Portugueses Vão Calçar Sapatos Made In Angola

rbs-580Nasceu em Angola ainda em 2006 e trouxe ao nosso país conhecidas marcas internacionais como Zara, Tiffosi, Elena Miró, Adolfo Dominguez, Paez e Cavalinho. Agora, reforça a sua expansão internacional com o lançamento de uma colecção de sapatos masculinos em Portugal.

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Segundo Números Fornecidos Pelas Alfândegas, as Exportações Angolanas Caíram 37,7%

exportaçoes_angolaA queda das exportações motivou também uma redução de 8% no saldo da balança de mercadorias, que se cifrou em 674,8 mil milhões Kz, nos primeiros seis meses de 2014, contra os 701,9 mil milhões Kz do período homólogo do ano passado.

O valor aduaneiro das mercadorias exportadas por Angola no primeiro semestre deste ano caiu 37,7%, para 2,0 biliões Kz, contra 3,3 biliões Kz do período homólogo de 2013, de acordo com dados do comércio externo do Serviço Nacional das Alfândegas (SNA), a que o Expansão teve acesso.

Contrariamente ao valor aduaneiro das exportações, o das importações evoluiu positivamente, ao registar um aumento na ordem dos 17,3%, passando de 1,1 biliões Kz no primeiro semestre do ano passado para 1,4 biliões Kz em igual período deste ano. Feitas as contas, o saldo da balança de mercadorias – valor aduaneiro das exportações menos importações – cifrou-se em 674,8 mil milhões Kz nos primeiros seis meses de 2014, contra os 701,9 mil milhões Kz do ano passado, uma queda de cerca de 8%.

Segundo os dados do SNA, registou-se um ligeiro crescimento de aproximadamente 10% no valor aduaneiro dos óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, a mercadoria mais exportada pelo País, de 1,7 biliões Kz no primeiro semestre de 2013 para 1,9 biliões Kz de Janeiro a Junho deste ano, ainda assim insuficiente para elevar o valor aduaneiro das exportações. As alfândegas justificam a queda com “uma alteração nos procedimentos de processamento das exportações de petróleo para o regime geral, à luz da Circular n.º 78/DPPP/SNA/12, de 16 de Abril”.

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Empresários de Vila Nova de Famalicão Ajudam Homólogos a Conquistar Mercado Angolano

empresario-famalicao-580Seis empresários de Vila Nova de Famalicão, Portugal, estão a ajudar homólogos a colocar os produtos em Angola. Nesse sentido, assumiram o papel de “Embaixadores de Vila Nova de Famalicão” em Angola. Este é o primeiro resultado visível do projecto “Famalicão Made INternacional” que arrancou na escola Didáxis de Riba D’Ave, e contou com as presenças do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do cônsul-geral de Angola no Porto, Domingos Lopes, entre vários empresários da região.

As empresas Vieira de Castro, José Manuel Fernandes, Primor, Certave/ Caixiave, Adigeste e Cetrus, exemplos de sucesso na internacionalização dos seus produtos, nomeadamente no mercado angolano, assumiram, assim, o compromisso de apoiar novas empresas que estejam interessadas em explorar este mercado. A Câmara Municipal também se incluirá no processo, assumindo-se como elemento institucional facilitador. “A Câmara Municipal de Famalicão, tal como qualquer outra, não é nem tem vocação empresarial, mas assume a responsabilidade de ser plataforma facilitadora e indutora do desenvolvimento do tecido empresarial do Concelho. Este projecto do Made INternacional tem esse propósito, de criar condições para que exista uma acção concertada de forma a atingir esses propósitos”, assinalou Paulo Cunha.

O objectivo é, no fundo, que os embaixadores famalicenses se disponibilizem a prestar informações diversas sobre o respectivo mercado, facilitando a entrada de novas empresas e proporcionando novos negócios.

“Hoje já não se fala em mercados locais, nem sequer em mercados nacionais, só há uma escala para o mercado à escala global. Nós queremos empresários famalicenses arrojados, com capacidade para arriscar, que vão à luta, mas não queremos experimentalismos e muito menos aventuralismos”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, durante a sua intervenção.

Por sua vez, o Cônsul destacou que “apesar de Angola ter uma riqueza substancial, ainda tem muita pobreza e precisamos de bons parceiros, como os empresários portugueses, que têm colaborado no nosso desenvolvimento, criando possibilidades de emprego e participando na formação técnica profissional e outras dos nossos jovens”.

Paulo Cunha explicou ainda a razão pela qual o município escolheu Angola para iniciar este périplo de internacionalização da economia famalicense. “Existem laços profundos com Angola, não só a língua, mas a cultura e a história. É esta ligação profunda que nos permite começar por Angola este périplo da internacionalização da economia famalicense. Uma dinâmica que desejamos que seja recíproca, ou seja, que os empresários angolanos venham também para Famalicão”, frisou.

Consolidado o ciclo ‘Made In Famalicão’ que a autarquia tem vindo a promover nos últimos meses pelas empresas de referência do Concelho, bem como pelos projectos inovadores e diferenciadores, surge agora “Famalicão Made Internacional”, com o mesmo intuito de fomentar o empreendedorismo e de potenciar as empresas do concelho mas, desta vez, fora de portas.

O programa “Famalicão Made INternacional” será composto por um conjunto de sessões públicas, abordando sempre novos mercados com potencialidades de investimento.

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Itália Vai Passar a Comprar Madeira Angolana

madeiraAngola vai passar a abastecer o mercado madeireiro italiano dentro de dois anos, no quadro de um acordo a ser rubricado a breve trecho entre a Organização de Madeireiros e Material de Decoração de Itália (Federlegnoarredo) e a congénere angolana.

A informação foi prestada, em Luanda, pelo promotor internacional da Federlegnoarredo, Gianmarco Orefice, durante uma conferência de imprensa realizado a bordo do porta-aviões italiano Cavou, no quadro de uma visita do 30º Grupo Naval que se encontra no país desde a passada quinta-feira (13).

Gianmarco Orefice disse que o acordo, ainda sem data, vai ser o culminar de um processo de conversações entre empresários angolanos e italianos, cujos primeiros contactos foram elaborados em 2010.

“Naquela altura, elaboramos vários contactos entre produtores, comerciantes e designers angolanos e demonstramos todo o nosso interesse em criar acordos de cooperação comercial no domínio da madeira”, reforçou.

O representante da Federlegnoarredo, cujas vendas para o mercado angolano já atingiram os seis milhões de dólares nos últimos dói anos, sublinhou a importância de Angola no quadro da expansão dos negócios da companhia que representa.

“Angola é um bom mercado. Nota-se a evolução dos distintos sectores comerciais do país, estando incluído, como não podia deixar de ser, o da madeira. Neste capítulo, a parceria é igualmente importante para tornar a praça mais dinâmica”, acrescentou o responsável.

Entrevistado pela Angop, à margem da conferência de imprensa, o presidente da Associação dos Madeireiros Industriais de Angola, Luís Silva, disse que o acordo chega numa boa altura, considerando o facto de a Federlegnoarredo, segundo o mesmo, constituir uma dos principais operadores mundiais no domínio da produção e transformação da madeira.

Explicando mais a fundo, o núcleo do acordo, sgundo Luís Silva, basear-se-á na aquisição de tecnologias, compra e venda de madeiras e seus derivados, bem como na troca de informação e conhecimentos.

A Associação dos Madeireiros Industriais de Angola detém, actualmente, 75 associados, distribuídos em várias regiões do país, um número que o responsável pela agremiação garante estar preparado para ir de encontro as solicitações de exportação.

“Não obstante, o grupo pequeno que ainda somos, comparativamente a outras companhias de mundialmente conhecidas, temos capacidade para responder à procura, graças a potencialidade florestal que Angola possui”, argumentou.

O 30º Grupo Naval, que atracou no Porto de Luanda, na passada quinta-feira, está composto por um porta-aviões (o maior de Itália), um navio de abastecimento, a fragata Bergamini e um navio de patrulha e está no país no quadro de visita de exposição das potencialidades turísticas e comerciais da Itália. O mesmo parte de Angola rumo à República do Congo na próxima quarta-feira (dia 19).

África 21


Portugal Bate Novo Recorde de Exportações Para o Brasil

porto_lisboaAinda sem os resultados de dezembro, os números do comércio bilateral mostram que 2012 foi o melhor ano de sempre das exportações lusas para o Brasil, com quase US$ 900 milhões até novembro.

As exportações portuguesas para o Brasil atingiram no final de novembro o valor de US$ 897 milhões, naquele que é um novo recorde de vendas anuais, quando ainda falta a contabilização do mês de dezembro para apurar o total que o Brasil importou de Portugal em 2012.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que no mês de novembro o Brasil recebeu de Portugal produtos no valor de US$ 91,8 milhões, mais 3,8% que em outubro mas menos 5% do que em novembro do ano passado.
Este resultado elevou para US$ 897 milhões o total exportado de Portugal para o Brasil desde o início de 2012. No ano 2011, entre janeiro e dezembro, as exportações lusas para o mercado brasileiro haviam somado US$ 835,7 milhões, marca que então representou um novo recorde, com crescimento de quase 44% sobre o ano anterior.

Em termos homólogos, as exportações portuguesas para o Brasil nos primeiros onze meses de 2012 representam um crescimento de 22,5%, mas mesmo assim o valor não cobre o total de vendas do Brasil para Portugal, que se cifrou, no mesmo período, em US$ 1,56 bilhões, com quebra de 17% face a 2011.

Com as exportações brasileiras para Portugal a cair, o valor total do comércio bilateral em 2012 está ainda abaixo do registado no ano passado. Em 2011 a corrente de comércio luso-brasileira ascendeu a US$ 2,89 bilhões. Em 2012, porém, as trocas entre Portugal e Brasil estão em US$ 2,46 bilhões, sendo pouco provável que o registo de dezembro permita elevar esse total a um novo recorde.

De janeiro a novembro as vendas lusas para o Brasil tiveram no azeite o principal item (quase 20% de peso), com contributos também relevantes dos combustíveis (participação de 8%) e do bacalhau (mais de 7%).
Já as exportações brasileiras para Portugal foram dominadas pelo petróleo (quase 53% do valor total), tendo ainda figurado no topo da lista produtos como a soja (cerca de 17%) e o açúcar (6%).

África 21/Jorge Horta