A informação consta de uma nota da Casa Civil do Presidente da República na qual é anunciada a exoneração do general António Egídio de Sousa Santos do cargo de chefe do Estado-Maior General-Adjunto para a Área de Educação Patriótica das Forças Armadas Angolanas (FAA) pelo chefe de Estado, João Lourenço.

Em decorrência da nomeação como novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço promoveu ainda Egídio de Sousa Santos ao grau militar de general-de-exército, entre outras mudanças naquela organização militar.

A 26 de março foi divulgado que o general de exército (a mais alta patente angolana) Geraldo Sachipendo Nunda, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, foi constituído arguido num processo de alegada tentativa de burla ao Estado, de 50 mil milhões dólares.