Salvar a População de Rinocerontes da Extinção

rhino-in-kruger-national-Um caçador de nome Corey Knowlton pagou, na América, USD 3.500.000 por uma licença para caçar um rinoceronte negro na Namíbia. O facto criou indignação entre os conservacionistas, visto que lutam para proteger os rinocerontes selvagens na África Austral. É relatado que Corey recebeu ameaças de morte por causa desta suposta caça “legal”. Este tipo de actividades vêm contradizer a campanha para salvar os rinocerontes

De acordo com o departamento Ambiental da África do Sul, mais de 100 organizações foram oficialmente registadas no país para projectos de captação de recursos e conscientização nos esforços, caros, para salvar a população de rinocerontes brancos e pretos da extinção. O animal existe há mais de 50 milhões de anos e é o maior animal terrestre depois do elefante. Os rinocerontes chegam a pesar até 3 toneladas e podem atingir dois metros de altura e até 5 metros de comprimento .

Os grupos de conservação e o governo sul-africano prevêm que se a matança actual de rinocerontes selvagens na África do Sul continuar, a espécie pode ser extinta até ao ano de 2026. Uma das principais razões para que tal aconteça está relacionada com o valor que é atribuido ao chifre do rinoceronte. A situação é ainda mais preocupante visto que tanto as fêmeas como os machos têm chifres e, em muitos casos, as fêmeas são mortas com a cria ainda por nascer, ou, vis- to que as crias não têm chifres, a mãe é abatida e a cria fica desamparada e com poucas possibilidadees de sobrevivência, morrendo de fome ou vitimadas por outros animais selvagens. Tudo isso levou a que os rinocerontes fossem declarados como espécie rara em vias de extinção.

Segundo relatos, cerca de 950 rinocerontes foram abatidos entre Janeiro e Dezembro de 2013. O mês de Outubro foi um dos piores meses, com o registo de 100 rinocerontes mortos. Só neste ano de 2014 já foi relatada a morte de 30 rinocerontes. Este número de 950 rinocerontes mortos em 2013 quebrou todos os recordes de anos anteriores.

Apesar da prisão de mais de 230 caçadores até agora e a morte de cerca de 30 caçadores furtivos ao longo dos últimos anos, não está a abrandar o assassinato sem sentido de rinocerontes .

Leia Mais


Ajude a Acabar com o Massacre dos Leões Africanos

leoes_africanos

Que vitória incrível! Um tribunal sul-africano acabou de reconhecer que o governo violou nosso direito de expressão quando arrancaram nossos anúncios pedindo por proteção aos leões da África do Sul – e agora estamos em todas as manchetes. Vamos usar esse momento para fazer nossa petição crescer ainda mais e salvar os leões:

Caros amigos,

Leões sul-africanos estão sendo abatidos por causa de seus ossos, apenas para produzir “poções sexuais” falsas para homens. Mas se mostrarmos ao presidente Zuma que isso prejudica a imagem da África do Sul como um destino turístico, ele poderá acabar com essa crueldade, proibindo o comércio de ossos e órgãos de leões. Assine a petição abaixo – nós vamos publicar anúncios nas principais revistas e websites de turismo:

Centenas de leões sul-africanos estão sendo abatidos para a produção de “poções sexuais” falsas para os homens. Mas podemos acabar com este comércio cruel atingindo o governo em um ponto sensível – a indústria do turismo.

A proibição mundial da venda de ossos de tigre fez com que comerciantes fossem atrás de um novo prêmio – os majestosos leões. Leões estão sendo criados em condições terríveis na África do Sul para a “caça enlatada”, onde os turistas ricos pagam fortunas para atirar neles através das cercas. Agora, especialistas dizem que os ossos de leão dessas fazendas assassinas estão sendo exportados para os fabricantes de “remédios” falsos na Ásia com enormes lucros. O comércio está explodindo e especialistas temem que à medida que os preços subam, mesmo os leões selvagens – dos quais restam apenas 20 mil na África – estarão sob o risco da caça..

Leia Mais


Não é Alarmante o Tráfico de Marfim em Angola

trafico_marfimA situação do tráfico de marfim em Angola, fruto do abate ilegal de elefantes está controlada, garantiu o director nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, Joaquim Manuel.

Reagindo à notícia da publicada recentemente que dá conta de que África pode perder 20% dos seus elefantes em dez anos, Joaquim Manuel, referiu que esforços continuam a ser envidados em Angola, sobretudo do controlo das suas fronteiras.

“Não é alarmante o tráfico de marfim em Angola. Este negócio não é comum no nosso país, normalmente ouve-se relatos idos da vizinha República da Namíbia, África do Sul, Quénia e Tanzânia, com saída deste produto para Ásia em especial para China”, confirmou Joaquim Manuel em entrevista à Angop.

O responsável acrescentou que, devido o conflito armando já terminado em Angola, tomaram-se providências muito cedo de controlo das fronteiras em termos de entrada e saída de aviões, dificultado assim a passagem ou saída destes produtos do território.

Projectos de estancamento da caça furtiva e despojos de animais selvagens em especial os cornos e marfins, continuam a ser reforçados pelo sector de tutela em parceria com outras instituições públicas e privadas.

A formação de mais fiscais foi apontada por, Joaquim Manuel, como uma das medidas viáveis, além das estratégias de criação de Lodges para fins cinegéticos e outras medidas de estancamento da caça furtiva.

Ainda quanto ao tráfico de marfim e cornos, Joaquim Manuel disse não terem outra opção se não combatê-lo energicamente quer a nível de Angola como da Região da SADC, através de canais de cooperação fiáveis e rápidos previamente definidos.

Sem avançar números, o responsável referiu que a quantidade em termos de crescimento de manadas de elefantes continua a ser satisfatório nas mais diferenciadas regiões do país, sobretudo nas áreas de conservação nacional.

“Não temos ainda estatísticas sobre os elefantes e outros animais de grande porte, mas estamos a trabalhar no sentido de começar no próximo ano com as pesquisas científicas-técnicas de contagem de animais e mapeamento das suas rotas, para diminuir o conflito homem/animal e manter as nossas populações em segurança, informando-as das áreas de maior perigo”, realçou Joaquim Manuel.

O estudo dos animais e o mapeamento das suas rotas são as medidas viáveis que conduzirão a uma melhor convivência entre os homens e animais de grande porte, concluiu o director.

Angop / Novo Jornal


Na Província do Zaire o Pau-Preto,a Pacaça e o Elefante Estão em Vias de Extinção

angola_fauna_2288_nO Instituto de Desenvolvimento Florestal está preocupado com o abate indiscriminado de árvores e de caça, na província do Zaire.

O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse que esta prática concorre para a extinção das espécies vegetais e animais. João Domingos acrescentou que mesmo estando regulamentada, a protecção das espécies é desrespeitada.
Afirmou que a actividade é promovida por cidadãos que fazem da exploração do carvão vegetal e da caça furtiva o seu modo de vida.
O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse que o pau-preto, a pacaça, o elefante, o veado e o mabeco estão em vias de extinção na província.
“Detectamos garimpeiros de material florestal e caçadores de animais protegidos”, referiu. Defendeu a realização de campanhas de sensibilização sobre a importância da protecção da fauna e da flora.
O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) apela à população a se abster do abate indicriminado de árvores e da caça furtiva para garantir o equilíbrio ambiental.
Responsáveis do sector afirmam que o Instituto de Desenvolvimento Florestal na província do Zaire carece de meios técnicos e humanos para realizar cabalmente as actividades de fiscalização.
Segundo responsáveis do sector, o Instituto florestal conta com apenas quatro fiscais na região.

Jornal de Angola


Alterações Arquitectónicas e Urbanísticas Estão na Causa das Migrações de Espécies Animais em Angola

563455_594198263939551_1395484374_nAs alterações arquitectónicas e urbanísticas causadas pela expansão do sector imobiliário em Angola estão na base das migrações de espécies animais, que buscam, noutros locais, melhores condições de habitação e reprodução.

O alerta é da bióloga Leonor Pedro, que disse, em declarações à agência de notícias Angop, estar o fenómeno a causar o desaparecimento de muitas espécies, sobretudo aves, lagartos e serpentes, devido às mudanças ambientais e ao desaparecimento de zonas verdes.
Leonor Pedro defendeu a necessidade de um maior acompanhamento e pesquisas sobre o assunto, uma vez que a ausência de zonas de paisagem em todo o país é cada vez mais notória.
“Alguns animais percorrem longas distâncias por factores panorâmicos incompatíveis com o seu modo de vida, o que, cientificamente, se denomina migração de remoção”, salientou a bióloga, acrescentando que esse tipo de migração acontece quando o habitat desses animais se torna impróprio para a sua sobrevivência.
Para a investigadora Leonor Pedro, é preciso que equipas multidisciplinares, integradas por biólogos, ambientalistas e técnicos do sector da Construção e Urbanismo, façam um aturado trabalho para que sejam acauteladas essas questões, que acabam por ter um impacto negativo na sobrevivência das espécies.

Jornal de Angola