Aumento da Caça Furtiva e Abate Ilegal de Árvores no Cuanza Norte Leva a um Estado Crítico da Fauna e Flora

gazelasO chefe de departamento provincial do Cuanza Norte do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Guilherme da Costa, considerou crítico o estado da fauna e da flora na província, a julgar pelo aumento da caça furtiva e abate ilegal de árvores.

Guilherme da Costa explicou que a situação ambiental da província do Cuanza Norte vai piorando pelo facto de, todos os dias, haver queimadas para possibilitar a agricultura itinerante, feitura ilegal de carvão, corte de árvores para produção de madeira, bem como a matança de animais de várias espécies, comercializadas ao longo das vias Golungo Alto-Zenza e Ndalatando-Dondo.
O chefe de departamento do IDF disse que situação é incontrolável até que o sector consiga desenvolver o plano de povoamento e repovoamento florestal e animal, já aprovado pelo Governo.
“Enquanto não houver instrumentos legais práticos para se inibir a caça furtiva e a desmatação florestal a prática vai prevalecer”, disse o responsável, acrescentando que o IDF, Polícia Nacional, Forças Armadas e demais pessoas de vários estratos sociais estão empenhados no combate à desertificação, caça e outros males que prejudicam o ambiente florestal, para que, de forma coesa e abrangente, tais práticas diminuam, particularmente no corredor do rio Lucala II até à capital do município de Cambambe.
Guilherme da Costa disse ser urgente baixar os níveis de caça em torno da via Trombeta-Zenza-Luanda, bem como a feitura de carvão de forma desordenada.
Garantiu que os vendedores não vão ser retirados de forma repressiva, mas sim sensibilizados, com o apoio das administração e sobas, sobre as formas de utilização da natureza de forma racional.
O técnico informou que os veados, seixas e macacos são os animais que se encontram expostos e à venda em número elevado, a­meaçando a extinção das referidas espécies. Revelou que dentro do quadro consuetudinário, o cidadão deve ir buscar ou produzir aquilo que precisa para a sua sobrevivência e não para fins comerciais. O responsável disse que foi construída uma escola florestal na província, instalada no município de Lucala, que tem a capacidade de reproduzir mais de mil plantas por ano.

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Alerta em Angola Para o Tráfico de Animais Vivos

animaisO ambientalista Vladimir Russo considerou hoje (sábado) que a rede de tráfico de animais vivos de Angola para outros países ainda reduzida, mas alertou para o reforço da vigilância nas zonas transfronteiriças.

Em entrevista à Angop em Luanda no quadro da participação de Angola na Conferência sobre Comércio Internacional de Espécies em Perigo, realiza este mês em Londres, referiu que o país ainda regista-se a inexistência de uma lei adequada para coibir a prática e uma fraca capacidade de fiscalização.

Segundo o ambientalista, o risco de tráfico de animais está mais associado a espécies endémicas, particularmente aves e a palanca negra gigante.

As províncias do Kuando Kubango e Moxico, rico potencial em termos de animais selvagens, asim como Uíge, Malange e Cabinda foram apontadas como as mais preocupantes em relação ao tráfico e comercio de animais.

“A caça em Angola está proibida desde 2006, mas a implementação efectiva de uma directiva do Ministério da Agricultura não é feita. A legislação sobre a emissão de licenças de caça está obsoleta, assim como os valores de multas”, lembrou o ambientalista.

Vladimir Russo acrescentou que uma vez que existe apenas admoestação administrativa (através da aplicação de multas) e não uma tipificação da caça como crime (resultando na apreensão de meios e na prisão do caçador), ainda compensa para os praticantes caçar e pagar a multa.

Para ele, a existência de um mercado de artesanato, em Luanda, e a existência de algumas unidades hoteleiras que vendem diariamente artefactos de animais provenientes de caça em Angola e nos países vizinhos representa uma prova da incapacidade de se lidar com este problema.

“Uma multa pela caça de uma palanca negra gigante, um animal de inestimável valor e que temos menos de 100 em Angola, é de aproximadamente três milhões de Kwanzas. A multa pela caça de um elefante é de apenas 150 mil Kwanzas”, comparou o ambientalista, sustentando que tais valores estão completamente desajustados da realidade.

No quadro desta realidade, Vladimir Russo defende a necessidade da implementação de acções voltadas à educação e consciencialização ambiental contínuas que permitam demonstrar a importância destas espécies.

“Em Angola, particularmente, os elefantes, palanca negra, o manatim, tartarugas, papagaio cinzento e outros, precisam ser protegidos para o equilíbrio ambiental e para o próprio desenvolvimento turístico do país”, sublinhou.

De acordo com ele, quando estas espécies deixarem de existir em Angola ou estiverem em números muito baixos, como é o caso do leão, rinoceronte, chita e outros, o país estará perdendo um enorme potencial turístico e com isso muitos recursos financeiros, postos de trabalho e oportunidade de partilha da sua cultura e paisagens.

O ambientalista considerou ainda de extrema importância a implementação da legislação de protecção da fauna e flora existente em Angola, particularmente no que diz respeito à caça ilegal e a “pseudo-caça de subsistência”, que alimenta um enorme mercado de carne de caça e de venda de artefactos de animais (peles de animais, carapaças de tartarugas, dentes de marfim) e de animais vivos.

Esta implementação, reforçou, só pode ser realizada se os quadros envolvidos estiverem devidamente formados e possuírem condições de trabalho e sustento que não permita serem corrompidos pelos caçadores.

Um sistema concertado de fiscalização, no ponto de vista de Vladimir Russo, deve existir em Angola, envolvendo a Polícia Nacional, as FAA, os Serviços de Alfândegas, associações ambientais e quadros do próprio Ministério do Ambiente.

Angop


Salvar a População de Rinocerontes da Extinção

rhino-in-kruger-national-Um caçador de nome Corey Knowlton pagou, na América, USD 3.500.000 por uma licença para caçar um rinoceronte negro na Namíbia. O facto criou indignação entre os conservacionistas, visto que lutam para proteger os rinocerontes selvagens na África Austral. É relatado que Corey recebeu ameaças de morte por causa desta suposta caça “legal”. Este tipo de actividades vêm contradizer a campanha para salvar os rinocerontes

De acordo com o departamento Ambiental da África do Sul, mais de 100 organizações foram oficialmente registadas no país para projectos de captação de recursos e conscientização nos esforços, caros, para salvar a população de rinocerontes brancos e pretos da extinção. O animal existe há mais de 50 milhões de anos e é o maior animal terrestre depois do elefante. Os rinocerontes chegam a pesar até 3 toneladas e podem atingir dois metros de altura e até 5 metros de comprimento .

Os grupos de conservação e o governo sul-africano prevêm que se a matança actual de rinocerontes selvagens na África do Sul continuar, a espécie pode ser extinta até ao ano de 2026. Uma das principais razões para que tal aconteça está relacionada com o valor que é atribuido ao chifre do rinoceronte. A situação é ainda mais preocupante visto que tanto as fêmeas como os machos têm chifres e, em muitos casos, as fêmeas são mortas com a cria ainda por nascer, ou, vis- to que as crias não têm chifres, a mãe é abatida e a cria fica desamparada e com poucas possibilidadees de sobrevivência, morrendo de fome ou vitimadas por outros animais selvagens. Tudo isso levou a que os rinocerontes fossem declarados como espécie rara em vias de extinção.

Segundo relatos, cerca de 950 rinocerontes foram abatidos entre Janeiro e Dezembro de 2013. O mês de Outubro foi um dos piores meses, com o registo de 100 rinocerontes mortos. Só neste ano de 2014 já foi relatada a morte de 30 rinocerontes. Este número de 950 rinocerontes mortos em 2013 quebrou todos os recordes de anos anteriores.

Apesar da prisão de mais de 230 caçadores até agora e a morte de cerca de 30 caçadores furtivos ao longo dos últimos anos, não está a abrandar o assassinato sem sentido de rinocerontes .

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Ajude a Acabar com o Massacre dos Leões Africanos

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Que vitória incrível! Um tribunal sul-africano acabou de reconhecer que o governo violou nosso direito de expressão quando arrancaram nossos anúncios pedindo por proteção aos leões da África do Sul – e agora estamos em todas as manchetes. Vamos usar esse momento para fazer nossa petição crescer ainda mais e salvar os leões:

Caros amigos,

Leões sul-africanos estão sendo abatidos por causa de seus ossos, apenas para produzir “poções sexuais” falsas para homens. Mas se mostrarmos ao presidente Zuma que isso prejudica a imagem da África do Sul como um destino turístico, ele poderá acabar com essa crueldade, proibindo o comércio de ossos e órgãos de leões. Assine a petição abaixo – nós vamos publicar anúncios nas principais revistas e websites de turismo:

Centenas de leões sul-africanos estão sendo abatidos para a produção de “poções sexuais” falsas para os homens. Mas podemos acabar com este comércio cruel atingindo o governo em um ponto sensível – a indústria do turismo.

A proibição mundial da venda de ossos de tigre fez com que comerciantes fossem atrás de um novo prêmio – os majestosos leões. Leões estão sendo criados em condições terríveis na África do Sul para a “caça enlatada”, onde os turistas ricos pagam fortunas para atirar neles através das cercas. Agora, especialistas dizem que os ossos de leão dessas fazendas assassinas estão sendo exportados para os fabricantes de “remédios” falsos na Ásia com enormes lucros. O comércio está explodindo e especialistas temem que à medida que os preços subam, mesmo os leões selvagens – dos quais restam apenas 20 mil na África – estarão sob o risco da caça..

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Não é Alarmante o Tráfico de Marfim em Angola

trafico_marfimA situação do tráfico de marfim em Angola, fruto do abate ilegal de elefantes está controlada, garantiu o director nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, Joaquim Manuel.

Reagindo à notícia da publicada recentemente que dá conta de que África pode perder 20% dos seus elefantes em dez anos, Joaquim Manuel, referiu que esforços continuam a ser envidados em Angola, sobretudo do controlo das suas fronteiras.

“Não é alarmante o tráfico de marfim em Angola. Este negócio não é comum no nosso país, normalmente ouve-se relatos idos da vizinha República da Namíbia, África do Sul, Quénia e Tanzânia, com saída deste produto para Ásia em especial para China”, confirmou Joaquim Manuel em entrevista à Angop.

O responsável acrescentou que, devido o conflito armando já terminado em Angola, tomaram-se providências muito cedo de controlo das fronteiras em termos de entrada e saída de aviões, dificultado assim a passagem ou saída destes produtos do território.

Projectos de estancamento da caça furtiva e despojos de animais selvagens em especial os cornos e marfins, continuam a ser reforçados pelo sector de tutela em parceria com outras instituições públicas e privadas.

A formação de mais fiscais foi apontada por, Joaquim Manuel, como uma das medidas viáveis, além das estratégias de criação de Lodges para fins cinegéticos e outras medidas de estancamento da caça furtiva.

Ainda quanto ao tráfico de marfim e cornos, Joaquim Manuel disse não terem outra opção se não combatê-lo energicamente quer a nível de Angola como da Região da SADC, através de canais de cooperação fiáveis e rápidos previamente definidos.

Sem avançar números, o responsável referiu que a quantidade em termos de crescimento de manadas de elefantes continua a ser satisfatório nas mais diferenciadas regiões do país, sobretudo nas áreas de conservação nacional.

“Não temos ainda estatísticas sobre os elefantes e outros animais de grande porte, mas estamos a trabalhar no sentido de começar no próximo ano com as pesquisas científicas-técnicas de contagem de animais e mapeamento das suas rotas, para diminuir o conflito homem/animal e manter as nossas populações em segurança, informando-as das áreas de maior perigo”, realçou Joaquim Manuel.

O estudo dos animais e o mapeamento das suas rotas são as medidas viáveis que conduzirão a uma melhor convivência entre os homens e animais de grande porte, concluiu o director.

Angop / Novo Jornal