Cinco Cursos em Angola, Moçambique e Cabo Verde Abertos Pela Universidade de Coimbra

Universidade de Coimbra

Universidade de Coimbra obteve financiamento europeu e abrirá três licenciaturas, um mestrado e um doutoramento em Angola, Moçambique e Cabo Verde.

A Universidade de Coimbra (UC) conquistou um financiamento europeu de cerca de um milhão de euros para abrir cinco cursos superiores em Angola, Moçambique e Cabo Verde na área das Ciências da Terra, anunciou a instituição portuguesa.

Em causa está a implementação de cinco cursos (três licenciaturas, um mestrado e um doutoramento) de Geologia, Engenharia Geológica e Engenharia de Minas na Universidade de Cabo Verde, Instituto Superior Politécnico Tundavala e Universidade Agostinho Neto (ambos em Angola), e Universidade Eduardo Mondlane e Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a UC frisa que, “pela primeira vez”, um projeto por si coordenado, intitulado Sustentabilidade e Utilização Racional de Recursos Geológicos, foi aprovado para receber financiamento europeu no âmbito do programa “Erasmus+ Capacity Building in Higher Education”, embora a instituição já tenha sido parceira de outras universidades em nove ocasiões.


Alguns dos Recém-Formados em Angola Põe em Causa a Competência Adquirida

Foto de DW/P.Borralho

A competência adquirida por alguns licenciados está a ser posta em causa por muitos internautas. Analistas ouvidos pela DW África em Angola também questionam a qualidade dos récem-formados

A polémica começou quando alguns dos recém-formados decidiram escrever frases na rede social Facebook sobre as dificuldades enfrentadas durante o seu percurso académico e fazer agradecimentos.

Um das licenciadas, por exemplo, escreveu “foi dificio, mas consigui”. Esta expressão foi motivo de duras críticas por parte de internautas, entre eles académicos, jornalistas e políticos.

Muitos destes estudantes depois de concluir o curso compram projetos de monografia aos professores universitários em diferentes estabelecimentos de ensino.

Certificado a qualquer preço

Face à situação, Agostinho Sicatu, diretor do Centro de Debates e Estudos Académicos de Angola, considera que se “criou um celeuma em que as pessoas andam atrás do canudo, atrás do certificado e não da competência.”


3.550 Diplomas Entregues por Universidades Angolanas a Novos Licenciados

Em Luanda, só a Universidade Agostinho Neto (UAN) entregou esta semana os diplomas a 2.593 novos licenciados, formados em oito das nove áreas que leciona.

Os estabelecimentos de ensino superior em Angola entregaram ao longo da semana 3.550 diplomas a outros tantos licenciados, com apelos à classe empresarial angolana e estrangeira para que os apoiem e os absorvam no mercado de trabalho.

Em Luanda, a Universidade Agostinho Neto (UAN) entregou os diplomas a 2.593 novos licenciados, formados em oito das nove áreas que leciona, com o reitor interino a apelar ao apoio da classe empresarial na criação de emprego.

Na cerimónia, Pedro Magalhães pediu às empresas para darem oportunidade de emprego aos jovens, sobretudo aos licenciados, para que possam contribuir para o desenvolvimento de Angola, reivindicando que a UAN “tem cumprido as responsabilidades” na formação de quadros.

Segundo dados da UAN, receberam diplomas 2.412 licenciados em Ciências, Engenharia, Medicina, Ciências da Saúde, Direito, Economia, Ciências Sociais e Letras, 126 especialistas nos cursos de Ciências receberam o grau de mestre e 55 bacharéis o respetivo título.


Governo Angolano Assume Objectivo de Construir Sete Novas Faculdades Públicas Até 2022

Universidade Agostinho Neto

O Governo angolano assumiu o objetivo de construir sete novas faculdades públicas até 2022 e elevar a mais de 33.000 o número de estudantes que anualmente saem formados das instituições de ensino superior do país.

A pretensão consta do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, aprovado pelo Governo e publicado oficialmente no final de junho, contendo um conjunto de programas com a estratégia governamental para o desenvolvimento nacional na atual legislatura.

Especificamente para “melhorar a rede de instituições de ensino superior”, o PDN incluiu um programa para “permitir o crescimento de cursos e de pós-graduações”, além de “melhorar a qualidade do ensino ministrado”.

“Evidencia, ainda, a importância que o Executivo atribui ao desenvolvimento da investigação científica e tecnológica, nomeadamente através da carreira de investigador”, sublinha o plano elaborado pelo Governo angolano para os próximos cinco anos.

Frequentavam o ensino superior em Angola em 2017 cerca de 255.000 estudantes, um aumento de 5,6% face ao ano anterior, distribuídos por 24 universidades públicas e 41 privadas, segundo dados oficiais.


Nas Universidades Portuguesas Frequentam Mais de 6 Mil Estudantes de Angola e Cabo Verde

O ensino superior português recebeu este ano letivo 42.141 alunos estrangeiros, oriundos de 167 países,  sendo 13.785 brasileiros, de acordo com dados da Direção Geral de Estatística de Educação e Ciência (DGEEC). Angola e Cabo Verde são os africanos lusófonos com mais estudantes no ensino superior em Portugal.

O Brasil continua a ser o principal país de origem de alunos estrangeiros, com um total de 13.785 alunos inscritos nas instituições portuguesas, dos quais 7.912 são mulheres. Seguem-se Angola, com 3.721 alunos, Espanha (3.224), Cabo Verde (2.812) e Itália (2.399).

França, Alemanha, São Tomé e Príncipe e China estão igualmente entre os países com mais de mil alunos inscritos em Portugal, segundo os dados apurados através de um inquérito anual dirigido a todos os estabelecimentos de ensino superior, relativos ao ano letivo 2017/2018.

Os alunos chegam também de fora da Europa e do universo lusófono. Entre a diversidade de nacionalidades e culturas nas instituições portuguesas, encontram-se alunos da Síria (79), do Irão (293), do Nepal (44), do Vietname (21) ou da Bolívia (19).