Investimento Numa Instalação de Linha de Montagem de Tratores em Angola, na Produção de Electricidade e Gás e Na Agricultura no Valor de de Dois Mil Milhões de Dólares

Foto de: Mota Ambrósio| Edições Novembro

Os Emirados Árabes Unidos propõem-se a investir, a partir dos próximos seis meses, cerca de dois mil milhões de dólares na instalação de uma linha de montagem de tractores em Angola, na produção de electricidade e gás e na agricultura.

A informação foi prestada hoje à imprensa pelo sheik do Dubai, Ahmed Dalmoor Al Maktoum, no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço.
Nesta quarta visita ao país, o sheik Ahmed Al Maktoum acredita que dentro de seis meses os efeitos da cooperação vão começar a dar resultados.
Afirmou, cita a Angop, que a cooperação no sector da produção do gás vai permitir reduzir os custos com a electricidade e apoiar o funcionamento da indústria, tendo manifestando, também, interesse de trabalhar em projectos de dessalinização de água, para beneficiar populações carentes, bem como em projectos que ajudem a reduzir o desemprego.
O sheik do Dubai admitiu a possibilidade de aumentar o valor a investir, na medida em que for alargada a base de cooperação.
Os Emirados Árabes Unidos constituem uma confederação de monarquias árabes localizada no Golfo Pérsico e têm a sexta maior reserva de petróleo do mundo, sendo uma das mais desenvolvidas economias do Médio Oriente.
O país tem, actualmente, a trigésima sexta maior economia a taxas de câmbio de mercado do mundo.


Angola é “Um Ponto Brilhante” Para os Investidores Internacionais

Foto Vox Nova Angola

A analista Aubrey Hruby, do centro de pesquisa norte-americano Atlantic Council, considerou este Domingo que Angola é “um ponto brilhante” para os investidores internacionais, acrescentando que a atractividade de Angola destoa do resto dos africanos.

“Dados os recentes ataques terroristas do Al-Shebab no Quénia, a actual instabilidade no Zimbabué e as eleições nas duas maiores economias africanas, os investidores estão a fazer uma pausa quando olham para a região, mas Angola está a sobressair como um ponto brilhante onde, após anos de crise económica, uma recuperação em 2019 está no horizonte”, diz a analista.

Num artigo publicado no site do ‘think tank’ norte-americano Atlantic Council, esta analista sénior do Departamento Africano, e antiga assistente da secretária de Estado Madeleine Albright, considera que as reformas económicas em curso em Angola estão a dar resultado.

“O programa [de reformas] já levou a progressos significativos, incluindo uma nova lei que permite aos investidores internacionais investirem em Angola sem precisarem de um parceiro local, como dantes, e a revogação de um sistema de câmbio fixo, que procura eliminar a diferença entre a taxa de câmbio oficial e a do mercado negro”, escreve Aubrey Hruby.


525 Milhões de Euros de Investimento Num Projecto da Toyota no Namibe

O grupo japonês Toyota Tsusho pretende investir 525 milhões de euros num projeto, aprovado pelo Governo angolano, de desenvolvimento da baía do Namibe, no sul de Angola.

A informação consta de um despacho assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, publicado na segunda-feira, autorizando o projeto e a sua inclusão, para financiamento, na linha de crédito aberta para Angola pelo Banco do Japão para Cooperação Internacional (JBIC – Japan Bank for International Cooperation).

O documento, que não avança mais pormenores, autoriza o ministro dos Transportes angolano a celebrar o contrato de empreitada para o projeto Integrado da Baía do Namibe com o consórcio Toyota Tsusho Corporation e TOA Corporation, no valor global de 600 milhões de dólares (525 milhões de euros).


Em 2017 Empresas Norueguesas Investiram em Angola 3 Mil Milhões de Dólares

As empresas norueguesas do sector petrolífero, e não só, que actuam no mercado angolano injectaram um total de USD 3 mil milhões durante o ano económico de 2017, a informação foi avançada pelo embaixador da Noruega em Angola, Kikkan Marshall Haugen.

Segundo o diplomata, a petrolífera Equinor (ex-Statoil) é tida como a firma norueguesa que mais investe, referindo que a mesma injecta anualmente no país USD 1,6 biliões. Actualmente, actuam em Angola empresas de diferentes sectores da actividade, desde as pescas, agricultura, gestão de resíduos e petróleo e gás, entre outros.

Realçou ainda que as empresas petrolíferas produzem cerca de 10% do petróleo explorado em Angola e são importantes fornecedoras de equipamentos para essa indústria em Angola. “As empresas norueguesas são parceiras importantes para a indústria de petróleo e gás“, disse.

O responsável que falava, recentemente, em Luanda, à margem da apresentação de um estudo sobre o impacto económica e social dos investimentos da Angola Capital Partner (ACP) – gestora de fundos de investimento do Reino da Noruega para países em desenvolvimento, afirmou que Angola é um dos parceiros mais importantes da Noruega em África.

Por isso, avançou Kikkan Marshall Haugen, a Noruega está disposta a apoiar o governo angolano no processo de diversificação da economia.


Para Apoiar Projectos em Angola o Reino Unido Disponibiliza 750 Milhões de Libras

Foto Mapa de Londres

O Reino Unido dispõe de 750 milhões de libras para apoiar projectos em Angola, revelou ontem, em Luanda, a enviada da primeira-ministra britânica, baronesa Lindsay Northover, no primeiro dia da sua visita oficial de três dias ao país, com vista ao reforço das relações de cooperação.

Lindsay Northover, que falava aos jornalistas no final de um encontro com o ministro das Finanças, Archer Mangueira, disse que o Reino Uni-do está a financiar vários projectos constantes no Plano de Desenvolvimento Nacional, com destaque para a construção e manutenção das su-bestações eléctricas de Viana e da Gabela.

O Reino Unido, salientou, está a apoiar financeiramente projectos essenciais para o desenvolvimento de Angola constantes no Plano de De-senvolvimento Nacional.

O encontro com o ministro das Finanças, contou Lindsay Northover, serviu para escolher os projectos prioritários para o respectivo financiamento. Alguns desses projectos, acrescentou, estão já em fase de implementação. “Estou muito contente por os primeiros projectos designados terem sido, finalmente, validados e saído do papel”, salientou.

A enviada de Theresa May disse que os projectos das subestações eléctricas de Viana e da Gabela são os primeiros a ser implementados e que vão ajudar a distribuir energia eléctrica às populações de Luanda e do Cuanza-Sul. “Estas subestações precisavam de ter manutenção e melhorias, para que a energia vinda de Laúca possa chegar a estas áreas”, esclareceu.

A baronesa britânica disse estar satisfeita por visitar Angola pela nona vez e por se reunir com o ministro das Finanças, com quem falou sobre o apoio que o Reino Unido está a prestar às em-presas daquele país europeu em Angola.