É “Perigosa” a Situação na República Centro-Africana, Considera João Lourenço

O Presidente angolano considerou esta sexta-feira “injusta e perigosa” a atual situação na República Centro- Africana (RCA), cujo Governo está impedido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de equipar o exército para fazer face às investidas rebeldes.

João Lourenço, que falava na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo do corpo diplomático em Angola, lembrou que, na RCA, as forças rebeldes têm registado avanços preocupantes no terreno militar, onde Portugal participa na missão das Nações Unidas (Minusca).

“Este facto preocupa-nos bastante, porque o Governo da RCA está condicionado e limitado na sua ação de defesa do território nacional, segurança e proteção do seu país pelo Conselho de Segurança da ONU, que o impede de equipar o exército com os meios necessários para fazer face às investidas dos grupos rebeldes que atuam no país”, referiu.

“Temos apelado repetidas vezes para que se reveja esta situação, a nosso ver injusta e perigosa”, sublinhou João Lourenço, na presença de 92 individualidades do corpo diplomático.


João Lourenço, Chegou a Hora do Desafio

Foto de Manuel Almeida/Lusa

Acólitos de José Eduardo dos Santos dão sinais de medo. Mas isso não lhes retira o conforto e nem o poder. Boicotar o país é uma decisão que também está nas mãos deles. Analista acha que estão a jogar com João Lourenço.

O recente pronunciamento do ex-Presidente de Angola, sobre os 15 mil milhões de dólares que terá deixado nos cofres do país aquando da sua saída, aconteceu num momento singular:

o atual Presidente João Lourenço estava de visita a Portugal, onde provavelmente obteria um sinal positivo de Lisboa para a colaboração no repatriamento de capitais angolanos.

Também o prazo para o fim do repatriamento pacífico de capitais está a chegar ao fim em Angola, termina a 22 de dezembro de 2018, e foi aprovada a Lei de Repatriamento Coercivo de capitais.

Para além de que José Eduardo dos Santos, visivelmente debilitado, estava acompanhado de poderosos generais da sua confiança durante a conferência de imprensa.

Estarão José Eduardos dos Santos (JES) e os seus generais mais próximos a sentir-se acuados? O analista angolano Agostinho Sikato não tem dúvidas: “De facto sim, estão a sentir-se [acuados].

E esta é uma resposta direta que dão ao Presidente João Lourenço de que o futuro não se apresenta tão seguro assim.”


O Presidente de Angola João Lourenço Chegou Há Pouco a Lisboa

O Presidente de Angola, João Lourenço, chegou há pouco a Lisboa para a visita de Estado a Portugal de três dias, destinada ao elevar da cooperação entre os dois países.

À chegada, na Base Aérea Militar Figo Maduro recebeu cumprimentos do ministro da Defesa Nacional de Portugal, João Gomes Cravinho.

João Lourenço, acompanhado da primeira-dama, Ana Dias Lourenço, realiza uma visita de 22 a 24 deste mês a Portugal. Durante a sua estada, vai participar de uma sessão solene na Assembleia da República, reunida a propósito.

Entre outras actividades com o Presidente e o Primeiro-Ministro portugueses, João Lourenço vai reunir-se, na cidade do Porto, com empresários.

Ao longo da sua visita, o Presidente vai receber as chaves das cidades de Lisboa e do Porto, além de visitar locais históricos de Lisboa.

ANGOP

 

 


João Lourenço Quer Encontrar “os Esconderijos do Dinheiro de Angola”Que Saiu do País Durante o “Banquete”

João Lourenço, o homem que sucedeu a José Eduardo dos Santos na presidência de Angola, que esteve 38 anos à frente do país, diz que também ficou “surpreendido” quando Eduardo dos Santos deixou o poder, mas garante que não está arrependido de decisões como a exoneração de Isabel dos Santos da Sonangol. João Lourenço diz que quer encontrar “os esconderijos do dinheiro de Angola”, dinheiro que saiu do país durante o “banquete” que se viveu ao longo de vários anos.

Estas são algumas das principais ideias da entrevista ao semanário Expresso (acesso pago). João Lourenço diz que não houve “uma verdadeira passagem de pasta” e que não lhe foram “dados a conhecer os grandes dossiês do país”.

Apesar de João Lourenço ser o sucessor de Eduardo dos Santos, teve a imposição de um vice-presidente, Bornito de Sousa.


General Ben Ben Homenageado Pelo Presidente da República Angolana

Foto de ALBERTO JULIAO

O Presidente da República, João Lourenço, rendeu hoje (sexta-feira) homenagem ao ex-chefe do Estado Maior General Adjunto das Forças Armadas Angolanas (FAA), Arlindo Chenda Pena “Ben Ben”, falecido a 18 de Outubro de 1998 na África do Sul, por doença.

No velório realizado no Quartel-General do Exército (ex-RI 20), e depois de ter sido entoado o Hino Nacional, o Presidente da República e Comandante-em-Chefe das FAA, João Lourenço, inclinou-se diante da urna, depositou uma coroa de flores e transmitiu condolências à família enlutada.

No livro de condolências, João Lourenço reconheceu os feitos do General Ben Ben e desejou “que os seus restos mortais descansem em paz, na terra que o viu nascer”.

No ex-RI 20 renderam também homenagem ao general “Ben Ben” outros titulares de órgãos de soberania, auxiliares do Titular do Poder Executivo, deputados à Assembleia Nacional, magistrados, entidades ligadas ao Ministério da Defesa, às FAA, ao Ministério do Interior, à Polícia Nacional, partidos políticos e organizações da sociedade civil.

Os restos mortais do general Arlindo Chenda Pena “Ben Ben” chegaram quinta-feira (13) a Luanda, provenientes da África do Sul, 20 anos depois.