Em 2017 Empresas Norueguesas Investiram em Angola 3 Mil Milhões de Dólares

As empresas norueguesas do sector petrolífero, e não só, que actuam no mercado angolano injectaram um total de USD 3 mil milhões durante o ano económico de 2017, a informação foi avançada pelo embaixador da Noruega em Angola, Kikkan Marshall Haugen.

Segundo o diplomata, a petrolífera Equinor (ex-Statoil) é tida como a firma norueguesa que mais investe, referindo que a mesma injecta anualmente no país USD 1,6 biliões. Actualmente, actuam em Angola empresas de diferentes sectores da actividade, desde as pescas, agricultura, gestão de resíduos e petróleo e gás, entre outros.

Realçou ainda que as empresas petrolíferas produzem cerca de 10% do petróleo explorado em Angola e são importantes fornecedoras de equipamentos para essa indústria em Angola. “As empresas norueguesas são parceiras importantes para a indústria de petróleo e gás“, disse.

O responsável que falava, recentemente, em Luanda, à margem da apresentação de um estudo sobre o impacto económica e social dos investimentos da Angola Capital Partner (ACP) – gestora de fundos de investimento do Reino da Noruega para países em desenvolvimento, afirmou que Angola é um dos parceiros mais importantes da Noruega em África.

Por isso, avançou Kikkan Marshall Haugen, a Noruega está disposta a apoiar o governo angolano no processo de diversificação da economia.


Para Apoiar Projectos em Angola o Reino Unido Disponibiliza 750 Milhões de Libras

Foto Mapa de Londres

O Reino Unido dispõe de 750 milhões de libras para apoiar projectos em Angola, revelou ontem, em Luanda, a enviada da primeira-ministra britânica, baronesa Lindsay Northover, no primeiro dia da sua visita oficial de três dias ao país, com vista ao reforço das relações de cooperação.

Lindsay Northover, que falava aos jornalistas no final de um encontro com o ministro das Finanças, Archer Mangueira, disse que o Reino Uni-do está a financiar vários projectos constantes no Plano de Desenvolvimento Nacional, com destaque para a construção e manutenção das su-bestações eléctricas de Viana e da Gabela.

O Reino Unido, salientou, está a apoiar financeiramente projectos essenciais para o desenvolvimento de Angola constantes no Plano de De-senvolvimento Nacional.

O encontro com o ministro das Finanças, contou Lindsay Northover, serviu para escolher os projectos prioritários para o respectivo financiamento. Alguns desses projectos, acrescentou, estão já em fase de implementação. “Estou muito contente por os primeiros projectos designados terem sido, finalmente, validados e saído do papel”, salientou.

A enviada de Theresa May disse que os projectos das subestações eléctricas de Viana e da Gabela são os primeiros a ser implementados e que vão ajudar a distribuir energia eléctrica às populações de Luanda e do Cuanza-Sul. “Estas subestações precisavam de ter manutenção e melhorias, para que a energia vinda de Laúca possa chegar a estas áreas”, esclareceu.

A baronesa britânica disse estar satisfeita por visitar Angola pela nona vez e por se reunir com o ministro das Finanças, com quem falou sobre o apoio que o Reino Unido está a prestar às em-presas daquele país europeu em Angola.


A Petrolífera Italiana ENI Vai Financiar a Reestruturação da Refinaria de Luanda

Sonangol diz que o mercado precisa de 5 mil toneladas métricas por dia, mas a refinaria produz actualmente 5,6% da procura interna. Unidade industrial vai paralisar este ano durante dois meses para obras de restruturação que estarão a cargo dos italianos.

A petrolífera italiana ENI vai financiar a restruturação da Refinaria de Luanda num valor global de 220 milhões USD, com o objectivo de dotar a infra-estrutura com maior capacidade de produção.

A assistência técnica, conforme consta no contrato formalizado esta semana e que o Expansão noticiou em exclusivo em Dezembro do ano passado, prevê o aumento da capacidade de produção da refinaria das actuais 280 toneladas métricas/dia para 1.200 toneladas métricas/dia de gasolina nos próximos três anos, revelou o PCA da Sonangol, Carlos Saturnino, esta semana.

Entretanto, de acordo com dados divulgados durante a assinatura do acordo entre a petrolífera italiana e a angolana, a procura interna de gasolina situa-se na ordem das 5.000 toneladas métricas por dia. Contas feitas, dentro de três anos, mantendo-se a procura revelada por Carlos Saturnino, a Refinaria de Luanda produzirá 24% da procura interna, de acordo com cálculos do Expansão.


Entre 2013 e 2017 Angola Perdeu Cerca de 70% de Investimento Directo Estrangeiro

O Investimento Directo Estrangeiro em Angola caiu quase 70 por cento entre 2013 e 2017, para 5.700 milhões de dólares (4.860 milhões de euros), de acordo com dados oficiais do Governo angolano.

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em 2013, antes do início da crise que afectou Angola, devido à quebra na cotação internacional do barril de crude, foi de 18.300 milhões de dólares (15.600 milhões de euros).

Este investimento inclui capital próprio e outras entradas de capital em Angola, bem como receitas de petróleo reinvestido.

O próprio Governo angolano admite que se os níveis actuais de IDE continuarem a diminuir, “isso poderá impedir significativamente o progresso de sectores importantes para a economia angolana e o seu crescimento”, mas também “abrandar ou travar o seu desenvolvimento económico”.


Investimento de 200 Milhões de Dólares Por Grupo Norte-Americano no Polo Industrial de Porto Amboím

O grupo norte-americano TSG Global Holdings pretende investir US$ 200 milhões de dólares no sector industrial em Angola. O anúncio foi feito em Porto Amboim, província do Cuanza Sul, pelo presidente do TSG, Rubar Sandi.

“ Estamos prontos para iniciar com  os investimentos no setor alimentar  e de higiene  e estamos satisfeitos com as condições existentes no futuro Polo Industrial do Porto Amboim , tendo em vista a disponibilidade de energia eléctrica , mar e rio  bem como a sua proximidade a Luanda e Benguela ”,  disse, quarta-feira (18), o investidor.

O empresário estava acompanhado de investidores moçambicanos que também pretendem  investir nos setores agrícola e têxtil.

Rubar Sandi  disse, na ocasião, que o seu grupo olha igualmente com atenção para os sectores energético e de infraestruturas.

“ Este é um investimento com fundos  directos, sem necessidade de garantias soberanas nem investimentos a partir do Governo angolano, e que vai alavancar a economia”, afirmou.

O secretário de Estado da Indústria, Ivan Magalhães do Prado, destacou na ocasião a importância da materialização do projecto no Porto Amboim, afirmando que os empresários têm tudo bem avançado para dar inicio aos seus investimentos.

África 21 Digital