Ministério do Ambiente Angolano Anuncia Embargo de Obras Poluentes na Ilha de Luanda

Todas as edificações na ilha de Luanda com impactos negativos directos sobre a vida aquática estão embargadas desde sexta-feira – anunciou o Ministério do Ambiente, tendo em conta a obra perto da Casa dos Desportistas que movimenta terra, betão e instrumentos ferrosos.

Em declarações à Angop, o director do Departamento de Crimes Ambientais, do Ministério do Ambiente, José Rodrigues, explicou que a Unidade Técnica de Combate aos Crimes Ambientais concluiu que a obra se realiza sem cumprir os requisitos necessários para preservação do ambiente.

“Nestes termos, a área de Crimes Ambientais, na perspectiva da salvaguarda do interesse público, decidiu requerer à Procuradoria-Geral da Republica a abertura do competente inquérito, sobre a tramitação processual administrativa” – disse José Rodrigues, alertando que outros projectos no mesmo perímetro serão embargados.

Explicou que, nos termos da constituição da República, compete ao estado promover o desenvolvimento harmonioso, sustentando e protegendo os recursos naturais, em respeito ao princípio universal definido como o “Desenvolvimento Sustentável de Respeito Pelas Gerações Futuras”.

Para si, a iniciativa empresarial naquela zona sensível do mar não carece somente do interesse privado, mas necessariamente o interesse público, uma vez que o mar, costa, águas interiores e os fundos marinhos contíguos, assim como seus recursos biológicos constituem bens de domínio público.


49 Edifícios de Habitação Com 14 Andares,Mais 8 Para Escritórios e 1 Centro Comercial a Serem Construídos na Ilha de Luanda

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Projecto prevê a construção de 58 edifícios, oito dos quais de escritórios, cada um com 10.000 metros quadrados (m2), além de um centro comercial de 40.000 m2.

A ilha de Luanda vai receber 49 edifícios de habitação, com até 14 andares, investimento privado de USD 2,2 mil milhões que envolve uma das três parcelas de terreno conquistadas ao mar na baía da capital angolana.

Trata-se de uma área de 27 hectares, infra-estruturada, desenvolvida e promovida pela Baía de Luanda – sociedade que resulta de uma parceria público-privada -, e que prevê a construção de 58 edifícios, oito dos quais de escritórios, cada um com 10.000 metros quadrados (m2), além de um centro comercial de 40.000 m2.


Ordenada a Criação da Comissão de Coordenação da Requalificação da Ilha e Floresta de Luanda

olha-de-luanda-580Através da emissão de um despacho presidencial, José Eduardo dos Santos ordenou a criação da Comissão de Coordenação da Requalificação da Ilha e Floresta de Luanda. O organismo deverá preparar o Plano Director de Requalificação, que orientará o processo de urbanização neste que é por excelência o local de divertimento e lazer dos habitantes da capital, repleto de hotéis, restaurantes, bares e discotecas.

A comissão terá em conta a legislação ambiental e os padrões universais arquitectónicos e paisagísticos da renovada Luanda. Esta deverá assegurar também a ordenação metodológica entre os intervenientes no processo de implementação dos seus diferentes projectos de requalificação. A sua missão será a de propor soluções e processos com vista a assegurar o desenvolvimento harmonioso do espaço.

A Comissão de Coordenação da Requalificação da Ilha e Floresta de Luanda será dirigida pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, coadjuvado pelo Ministro do Urbanismo e Habitação, é integrada pelos Ministros das Finanças, da Construção, dos Transportes, da Energia e Águas e da Hotelaria e Turismo. Integram ainda o organismo o Secretário do Presidente da República para os Assuntos Regionais e Locais, o Presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, o Director do Gabinete de Obras Especiais, o Director do Gabinete Técnico de Coordenação de Requalificação e Reconversão Urbana do Perímetro Costeiro Demarcado da Cidade de Luanda e o Director do Gabinete do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Futungo de Belas e do Mussulo.

A Ilha tem vindo a ser alvo de vários investimentos, incluindo uma aposta de 60 milhões de dólares numa unidade hoteleira de luxo. Um projecto pertencente à Leo Investments pretende erguer no local o Hotel Península, que levará à criação de mais de 100 postos de trabalho. A infraestrutura será composta por 120 quatros standard, cinco suites deluxe e uma suite presidencial. A unidade vai ainda contar com piscina, sala de reuniões e conferências, business center, restaurante e bar, formando um conceito inovador em Angola de “boutique hotel”.

VerAngola


Incumprimento nas Praias da Ilha de Luanda

A Ilha do Cabo, tida como um dos melhores cartões de visita da cidade de Luanda, continua a ser uma atracção para muitas pessoas que, ao fim-de-semana, não resistem ao forte calor e ao cansaço de uma longa semana laboral e escolhem aquela que é a praia mais próxima para mergulhar, almoçar e descontrair com familiares ou amigos.
Com uma deslumbrante obra de requalificação, que a tem tornado cada vez mais atractiva e aconchegante para quem a visita, as praias da Ilha também têm representado um perigo para a vida daqueles que, por desconhecimento ou teimosia, insistem em mergulhar em zonas onde foram colocadas placas de proibição de nadar ou mergulhar.
Júlio Costa, de 40 anos, aproveita o domingo para passear com o filho na Ilha. Não resiste à água salgada e decide ensinar o filho a nadar, exactamente numa zona onde está afixado o sinal de proibição, pondo em perigo a sua vida e a do filho.
Júlio diz-nos que não tinha visto o sinal de proibição, até porque “há mais pessoas a frequentarem a zona. Talvez por isso, não tenha prestado atenção aos sinais à minha volta. Mas agora que me avisaram, vou-me retirar e não volto a mergulhar nesta zona”.
António Jacinto, que vê e tem sólidos conhecimentos dos sinais de proibição, mergulha teimosamente em zona proibida e diz que prefere fazê-lo ali, porque é mais próximo da sua casa e porque no lado oposto da costa não há tanta atracção.
“Hoje é domingo, dia de descanso, e vim só mesmo para dar uns mergulhos rápidos e recuperar as energias para aguentar a semana de trabalho. Como as praias da ilha estão mais próximas da cidade e deste lado da costa há mais gente, decidi ficar aqui com a minha família, e estou a controlar as crianças para não mergulharem mais fundo”, esclareceu.
De 35 anos, António Jacinto conta à nossa reportagem que a dificuldade em alcançar outros locais de lazer, particularmente devido à sua distância, faz com que muita gente prefira recorrer a estas áreas. “Sei do perigo que enfrento ao vir para esta zona proibida, porque aqui é fundo e tem lama. Mas é o local mais próximo e ir mais longe cansa. Então, prefiro ficar aqui e redobrar os cuidados.”


Ilha de Luanda Sem Lixo Nem Sucatas

A administração da Ingombota anunciou que juntamente com a Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda e as brigadas comunitárias realiza, hoje, na Ilha do Cabo, uma campanha de recolha de entullho e limpeza.
A administradora municipal da Ingombota, Susana de Melo, afirmou que a acção marca o início de uma série de tarefas comunitárias, cujo objectivo “é repor a verdadeira imagem da Ilha do Cabo”, no intuito de atrair cada vez mais turistas.
Jornal de Angola
A Ilha de Luanda é desde sempre o maior cartaz turístico da capital e durante muitos anos foi um centro privilegiado de turismo de qualidade. Hoje, o Executivo e o Governo provincial têm um programa de recuperação da Ilha, que inclui a construção de melhores acessos e o combate à construção ilegal.
A campanha de hoje, referiu Susana de Melo, consiste, especialmente, na remoção de roulottes, sucata de barcos , viaturas, focos de lixo e destruição de espaços onde funcionam oficinas de automóveis ilegais.
Além disso, vão ser colocadas placas de sinalização nas zonas perigosas para banhistas. Há praias na Ilha de Luanda que não têm vigilância e são perigosas para os banhistas.
A Administração Municipal da Ingombota anunciou que vai colocar contentores de lixo na orla marítima.
O projecto de embelezamento da Ilha de Luanda inclui igualmente balneários públicos, criação de zonas verdes e embelezamento de jardins .
A administradora municipal, Susana de Melo, disse que foi pedido à Capitania do Porto de Luanda para que discipline a construção de infra-estruturas hoteleiras e similares na Ilha do Mussulo. As autoridades estão, também, a sensibilizar a população e frequentadores da Ilha de Luanda, principalmente no período nocturno, para depositarem o lixo nos locais apropriados, frisou.

 

Jornal de Angola