Alterações Arquitectónicas e Urbanísticas Estão na Causa das Migrações de Espécies Animais em Angola

563455_594198263939551_1395484374_nAs alterações arquitectónicas e urbanísticas causadas pela expansão do sector imobiliário em Angola estão na base das migrações de espécies animais, que buscam, noutros locais, melhores condições de habitação e reprodução.

O alerta é da bióloga Leonor Pedro, que disse, em declarações à agência de notícias Angop, estar o fenómeno a causar o desaparecimento de muitas espécies, sobretudo aves, lagartos e serpentes, devido às mudanças ambientais e ao desaparecimento de zonas verdes.
Leonor Pedro defendeu a necessidade de um maior acompanhamento e pesquisas sobre o assunto, uma vez que a ausência de zonas de paisagem em todo o país é cada vez mais notória.
“Alguns animais percorrem longas distâncias por factores panorâmicos incompatíveis com o seu modo de vida, o que, cientificamente, se denomina migração de remoção”, salientou a bióloga, acrescentando que esse tipo de migração acontece quando o habitat desses animais se torna impróprio para a sua sobrevivência.
Para a investigadora Leonor Pedro, é preciso que equipas multidisciplinares, integradas por biólogos, ambientalistas e técnicos do sector da Construção e Urbanismo, façam um aturado trabalho para que sejam acauteladas essas questões, que acabam por ter um impacto negativo na sobrevivência das espécies.

Jornal de Angola


Os Últimos 15 Rinocerontes que Viviam em Moçambique Foram Abatidos. Extinção Total

Rinos 352455359_0f127174c6_zA população de rinocerontes está oficialmente extinta em Moçambique, depois de constatada, no mês passado, a morte dos últimos 15 animais que viviam no Parque Great Limpopo, uma reserva natural que fica localizada na fronteira com a África do Sul e o Zimbabwe.

Em 2002, a área de conservação ambiental tinha uma população de 300 rinocerontes e os administradores da reserva comunicaram que 30 dos seus guardas estão a ser investigados por corrupção, já que são acusados de colaborar com caçadores furtivos. Os chifres dos rinocerontes são presas valiosas devido às suas propriedades medicinais na cultura asiática. No mercado negro, cada quilo do osso pode custar até 65 mil dólares.
A busca sangrenta pelos chifres de rinocerontes já causou, segundo levantamento de organizações não-governamentais, a morte de 180 do total de 249 rinocerontes de uma reserva na África do Sul, só neste ano.


O Esplendor da Natureza em Fabulosas Fotos

animal-photography-snake
..chimpance-budongo

Foto de Joel Sartore
BIR053-00014

Veja Mais


Treze Chimpanzés Angolanos Habitam no Jane Gordall Chimpanzee Institute, na África do Sul

Treze chimpanzés, dos 33 que habitam no Jane Gordall Chimpanzee Institute (reserva natural de animais) são angolanos, informou nesta terça-feira, o gestor da instituição, Marc Cronje.

Em declarações à imprensa no final da visita que a embaixadora de Angola na África do Sul, Josefina Pitra Diakité, efectuou na cidade de Nelspruit (Mpumalanga), cerca de 395 quilómetros da cidade de Pretória, referiu que os 13 chimpanzés angolanos que habitam naquela reserva natural são sete fêmeas e seis machos.
Marc Cronje fez saber que o primeiro chimpanzé a habitar o espaço é angolano, que chegou em 2007, e nos anos subsequentes chegaram outros vindos das repúblicas Democrática do Congo, Sudão, Togo, Gabão e da Itália.

“O resgate destas espécies de animais deve-se à falta de condições de habitabilidade nos seus países de origem e também da necessidade de se preservar àquele género que tanta importância tem para o desenvolvimento da humanidade, mas que estava em vias de extinção”, afirmou o Marc Conje.

Os chimpanzés que actualmente habitam o espaço não se reproduzem porque, segundo o seu gestor, isso poderia reduzir, sobremaneira, a zona a si reservada e impedir que outros animais também viessem ocupar a mesma zona.
Esta decisão, prosseguiu a fonte, consta das clausulas do acordo assumido pelas autoridades angolanas e da África do Sul, embora se reconheça que para se preservar uma espécie é preciso que haja reprodução.

Disse não existir, por enquanto, um horizonte temporal para que os chimpanzés estrangeiros regressem aos seus países de origem, por isto carecer de algum estudo para se aferir das reais condições de acomodação dos animais.

O gestor explicou que para se manter saudáveis os animais, o Jane Gordall Chimpanzee Institute conta com doações de várias entidades, entre empresários, associações e pessoas singulares.
A visita embaixadora Josefina Pitra Diakité a reserva natural de Mpumalanga, que ocupa uma extensão de 1000 hectares, enquadra-se nas actividades alusivas 37º aniversário da independência de Angola, assinalado a 11 de Novembro.

Angop


Mais de Cem Animais Mortos Diáriamente no Kuando-Kubango

Mais de cem animais são abatidos diariamente na província do Kuando-Kubango, por caçadores furtivos, denunciou quinta-feira o chefe de brigada do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Salomão Chaúto.
“Diariamente são abatidos mais de 100 animais, para consumo humano e um número indeterminado de árvores são derrubadas por carvoeiros”, denunciou o responsável provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal.
O IDF no Kuando-Kubango, acrescentou, tem apenas 29 fiscais para cobrir uma extensão territorial de aproximadamente 200 mil quilómetros quadrados.
Em relação ao abate indiscriminado de animais, a preocupação é ainda maior, pelo facto de se estar num período de reprodução.
“O javali, a palanca branca e as cabras do mato são as espécies abatidas com maior frequência”, disse o chefe do IDF, acrescentando que, em coordenação com o departamento do Ambiente e outras estruturas do governo, estão a ser estudados mecanismos para punir, com pesadas multas, todas as pessoas que forem encontradas a praticar acções prejudiciais à natureza.
Salomão Chaúto afirmou que, no decurso do presente ano, a população local solicitou às autoridades no sentido de se destacarem fiscais para as zonas de Licua, Tchipundo, Mucusso, Nerequinha, onde os elefantes estavam a causar enormes prejuízos às culturas.
O chefe de brigada provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal defendeu, em Menongue, a necessidade de se evitarem todas as práticas prejudiciais que colocam em risco o meio ambiente.

Jornal de Angola/Carlos Paulino