Governo Angolano Trabalha Para Diversificar as Fontes de Receitas

Já se foi o tempo em que Angola se contentava com as vendas do petróleo. Há quase uma década, o Governo trabalha para diversificar as fontes de receitas e reduzir, de forma radical, a dependência externa, em termos de bens e serviços.

A necessidade da diversificação da economia tornou-se a palavra de ordem e ganhou corpo quando, contra todas as expectativas, a crise económica se instalou, em 2014.

Com este cenário, o país quase “bateu no fundo do poço” e viu a realidade de outros tempos, marcados por superávits e grandes vendas de crude a ficarem no passado. O sinal de alerta “soou”. Hoje, o petróleo não mais se mostra suficiente para as necessidades internas.

Encontrar novas fontes para sustentar as despesas do Estado tornou-se mais do que necessário. É esta a visão do Estado, partilhada por especialistas em políticas macro-económicas, que auguram uma Angola robusta e bem mais preparada para gerar receitas.

O caminho da diversificação tem várias etapas. Algumas delas (já cumpridas) chegaram a produzir resultados, mas muito aquém das reais necessidades, de acordo com especialistas.


Economista Defende Que Angola Devia de Cooperar com a Zâmbia e a República Democrática do Congo

Economista muito solicitado, lidera a Associação Industrial de Angola (AIA) e defende que, antes de Angola entrar para o Livre Comércio em África e na SADC, devia primeiro olhar para os países vizinhos, nomeadamente, a Zâmbia e a República Democrática do Congo

Líderes africanos ratificaram ontem, no Rwanda, a criação da Zona de Comércio Livre, abrindo assim a possibilidade da expansão do comércio. Reagindo à eventual pertinência da criação desta Zona, o economista José Severino começou por dizer que “primeiro temos de participar activamente no mercado da RDC, bem como da Zâmbia. Temos que ser capazes de fazer isso, pois, se não formos capazes, vão nos passar o “certificado” de incompetência, porque temos fronteiras longas e não temos impedimentos naturais como secas nem vales, muito menos rios que nos possam separar”, argumentou.

José Severino acrescenta ainda que os dois países são mercados muito grandes, referindo que o Congo e a Zâmbia possuem cerca de 100 milhões de habitantes, número que quadruplica a população angolana. Afirmou que, quer o Congo, quer a Zâmbia, têm condições para pagar os bens que serão levado de Angola, entretanto, não entende o que tem faltado para que se accione os mecanismos legais no sentido de formalizar a actividade. “Estamos à espera pela realização de feiras, mas até agora, dois anos depois, não se diz nada. São coisas que nos preocupam muito”, lamentou.


Produção de Telemóveis em Luanda por Empresa Angolana com Capacidade para Fabricar 6 Milhões de Unidades Ano

A empresa angolana Lisa Pulsaris vai inaugurar, no próximo ano, em Luanda, uma unidade para produção de telemóveis, com capacidade para fabricar seis milhões de aparelhos por ano.


Fábrica de Mármore da Humpata Já Transforma a Rocha em Produto Acabado

Foto de Arão Martins

A transformação das rochas ornamentais em produto acabado no país, uma acção inserida no programa do Executivo de diversificação a economia, tem, doravante, o contributo da primeira fábrica de mármore, instalada no município da Humpata, província da Huíla.


Desburocratizados em Angola os Pedidos de Licenciamento Industrial

Os pedidos de licenciamento industrial em Angola vão ser desburocratizados com o lançamento no final do mês do novo sistema via Internet, que vai permitir a sua apresentação por via informática, anunciou quinta-feira em Luanda a directora nacional de Cadastro e Licenciamento do Ministério da Indústria.