Entre Julho e Outubro Angola Recebeu Propostas de Investimento Privado no Valor de 380 Milhões de Euros

A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) de Angola recebeu, entre julho e outubro, 52 propostas de investimento privado, avaliadas em 380 milhões de euros, indica  um comunicado da instituição.

Segundo o documento, as 52 propostas, sobretudo para as áreas da agricultura, indústria, comércio, saúde e serviços, preveem a criação de 3.827 postos de trabalho e foram todas caucionadas pela AIPEX, que emitiu certificados de registo de investimento para cada uma delas.

No âmbito das atribuições relativas à captação de investimento direto, refere-se no comunicado, o executivo adotou uma estratégia que define como setores prioritários para o investimento privado, em geral, e o estrangeiro, em particular, os setores da agricultura, pecuária e pescas, extração de metais e minerais, madeira e derivados, turismo, têxteis e calçado e indústria alimentar.

As propostas juntam-se a cinco mil outras aprovadas na vigência das extintas Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), Agência para Promoção de Investimento e Exportações de Angola (APIEX) e Unidades Técnicas de Apoio ao Investimento Privado (UTAIP).

Numa entrevista recente ao Jornal de Angola, o administrador da AIPEX Lello Francisco destacou, entre as propostas aprovadas pela agência, um projeto de 50 milhões de dólares (43,1 milhões de euros) para a construção de um parque industrial no Bengo, província vizinha da de Luanda, especializado na produção de vasilhame em cerâmica e vidro para diversas utilidades.


Diplomacia Económica Angolana Garantiu Este Ano 10 Mil Milhões de Euros Para Investimentos no País

O Presidente de Angola afirmou que a diplomacia económica realizada este ano já garantiu financiamentos no valor de 10 mil milhões (10 bilhões) de euros, o que permitirá recolher os frutos nos próximos anos para garantir o desenvolvimento do país.

João Lourenço discursava sobre o Estado da Nação, na abertura solene dos trabalhos da segunda sessão legislativa da IV Legislatura da Assembleia Nacional angolana, em que assumiu que Angola sofrerá este ano ainda as consequências e uma retração económica, mas que espera uma taxa de crescimento positiva já a partir de 2019.

Numa intervenção de quase uma hora, o chefe de Estado angolano assumiu também a retração do setor petrolífero, na casa dos 8%, e sublinhou que a economia não petrolífera possa compensar, já em 2019, a quebra de produção de crude, apesar de aumento dos preços internacionais.

No discurso, João Lourenço salientou que a diversificação económica é “um imperativo nacional” e lembrou que, nas visitas que efetuou ao estrangeiro, conseguiram-se garantias de investimento e de financiamento da economia angolana que, além do montante de 10 MMEuro, há que contar também com as “intenções” de apoio financeiro a investimentos no país.

“Fizemos uma verdadeira diplomacia económica”, resumiu o Presidente angolano, lembrando as visita a França, Alemanha e China e os apoios garantidos financeiros de Portugal e Reino Unido, além da disponibilidade de linhas de crédito de várias instituições bancárias internacionais.

Além disso, acrescentou, o programa de financiamento adicional solicitado ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ainda em negociações, trará também credibilidade a Angola, facto que se torna ainda mais importante por não ter como garantia o petróleo.

João Lourenço sublinhou que, nas viagens e contactos internacionais, recolheu “opiniões favoráveis” sobre as reformas económica, política e social que impôs no país, destacando a nova lei do investimento privado e a lei da concorrência, o que vai permitir acabar com os monopólios e abrir o mercado aos privados.


Três Mil Milhões de Dólares a Ser Investidos em Angola Por Consórcio Privado

Três mil milhões de dólares norte americanos é o valor a ser investido, por um consórcio privado, para a recuperação da Empresa Nacional de Pontes (ENP) e o pagamento dos salários em atraso dos trabalhadores.

Neste âmbito, o consórcio privado “CRBGA”, composto pelas empresas angolanas Adisandra e Front, e a CRBG chinesa, e a Empresa Nacional de Pontes assinaram nesta sexta-feira, em Luanda, um acordo de cooperação e reestruturação estratégica da ENP.

O representante do consórcio, Liu Huoyuan, manifestou o interesse em participar no plano de reorganização da Empresa Nacional de Pontes.

“Vamos ajudar a liquidar as dívidas da empresa, criar mais lucros e demonstrar como gerir no futuro”, disse.

Por sua vez, o director-geral da Empresa Nacional de Pontes, José Henriques,

explicou que a divida geral da ENP está avaliada em 15 milhões de dólares norte americanos, enquanto os ordenados com os trabalhadores está orçado em 12 milhões de dólares.

Os trabalhadores da Empresa Nacional de Pontes, estão quase há cinco anos sem salários.

ANGOP

 


Governo Angolano Procura Investidores Privados Para a Construção do Centro Político-Administrativo de Luanda

O Governo angolano está à procura de investidores privados para avançar com a construção do novo Centro Político-Administrativo de Luanda, que vai juntar os serviços dos vários ministérios e outros órgãos de apoio.

A intenção surge num despacho assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, com data de 13 de Junho e ao qual a Lusa teve acesso, que cria uma comissão intersetorial para “negociar a aquisição de terrenos” para este novo Centro Político-Administrativo, na capital, e para “propor a modalidade contratual com potenciais investidores privados” para a sua implementação.

No mesmo despacho presidencial é apontada a “necessidade de se dar início ao processo de implementação do Centro Político Administrativo na província de Luanda, que deve congregar diversos departamentos ministeriais, secretariado do conselho de ministros e serviços de apoio e protocolares”.

Para o efeito é criada a comissão intersetorial, que terá 120 dias para definir os moldes deste negócio, sob coordenação do ministro da Construção e Obras Públicas, integrando ainda ministro das Finanças, ministra do Ordenamento do Território e Habitação, governador da província de Luanda, director-geral do Gabinete de Obras Especiais do Governo.

Dizer que o actual Centro Político-Administrativo de Luanda centra-se na zona da Cidade Alta, na capital angolana, com vários ministérios e serviços protocolares ali instalados, além do próprio Palácio Presidencial e das novas instalações da Assembleia Nacional.


Novas Regras Fiscais no Sector dos Petróleos Angolano Vai Atrair Mais Investimentos

A introdução de novas regras fiscais no sector dos Petróleos angolano, incluindo a redução de impostos para campos petrolíferos mais pequenos, deverá atrair mais investimentos para o país, algo essencial “para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”, antecipa a consultora britânica BMI Research, alertando, porém para os “intermitentes problemas de liquidez” da Sonangol, que limitam a aposta na exploração.

Angola está a promover “um ambiente fiscal mais favorável”, o que “coloca riscos positivos para os fluxos de investimento”, apontam os especialistas da BMI Research, numa análise enviada aos investidores e citada pela agência Lusa.

Segundo a avaliação, as novas regras fiscais angolanas deverão ajudar a desbloquear vários projectos em fase de pré-decisão final de investimento, evolução que “será fundamental para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”.

As boas pespectivas traçadas pelos analistas, potenciadas pela extensa infra-estrutura ao largo do país e um grande volume de recursos ainda por desenvolver, bem como pelo aumento dos preços do barril do petróleo, são apenas moderadas pela situação financeira da Sonangol.