Abate Indiscriminado de Árvores Para Produção de Carvão Devasta Florestas no Cunene

O abate indiscriminado de árvores para produção de carvão tem contribuído para devastação de áreas florestais no Cunene, afirmou o chefe da brigada provincial de Desenvolvimento Florestal, Abel Alcino Zamba.

Em declarações à Angop, o responsável disse que na província não existe qualquer cidadão licenciado para produção e comercialização do carvão, mas a actividade é exercida de forma ilegal por camponeses.

Segundo Alcino Jamba, as vias Ondjiva/Xangongo, Cahama/Xangongo, Ondjiva/Cuvelai e a orla fronteiriça são as mais atingidas pelo abate de árvores para tal prática.

Referiu que a acção resulta do pouco poder financeiro de certas famílias que vivem do fabrico do carvão, mas que deve ser compensadas com o repovoamento de outras árvores.

“Devido às característica da população, a produção e comercialização do carvão tornou-se numa das principais fontes de receitas de muitas famílias, uma vez que 75 porcento dos habitantes do Cunene residem no meio rural e tem por preferência o uso da lenha e do carvão como fontes de energia para cozinhar“, acrescentou.


Estratégia Nacional Para Restaurar 1 Milhão de Hectares de Florestas em Angola

Um milhão de hectares de florestas degradadas a nível do país serão restauradas, até ao ano de 2025, com árvores de várias espécies, de acordo com a Estratégia Nacional para a Biodiversidade e seu plano de acção, 2018/2025, validado hoje, quinta-feira, em Luanda, a nível técnico.

O documento foi autenticado no final do encerramento do workshop de Validação das Estratégias para a Biodiversidade, cujo acto foi prestigiado pela ministra do Ambiente, Paula Francisco.


Dentro de 7 a 8 Anos as Florestas do Planalto Central de Angola Estarão Extintas

quanza_norte_1375966524_nAs florestas de Cuima, Bunjei e Alto Chiumbo, nas províncias do Huambo e Huíla, em Angola, deixarão de existir dentro de 7 a 8 anos caso o ritmo de exploração de forma não sustentada se mantenha, de acordo com o estudo oficial Plano de Gestão Florestal.

As queimadas e a extracção de madeira para a construção de casas e a produção de lenha causaram em dois anos e meio uma redução de 22% dos polígonos florestais do planalto central de Angola, de acordo com um estudo Plano de Gestão Florestal, quarta-feira apresentado em Luanda.

Na apresentação do estudo, o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural Afonso Pedro Canga classificou a situação de “preocupante”, anunciando que no próximo dia 23, para assinalar o Dia Mundial das Florestas, vai ser lançada a campanha de plantação de um milhão de árvores por ano na província do Huambo.

Realizado entre 2010 e 2012, o estudo do Ministério da Agricultura visou avaliar a situação actual e lançar um plano de acção para prevenção das queimadas e controlo da retirada de madeira de forma não sustentável nos polígonos florestais.

O estudo do inventário florestal do planalto central iniciou-se em 2010 e os seus resultados foram actualizados em 2012.

(macauhub)


Florestas Biodiversidade e as Mudanças Climatéricas

Os Chefes de Estado e de governos dos países das bacias florestais tropicais do mundo concordam sexta-feira, em Brazzaville, continuar a estreitar relações para destacar o interesse comum em fóruns multilaterais e regionais sobre as florestas, a biodiversidade e a mudanças climatéricas.
A decisão consta da “Declaração de Brazzaville” adoptada no final da cimeira dos países membros das bacias florestais do Congo (África), da Amazónia (América Central) e de Borneo-MeKong (sudueste asiático) decorrida na República do Congo.

Os participantes apreciaram a crescente consciencialização das populações sobre a importância das florestas do planeta. Insistiram na necessidade de incluir as florestas entre os principais temas de discussão na Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), a ser realizada no Brasil em Junho de 2012, com base em uma parceria global, envolvendo países, organismos multilaterais, a sociedade civil e actores do sector privado.

Analisada a relação entre o desmatamento e a degradação florestal e os problemas socio-económicos, recomendam cooperar para eliminar actos que encorajam a exploração destrutiva da floresta.
Subscreveram a vontade de estabelecer mecanismos para incentivar o desenvolvimento do sector florestal, incentivando o alcance da economia verde para o desenvolvimento de baixo teor de carbono e redução da pobreza nos países membros.
Defendem financiamentos adicionais, sustentáveis e transparentes que permitam aos países enfrentar os desafios da gestão florestal sustentável e que respeitem os seus compromissos em matéria de florestas.
Recomendam a criação de novas parcerias público-privada, destinadas a facilitar o investimento em sectores justo e orientado para o desenvolvimento, fortalecer relacionadas com a floresta em seus países.

Pedem para instar a comunidade internacional a apoiar os esforços dos respectivos países na luta contra a desertificação.

Angola participou na cimeira com uma delegação chefiada pelo Vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, da qual fizeram os ministros da relações exteriores e do ambiente.

Angop