Desde o Início da Crise em 2014 o Preço das Habitações em Luanda Baixam 44% e Rendas Caem 88%

Os valores de venda prime de habitação na cidade de Luanda caíram entre os 28% e 44%, consoante a zona, desde o início da crise do petróleo, em 2014, enquanto as rendas prime deste mesmo segmento de maior qualidade desceram entre os 75% e 88%, de acordo com cálculos do Expansão sobre o estudo da consultora imobiliária Zenki Real Estate, intitulado Angola Property Market, Balanço 2019, Perspectivas 2020.
 
Antes da crise dos preços do petróleo, Luanda liderava rankings como o das cidades mais caras do mundo para expatriados, e era notória a dinamização dos sectores da construção e do imobiliário em áreas como a residencial, os escritórios ou os espaços comerciais.
 
O imobiliário era dinamizado essencialmente por empresas do sector petrolífero, financeiro e consultoria, mas também pela classe alta e média angolana e expatriados, nomeadamente quadros médios e superiores das empresas.


Governo Angolano Estuda Mecanismo Para Reduzir os Preços das Habitações nas Centralidades do País

O Ministério do Ordenamento do Território e Habitação está a estudar um mecanismo para reduzir os preços das habitações nas centralidades do país informou hoje, domingo, no Lubango, a ministra do sector, Ana Paula de Carvalho.

O estudo inclui igualmente a dilatação dos prazos para liquidação das casas, passando dos actuais 25 para 30 anos.

Falando aos jornalistas, na véspera da entrega simbólica das primeiras residências na centralidade da Quilemba, arredores do Lubango, afirmou que enquanto decorre os estudos, as casas vão ser entregues na modalidade de arrendamento, com preços mais baixos e depois passará a renda resolúvel.

“Queremos fazer uma revisão não apenas para a Huíla, mas no geral, está a ser feito um trabalho no sentido de rever os preços, para que haja uma prestação mais baixa”, reforçou.

Quanto as residências na centralidade da Quilemba, cerca de oito mil, Ana Paula de Carvalho adiantou que as primeiras vão ser entregues na segunda-feira (24), de simbólica, devendo, todas, serem habitadas em um ano.


Transformar Contentores em Escritórios ou Moradias

Quem percorre as ruas de Luanda, em particular junto da zona portuária, apercebe-se da grande quantidade de contentores marítimos abandonados. A explicação é simples. Angola ainda importa muitas mercadorias por contentor e estes não regressam aos seus países de origem.
Uma empresa angolana, a Container Solution, transformou este problema numa oportunidade de negócio. Desde 2006 que se dedica à construção de casas feitas a partir de contentores marítimos. As vantagens são evidentes. Dadas as suas características modulares e geométricas (há apenas dois tipos universais de contentores: os de 20 e os de 40 pés), a construção de casas parece uma brincadeira com peças de lego gigantes. É que os contentores podem juntar-se em extensão ou em altura (para fazer mais divisões ou vários pisos) e podem ser cortados e aproveitados para anexos.
Além dessa versatilidade há a vantagem óbvia do preço. Segundo Romualdo Lucena, director da Container Solution, um escritório com casa de banho e ar condicionado fica a 850 dólares por metro quadrado, um valor mais barato do que a construção tradicional (cujo custo ronda os 1400 a 1500 dólares por metro quadrado). Acrescem ainda a rapidez de execução (de uma semana a dez dias) e a mobilidade. “É uma solução ideal para habitações temporárias, pois o contentor pode ser facilmente transportado para outro local”, justifica. Por fim, é também uma forma de construção mais sustentável e amiga do ambiente. “Estamos a reciclar um material cujo destino mais certo seria a sucata ou até o abandono de forma irresponsável”, argumenta.
A ideia não é propriamente nova. As construções sustentáveis são a palavra de ordem no mundo da arquitectura e do design. Por todo o planeta multiplicam-se as soluções criativas e inovadoras de reciclagem de contentores (muitas têm sido premiadas em concursos internacionais como o Sustainable Design Awards). Nas imagens acima, vemos algumas dessas propostas desde moradias a quiosques até às grandes lojas (como a Puma Container Store). Em Angola, os contentores também têm sido utilizados para diversas soluções desde balneários, escritórios, cafetarias, estaleiros, armazéns, caravanas, portarias e casas para os seguranças até, claro, para moradias ou lojas comerciais. O principal cliente têm sido as construtoras, e entre elas, a Odebrecht.

Um dos receios dos clientes é o de que o interior dos contentores seja demasiado quente. Romualdo Lucena esclarece, no entanto, que eles são revestidos a lã de rocha, um material importado, que permite a absorção do calor e do ruído e reduz a conta da energia.
Outra vantagem, segundo o responsável, é a personalização. “Nós temos um estaleiro em Viana onde os contentores ficam armazenados. Não produzimos para stock, mas, sim, sob encomenda, de acordo com as preferências do cliente que pode personalizá-los”, esclarece. Cabe também ao cliente decidir se compra apenas o contentor já transformado e paga o transporte, ou se também adjudica à Container Solution a construção da infra-estrutura onde o contentor vai assentar. Também terá de pagar à parte outros opcionais como a caixa de água, a fossa céptica ou o gerador.
Contentor básico por 12 mil dólares
Para se ficar com uma ideia mais precisa dos preços, Romualdo Lucena apresenta o caso recente de um contentor de 20 pés (6 por 2,4 metros) destinado a servir como escritório de 14 metros quadrados (incluindo o tecto, casa de banho, iluminação, portas de alumínio, instalação eléctrica e hidráulica, revestimento do piso e parede em PVC) que ficou por 12 mil dólares. O custo ascenderia a 26 mil dólares se fosse um contentor de 40 pés (12 por 2,4 metros).

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Cooperativa Pérola Verde Vai Construir em Toda Angola

O Estado-maior do Exército associou-se ao desafio do Executivo, na área da Construção, com a constituição de uma cooperativa de âmbito nacional, denominada Pérola Verde, cujo projecto predispõe-se edificar por todo país quinhentas mil casas até 2017.
O primeiro passo em direcção a este objectivo aconteceu na semana passada no Kuanza – Sul, província que acolheu a apresentação e a entrega das seis primeiras casas sociais de 100 metros quadrados, erguidas num espaço de 380 hectares e orçadas no valor de 60 mil dólares.
Para o Kuanza Sul, a cooperativa consignou a construção de 5 mil casas económicas, médias e de alta renda, a serem erguidas em toda a sua extensão. De acordo com as informações apuradas durante a cerimónia, os sócios da cooperativa só começam a ser descontados nos salários se já estiverem na posse da casa num valor a que não é incorporado taxa de juro. Mas primeiro terão que se associar ao projecto pagando a jóia de 150 mil Kzs.
De modo global, a cooperativa de projecta construir quinhentas mil casas por todo o país, uma fatia que leva a afirmar-se como «um dos parceiros mais privilegiados do Executivo na consecução deste objectivo».
Para a materialização deste ambicioso projecto, os seus responsáveis contam com o apoio institucional do Executivo que se compromete em ceder espaços em todas as reservas do Estado.
Os promotores da iniciativa garantem igualmente que o projecto não está aberto somente aos efectivos das FAA, mas a todos os funcionários públicos e privados interessados no projecto.
A cooperativa Pérola Verde surge em resposta às várias solicitações dos efectivos das Forças Armadas Angolanas, facto que determinou criar-se uma comissão que trabalhou junto dos vários organismos do Executivo e culminou com a constituição da cooperativa Pérola Verde.
Metade das casas que a cooperativa propõe construir serão de baixa renda, as restantes estão repartidas entre médias e alta renda, segundo o vicepresidente da cooperativa, o major Paulino Pinheiro, que falava durante a apresentação pública do projecto.


Até 2012 40 Mil Casas em Seis Províncias

 

A Kora Angola acaba de lançar casas modelo em seis províncias do país. A empresa irá construir 40 mil habitações sociais no âmbito do Programa Meu Sonho Minha Casa, do Ministério do Urbanismo e Construção.
Jornal O País

A Kora Angola investirá em habitações sociais destinadas ao público com baixos rendimentos em todo o país. A escolha destas províncias para a implantação da primeira fase do projecto baseou-se em critérios socioeconómicos. “A nossa intervenção visa ampliar a qualidade de vida da população a partir da construção das infra-estruturas urbanas e de casas condignas para aquelas localidades”, Afirma Shimon Misrachi, director geral da Kora Angola, lê-se numa nota de imprensa chegada a nossa redacção.

Do total de 40.000 casas a serem construídas nas cinco províncias, 7.000 localizam-se no Bié, 12.000 no Huambo, 3.000 no Moxico, 5.000 em Kwanza Sul, 7.000 no Uíge e 6.000 em Luanda.

O projecto arquitectónico e urbanístico da Kora Angola contempla a construção de cinco modelos de casas tipo T3 geminadas e apartamentos T3 e T4, todos com duas casas de banho, sendo uma suite e a outra social. Todos os imóveis terão em média 100m2 de área construída a um custo final de 55.600,00 dólares norte -americanos por unidade.

Baseado no conceito de comunidades urbanas, de autoria do arquitecto brasileiro Jaime Lerner, este projecto de habitação valoriza a inclusão social e o viver comunitário em harmonia com o espaço e compreende a construção de bairros dotados de infra-estruturas que incluem redes de água potável, electricidade, iluminação pública, esgotos, estradas asfaltadas, jardins, praças e outras áreas de convívio. O projecto prevê ainda dotar cada bairro com clínicas, escolas e creches com o apoio do Executivo angolano.

Com duração total de dois anos, o cronograma do projecto teve início em Dezembro de 2010, com a apresentação das casas modelo e término previsto para Dezembro de 2012 com a completa entrega dos fogos habitacionais.

A Kora Angola irá ainda investir em fábricas com uma tecnologia inovadora, reconhecida mundialmente, que utiliza como base o Cimento Celular Autoclavado (CCA), recurso que garante maior qualidade com durabilidade, resistência e agilidade na construção em relação às técnicas tradicionais, lê-se na citada nota de imprensa.

Já na fase de comercialização, com início previsto para o primeiro trimestre de 2011, a empresa pretende colocar ao serviço do público um centro de promoção imobiliária em cada uma das províncias onde o projecto irá abranger. As casas poderão ser adquiridas directamente neste stand de vendas.

De entre os benefícios sociais a serem gerados pela implantação do projecto da Kora Angola está a criação de mais de 5.000 novos postos de trabalho, através da contratação directa ou indirecta por meio de empresas empreiteiras que utilizarão mão de obra em cada uma das Províncias já assinaladas.

“A vertente social inerente a este projecto é algo que potencializamos em cada uma das suas etapas, desde a concepção até o acesso pela população. Queremos ajudar as pessoas a realizarem o seu maior projecto de vida”, acrescentou Shimon Misrachi.
Jornal O País