Por se Encontrar em Vias de Extinção, Governo Angolano Empenhado na Recuperação da Pacaça

pacassa_O Ministério do Ambiente solicitou hoje (sexta-feira), em Luanda, o apoio das Forças Armadas Angolanas (FAA) para a recuperação da Pacaça, mamífero emblemático do norte do país (Uíge e Zaire) e que se encontra em vias de extinção.

A solicitação foi feita hoje (sexta-feira), em Luanda, durante um seminário sobre “Forças Armadas na Protecção e Conservação da Diversidade Biológica, em tempo de paz”, dirigido aos  oficiais  e civis  das FAA, realizado no quadro do 22 de Maio, Dia Mundial da Biodiversidade.

De  acordo com o chefe de departamento da Biodiversidade do Ministério do Ambiente, Nascimento António, a espécie corre risco de extinção, uma  vez que caçadores furtivo e vendedores da carne  deste animal fazem o produto passar por carne de vaca.


Mundialmente Dado Como Extinto em 1949, Foi Reencontrado em Angola na Província do Cuando Cubango o Escaravelho (Escarabaeus Cancer)

escaravelhoUma espécie de escaravelho (Escarabaeus Cancer), mundialmente dada como extinta em 1949, foi reencontrada na província do Cuando Cubango, em Angola, por pesquisadores nacionais, canadenses e americanos.

A informação foi revelada hoje (quinta-feira) em conferência de imprensa, em Luanda, pelo director da Direcção Nacional da Biodiversidade, Abias Huongo, que avançou terem sido capturadas 8 espécies em 12 meses de pesquisa nas localidades de Mavinga e Cuito Cuanavale.

Segundo ele, os resultados da busca vão garantir o estudo científico do insecto gigante, tido como único no mundo naquele tamanho e espécie.


Humanos Destruíram 52% da População de Vertebrados Selvagens do Mundo em Apenas 40 Anos

faunaO mundo está a tornar-se um lugar inóspito para os animais selvagens. Não importa o local no planeta em que vivem ou mesmo se são espécies terrestres, marinhas ou de água doce. Estudo do WWF mostra que os humanos destruíram 52% da população de vertebrados selvagens do mundo em apenas 40 anos.


Aumento da Caça Furtiva e Abate Ilegal de Árvores no Cuanza Norte Leva a um Estado Crítico da Fauna e Flora

gazelasO chefe de departamento provincial do Cuanza Norte do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Guilherme da Costa, considerou crítico o estado da fauna e da flora na província, a julgar pelo aumento da caça furtiva e abate ilegal de árvores.

Guilherme da Costa explicou que a situação ambiental da província do Cuanza Norte vai piorando pelo facto de, todos os dias, haver queimadas para possibilitar a agricultura itinerante, feitura ilegal de carvão, corte de árvores para produção de madeira, bem como a matança de animais de várias espécies, comercializadas ao longo das vias Golungo Alto-Zenza e Ndalatando-Dondo.
O chefe de departamento do IDF disse que situação é incontrolável até que o sector consiga desenvolver o plano de povoamento e repovoamento florestal e animal, já aprovado pelo Governo.
“Enquanto não houver instrumentos legais práticos para se inibir a caça furtiva e a desmatação florestal a prática vai prevalecer”, disse o responsável, acrescentando que o IDF, Polícia Nacional, Forças Armadas e demais pessoas de vários estratos sociais estão empenhados no combate à desertificação, caça e outros males que prejudicam o ambiente florestal, para que, de forma coesa e abrangente, tais práticas diminuam, particularmente no corredor do rio Lucala II até à capital do município de Cambambe.
Guilherme da Costa disse ser urgente baixar os níveis de caça em torno da via Trombeta-Zenza-Luanda, bem como a feitura de carvão de forma desordenada.
Garantiu que os vendedores não vão ser retirados de forma repressiva, mas sim sensibilizados, com o apoio das administração e sobas, sobre as formas de utilização da natureza de forma racional.
O técnico informou que os veados, seixas e macacos são os animais que se encontram expostos e à venda em número elevado, a­meaçando a extinção das referidas espécies. Revelou que dentro do quadro consuetudinário, o cidadão deve ir buscar ou produzir aquilo que precisa para a sua sobrevivência e não para fins comerciais. O responsável disse que foi construída uma escola florestal na província, instalada no município de Lucala, que tem a capacidade de reproduzir mais de mil plantas por ano.

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Alerta em Angola Para o Tráfico de Animais Vivos

animaisO ambientalista Vladimir Russo considerou hoje (sábado) que a rede de tráfico de animais vivos de Angola para outros países ainda reduzida, mas alertou para o reforço da vigilância nas zonas transfronteiriças.

Em entrevista à Angop em Luanda no quadro da participação de Angola na Conferência sobre Comércio Internacional de Espécies em Perigo, realiza este mês em Londres, referiu que o país ainda regista-se a inexistência de uma lei adequada para coibir a prática e uma fraca capacidade de fiscalização.

Segundo o ambientalista, o risco de tráfico de animais está mais associado a espécies endémicas, particularmente aves e a palanca negra gigante.

As províncias do Kuando Kubango e Moxico, rico potencial em termos de animais selvagens, asim como Uíge, Malange e Cabinda foram apontadas como as mais preocupantes em relação ao tráfico e comercio de animais.

“A caça em Angola está proibida desde 2006, mas a implementação efectiva de uma directiva do Ministério da Agricultura não é feita. A legislação sobre a emissão de licenças de caça está obsoleta, assim como os valores de multas”, lembrou o ambientalista.

Vladimir Russo acrescentou que uma vez que existe apenas admoestação administrativa (através da aplicação de multas) e não uma tipificação da caça como crime (resultando na apreensão de meios e na prisão do caçador), ainda compensa para os praticantes caçar e pagar a multa.

Para ele, a existência de um mercado de artesanato, em Luanda, e a existência de algumas unidades hoteleiras que vendem diariamente artefactos de animais provenientes de caça em Angola e nos países vizinhos representa uma prova da incapacidade de se lidar com este problema.

“Uma multa pela caça de uma palanca negra gigante, um animal de inestimável valor e que temos menos de 100 em Angola, é de aproximadamente três milhões de Kwanzas. A multa pela caça de um elefante é de apenas 150 mil Kwanzas”, comparou o ambientalista, sustentando que tais valores estão completamente desajustados da realidade.

No quadro desta realidade, Vladimir Russo defende a necessidade da implementação de acções voltadas à educação e consciencialização ambiental contínuas que permitam demonstrar a importância destas espécies.

“Em Angola, particularmente, os elefantes, palanca negra, o manatim, tartarugas, papagaio cinzento e outros, precisam ser protegidos para o equilíbrio ambiental e para o próprio desenvolvimento turístico do país”, sublinhou.

De acordo com ele, quando estas espécies deixarem de existir em Angola ou estiverem em números muito baixos, como é o caso do leão, rinoceronte, chita e outros, o país estará perdendo um enorme potencial turístico e com isso muitos recursos financeiros, postos de trabalho e oportunidade de partilha da sua cultura e paisagens.

O ambientalista considerou ainda de extrema importância a implementação da legislação de protecção da fauna e flora existente em Angola, particularmente no que diz respeito à caça ilegal e a “pseudo-caça de subsistência”, que alimenta um enorme mercado de carne de caça e de venda de artefactos de animais (peles de animais, carapaças de tartarugas, dentes de marfim) e de animais vivos.

Esta implementação, reforçou, só pode ser realizada se os quadros envolvidos estiverem devidamente formados e possuírem condições de trabalho e sustento que não permita serem corrompidos pelos caçadores.

Um sistema concertado de fiscalização, no ponto de vista de Vladimir Russo, deve existir em Angola, envolvendo a Polícia Nacional, as FAA, os Serviços de Alfândegas, associações ambientais e quadros do próprio Ministério do Ambiente.

Angop