Não há Escola, Não Há Justiça, Não Há Saúde, Não Há Nada” na Guiné-Bissau

A situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau é preocupante, queixam-se vários cidadãos ouvidos pela DW África, sobretudo porque tem havido recuos nos últimos tempos.

“Não há escola, não há justiça, não há saúde, não há nada”, resume uma enfermeira de Bissau. “Estamos no zero”.

As aulas nas escolas públicas guineenses têm sido constantemente interrompidas por causa das greves dos professores, há falta de hospitais, centros de saúde, técnicos e material sanitário, e a Justiça é vista como morosa e “corrupta”.

Um professor lamenta que a Justiça, ao nível da Guiné-Bissau, seja “um pouco coxa, porque a corrupção fala mais alto”.

Dificuldades para ir à escola

A inacessibilidade aos serviços básicos é ainda mais evidente no interior do país.

Bubacar Djaló, secretário executivo da Estrutura Comunitária de Animação e Sensibilização para o Desenvolvimento (ECASD), explica que nem todas as aldeias têm escola e isso faz com que muitas crianças tenham dificuldades em ir às aulas.

A organização não-governamental tem atuado nas regiões de Bafatá e Gabú, no leste do país, onde, muitas vezes, o acesso às escolas é “difícil”, não só pela distância “grande”, como também devido às “péssimas condições das estradas”.


Guiné-Bissau à Descoberta do Parque Natural dos Tarrafes de Cacheu

No dia em que a Guiné-Bissau celebra 45 anos da independência, vamos até ao Parque Natural dos Tarrafes de Cacheu, local de potencialidades económicas e turísticas. O outro lado de um dos países mais instáveis de África.

A pesca é um dos recursos mais importantes para a economia da Guiné-Bissau, que proclamou unilateralmente a sua independência de Portugal em setembro de 1973. Só a pesca do camarão chega a atingir 80% das licenças atribuídas, nomeadamente aos países da União Europeia (UE). E o Parque Natural dos Tarrafes no Rio Cacheu é o grande responsável por esta fatura, afirma o investigador Miguel de Barros, diretor-executivo da organização não-governamental guineense Tiniguena (que em bijagó significa “esta terra é nossa”), uma das mais ativas na defesa e proteção do ambiente na Guiné-Bissau:

“O camarão consegue ter em Cacheu um espaço vital para a reprodução, por um lado, devido às condições climatéricas favoráveis e, por outro, pela importância do mangal. As três variedades do mangal que existem estão aqui concentradas, o que faz com que haja disponibilidade de alimento e um espaço de vida que permite ao camarão não só ter a capacidade de reprodução, mas também do crescimento e algum repouso”, explica Miguel de Barros, a bordo de uma pequena embarcação que serve para os turistas visitarem o local.

Situado a noroeste da Guiné-Bissau, a região de Cacheu representa aproximadamente 15% do território nacional. O rio Cacheu é o centro de referência, sendo uma das principais zonas de pesca do país e que liga as cidades de Cacheu, São Domingos e Farim. O Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu, com a maior concentração contínua do mangal (tarrafes) ao nível da África Ocidental, comporta variedades de ave-fauna migratória, em particular dos flamingos que concentram no espaço, fomentando a dinâmica do equilíbrio ecológico.


Três Projectos na Guiné-Bissau Financiados pela ONU

Foto SkycraperCity-Guiné BissauO Fundo de Consolidação da Paz das Nações Unidas dispõe de verbas para financiar três projetos na Guiné-Bissau num montante de  US$ 10 milhões até final de 2017.


Relatório da ONU Mostra Preocupação Sobre a Expansão da Al-Qaida na Guiné Bissau

Foto África 21 onlineguine_bissauO relatório do secretário-geral da ONU sobre a situação na Guiné-Bissau diz que a Al-Qaida no Magrebe Islâmico se pode expandir para o país.

“Existem preocupações de que grupos como a Al-Qaida no Magrebe Islâmico podem aproveitar-se da instabilidade na Guiné-Bissau para ganhar presença e avançar a sua agenda de extremismo violento”, lê-se no documento, que foi consultado pela Lusa.


Na Guiné-Bissau Um Grupo de Mulheres Cria Movimento Contra a Instabilidade Política e a Pobreza

mulheres_guine - CópiaUm grupo de mulheres da Guiné-Bissau, residentes no país e na diáspora, criou um movimento para a paz, a estabilidade e a legalidade, com o qual pretende «dizer basta» à instabilidade política e à pobreza.