Não é Alarmante o Tráfico de Marfim em Angola

trafico_marfimA situação do tráfico de marfim em Angola, fruto do abate ilegal de elefantes está controlada, garantiu o director nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, Joaquim Manuel.

Reagindo à notícia da publicada recentemente que dá conta de que África pode perder 20% dos seus elefantes em dez anos, Joaquim Manuel, referiu que esforços continuam a ser envidados em Angola, sobretudo do controlo das suas fronteiras.

“Não é alarmante o tráfico de marfim em Angola. Este negócio não é comum no nosso país, normalmente ouve-se relatos idos da vizinha República da Namíbia, África do Sul, Quénia e Tanzânia, com saída deste produto para Ásia em especial para China”, confirmou Joaquim Manuel em entrevista à Angop.

O responsável acrescentou que, devido o conflito armando já terminado em Angola, tomaram-se providências muito cedo de controlo das fronteiras em termos de entrada e saída de aviões, dificultado assim a passagem ou saída destes produtos do território.

Projectos de estancamento da caça furtiva e despojos de animais selvagens em especial os cornos e marfins, continuam a ser reforçados pelo sector de tutela em parceria com outras instituições públicas e privadas.

A formação de mais fiscais foi apontada por, Joaquim Manuel, como uma das medidas viáveis, além das estratégias de criação de Lodges para fins cinegéticos e outras medidas de estancamento da caça furtiva.

Ainda quanto ao tráfico de marfim e cornos, Joaquim Manuel disse não terem outra opção se não combatê-lo energicamente quer a nível de Angola como da Região da SADC, através de canais de cooperação fiáveis e rápidos previamente definidos.

Sem avançar números, o responsável referiu que a quantidade em termos de crescimento de manadas de elefantes continua a ser satisfatório nas mais diferenciadas regiões do país, sobretudo nas áreas de conservação nacional.

“Não temos ainda estatísticas sobre os elefantes e outros animais de grande porte, mas estamos a trabalhar no sentido de começar no próximo ano com as pesquisas científicas-técnicas de contagem de animais e mapeamento das suas rotas, para diminuir o conflito homem/animal e manter as nossas populações em segurança, informando-as das áreas de maior perigo”, realçou Joaquim Manuel.

O estudo dos animais e o mapeamento das suas rotas são as medidas viáveis que conduzirão a uma melhor convivência entre os homens e animais de grande porte, concluiu o director.

Angop / Novo Jornal


Na Província do Zaire o Pau-Preto,a Pacaça e o Elefante Estão em Vias de Extinção

angola_fauna_2288_nO Instituto de Desenvolvimento Florestal está preocupado com o abate indiscriminado de árvores e de caça, na província do Zaire.

O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse que esta prática concorre para a extinção das espécies vegetais e animais. João Domingos acrescentou que mesmo estando regulamentada, a protecção das espécies é desrespeitada.
Afirmou que a actividade é promovida por cidadãos que fazem da exploração do carvão vegetal e da caça furtiva o seu modo de vida.
O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse que o pau-preto, a pacaça, o elefante, o veado e o mabeco estão em vias de extinção na província.
“Detectamos garimpeiros de material florestal e caçadores de animais protegidos”, referiu. Defendeu a realização de campanhas de sensibilização sobre a importância da protecção da fauna e da flora.
O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) apela à população a se abster do abate indicriminado de árvores e da caça furtiva para garantir o equilíbrio ambiental.
Responsáveis do sector afirmam que o Instituto de Desenvolvimento Florestal na província do Zaire carece de meios técnicos e humanos para realizar cabalmente as actividades de fiscalização.
Segundo responsáveis do sector, o Instituto florestal conta com apenas quatro fiscais na região.

Jornal de Angola


Alterações Arquitectónicas e Urbanísticas Estão na Causa das Migrações de Espécies Animais em Angola

563455_594198263939551_1395484374_nAs alterações arquitectónicas e urbanísticas causadas pela expansão do sector imobiliário em Angola estão na base das migrações de espécies animais, que buscam, noutros locais, melhores condições de habitação e reprodução.

O alerta é da bióloga Leonor Pedro, que disse, em declarações à agência de notícias Angop, estar o fenómeno a causar o desaparecimento de muitas espécies, sobretudo aves, lagartos e serpentes, devido às mudanças ambientais e ao desaparecimento de zonas verdes.
Leonor Pedro defendeu a necessidade de um maior acompanhamento e pesquisas sobre o assunto, uma vez que a ausência de zonas de paisagem em todo o país é cada vez mais notória.
“Alguns animais percorrem longas distâncias por factores panorâmicos incompatíveis com o seu modo de vida, o que, cientificamente, se denomina migração de remoção”, salientou a bióloga, acrescentando que esse tipo de migração acontece quando o habitat desses animais se torna impróprio para a sua sobrevivência.
Para a investigadora Leonor Pedro, é preciso que equipas multidisciplinares, integradas por biólogos, ambientalistas e técnicos do sector da Construção e Urbanismo, façam um aturado trabalho para que sejam acauteladas essas questões, que acabam por ter um impacto negativo na sobrevivência das espécies.

Jornal de Angola


Os Últimos 15 Rinocerontes que Viviam em Moçambique Foram Abatidos. Extinção Total

Rinos 352455359_0f127174c6_zA população de rinocerontes está oficialmente extinta em Moçambique, depois de constatada, no mês passado, a morte dos últimos 15 animais que viviam no Parque Great Limpopo, uma reserva natural que fica localizada na fronteira com a África do Sul e o Zimbabwe.

Em 2002, a área de conservação ambiental tinha uma população de 300 rinocerontes e os administradores da reserva comunicaram que 30 dos seus guardas estão a ser investigados por corrupção, já que são acusados de colaborar com caçadores furtivos. Os chifres dos rinocerontes são presas valiosas devido às suas propriedades medicinais na cultura asiática. No mercado negro, cada quilo do osso pode custar até 65 mil dólares.
A busca sangrenta pelos chifres de rinocerontes já causou, segundo levantamento de organizações não-governamentais, a morte de 180 do total de 249 rinocerontes de uma reserva na África do Sul, só neste ano.


O Esplendor da Natureza em Fabulosas Fotos

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Foto de Joel Sartore
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