Boa Entrada na Gabela, Votada ao Abandono Desde 1975

Os habitantes do município do Amboim aguardam pela reabilitação da sede da Companhia Angolana de Agricultura (CADA), na Boa Entrada, porque pode ser a solução para a falta de empregos.
A sede da companhia CADA, situada a sete quilómetros da cidade da Gabela, foi construída em 18 de Agosto de 1944, data que marcou igualmente o início da exploração da fazenda. A produção começou com o café e palmares. A Boa Entrada rapidamente ganhou a dimensão de uma vila média.
Antes do seu confisco pelo Estado, depois da Independência Nacional em 1975, a CADA já empregava seis mil trabalhadores, recrutados no município do Amboim, Quibala, Andulo e Bailundo.
A CADA passou para a tutela do Ministério da Agricultura em 31 de Dezembro de 1977, pelo Decreto Presidencial número 95/77 com todo o património industrial, hospitalar e educacional. A guerra arrasou todas as infra-estruturas e, actualmente, funcionam a meio gás os serviços de saúde e de educação. O sector produtivo não tem expressão.
Na estrutura político-administrativa vigente, a Boa Entrada é posto administrativo do município do Amboim, com 26 mil habitantes em 22 bairros.
De acordo com o chefe do posto administrativo da Boa Entrada, José Manuel da Silva “Gime”, para dar vida à localidade são necessários investimentos de vulto. Em declarações à reportagem do Jornal de Angola, José da Silva disse que a normalização da vida dos habitantes da região passa pela reabilitação da Boa Entrada, tendo em conta as potencialidades dos solos e a possibilidade de instalação de indústrias para absorver a mão-de-obra local e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento social e económico do país.
O responsável administrativo da Boa Entrada considerou que a instalação de uma subestação de transformação de energia eléctrica na localidade constitui oportunidade para relançar a actividade agro-industrial na região.

Educação e saúde

O posto administrativo da Boa Entrada tem um hospital de referência habilitado com várias especialidades. Na época era considerado um dos melhores hospitais do país. Nas imediações do hospital estão erguidas oito habitações para médicos e enfermeiros.
O sector da educação continua a ser assegurado pelo colégio “São João de Brito” e a escola Nossa senhora do Carmo. A escola Santa Filomena foi destruída pelas enxurradas, devido à falta de manutenção.
José Manuel da Silva “Gime” manifestou tristeza pelo estado de abandono em que se encontra a vila Boa Entrada. No passado, os colégios da CADA formaram muitos quadros que hoje estão a dar o seu contributo nos diversos sectores da vida nacional.


A Gabela Depois da Guerra

A cidade da Gabela, no Kwanza-Sul, possui uma estrutura arquitectónica invejável, razão pela qual ali foram instaladas, na década de 80, as direcções provinciais do Comércio, Finanças e Transportes, além da central de

transformação da energia eléctrica, a partir de barragem de Cambambe.
O conflito armado em que o país esteve mergulhado inviabilizou o desenvolvimento da cidade e seus arredores, causando a paralisação das indústrias de plástico, descasque de café, fábricas de refrigerantes e outras unidades fabris que relançavam a cidade nos patamares de desenvolvimento.
A destruição da linha de alta tensão, em 1983, a partir da barragem de Cambambe, foi o mais duro golpe infligido contra o desenvolvimento da “cidade do bago vermelho”, como também era chamada.
As florestas que circundavam a cidade não foram poupadas. Terminado o conflito armado, em 2002, a cidade foi invadida por construções anárquicas em todos os sentidos e, como se não bastasse, as redes de saneamento foram-se deteriorando à medida que o tempo foi passando.

Casimiro José/Jornal de Angola

>A Gabela Depois da Guerra

>A cidade da Gabela, no Kwanza-Sul, possui uma estrutura arquitectónica invejável, razão pela qual ali foram instaladas, na década de 80, as direcções provinciais do Comércio, Finanças e Transportes, além da central de

transformação da energia eléctrica, a partir de barragem de Cambambe.
O conflito armado em que o país esteve mergulhado inviabilizou o desenvolvimento da cidade e seus arredores, causando a paralisação das indústrias de plástico, descasque de café, fábricas de refrigerantes e outras unidades fabris que relançavam a cidade nos patamares de desenvolvimento.
A destruição da linha de alta tensão, em 1983, a partir da barragem de Cambambe, foi o mais duro golpe infligido contra o desenvolvimento da “cidade do bago vermelho”, como também era chamada.
As florestas que circundavam a cidade não foram poupadas. Terminado o conflito armado, em 2002, a cidade foi invadida por construções anárquicas em todos os sentidos e, como se não bastasse, as redes de saneamento foram-se deteriorando à medida que o tempo foi passando.

Casimiro José/Jornal de Angola

Gabela Celebrou Ontem 104 Anos como Cidade

A cidade da Gabela, sede do município do Amboim, Kwanza-Sul, elevada à categoria de cidade a 28 de Setembro do longínquo ano de 1907 celebrou, ontem, 104 anos da sua existência. A data foi marcada com a inauguração de várias infra-estruturas sociais.
O administrador municipal adjunto do Amboim, António Carvalho, disse ao Jornal de Angola que o sector social, afectado durante o conflito armado, constitui uma das prioridades, referindo que estão em fase de execução cinco projectos que contemplam a construção e reabilitação de escolas, postos de saúde e maternidade, reparação de passeios e lancis, além do relançamento da actividade agro-pecuária.

No quadro do programa comemorativo do aniversário da Gabela, foram inaugurados um centro materno-infantil adjacente ao hospital municipal do Amboim e um posto médico no bairro Lembrança, que vai atender um universo de três mil habitantes.
Em fase de conclusão e de apetrechamento estão quatro salas anexas à escola primária Augusto Ngangula, na sede municipal, e um centro materno-infantil, além da maternidade do hospital municipal. Constam ainda dos projectos em curso para o presente ano, um centro de estomatologia e postos de saúde nas localidades de Salinas e Candele.

O programa comemorativo dos 104 anos da cidade compreende também actividades culturais, desportivas, recreativas e campanhas de limpeza e embelezamento. Para o encerramento das actividades, está previsto um almoço de confraternização entre os amigos e naturais da cidade.
António Carvalho esclareceu que a realidade actual do município é completamente diferente, comparativamente ao período anterior, fruto do empenho do Executivo e do governo provincial. “O que foi feito até aqui representa uma gota no oceano”, pela imensidão de problemas que ainda afligem as populações, acrescentou. “Vamos continuar a trabalhar, porque entendemos que temos ainda muito por fazer para a resolução dos problemas das populações”, frisou.
O administrador municipal defendeu, por outro lado, a necessidade de se ter uma classe empresarial forte, que possa oferecer serviços às populações e criar emprego, lançando, por isso, um repto aos empresários nacionais e estrangeiros a investirem na região.
O sector produtivo conheceu melhorias significativas com a implementação do crédito agrícola, tendo sido contemplados 1.193 camponeses, repartidos por 117 grupos solidários, com um montante de 3,938 milhões de dólares, a serem reembolsados em 11 meses.
A rede hoteleira também está a conhecer melhorias, com a reabilitação de infra-estruturas do ramo que, num futuro breve, vai atrair turistas de toda a parte do mundo.
Os sectores da saúde e da educação também vivem problemas conjunturais, mas as autoridades estão empenhadas em dar solução aos problemas que os afectam.
A rede sanitária compreende dois hospitais municipais, sendo um na sede e outro na Boa Entrada (CADA), seis centros de saúde, 11 postos de saúde e cinco postos móveis do PAV. O corpo clínico compreende 13 médicos, dos quais dois nacionais, e 175 enfermeiros.
O sector da educação tem uma rede escolar de 25 escolas de carácter definitivo e 24 de construção provisória. Frequentam o presente ano lectivo 381.744 alunos da iniciação à 12ª classe e leccionam no município um universo de 1.123 professores. Por falta de espaços e de professores estão fora do sistema do ensino 6.258 crianças em idade escolar.

 

O município do Amboim é potencialmente agrícola, possuindo solos férteis para o cultivo de milho, feijão, ginguba, batata rena e doce, e banana. No município existem 170 associações de camponesas, mas apenas estão em funcionamento 135. Também estão instaladas 22 cooperativas e 341 empresas agrícolas. A grande preocupação de momento prende-se com a falta de apoios em sementes melhoradas, fertilizantes e pesticidas, que são adquiridos no mercado informal a preços exorbitantes.
O comércio é forte na região e os operadores fornecem bens e serviços às populações, respondendo à procura, mas nota-se a ausência de uma rede de comércio rural que possa satisfazer as necessidades dos camponeses.
Com uma superfície de 1.027 quilómetros quadrados, o município conta com uma população estimada em 208.89 habitantes e a divisão administrativa corresponde a duas comunas, sendo a sede e Assango, com três áreas administrativas, nomeadamente, Salinas, Honga e Boa Entrada (CADA).

Casimiro José/Jornal de Angola

>Gabela Celebrou Ontem 104 Anos como Cidade

>A cidade da Gabela, sede do município do Amboim, Kwanza-Sul, elevada à categoria de cidade a 28 de Setembro do longínquo ano de 1907 celebrou, ontem, 104 anos da sua existência. A data foi marcada com a inauguração de várias infra-estruturas sociais.
O administrador municipal adjunto do Amboim, António Carvalho, disse ao Jornal de Angola que o sector social, afectado durante o conflito armado, constitui uma das prioridades, referindo que estão em fase de execução cinco projectos que contemplam a construção e reabilitação de escolas, postos de saúde e maternidade, reparação de passeios e lancis, além do relançamento da actividade agro-pecuária.

No quadro do programa comemorativo do aniversário da Gabela, foram inaugurados um centro materno-infantil adjacente ao hospital municipal do Amboim e um posto médico no bairro Lembrança, que vai atender um universo de três mil habitantes.
Em fase de conclusão e de apetrechamento estão quatro salas anexas à escola primária Augusto Ngangula, na sede municipal, e um centro materno-infantil, além da maternidade do hospital municipal. Constam ainda dos projectos em curso para o presente ano, um centro de estomatologia e postos de saúde nas localidades de Salinas e Candele.

O programa comemorativo dos 104 anos da cidade compreende também actividades culturais, desportivas, recreativas e campanhas de limpeza e embelezamento. Para o encerramento das actividades, está previsto um almoço de confraternização entre os amigos e naturais da cidade.
António Carvalho esclareceu que a realidade actual do município é completamente diferente, comparativamente ao período anterior, fruto do empenho do Executivo e do governo provincial. “O que foi feito até aqui representa uma gota no oceano”, pela imensidão de problemas que ainda afligem as populações, acrescentou. “Vamos continuar a trabalhar, porque entendemos que temos ainda muito por fazer para a resolução dos problemas das populações”, frisou.
O administrador municipal defendeu, por outro lado, a necessidade de se ter uma classe empresarial forte, que possa oferecer serviços às populações e criar emprego, lançando, por isso, um repto aos empresários nacionais e estrangeiros a investirem na região.
O sector produtivo conheceu melhorias significativas com a implementação do crédito agrícola, tendo sido contemplados 1.193 camponeses, repartidos por 117 grupos solidários, com um montante de 3,938 milhões de dólares, a serem reembolsados em 11 meses.
A rede hoteleira também está a conhecer melhorias, com a reabilitação de infra-estruturas do ramo que, num futuro breve, vai atrair turistas de toda a parte do mundo.
Os sectores da saúde e da educação também vivem problemas conjunturais, mas as autoridades estão empenhadas em dar solução aos problemas que os afectam.
A rede sanitária compreende dois hospitais municipais, sendo um na sede e outro na Boa Entrada (CADA), seis centros de saúde, 11 postos de saúde e cinco postos móveis do PAV. O corpo clínico compreende 13 médicos, dos quais dois nacionais, e 175 enfermeiros.
O sector da educação tem uma rede escolar de 25 escolas de carácter definitivo e 24 de construção provisória. Frequentam o presente ano lectivo 381.744 alunos da iniciação à 12ª classe e leccionam no município um universo de 1.123 professores. Por falta de espaços e de professores estão fora do sistema do ensino 6.258 crianças em idade escolar.

O município do Amboim é potencialmente agrícola, possuindo solos férteis para o cultivo de milho, feijão, ginguba, batata rena e doce, e banana. No município existem 170 associações de camponesas, mas apenas estão em funcionamento 135. Também estão instaladas 22 cooperativas e 341 empresas agrícolas. A grande preocupação de momento prende-se com a falta de apoios em sementes melhoradas, fertilizantes e pesticidas, que são adquiridos no mercado informal a preços exorbitantes.
O comércio é forte na região e os operadores fornecem bens e serviços às populações, respondendo à procura, mas nota-se a ausência de uma rede de comércio rural que possa satisfazer as necessidades dos camponeses.
Com uma superfície de 1.027 quilómetros quadrados, o município conta com uma população estimada em 208.89 habitantes e a divisão administrativa corresponde a duas comunas, sendo a sede e Assango, com três áreas administrativas, nomeadamente, Salinas, Honga e Boa Entrada (CADA).

Casimiro José/Jornal de Angola