Governo Angolano Assume Objectivo de Construir Sete Novas Faculdades Públicas Até 2022

Universidade Agostinho Neto

O Governo angolano assumiu o objetivo de construir sete novas faculdades públicas até 2022 e elevar a mais de 33.000 o número de estudantes que anualmente saem formados das instituições de ensino superior do país.

A pretensão consta do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, aprovado pelo Governo e publicado oficialmente no final de junho, contendo um conjunto de programas com a estratégia governamental para o desenvolvimento nacional na atual legislatura.

Especificamente para “melhorar a rede de instituições de ensino superior”, o PDN incluiu um programa para “permitir o crescimento de cursos e de pós-graduações”, além de “melhorar a qualidade do ensino ministrado”.

“Evidencia, ainda, a importância que o Executivo atribui ao desenvolvimento da investigação científica e tecnológica, nomeadamente através da carreira de investigador”, sublinha o plano elaborado pelo Governo angolano para os próximos cinco anos.

Frequentavam o ensino superior em Angola em 2017 cerca de 255.000 estudantes, um aumento de 5,6% face ao ano anterior, distribuídos por 24 universidades públicas e 41 privadas, segundo dados oficiais.


Nas Universidades Portuguesas Frequentam Mais de 6 Mil Estudantes de Angola e Cabo Verde

O ensino superior português recebeu este ano letivo 42.141 alunos estrangeiros, oriundos de 167 países,  sendo 13.785 brasileiros, de acordo com dados da Direção Geral de Estatística de Educação e Ciência (DGEEC). Angola e Cabo Verde são os africanos lusófonos com mais estudantes no ensino superior em Portugal.

O Brasil continua a ser o principal país de origem de alunos estrangeiros, com um total de 13.785 alunos inscritos nas instituições portuguesas, dos quais 7.912 são mulheres. Seguem-se Angola, com 3.721 alunos, Espanha (3.224), Cabo Verde (2.812) e Itália (2.399).

França, Alemanha, São Tomé e Príncipe e China estão igualmente entre os países com mais de mil alunos inscritos em Portugal, segundo os dados apurados através de um inquérito anual dirigido a todos os estabelecimentos de ensino superior, relativos ao ano letivo 2017/2018.

Os alunos chegam também de fora da Europa e do universo lusófono. Entre a diversidade de nacionalidades e culturas nas instituições portuguesas, encontram-se alunos da Síria (79), do Irão (293), do Nepal (44), do Vietname (21) ou da Bolívia (19).


Instituições de Ensino Superior Angolanas Não Constam nos Rankings Académicos Internacionais

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) informou recentemente que instituições de ensino superior angolanas (IES) não constam em nenhum ranking académico internacional conceituado.

Segundo o comunicado enviado à Angop, o MESCTI esclarece que as IES angolanas estão apenas nos rankings internacionais não académicos, sem, no entanto, indicar as posições que ocupam. Os mesmos, baseiam-se nas principais missões da IES: ensino, investigação, transferência de conhecimento e perspectiva internacional, enquanto os não académicos baseiam-se tipicamente na presença da IES na Internet, através dos seus portais.


Ministério do Ensino Superior Angolano Estrutura Programa de Envio Anual de Licenciados Para as Melhores Universidades Mundiais

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) pretende, no quadro do Plano Intercalar Outubro 2017-Março de 2018, estruturar um programa de envio, anualmente, de 300 licenciados angolanos e com elevada capacidade analítica para as melhores universidades do mundo.

O MESCTI tem até o mês Março para estruturar o programa, apsar dos vários condicionantes, inclusive do ponto de vista financeiro.


120 Bolsas Para os Cursos de Pós-Graduação e Doutoramento na Alemanha Para os Estudantes Angolanos

Foto de Valentino Yequenha   O governo alemão, através dos serviços de Intercâmbio Académico, Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD), tem disponíveis 120 bolsas para os cursos de pós-graduação e doutoramento, na Alemanha, destinados aos estudantes angolanos.

Esta informação foi avançada ao Novo Jornal Online por Marco Mahgeis, chefe-adjunto da missão da Embaixada da Alemanha em Angola.