Em Dois Anos João Lourenço Melhorou Bastante a Imagem de Angola Mas a Vida das Populações Piorou

Dois anos depois de ter tomado posse, João Lourenço conseguiu melhorar bastante a imagem de Angola no estrangeiro, teve sucessos diplomáticos, conseguiu realizar algumas reformas importantes na estrutura do Estado, mas a vida das populações piorou.


A economia não avança, a luta contra a corrupção está longe de estar ganha e as práticas não mudaram em muitas instituições. Para muitos a “nova” Angola não está a avançar ao ritmo e com a intensidade das expectativas geradas. Mas a maioria continua a dar o benefício da dúvida.

O factor mais positivo destes dois anos de mandato prende-se com a alteração da imagem internacional do País, antes olhado com enorme desconfiança por parte dos nossos parceiros, hoje com muito maior respeito, numa perspectiva de cooperação que não existia.

O factor mais negativo tem a ver com o desenvolvimento económico e social, longe daquilo que eram as projecções do Governo, com problemas graves ao nível do desemprego, da pobreza e da criminalidade.


Director Geral Adjunto dos Serviços Secretos Angolano Exonerado por João Lourenço

O presidente angolano exonerou os dois diretores-gerais adjuntos do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (Sinse), reconduzindo, porém, um deles, indica um despacho presidencial divulgado pela Casa Civil de João Lourenço.

No despacho, o chefe de Estado angolano exonera e reconduz José Coimbra Baptista Júnior e demite Fernando Eduardo Manuel, nomeando Jacinto Pedro Ricardo Figueiredo para o cargo.

Segundo o despacho presidencial, a medida é justificada por ter sido aprovada a nova orgânica do Sinse, liderado por Fernando Miala desde março de 2018, e pela necessidade de adequar o quadro de pessoal dos serviços secretos angolanos.

O Serviço de Inteligência e de Segurança de Estado é o organismo do Estado que integra o sistema de segurança nacional destinado a garantir a segurança interna e necessária a prevenir, impedir e combater atos que pela sua natureza possam perigar o Estado de direito constitucionalmente estabelecido.


Em Angola “Não Há Ressentimento” Contra o Colonialismo Português, Declarou o Presidente Angolano

O Presidente angolano garantiu ontem à agência Lusa que, em Angola, “não há ressentimento” contra o colonialismo português, regime que até os próprios portugueses combateram e que hoje existe uma “irmandade” entre os dois países.

As declarações de João Lourenço foram feitas momentos após ter condecorado cerca de meia centena de militares que participaram na batalha do Cuíto Cuanavale, na província do Cuando Cubango, a mais célebre e mortífera da história da guerra civil angolana, que ocorreu após a independência (1975/2002).

“Com certeza que não [há ressentimento]. O colonialismo português era um sistema que todos nós combatemos. Os portugueses também o combateram. Não pode haver ressentimento.

O que existe é a irmandade e fraternidade entre dois povos, que lutaram contra um inimigo comum”, afirmou o chefe de Estado angolano.

Sobre a cerimónia hoje realizada no Cuíto Cuanavale, integrada no âmbito das celebrações do “23 de Março”, o Dia da Libertação da África Austral, data em que, em 1988, terminou a batalha homónima, sendo “feriado regional” na África Austral, João Lourenço reiterou tratar-se de um sinal de reconhecimento a todos os que nela combateram.


É “Perigosa” a Situação na República Centro-Africana, Considera João Lourenço

O Presidente angolano considerou esta sexta-feira “injusta e perigosa” a atual situação na República Centro- Africana (RCA), cujo Governo está impedido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de equipar o exército para fazer face às investidas rebeldes.

João Lourenço, que falava na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo do corpo diplomático em Angola, lembrou que, na RCA, as forças rebeldes têm registado avanços preocupantes no terreno militar, onde Portugal participa na missão das Nações Unidas (Minusca).

“Este facto preocupa-nos bastante, porque o Governo da RCA está condicionado e limitado na sua ação de defesa do território nacional, segurança e proteção do seu país pelo Conselho de Segurança da ONU, que o impede de equipar o exército com os meios necessários para fazer face às investidas dos grupos rebeldes que atuam no país”, referiu.

“Temos apelado repetidas vezes para que se reveja esta situação, a nosso ver injusta e perigosa”, sublinhou João Lourenço, na presença de 92 individualidades do corpo diplomático.


João Lourenço, Chegou a Hora do Desafio

Foto de Manuel Almeida/Lusa

Acólitos de José Eduardo dos Santos dão sinais de medo. Mas isso não lhes retira o conforto e nem o poder. Boicotar o país é uma decisão que também está nas mãos deles. Analista acha que estão a jogar com João Lourenço.

O recente pronunciamento do ex-Presidente de Angola, sobre os 15 mil milhões de dólares que terá deixado nos cofres do país aquando da sua saída, aconteceu num momento singular:

o atual Presidente João Lourenço estava de visita a Portugal, onde provavelmente obteria um sinal positivo de Lisboa para a colaboração no repatriamento de capitais angolanos.

Também o prazo para o fim do repatriamento pacífico de capitais está a chegar ao fim em Angola, termina a 22 de dezembro de 2018, e foi aprovada a Lei de Repatriamento Coercivo de capitais.

Para além de que José Eduardo dos Santos, visivelmente debilitado, estava acompanhado de poderosos generais da sua confiança durante a conferência de imprensa.

Estarão José Eduardos dos Santos (JES) e os seus generais mais próximos a sentir-se acuados? O analista angolano Agostinho Sikato não tem dúvidas: “De facto sim, estão a sentir-se [acuados].

E esta é uma resposta direta que dão ao Presidente João Lourenço de que o futuro não se apresenta tão seguro assim.”