Em 2018 o Valor das Exportações Angolanas Disparou e a Inflação Volta a Baixar

O valor das exportações angolanas disparou de acordo com o encerramento das contas do último ano pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o que acompanha sobretudo a recuperação do preço do petróleo. o saldo da balança comercial é confortável.

As exportações angolanas aumentaram 76,87% em valor em 2018, revelam os resultados definitivos do comércio externo apurado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No Anuário de Estatísticas de Comércio Externo 2018, o INE revela que as importações registaram, no mesmo período, um incremento de 58,69%, tendo a balança comercial registado um saldo positivo de KZ 6 234 875 milhões. As exportações continuam a assentar quase inteiramente em “combustíveis” (95,67% do total do valor dos bens expedidos, justificando-se o seu aumento essencialmente pela recuperação do preço do barril de petróleo bruto), tendo como principais países de destino a China, com 60,28%, a Índia, com 9,27%, Estados Unidos da América, com 3,35%, Espanha, com 3,04% e África do Sul, com 2,82%.

O valor das exportações subiu significativamente a partir do mês de Agosto (mais de 118% em relação ao mesmo mês de 2017) para decair no último mês de 2018. Cabinda lidera claramente no que toca às casas fiscais da área geográfica a partir da qual os bens são exportados (KZ 9,5 triliões – milhões de milhões – num valor total exportado de KZ 10,2 triliões). Em África os principais destinos das exportações angolanas a África do Sul, com 76,6%, Seycheles, com 7,62%,

República Democrática do Congo, com 5,58%, Gana, com 1,83% e São Tomé e Príncipe, com 1,73%. Já no que respeita às importações os principais parceiros de Angola no último ano foram a China, com 14,56% do conjunto dos bens importados, Portugal, com 13,67%, Singapura, com 9,64%, Bélgica, com 6,54% e Togo, com 5,95%.


Angola Adere à Plataforma da Janela Única de Comércio Externo

Angola vai aderir à plataforma da Janela Única de Comércio Externo a partir de 2021, com vista a facilitar o movimento de mercadorias nas fronteiras.

Segundo a Angop, a ferramenta electrónica, apresentada esta quinta-feira, em workshop, em Luanda, pelo Ministério das Finanças, através da Administração Geral Tributária (AGT), em parceria com o Ministério do Comércio, prevê a redução do tempo de desalfandegamento e custos, além de conferir maior segurança e rapidez na tramitação dos processos aduaneiros.

A plataforma electrónica, que está a ser desenvolvida com base no Decreto Presidencial 220/18, de 25 de Setembro, fixa requisitos para melhorar o controlo das exportações, determina um sistema informático único para o comércio internacional e impõe uma fiscalização adequada do mar territorial e da costa do oceano atlântico.

Com projecto, Angola busca melhorias e eficiência dos serviços aduaneiros, seguindo exemplos de países como o Uganda, Moçambique, Singapura e China.

Deste modo, os agentes que intervêm na cadeia do comércio externo, passam a apresentar, num ponto único de entrada, declarações e despachos aduaneiros padronizados, com vista a cumprir com as exigências refutatórias referentes à importação, exportação e trânsito de mercadorias.


Ministra Angolana das Pescas e do Mar Apela aos Empresários a Produzir Peixe Seco Para Exportação

A aposta na reabilitação das infra-estruturas de apoio à pesca e na produção do peixe seco para a exportação foi o apelo lançado nesta sexta-feira, no Soyo, província do Zaire, pela ministra das Pescas e do Mar, Victória de Barros Neto, aos proprietários de salga e seca do país
A governante fez este apelo quando discursava na cerimónia de abertura do primeiro conselho consultivo alargado do seu Ministério, que decorre hoje (sexta-feira) e sábado, nesta localidade costeira da província do Zaire, sob o lema “Economia azul rumo ao desenvolvimento”.

Victoria de Barros Neto, pediu às empresas privadas do sector a retomarem a produção do peixe seco de qualidade para o consumo interno e também para a exportação, como acontecia na época antes e após a independência nacional em 1975.

Segundo disse, o peixe seco de Angola continua a ser muito solicitado por muitos, sobretudo, por países vizinhos como a RDC, o Gabão, Congo Brazzaville, históricos mercados deste produto de origem angolana.

Sugeriu que os empresários do ramo estabeleçam parcerias mutuamente vantajosas com as mulheres processadoras de pescado, de modo a ajudá-las a exercer a actividade em melhores condições higio-sanitárias que colocam em perigo a saúde pública.


Angola Vai Exportar Para Moçambique a Cerveja Cuca

A Companhia União de Cervejas de Angola (Cuca), detida pelo grupo Castel, assinou em Luanda, com a empresa moçambicana “Moz Bebidas Lda”, um acordo de exportação da cerveja Cuca para Moçambique, no quadro do programa de exportação e internacionalização da marca.

De acordo com a agência Angop o administrador delegado do Grupo Castel, Philippe Frederic disse que numa primeira fase serão apenas exportados dois contentores de cerveja Cuca em lata, avaliados em 50 mil dólares americanos.

Frederic referiu que a Cuca já é exportada para países como Estados Unidos da América, Portugal, além dos mercados fronteiriços angolanos com a Namíbia, República Democrática do Congo e a Zâmbia.

O director-geral da Moz Bebidas Lda, Severin Tchogna Njamen, disse desejar que o número se estenda aos 100 contentores, de modo a contribuir para o crescimento e a diversificação da economia dos dois países.

A produção anual da fábrica Cuca está estimada em mais de 1,08 milhões de hectolitros de cerveja.


A Angolana Novagrolider Está a Exportar Semanalmente Cinco Contentores de Banana Para Portugal

A empresa Novagrolider está a exportar semanalmente cinco contentores de 40 pés de banana para Portugal, revelou (terça-feira) hoje o seu administrador José Macedo.

Em declarações à imprensa, o responsável disse que a Novagrolider em Caxito exportou, além da banana, outros produtos como destaque para o mamão papaia e mangas.

Reclamou da demora na documentação e do alto custo das tarifas portuárias de exportação, sugerindo a criação de um guichet dos exportadores.

Em termos das divisas, disse José Macedo, o processo registou uma melhoria considerável comparativamente ao ano 2017, cuja exportação embora ainda ser muito ínfimas, atendendo às actuais necessidades, mas ajuda.