Estado Angolano Pretende Integrar 80.537 Ex-mMilitares, 13 Mil Deficientes de Guerra e 24 Mil Viúvas e Órfãos

Cento e dezassete mil é o número de pessoas que o Instituto de Reintegração Sócio-profissional dos Ex-Militares (IRSEM) prevê reintegrar até 2022 no país, disse hoje (terça-feira), em Luanda, o director-geral, Domingos André Tchikanha. Deste número, 80 mil 537 são ex-militares, 13 mil deficientes de guerra e 24 mil são viúvas e órfãos.

Segundo o responsável, que falava em conferência de imprensa sobre o estado actual do processo de reintegração, o “calcanhar de Aquiles” é a questão financeira, salientando que precisam de 39 mil milhões de Kwanzas para efectivar este processo até 2022.

Domingos Tchikanha referiu que devido a questão financeira, o ano passado conseguiram apenas reintegrar mil e quatro ex-militares de um universo de 11 mil, o que corresponde a 20 por cento.

Apontou as províncias de Benguela, com 17 mil e 200 e Huíla, com 12 mil, as que possuem maior número de ex-militares por reintegrar, ao passo que a do Zaire, com 49, com menos efectivos.

Os reintegrados desenvolvem acções em várias áreas como agricultura, pescas, carpintaria, alfaiataria e comércio informal, para a sua sobrevivência e de suas famílias.


Atraso No Pagamento das Pensões dos Antigos Guerrilheiros Angolanos

ex_guerrilheirosOs ex-combatentes inscritos na Associação dos Antigos Guerrilheiros de Angola, na província de Malange, manifestaram-se preocupados com o atraso que se regista no pagamento das suas pensões.

O secretário provincial de Finanças da Associação de Antigos Guerrilheiros de Angola, Paulo Alfino, disse que já existe uma lista de reclamações que vai ser encaminhada nos próximos dias para a Direcção Central do Fundo de Pensões.
Paulo Alfino revelou que na lista de beneficiários em posse da associação figuram nomes de antigos guerrilheiros com idades entre os 60 e os 78 anos. José Manuel Kamucumba, antigo guerrilheiro, disse que fez a entrevista para ser pensionista em 2011 e até à data não beneficia do fundo de pensão.
O secretário de Finanças da Associação dos Antigos Guerrilheiros, Paulo Alfino, disse que actualmente estão registados 205 assistidos, dos quais 16 são mulheres com idades entre 60 e 70 anos, cuja contribuição em defesa da pátria foi relevante.
Em Fevereiro último, o secretário de Estado para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Clemente Cunjuca, garantiu, em Luanda, que os ex-militares da ELNA, antigo exército da FNLA, desmobilizados em 1992, gozam dos mesmos direitos enquanto beneficiários de pensões da Caixa Social das Forças Armadas Angolanas.

Jornal de Angola/Adelino Ngunza


160 Mil Ex-Combatentes Angolanos Estão Inseridos no Programa de Reinserção

ex_combatentesCento e sessenta mil antigos combatentes e veteranos da pátria e deficientes de guerra, em situação de carência e vulnerabilidade, estão inseridos no programa do Executivo de reinserção socioeconómica, segundo o comunicado de imprensa da 3ª reunião ordinária da Comissão para Política Social do Conselho de Ministros, realizada esta terça-feira, na Cidade Alta.

De acordo com a nota de imprensa da reunião orientada pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, no quadro do programa foram criadas cooperativas diversas em função do tipo de actividade a desenvolver pelos beneficiários.

Foram igualmente oferecidos cursos que potenciam a capacidade empreendedora das pessoas assistidas, assim como distribuídos kit’s básicos para agricultura, pesca, carpintaria, electricidade, canalização, recauchutagem, corte e costura, sapataria, entre outros ofícios.

A comissão avaliou as facilidades de acesso dos deficientes de guerra aos serviços especializados nos domínios da educação, emprego, saúde e formação profissional, tendo recomendado a melhoria contínua no atendimento aos problemas deste grupo vulnerável.

No domínio da educação, a comissão foi informada sobre as acções realizadas no quadro da supervisão do subsector do ensino privado, e recomendou o incremento da fiscalização das instituições de ensino, aceleração do processo de revisão de legislação sobre a matéria, incluindo os modelos de gestão e de financiamento.

A assistência à primeira infância mereceu também atenção, tendo a comissão para a política social do Conselho de Ministros orientado o incremento das acções de formação de vigilantes e educadores de infância.

Na reunião foi prestada uma informação sobre o projecto de constituição do instituto da juventude e do observatório nacional da juventude, bem como de um memorando sobre o estado de implementação das casas da juventude e dos centros comunitários juvenis.

De acordo com o comunicado de imprensa, a Comissão recomendou a realização de acções que visem melhorar as taxas de ocupação dos equipamentos e de utilização das casas da juventude e dos centros comunitários juvenis.

Pede ainda a consolidação da parceria com os governos provinciais na execução dos projectos de edificação das casas da juventude e dos centros comunitários e a adopção de um modelo de gestão e de financiamento das despesas de funcionamento e de manutenção destas instalações.

A comissão avaliou positivamente os resultados das visitas de trabalho do seu grupo técnico às províncias do Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte, por permitirem uma melhor percepção das necessidades das populações e do estado de implementação dos programas e projectos sectoriais em curso.

No quadro da avaliação da sua actividade, a Comissão apreciou o grau de cumprimento das suas deliberações e recomendações anteriores, bem como dos indicadores do sector social referentes aos meses de Abril e de Maio passados.

A comissão para a política social do Conselho de Ministros nota uma evolução na disponibilização de informação relativas aos indicadores, recomendando, nesta matéria, o prosseguimento das acções que visem melhorar a apresentação e consolidação dos dados produzidos pelos diversos departamentos ministeriais.

Angop


Projectos Profissionais Para Antigos Militares


Jornal de Angola-O Instituto de Reintegração Social dos Ex-Militares (IRSEM), na Lunda-Norte, elaborou 13 projectos para integrar, em 2010, 3.385 desmobilizados, no âmbito dos acordos de Lusaka e Bicesse, disse, à Angop, o director do IRSEM na província.
Os projectos, referiu Dias Nelson Henriques relacionam-se com agro-pecuária, comércio, construção, mecânica, electricidade, sapataria, serralharia, carpintaria, pastelaria, pesca artesanal e alfaiataria.
Todos os s projectos, elaborados de acordo com os interesses e conhecimento do ofício dos beneficiários, foram encaminhados para a Direcção-Geral, em Luanda, e vão ser aplicados em oito dos nove municípios da província.
O IRSEM, declarou, Dias Henriques, cumpriu parcialmente, em 2009, as tarefas programadas, que resultaram na conclusão de um dos três projectos agrícolas concebidos e a construção de uma escola, no município de Capenda Camulemba, das duas inicialmente previstas.
Os projectos do ano passado não foram concluídos por financiador, a comunidade internacional, ter retirado o apoio. Estes projectos, suportados pelo Estado, transitam para 2010. O IRSEM na província da Lunda-Norte assiste 7.020 desmobilizados.


Ex-Militares em Gaia Para Reabilitação Fisíca


Jornal de Angola-Deficientes ex-militares angolanos recebem, desde ontem, tratamento de fisioterapia no Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, Norte de Portugal, graças ao protocolo de cooperação entre a Associação Angolana de Deficientes (AMMIGA) e a congénere das Forças Armadas Portuguesas (ADFA).
No protocolo de cooperação, as duas associações propõem-se promover iniciativas de inter ajuda no campo da integração social.
Nesse âmbito, a ADFA propõe-se empenhar na criação de estruturas de reabilitação e reintegração social em Angola.
As duas associações comprometem-se apoiar, com especial empenhamento da AMMIGA, os deficientes das Forças Armadas Portuguesas residentes em Angola, a “implementar estruturas para o desenvolvimento de actividades económicas de interesse comum” e a “estabelecer os contactos necessários com os respectivos governos” para obterem apoios na “prossecução dos seus objectivos”.
André Hossi, secretário para a área de cooperação da AMMIGA, um dos beneficiários do tratamento no Centro de Reabilitação de Gaia, revelou ao Jornal de Angola, antes de embarcar, que, “além deste apoio, a ADFA tem prestado outros”.
“ Esta acção é benéfica porque tem ajudado muito os deficientes ex- militares filiados na AMMIGA e não apenas na reabilitação física. Ainda este ano, outro elemento da associação beneficiou deste tratamento em Gaia ”, disse o secretário para a área de cooperação da AMMIGA.
O protocolo de cooperação, assinado em 14 de Dezembro de 1995, refere que as duas associações, “dentro do espírito de solidariedade existente entre os deficientes militares dos dois países e no âmbito da realização dos objectivos comuns, que são a reabilitação e a reintegração social, propõem-se desenvolver a troca de informações e experiências no domínio associativo”.