Governo Angolano Procura Investidores Privados Para a Construção do Centro Político-Administrativo de Luanda

O Governo angolano está à procura de investidores privados para avançar com a construção do novo Centro Político-Administrativo de Luanda, que vai juntar os serviços dos vários ministérios e outros órgãos de apoio.

A intenção surge num despacho assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, com data de 13 de Junho e ao qual a Lusa teve acesso, que cria uma comissão intersetorial para “negociar a aquisição de terrenos” para este novo Centro Político-Administrativo, na capital, e para “propor a modalidade contratual com potenciais investidores privados” para a sua implementação.

No mesmo despacho presidencial é apontada a “necessidade de se dar início ao processo de implementação do Centro Político Administrativo na província de Luanda, que deve congregar diversos departamentos ministeriais, secretariado do conselho de ministros e serviços de apoio e protocolares”.

Para o efeito é criada a comissão intersetorial, que terá 120 dias para definir os moldes deste negócio, sob coordenação do ministro da Construção e Obras Públicas, integrando ainda ministro das Finanças, ministra do Ordenamento do Território e Habitação, governador da província de Luanda, director-geral do Gabinete de Obras Especiais do Governo.

Dizer que o actual Centro Político-Administrativo de Luanda centra-se na zona da Cidade Alta, na capital angolana, com vários ministérios e serviços protocolares ali instalados, além do próprio Palácio Presidencial e das novas instalações da Assembleia Nacional.


Novas Regras Fiscais no Sector dos Petróleos Angolano Vai Atrair Mais Investimentos

A introdução de novas regras fiscais no sector dos Petróleos angolano, incluindo a redução de impostos para campos petrolíferos mais pequenos, deverá atrair mais investimentos para o país, algo essencial “para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”, antecipa a consultora britânica BMI Research, alertando, porém para os “intermitentes problemas de liquidez” da Sonangol, que limitam a aposta na exploração.

Angola está a promover “um ambiente fiscal mais favorável”, o que “coloca riscos positivos para os fluxos de investimento”, apontam os especialistas da BMI Research, numa análise enviada aos investidores e citada pela agência Lusa.

Segundo a avaliação, as novas regras fiscais angolanas deverão ajudar a desbloquear vários projectos em fase de pré-decisão final de investimento, evolução que “será fundamental para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”.

As boas pespectivas traçadas pelos analistas, potenciadas pela extensa infra-estrutura ao largo do país e um grande volume de recursos ainda por desenvolver, bem como pelo aumento dos preços do barril do petróleo, são apenas moderadas pela situação financeira da Sonangol.


A Baixa na Produção de Petróleo em Angola Deve-se à Falta de Investimentos no Sector

O declínio na produção de petróleo que se verifica actualmente em Angola decorre da falta de investimento nos segmentos de prospecção, pesquisa e exploração, disse o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, quando em Porto Amboim se dirigia aos presentes no I Conselho Consultivo do Ministério da Indústria.

Diamantino Azevedo disse ser fundamental assegurar até ao final da presente legislatura que a produção de petróleo não baixe para menos de 1,5 milhões de barris por dia e recordou que o compromisso assumido com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo contempla uma produção de 1,6 milhões de barris por dia.

Falando sobre a refinação, Diamantino Azevedo disse ter o governo definido já a estratégia para os próximos anos, que passa pela construção da refinaria do Lobito, com capacidade para processar 200 mil barris por dia, da de Cabinda, com 60 mil barris/dia e a modernização da de Luanda, que foi construída na década de 1950.


50 Mil Milhões de Dólares Para Financiamento de Projectos em Angola Por Fundo Asiático

Investidores angolanos e estrangeiros vão poder aceder a um fundo de 50 mil milhões de dólares (42,6 mil milhões de euros), da Centennial Energy Thailand, um grupo internacional de investimento e desenvolvimento de projectos comerciais e humanitários.

Para o efeito, foi assinado hoje, em Luanda, um memorando entre a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP) de Angola, organismo de apoio ao Presidente da República na preparação, condução e negociação de projectos de investimento privado, e a Centennial Energy Thailand.


Analista da Consultora Woodmackenzie Diz Que Angola Vai Perder 67 Mil Milhões de Dólares em Investimentos Entre 2015 e 2020

O analista da consultora Woodmackenzie que acompanha o petróleo em Angola disse à Lusa que o país vai perder 67 mil milhões de dólares em investimentos entre 2015 e 2020 face às previsões de 2014.

“Em 2014, antes da queda dos preços do petróleo, havia muito mais projectos de águas profundas à espera de aprovação em Angola, mas este ano a maioria dos novos desenvolvimentos foi cancelada, porque isso quando comparamos a nossa previsão atual para despesas de capital entre 2015 e 2020 com a previsão feita em 2014, constatamos que há menos 67 mil milhões de dólares em Angola”, explicou Adam Pollard à Lusa.